17 de jul. de 2022

A escravidão do voto...

De acordo com o TSE, Brasil tem 156,4 milhões de pessoas poderão comparecer às urnas no dia 2 de outubro para escolher presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, além de senadores, deputados federais, estaduais e distritais. As informações do cadastro eleitoral mostram que a maior parte do eleitorado é formada por mulheres - são 82,3 milhões de eleitoras, número equivalente a 52,65% do total. Os homens são 74 milhões e correspondem a 47,33%.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou nesta quinta-feira, 14, um recurso apresentado pela defesa do ex-governador Anthony Garotinho (União Brasil) e manteve, por unanimidade, uma condenação definida contra o político em 2016. Assim, de acordo com o Ministério Público Eleitoral do Rio, autor da ação, Garotinho volta a ficar inelegível em razão da chamada Lei da Ficha Limpa. A defesa alega que a inelegibilidade do ex-governador já foi afastada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que vai recorrer à Corte máxima para garantir a nulidade das provas apresentadas pelo MPE.

Em tempos de Pix, brasileiros ainda emitem 200 milhões de cheques ao ano.

Europa enfrenta calor e incêndios florestais; temperaturas passam dos 40 graus.

https://youtu.be/C2pzzJoHKBw

Por que é verdade que as mudanças climáticas existem

Muitos ainda duvidam que o aquecimento global seja real ou não creem que ele seja produzido pela ação humana. O que dizem as pesquisas científicas? A DW mostra algumas respostas baseadas em fatos.Uma seca severa em Monterrey, uma catástrofe causada por uma ruptura da geleira no pico Marmolada na Itália, uma onda de calor iminente em grande parte da Europa. Estes são apenas alguns dos exemplos recentes de acumulação de fenômenos naturais extremos, que os ambientalistas consideram evidência óbvia de que o planeta está se aquecendo rapidamente.

No entanto, ao redor do mundo ainda existe quem questione que o clima esteja mudando. Numa sondagem realizada em 2022 na Alemanha pelo instituto de pesquisas YouGov, 5% dos 2.059 participantes disseram não acreditar no aquecimento global.

Nos Estados Unidos, de acordo com um estudo do mesmo YouGov de junho de 2022, com 1.487 entrevistados, 9% não acreditam e 23% não têm certeza. A pesquisa registra um crescimento do número de céticos do clima nos EUA: em julho de 2021, apenas 6% dos 1.496 entrevistados não acreditavam nas mudanças climáticas, 15% não tinham certeza.

Segundo o psicólogo cognitivo Klaus Oberauer, da Universidade de Zurique, acreditar ou não no aquecimento global não depende do nível de educação. Ele descreve a negação da mudança climática como uma "estratégia política refinada", em que uma questão científica é definida como uma questão de visão de mundo ligada à identificação a uma determinada orientação política.

Ele afirma, entretanto, que a questão de saber se a mudança climática existe ou não não é uma questão de sentimento ou visão de mundo, mas de fatos.

A DW reuniu alguns dos principais fatos em torno das principais alegações dos negacionistas do clima.

As mudanças climáticas são comprovadas cientificamente?

Sim, o aquecimento global e as mudanças climáticas são cientificamente comprovados há décadas. Pesquisadores descobriram que o fenômeno começou há mais de 180 anos, no início da Revolução Industrial.

Num relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), cientistas de 195 países escrevem que há evidências crescentes de fenômenos climáticos extremos, como ondas de calor, chuvas fortes, secas e ciclones tropicais e, em particular, de sua relação com a influência humana.

Para seus relatórios climáticos, os especialistas analisam dezenas de milhares de estudos. Já em 1995, o painel concluía: "As evidências sugerem que há uma clara influência humana no clima global."

O Consórcio Climático Alemão (DKK) também explica que todas as partes do sistema climático, ou seja, oceanos, gelo, terra, atmosfera e biosfera, se aqueceram significativamente nas últimas décadas – e o ar na superfície da Terra já está mais de 1ºC mais quente, na média global, do que na era pré-industrial.

Segundo especialistas, o objetivo deve ser limitar o aquecimento global a 1,5ºC até 2100. Caso contrário, as consequências das alterações climáticas vão se tornar cada vez mais prejudiciais para todo o planeta, o nível do mar poderá continuar a subir, e as condições meteorológicas se tornarão cada vez mais extremas.

Segundo Claas Teichmann, cientista do Climate Service Center Germany, isso quer dizer que muitas regiões apresentarão no verão um aumento de temperatura de alguns graus, já que o aquecimento de 1,5ºC almejado é considerado como uma média global de aquecimento.

As mudanças climáticas são causadas pelo homem?

Centenas de instituições de pesquisa de todo o mundo concordam que a mudança climática é causada pelos seres humanos. Num estudo americano, concluiu-se que mais de 99% dos 88.125 relatórios climáticos analisados concordavam que as mudanças climáticas são causadas pelos humanos.

Modelos são usados para simular como o clima teria se desenvolvido sem influências antropogênicas, e como ele se desenvolveu de fato. Além disso, a Nasa publicou um estudo em 2021 no qual pesquisadores provaram, por meio de observações de satélite da radiação terrestre, que a mudança climática não é natural, mas sim provocada pelo homem.

Se, por exemplo, combustíveis fósseis como carvão, petróleo ou gás natural são queimados, é liberado dióxido de carbono, gás que contribui para o efeito estufa. Juntamente com outros gases-estufa, ele bloqueia a radiação de calor, fazendo com que a Terra aqueça. "Em 2020, a concentração média anual de CO2 foi quase 50% maior do que antes do início da industrialização", registra o site do DKK.

Em 12 de julho de 2022, o valor médio global do CO2 atmosférico era de 417 ppm (partes por milhão). A última vez que houve tanto CO2 na atmosfera foi há vários milhões de anos, quando os humanos modernos ainda não existiam e o nível do mar era, em média, 30 metros mais alto. Na época, de acordo com os pesquisadores, o planeta era muito mais quente no geral e havia menos gelo.

"Basicamente, por razões estatísticas, não se deve inferir uma mudança global no clima, ou seja, uma mudança de longo prazo, a partir de um único evento", ressalva Andreas Becker, chefe do departamento de monitoramento climático do Serviço Meteorológico Alemão, em entrevista à DW. "Mas podemos calcular com probabilidades."

Marie-Luise Beck, gerente do DKK, confirma por e-mail: “Devido às mudanças climáticas, os eventos extremos estão mudando em termos de frequência e intensidade,, ou seja, estão se tornando mais frequentes e mais fortes.”

"Basicamente, por razões estatísticas, não se deve inferir uma mudança global no clima, ou seja, uma mudança de longo prazo, a partir de um único evento", ressalva Andreas Becker, chefe do departamento de monitoramento climático do Serviço Meteorológico Alemão, em entrevista à DW. "Mas podemos calcular com probabilidades."

Marie-Luise Beck, gerente do DKK, confirma por e-mail: “Devido às mudanças climáticas, os eventos extremos estão mudando em termos de frequência e intensidade,, ou seja, estão se tornando mais frequentes e mais fortes.”

Um exemplo: de acordo com um estudo internacional em que o Serviço Meteorológico Alemão (DWD) também esteve envolvido, a probabilidade de chuvas extremas, como as que levaram a inundações na Alemanha, Bélgica, Holanda e Luxemburgo em 2021, por exemplo, aumentou por um fator 1,2 para nove. Ainda assim, trata-se de intervalos enormes, explica Becker, pois o evento ainda é muito raro, mesmo com a mudança climática.

"Estamos falando de várias centenas de anos. Sem as mudanças climáticas, chuvas como essas só ocorreriam a cada 20 mil anos", diz a meteorologista. "O estudo também mostra que a intensidade desses eventos extremos de precipitação aumentou entre 3% e 19% na região, devido ao aquecimento global causado pelo homem", acrescenta um comunicado sobre o estudo.

O meteorologista-chefe e especialista em clima da emissora americana WFLA News, Jeffrey Berardelli, menciona outro exemplo: "Recentemente, a onda de calor no primeiro semestre desse ano na Índia e no Paquistão, que causou inundação por transbordamento de lago glacial, tornou-se 30 vezes mais provável devido às mudanças climáticas."

Conclusão: Há quase 100% de consenso científico de que o clima está mudando – e que os humanos são responsáveis. Associado a isso, aumentam os eventos climáticos extremos estatisticamente mensuráveis, que são uma ameaça a vidas humanas e de toda a Terra.

Todo extremismo político deve ser evitado

Quem colocou o pobre contra o rico, o preto contra o branco, o gay contra o hétero, o ecologista contra o devastador, o ateu contra o religioso...? Aconteceu por acaso? Claro que não.

Ocorre em todo o mundo uma polarização política que se retroalimenta continuamente em vista do comportamento de pessoas que, adeptas de uma ou outra ideologia, grupo ou bando mesmo, está disposta a ultrapassar limites e atentar contra a integridade física do oponente. Não basta o discurso, a palavra, o argumento (ou a falta deles), importa é não “perder” o debate, não ser derrotado.

Infelizmente, embora hoje em dia essa questão – a polarização, pareça mais aguda, em função da velocidade e amplitude das comunicações, o fenômeno não é recente. Faz parte da história da humanidade. Caim matou Abel, lembram? Ante a aceitação por Deus da oferta de seu irmão, ele não se conformou e, julgando aquilo como uma demonstração de preferência insuportável, discute com Abel e o mata com uma pedra.

Na antiguidade, dezenas de reis e rainhas foram assassinados de modo correspondente ao que hoje se denominaria de crime político. Apenas em Roma, estima-se que dos 64 imperadores entre Augustus e Teodósio, 43 foram assassinados. A disputa pelo poder nunca excluiu a morte. São centenas os casos de reis, rainhas, monarcas e presidentes que perderam a vida no exercício do cargo. Nos EUA, por exemplo, os presidentes assassinados foram quatro. Não se contabiliza aqui as tentativas e os detentores de cargos inferiores.

E quando a disputa desce ao nível do povo? Não há conta. São, seguramente, milhares que movidos pelo ódio ou por algum tipo de provocação, terminam por cometer agressões. Se, pessoalmente, são pessoas violentas ou pré-dispostas a atos violentos, a situação pode facilmente sair do controle e transformar-se em tragédia.

Vejamos o que ocorre hoje em dia no Brasil. Desde que teve chance no governo, a esquerda alimentou com todas as forças e meios o “nós contra eles”. São inúmeros os discursos de seus líderes com este divisor, marcando a sociedade. Quem colocou o pobre contra o rico, o preto contra o branco, o gay contra o hétero, o ecologista contra o devastador, o ateu contra o religioso...? Aconteceu por acaso? Claro que não. Faz parte do método da esquerda a divisão da sociedade entre oprimido e opressor. Se o cidadão não está a fim de selar a si próprio com algum de seus rótulos, é para a esquerda um alienado sem consciência de classe. Sabemos como eles foram tratados por Lenin e Stálin na vigência do comunismo, sabemos como são tratados agora mesmo na Venezuela, na Nicarágua, em Cuba, na China, na Coreia do Norte. Em nenhum desses lugares há possibilidade de não ser A. ou ser anti-A, sem arriscar o pescoço. Enfim, o extremismo, a visão em duas cores, é da natureza do socialismo, vigora desde suas origens e continua sendo método nos dias de hoje.

É claro que numa democracia o outro lado responde. Às vezes com excessos, com tons crescentes de antagonismos. Nenhum espaço, menos ainda o das ideias, é cedido graciosamente, como se houvesse uma mera rendição à lógica. Mesmo porque, de lógicos a esquerda não exibe sequer seus argumentos econômicos básicos, já que foram cientificamente refutados e fracassaram em todas as experiências práticas.

Vivemos, pelo menos desde que “me entendo por gente”, o período brasileiro de maior polarização política. A retirada da cadeia de um ladrão condenado em várias instâncias e a surpreendente restauração de sua elegibilidade colocaram na cena política a síntese da polarização, ou seja, a disputa entre frações da sociedade que se alinham cada vez mais fortemente a um dos lados. Este processo, assim verticalizado, se causa espanto ou atemoriza aqueles mais serenos, tolerantes e democráticos, funciona perfeitamente para a esquerda. Como diria a ex-senadora petista Benedita da Silva “não há redenção sem derramamento de sangue”, ou, como assegura o “intelectual” do mesmo naipe Mauro Iasi, para os conservadores estão sendo garantidos um bom paredão, um bom fuzil, uma boa bala e uma boa cova. São descuidos em que confessam seu verdadeiro intento.

Nesses tempos de disputa entre “bolsonaristas” e “lulistas”, o caso mais terrível vem de abril de 2018, quando o ex-vereador petista em Diadema-SP, Maninho, empurrou contra um caminhão em movimento, um adversário que havia chamado o ladrão de... ladrão! Com o impacto, o empresário Carlos Alberto Pettoni ficou sequelado e morreu três anos depois. Curiosamente, mas sem surpreender, nos últimos dias Lula. o ex-condenado presidenciável, agradeceu o gesto e elogiou o agressor. Pelo menos, desta vez, foi coerente.

Mais recentemente, houve em Foz do Iguaçu, o caso de um duelo entre dois policiais que atiraram um no outro depois de uma provocação da mesma espécie. Como mostram os vídeos, houve a seguinte escalada: insultos-pedras atiradas-evasão-retorno-armas em punho-tiros-morte-ferimentos-chutes. Uma cena estarrecedora e inaceitável, mas não inútil. Para a esquerda, um cadáver adversário é um a menos, mas se for dos seus, vira palanque, tanto que fizeram do episódio um estardalhaço nacional, potencializando a polarização em seu favor, como se a partir de agora bolsonaristas estivessem nas ruas caçando esquerdistas. A esta tentativa picareta e oportunista, Bolsonaro reagiu dispensando o apoio de qualquer violência ou correligionário violento.

Enfim, estamos em um jogo perigoso alimentado sem pejo pela esquerda que dela se aproveita. Com a velha mídia a favor, querem agora estabelecer na direita o selo de violenta, que deve cada vez mais se esquivar de provocações e enfrentar seus adversários no campo das ideias. Parafraseando Napoleão, pode-se dizer que do alto de uma montanha de mais de 100 milhões de cadáveres, vítimas do socialismo, a história nos contempla.  (Valterlucio Bessa Campelo)

“Nunca permita que maus sentimentos impeçam você de aproveitar bons momentos.”

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