6 de jul. de 2022

Brasil e sua Democracia...

‘Não seria conveniente a existência de CPIs no período eleitoral’, diz Pacheco. Presidente do Senado fará a leitura do requerimento para investigação de fraudes no Ministério da Educação, mas instalação do colegiado será em ‘momento oportuno’. Por acordo com líderes, CPI do MEC só deve ser instalada depois das eleições.


Justiça do Rio torna vereadorGabriel Monteiro réu por importunação e assédio sexual. Pedido do Ministério Público do Rio foi aceito e alega que crime foi cometido contra ex-assessora do parlamentar, Luiza Caroline Bezerra Batista.


MP Eleitoral denuncia Rodrigo Amorim por violência política de gênero. Para a Justiça, o deputado, durante um discurso inflamado, tentou menosprezar e discriminar a vereadora Benny Briolly por ser uma mulher trans.

Comissão da Câmara aprova convocação de Marcos Valério para explicar ligação do PT com PCC. Ex-operador do Partido dos Trabalhadores afirmou em delação que a sigla tinha administrava um fundo secreto com R$ 100 milhões e que mantinha relação com o crime organizado.

Senado aprova redução de imposto pago por proprietários de imóveis alugados.

Abriram a bica de novo... Congresso derruba vetos de Bolsonaro às leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc. Acordo entre governistas e oposição dá aval para destinação de R$ 6,68 bilhões ao setor cultural.

Presenças de Lula e Alckmin em velório de Dom Cláudio Hummes incomodam familiares do cardeal. Religioso foi apoiador do movimento operário do ABC, mas teria rompido com o ex-presidente após o episódio do Mensalão.

‘Relação do Brasil com os 22 países da Liga Árabe ganha sentido estratégico’, afirma Mourão. Vice-presidente do Brasil discursou no Fórum Econômico Brasil e Países Árabes sobre os impactos econômicos da pandemia da Covid-19 e da guerra no Leste Europeu.

Mais três ministros do governo Boris Johnson renunciam e escancaram crise no Reino Unido. Membros do alto escalão debandaram de seus cargos após denúncias de abuso sexual do ex-secretário Christopher Pincher virem à tona.

Euro atinge menor cotação em relação ao dólar em quase 20 anos.

Ministros renunciaram e Boris Johnson promete ficar no cargo em meio a escândalo.


A ilusão da verdade

ILUSÃO DA VERDADE

Por mais revoltante que seja, o fato é que a máxima de que "basta repetir uma mentira para que ela se torne verdade", técnica largamente utilizada pelo nazista Joseph Goebbels, funciona e muito. Esta consagrada máxima, como bem define a psicologia, se traduz pelo efeito da ILUSÃO DA VERDADE. Mais: exaustivos estudos sobre os efeitos desta técnica -infalível-, as pessoas em geral tendem a aceitar como VERDADES as afirmações que elas já ouviram antes, mesmo que sejam FALSAS.

PELA MESMA LÓGICA...

Ora, se a máxima da REPETIÇÃO DE UMA MENTIRA QUALQUER produz o efeito desejado pelos anunciantes mentirosos, isto significa, pela mesma lógica de raciocínio, que a REPETIÇÃO DE UMA OU MAIS VERDADES produz efeito idêntico. Ou seja, faz soar como algo familiar do tipo que as pessoas já ouviram antes.

FALSOS BENEFÍCIOS

Assim, sob o aspecto econômico -mundial- uma grande -MENTIRA- que vem sendo repetida à exaustão diz respeito aos FALSOS BENEFÍCIOS que o mundo, notadamente os países europeus, obtém através dos mais diversos BANIMENTOS IMPOSTOS À RÚSSIA. Ora, quanto mais sanções impostas à Rússia mais os países dependentes -diretos- e -sem outra alternativa de substituição-, de certos produtos e serviços, vão sofrer. Em alguns casos, o drama já se mostra maior e mais complicado nos países que dependem por exemplo, de produtos derivados de petróleo e/ou demais commodities exploradas na região dominada pela Rússia.

OURO

A propósito, para Leonardo Trevisan, professor de economia e relações internacionais na ESPM, a proposta que defende o presidente americano, Joe Biden, de banir a Rússia do comércio internacional de ouro é um legítimo TIRO NO PÉ. Ora, como o ouro é “reserva de valor” e, a Rússia é um player importante nesse ramo (negocia algo em torno de US$ 15 bilhões/ano e é o terceiro maior produtor de ouro do mundo) em momento de CICLO RECESSIVO não faltarão compradores para esse metal. Isto, portanto, resultará numa alta de preço do ouro, da mesma forma como já aconteceu com o petróleo. Ou seja, a Rússia acumulará ainda mais reservas em moeda forte com a venda desse ‘commodity’.

Aliás, o Instituto de Finanças Internacionais de Berlim avaliou que entre fevereiro e maio a Rússia acumulou US$110 bilhões com a alta do preço do petróleo. Trevisan ressalta que não faltaram compradores, pois só a Índia aumentou em 700 mil barris diários a compra do óleo russo. Mais: a China acumulou mais de um milhão de barris em pouco menos de um dia. Muitas potências médias asiáticas seguiram o mesmo caminho. (Gilberto Simões Pires)

Jogos de cena!

No último dia 2, vivi um ato penitencial assistindo a sequência de infortúnios do jogo entre Ceará e Internacional. Sim, sim, leitor: gosto de assistir bons jogos de futebol e sou torcedor do Internacional.

Enquanto as atropeladas e as infrações coletivas se sucediam com vigorosas reciprocidades e degeneravam em trombadas e empurrões, ficou nítida, para mim, a analogia entre o visto em campo e o observado dentro e fora das “quatro linhas” de nossa institucionalidade. 

No gramado do Castelão, minutos antes do final do jogo, o comentarista já contabilizava 40 infrações (após, houve várias outras e uma expulsão), perfazendo média de uma a cada 2 minutos. Basicamente, é o que acontece no Brasil, onde membros do Congresso Nacional e do STF jogam contra a sociedade, chutam-lhe as canelas e atropelam a ordem jurídica em casuísmos de fazer inveja ao general Golbery.

No gramado, atletas encenavam, frequentemente, aquela coreografia costumeira destinada a impressionar a arbitragem e a torcida. Cobriam os rostos aos berros, como se tivessem os olhos vazados, ou, se o choque era contra o corpo, rolavam sobre si mesmos várias vezes. Se isso não chamasse toda a atenção pretendida, voltavam a acrescentar mais duas ou três voltas sem que qualquer força externa os movesse da posição anterior. Jogos de cena.

Na cena política, notórios ladrões proclamam sua honestidade. Maus julgadores explicam o insustentável dizendo agir contra riscos inerentes a uma sociedade de bárbaros. Atacam liberdades alegando defender a democracia, logo ela, que nasce da liberdade e definha em sua ausência. Jogos de cena.

Como os inquéritos no STF sobre atos antidemocráticos tramitam em sigilo, a gente não sabe por que, há três anos, rolam em campo, queixosos, alguns senhores ministros. Jogos de cena.

Durante a votação da PEC que estabeleceu estado de emergência para auxílios a caminhoneiros, motoristas, famílias carentes, etc. vários senadores oposicionistas também rolaram em campo. Diziam-se agredidos em suas mais nobres e rígidas convicções sobre uso do dinheiro público... Apelidaram a PEC de “Kamikaze”. Acusaram o governo de populismo eleitoreiro. No final, de modo hipócrita, aprovaram-na em dois turnos com apenas o voto em contrário do senador José Serra. Pelos mesmos motivos do governo, apoiaram a PEC que coreograficamente rejeitavam. Jogos de cena!

É o futebol que imita a política ou é a política que imita o futebol muito mal jogado? (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor)

5G Saiba
https://youtu.be/44R0gssl_RE

“Nada sai da nossa vida sem antes nos ensinar o que precisamos aprender.”

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