De acordo com o TSE, Brasil tem 156,4
milhões de pessoas poderão comparecer às urnas no dia 2 de outubro para
escolher presidente e vice-presidente da República, governadores e
vice-governadores, além de senadores, deputados federais, estaduais e
distritais. As informações do cadastro eleitoral mostram que a maior parte do
eleitorado é formada por mulheres - são 82,3 milhões de eleitoras, número
equivalente a 52,65% do total. Os homens são 74 milhões e correspondem a
47,33%.
O Tribunal Regional Eleitoral do
Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou nesta quinta-feira, 14, um recurso apresentado
pela defesa do ex-governador Anthony Garotinho (União Brasil) e manteve, por
unanimidade, uma condenação definida contra o político em 2016. Assim, de
acordo com o Ministério Público Eleitoral do Rio, autor da ação, Garotinho
volta a ficar inelegível em razão da chamada Lei da Ficha Limpa. A defesa alega
que a inelegibilidade do ex-governador já foi afastada pelo Supremo Tribunal
Federal (STF) e que vai recorrer à Corte máxima para garantir a nulidade das
provas apresentadas pelo MPE.
Em tempos de Pix, brasileiros
ainda emitem 200 milhões de cheques ao ano.
Europa enfrenta calor e incêndios
florestais; temperaturas passam dos 40 graus.
Por que é verdade que
as mudanças climáticas existem
Muitos ainda duvidam que o
aquecimento global seja real ou não creem que ele seja produzido pela ação
humana. O que dizem as pesquisas científicas? A DW mostra algumas respostas
baseadas em fatos.Uma seca severa em Monterrey, uma catástrofe causada por uma
ruptura da geleira no pico Marmolada na Itália, uma onda de calor iminente em
grande parte da Europa. Estes são apenas alguns dos exemplos recentes de
acumulação de fenômenos naturais extremos, que os ambientalistas consideram
evidência óbvia de que o planeta está se aquecendo rapidamente.
No entanto, ao redor do mundo
ainda existe quem questione que o clima esteja mudando. Numa sondagem realizada
em 2022 na Alemanha pelo instituto de pesquisas YouGov, 5% dos 2.059
participantes disseram não acreditar no aquecimento global.
Nos Estados Unidos, de acordo com
um estudo do mesmo YouGov de junho de 2022, com 1.487 entrevistados, 9% não
acreditam e 23% não têm certeza. A pesquisa registra um crescimento do número
de céticos do clima nos EUA: em julho de 2021, apenas 6% dos 1.496
entrevistados não acreditavam nas mudanças climáticas, 15% não tinham certeza.
Segundo o psicólogo cognitivo
Klaus Oberauer, da Universidade de Zurique, acreditar ou não no aquecimento
global não depende do nível de educação. Ele descreve a negação da mudança
climática como uma "estratégia política refinada", em que uma questão
científica é definida como uma questão de visão de mundo ligada à identificação
a uma determinada orientação política.
Ele afirma, entretanto, que a
questão de saber se a mudança climática existe ou não não é uma questão de
sentimento ou visão de mundo, mas de fatos.
A DW reuniu alguns dos principais
fatos em torno das principais alegações dos negacionistas do clima.
As mudanças climáticas são
comprovadas cientificamente?
Sim, o aquecimento global e as
mudanças climáticas são cientificamente comprovados há décadas. Pesquisadores
descobriram que o fenômeno começou há mais de 180 anos, no início da Revolução
Industrial.
Num relatório do Painel
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), cientistas de 195 países
escrevem que há evidências crescentes de fenômenos climáticos extremos, como
ondas de calor, chuvas fortes, secas e ciclones tropicais e, em particular, de
sua relação com a influência humana.
Para seus relatórios climáticos,
os especialistas analisam dezenas de milhares de estudos. Já em 1995, o painel
concluía: "As evidências sugerem que há uma clara influência humana no
clima global."
O Consórcio Climático Alemão
(DKK) também explica que todas as partes do sistema climático, ou seja,
oceanos, gelo, terra, atmosfera e biosfera, se aqueceram significativamente nas
últimas décadas – e o ar na superfície da Terra já está mais de 1ºC mais
quente, na média global, do que na era pré-industrial.
Segundo especialistas, o objetivo
deve ser limitar o aquecimento global a 1,5ºC até 2100. Caso contrário, as
consequências das alterações climáticas vão se tornar cada vez mais
prejudiciais para todo o planeta, o nível do mar poderá continuar a subir, e as
condições meteorológicas se tornarão cada vez mais extremas.
Segundo Claas Teichmann,
cientista do Climate Service Center Germany, isso quer dizer que muitas regiões
apresentarão no verão um aumento de temperatura de alguns graus, já que o
aquecimento de 1,5ºC almejado é considerado como uma média global de
aquecimento.
As mudanças climáticas são
causadas pelo homem?
Centenas de instituições de
pesquisa de todo o mundo concordam que a mudança climática é causada pelos
seres humanos. Num estudo americano, concluiu-se que mais de 99% dos 88.125
relatórios climáticos analisados concordavam que as mudanças climáticas são
causadas pelos humanos.
Modelos são usados para simular
como o clima teria se desenvolvido sem influências antropogênicas, e como ele
se desenvolveu de fato. Além disso, a Nasa publicou um estudo em 2021 no qual
pesquisadores provaram, por meio de observações de satélite da radiação
terrestre, que a mudança climática não é natural, mas sim provocada pelo homem.
Se, por exemplo, combustíveis
fósseis como carvão, petróleo ou gás natural são queimados, é liberado dióxido
de carbono, gás que contribui para o efeito estufa. Juntamente com outros
gases-estufa, ele bloqueia a radiação de calor, fazendo com que a Terra aqueça.
"Em 2020, a concentração média anual de CO2 foi quase 50% maior do que
antes do início da industrialização", registra o site do DKK.
Em 12 de julho de 2022, o valor
médio global do CO2 atmosférico era de 417 ppm (partes por milhão). A última
vez que houve tanto CO2 na atmosfera foi há vários milhões de anos, quando os
humanos modernos ainda não existiam e o nível do mar era, em média, 30 metros
mais alto. Na época, de acordo com os pesquisadores, o planeta era muito mais
quente no geral e havia menos gelo.
"Basicamente, por razões
estatísticas, não se deve inferir uma mudança global no clima, ou seja, uma
mudança de longo prazo, a partir de um único evento", ressalva Andreas
Becker, chefe do departamento de monitoramento climático do Serviço
Meteorológico Alemão, em entrevista à DW. "Mas podemos calcular com
probabilidades."
Marie-Luise Beck, gerente do DKK,
confirma por e-mail: “Devido às mudanças climáticas, os eventos extremos estão
mudando em termos de frequência e intensidade,, ou seja, estão se tornando mais
frequentes e mais fortes.”
"Basicamente, por razões
estatísticas, não se deve inferir uma mudança global no clima, ou seja, uma
mudança de longo prazo, a partir de um único evento", ressalva Andreas
Becker, chefe do departamento de monitoramento climático do Serviço
Meteorológico Alemão, em entrevista à DW. "Mas podemos calcular com
probabilidades."
Marie-Luise Beck, gerente do DKK,
confirma por e-mail: “Devido às mudanças climáticas, os eventos extremos estão
mudando em termos de frequência e intensidade,, ou seja, estão se tornando mais
frequentes e mais fortes.”
Um exemplo: de acordo com um
estudo internacional em que o Serviço Meteorológico Alemão (DWD) também esteve
envolvido, a probabilidade de chuvas extremas, como as que levaram a inundações
na Alemanha, Bélgica, Holanda e Luxemburgo em 2021, por exemplo, aumentou por
um fator 1,2 para nove. Ainda assim, trata-se de intervalos enormes, explica
Becker, pois o evento ainda é muito raro, mesmo com a mudança climática.
"Estamos falando de várias
centenas de anos. Sem as mudanças climáticas, chuvas como essas só ocorreriam a
cada 20 mil anos", diz a meteorologista. "O estudo também mostra que
a intensidade desses eventos extremos de precipitação aumentou entre 3% e 19%
na região, devido ao aquecimento global causado pelo homem", acrescenta um
comunicado sobre o estudo.
O meteorologista-chefe e
especialista em clima da emissora americana WFLA News, Jeffrey Berardelli,
menciona outro exemplo: "Recentemente, a onda de calor no primeiro
semestre desse ano na Índia e no Paquistão, que causou inundação por
transbordamento de lago glacial, tornou-se 30 vezes mais provável devido às
mudanças climáticas."
Conclusão: Há quase 100% de
consenso científico de que o clima está mudando – e que os humanos são
responsáveis. Associado a isso, aumentam os eventos climáticos extremos
estatisticamente mensuráveis, que são uma ameaça a vidas humanas e de toda a
Terra.
Todo extremismo
político deve ser evitado
Quem colocou o pobre
contra o rico, o preto contra o branco, o gay contra o hétero, o ecologista
contra o devastador, o ateu contra o religioso...? Aconteceu por acaso? Claro
que não.
Ocorre em todo o mundo uma
polarização política que se retroalimenta continuamente em vista do
comportamento de pessoas que, adeptas de uma ou outra ideologia, grupo ou bando
mesmo, está disposta a ultrapassar limites e atentar contra a integridade
física do oponente. Não basta o discurso, a palavra, o argumento (ou a falta
deles), importa é não “perder” o debate, não ser derrotado.
Infelizmente, embora hoje em dia
essa questão – a polarização, pareça mais aguda, em função da velocidade e
amplitude das comunicações, o fenômeno não é recente. Faz parte da história da
humanidade. Caim matou Abel, lembram? Ante a aceitação por Deus da oferta de
seu irmão, ele não se conformou e, julgando aquilo como uma demonstração de
preferência insuportável, discute com Abel e o mata com uma pedra.
Na antiguidade, dezenas de reis e
rainhas foram assassinados de modo correspondente ao que hoje se denominaria de
crime político. Apenas em Roma, estima-se que dos 64 imperadores entre Augustus
e Teodósio, 43 foram assassinados. A disputa pelo poder nunca excluiu a morte.
São centenas os casos de reis, rainhas, monarcas e presidentes que perderam a
vida no exercício do cargo. Nos EUA, por exemplo, os presidentes assassinados
foram quatro. Não se contabiliza aqui as tentativas e os detentores de cargos
inferiores.
E quando a disputa desce ao nível
do povo? Não há conta. São, seguramente, milhares que movidos pelo ódio ou por
algum tipo de provocação, terminam por cometer agressões. Se, pessoalmente, são
pessoas violentas ou pré-dispostas a atos violentos, a situação pode facilmente
sair do controle e transformar-se em tragédia.
Vejamos o que ocorre hoje em dia
no Brasil. Desde que teve chance no governo, a esquerda alimentou com todas as
forças e meios o “nós contra eles”. São inúmeros os discursos de seus líderes
com este divisor, marcando a sociedade. Quem colocou o pobre contra o rico, o
preto contra o branco, o gay contra o hétero, o ecologista contra o devastador,
o ateu contra o religioso...? Aconteceu por acaso? Claro que não. Faz parte do
método da esquerda a divisão da sociedade entre oprimido e opressor. Se o
cidadão não está a fim de selar a si próprio com algum de seus rótulos, é para
a esquerda um alienado sem consciência de classe. Sabemos como eles foram
tratados por Lenin e Stálin na vigência do comunismo, sabemos como são tratados
agora mesmo na Venezuela, na Nicarágua, em Cuba, na China, na Coreia do Norte.
Em nenhum desses lugares há possibilidade de não ser A. ou ser anti-A, sem
arriscar o pescoço. Enfim, o extremismo, a visão em duas cores, é da natureza
do socialismo, vigora desde suas origens e continua sendo método nos dias de
hoje.
É claro que numa democracia o
outro lado responde. Às vezes com excessos, com tons crescentes de
antagonismos. Nenhum espaço, menos ainda o das ideias, é cedido graciosamente,
como se houvesse uma mera rendição à lógica. Mesmo porque, de lógicos a
esquerda não exibe sequer seus argumentos econômicos básicos, já que foram
cientificamente refutados e fracassaram em todas as experiências práticas.
Vivemos, pelo menos desde que “me
entendo por gente”, o período brasileiro de maior polarização política. A
retirada da cadeia de um ladrão condenado em várias instâncias e a
surpreendente restauração de sua elegibilidade colocaram na cena política a
síntese da polarização, ou seja, a disputa entre frações da sociedade que se
alinham cada vez mais fortemente a um dos lados. Este processo, assim
verticalizado, se causa espanto ou atemoriza aqueles mais serenos, tolerantes e
democráticos, funciona perfeitamente para a esquerda. Como diria a ex-senadora
petista Benedita da Silva “não há redenção sem derramamento de sangue”, ou,
como assegura o “intelectual” do mesmo naipe Mauro Iasi, para os conservadores
estão sendo garantidos um bom paredão, um bom fuzil, uma boa bala e uma boa
cova. São descuidos em que confessam seu verdadeiro intento.
Nesses tempos de disputa entre
“bolsonaristas” e “lulistas”, o caso mais terrível vem de abril de 2018, quando
o ex-vereador petista em Diadema-SP, Maninho, empurrou contra um caminhão em
movimento, um adversário que havia chamado o ladrão de... ladrão! Com o
impacto, o empresário Carlos Alberto Pettoni ficou sequelado e morreu três anos
depois. Curiosamente, mas sem surpreender, nos últimos dias Lula. o
ex-condenado presidenciável, agradeceu o gesto e elogiou o agressor. Pelo
menos, desta vez, foi coerente.
Mais recentemente, houve em Foz
do Iguaçu, o caso de um duelo entre dois policiais que atiraram um no outro
depois de uma provocação da mesma espécie. Como mostram os vídeos, houve a
seguinte escalada: insultos-pedras atiradas-evasão-retorno-armas em
punho-tiros-morte-ferimentos-chutes. Uma cena estarrecedora e inaceitável, mas
não inútil. Para a esquerda, um cadáver adversário é um a menos, mas se for dos
seus, vira palanque, tanto que fizeram do episódio um estardalhaço nacional,
potencializando a polarização em seu favor, como se a partir de agora
bolsonaristas estivessem nas ruas caçando esquerdistas. A esta tentativa
picareta e oportunista, Bolsonaro reagiu dispensando o apoio de qualquer
violência ou correligionário violento.
Enfim, estamos em um jogo
perigoso alimentado sem pejo pela esquerda que dela se aproveita. Com a velha
mídia a favor, querem agora estabelecer na direita o selo de violenta, que deve
cada vez mais se esquivar de provocações e enfrentar seus adversários no campo
das ideias. Parafraseando Napoleão, pode-se dizer que do alto de uma montanha
de mais de 100 milhões de cadáveres, vítimas do socialismo, a história nos
contempla. (Valterlucio
Bessa Campelo)



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