Anvisa decide manter proibição da venda de cigarros eletrônicos no país. Diretores da agência optaram, por unanimidade, em aprovar o veto à comercialização do item; estudos indicam que 20% dos jovens brasileiros utilizam o artefato.
Combustíveis: Postos terão de informar preços de antes e depois do decreto de teto do ICMS.
Câmara dos deputados deve votar PEC das Bondades nesta quinta-feira. Proposta será analisada na comissão especial, mas objetivo do governo é que vá também para o plenário da casa.
211 anos de Independência. Desfile militar na Venezuela tem mísseis e reforço com caças russos e chineses.
‘Fome avança para as cidades e para as classes médias’, afirma ONU. Segundo Julio Berdegué, representante da Organização na América Latina, a região perdeu 20 anos de combate a esse problema, que agora deixa regiões rurais isoladas e favelas.
Diretora do FMI diz que economia global pode entrar em recessão: ‘Risco aumentou’. Órgão deve revisar pela terceira vez sua previsão para o crescimento da economia mundial e há a possibilidade de uma desaceleração no desenvolvimento financeiro.
Boris Johnson renuncia ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. Decisão ocorre em meio à renúncia de membros do governo desde terça-feira após escândalo sexual envolvendo aliado; premiê fica no posto até a escolha de um novo líder. Desacreditado, Johnson sofre queda brutal após três anos turbulentos no poder.
Os candidatíssimos e os pré-candidatos
Você já ouviu Bolsonaro ou Lula sendo tratados, na mídia, ou seja, por quem for, como “pré-candidatos” à presidência da República? Nessas reuniões e jantares a R$ 20 mil por pacote de cadeira, garfo, faca e vinho da casa, os convidados só põem a mão no bolso porque sabem que Lula é candidato. Ou alguém acredita que os abnegados e altruístas banqueiros da Av. Faria Lima iriam almoçar com uma pessoa como Lula se ele não fosse candidato sem pré nem pós?
Ora bolas! No entanto, pela lei, pela regra do jogo, todos são igualmente pré, só que uns – no velho padrão nacional – são mais do que outros. A cada pleito, uma multidão de Davis enfrentam os Golias com mandato. Nenhum destes últimos, governador, senador, deputado federal ou estadual é “pré-candidato”. Ninguém com mandato, nenhum governador, senador, deputado federal ou estadual é “pré-candidato”. Todos são, naturalmente, candidatíssimos à reeleição em outubro vindouro desde que foram vitoriosos em 2018. Terminou uma campanha, começaram a outra.
Há quase quatro anos trabalham com esse objetivo. Há quase quatro anos, como as noivas prudentes do Evangelho, mantêm acesas suas lamparinas, abastecem-nas com o óleo das emendas parlamentares e com o cotidiano trabalho dos assessores que pastoreiam suas bases eleitorais. Bota campanha aí!
Neste pleito, são a privilegiada minoria. Não lhes recuso o direito à reeleição, nem coloco todos no mesmo saco. Há gente muito boa (e pouca) nos parlamentos e há neles gente nada boa (e muita). Trato, apenas, do desequilíbrio de forças, da assimetria inibidora da renovação que muito apreciaria e que percebo ser expectativa nacional.
Em tese, claro, ninguém é candidato antes do ato da corte eleitoral que o registre nessa condição. Vem daí o “pré”, que vale para uns e não vale para outros, como se sabe, exceto em relação a certos atos típicos de campanha. Contudo, enquanto a dos titulares dura quase quatro anos, a dos aspirantes só começa, mesmo, no dia 16 de agosto. Convenhamos!
Os mateus legisladores cuidam primeiro dos seus. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor)
A ESTUPIDEZ ANTROPOLÓGICA
Ninguém vai a fundo na questão, que é infinitamente mais complexa...
Estes dias assisti o Jornal Hoje, da Globo.
Vejo de vez em quando, para me inteirar do que e de que eles estão falando. É bom saber onde está, o que pensa e o que anda fazendo o adversário. Aprendi lendo o bom e velho livro a Ate da Guerra, do também velho e bom Sun Tzu.
Segundo a emissora, por si e reproduzindo a mídia internacional, não foram as instituições públicas, tais como a Policia Federal, Polícia Civil do Amazonas, Exército, Marinha e Aeronáutica que esclareceram o assassinato do cidadão inglês de nome Dom Philips e do brasileiro Bruno Pereira, quem teria resolvido tudo, segundo a esposa do cidadão inglês e a mídia internacional, teriam sido os indígenas e a ONG UNIVAJA que atua no vale do rio Javari. Os agradecimentos foram expressamente dirigidos somente a estas duas entidades.
Nada justifica a morte destas duas pessoas, nada, ninguém merece morrer como eles morreram, mas tratar um fato como este de forma político/ideológica não ajuda em nada. Na verdade as reportagens não conseguem esconder que apenas desejam tirar algum tipo de vantagens política do trágico evento e desgastar o atual governo.
O problema é que ninguém vai a fundo na questão, que é infinitamente mais complexa que a maioria pensa, envolvendo enormes interesses geopolíticos internacionais.
Como resolver então uma questão que envolve mais de vinte milhões de brasileiros, em terras não demarcadas, “sem dono”, dispersos por um território de florestas infinitas, naturalmente perigosa, seja pelas condições ambientais, seja pelos naturais confrontos decorrentes da desordem territorial, onde a posse da terra e dos meios de produção são disputados pela força bruta, de forma primitiva, por aventureiros de toda ordem?
Por conta destas dificuldades impera na mídia, sustentada por interesses inconfessáveis, um discurso distorcido da realidade, onde se vende a ideia de que o Estado só não resolve o problema porque não quer, por pura maldade, incompetência ou corrupção, sendo o principal culpado o Presidente da República que estiver no governo e que o Brasil está destruindo a Amazônia. Nada mais falso, hipócrita e cretino.
É preciso entender que as comunidades embrenhadas na Amazônia vivem, basicamente, da exploração dos recursos naturais da região, pesca, caça, coleta, exploração de madeira e garimpos, entre outras atividades menores. Seres humanos, desde a sua forma de organização mais primitiva, não podem prescindir de abrigo contra as intempéries e de alimentos. Seres humanos, os bons e os maus, não tem o costume de se deixar morrer de fome onde há peixes, animais de caça, minerais e vegetais valiosos.
Seres humanos tem o hábito de matar e até morrer pela sua sobrevivência e dos seus entes queridos para se manter vivo e à sua prole. O mundo é assim desde que o Criador colocou os humanos aqui neste planeta. Por isto afirmo que, sobreviver em uma região inóspita como a Amazônia, não é para qualquer um, não é para gente que tem medo de cobra, de onça e é alérgica a picada de mosquito. Digo isto porque viajo para região amazônica, no mínimo uma vez por ano, isto há mais de vinte anos, tendo contato com índios e comunidades ribeirinhas. Enquanto não se regularizar a propriedade da terra e a exploração sustentável dos recursos naturais da região, as pessoas vão continuar se matando. É preciso entender também que se eu não sou melhor que nenhum índio, nenhum índio também não é melhor que eu. Mais ainda, há uma diferença enorme entre índios “aculturados” e os “não contatados”.
Se os aculturados possuem terras com riquezas, estas riquezas precisam ser exploradas, não só para a melhoria da qualidade de vida deles, como também de todos os brasileiros. Transformar reservas indígenas em verdadeiros “Jardins Antropológicos”, é, antes de tudo, de uma estupidez antropológica, para não dizer “Suprema”.
É o que penso. (Amarilio Tadeu Freesz de Almeida, Procurador de Justiça do MPDF – Aposentado)
“Apenas em torno de uma mulher que ama se pode formar uma família.”





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