Petrobras: Partido do presidente vai elaborar requerimento de CPI. Lucros rendem até R$31 milhões a diretores. O preço na bomba não importa para quem recebe R$3 milhões a cada mês. Já o caminhoneiro paga R$4 mil para encher o tanque.
Cientistas criam exame inédito que identifica com alta precisão Alzheimer em estágio inicial. Atualmente, diagnosticar a doença depende de vários testes; é comum que ela seja percebida somente em graus mais avançado. https://noticias.r7.com/saude/cientistas-criam-exame-inedito-que-identifica-com-alta-precisao-alzheimer-em-estagio-inicial-21062022
Colômbia: Com vitória de Petro,
esquerda volta a ser dominante na América do Sul. Mais pragmáticos, líderes
enfrentam cenário de escassez de recursos econômicos e trazem intensa agenda
social e cultural.
Agora, acabou!...
É claro que
não foi o sr. BoLSonaro
quem mandou matar o indigenista Bruno Pereira, nem o repórter Dom Phillips! Diretamente, ele não tem
nada a ver com essa dupla tragédia!
Mas as
recorrentes atitudes desse senhor, incentivando os mineradores e aventureiros a
tomarem conta da Amazônia, ilegalmente, sua leniência para com o desmatamento ilegal que
atingiu recordes em seu governo, sua aversão a qualquer direito dos indígenas,
sua total falta de sensibilidade e de humanidade ao se manifestar sobre essa tragédia,
o colocam implacavelmente no centro do
episódio, especialmente perante a
comunidade internacional!
Agora, acabou-se
definitivamente para o sr. BoLSonaro! Se ainda existia algum sonho seu de se postar como
estadista, perante o mundo, sua insensibilidade e seu permanente descontrole e desespero
se encarregaram de enterrá-lo!
Deus é
brasileiro e escreve certo por linhas tortas! O holocausto de Bruno e de
Philips, pelo menos, deixou um legado positivo para o País: o enterro definitivo
desse desqualificado! (Márcio Dayrell Batitucci)
Assassinatos 'sepultam'
planos de Bolsonaro no exterior e aprofundam crise
Do UOL
O assassinato de um indigenista e
um jornalista escancaram uma crise de imagem "sem precedentes" para o
Brasil, que já era alvo de questionamentos, críticas e preocupações
internacionais. Para experientes diplomatas ouvidos pela coluna, a confirmação
das mortes de Bruno Pereira e de de Dom Phillips aprofundam um mal-estar e
podem "sepultar" qualquer tentativa de inserção do governo de Jair
Bolsonaro no exterior....
A coluna apurou que haverá, a
partir de agora, uma pressão intensa sobre as autoridades brasileiras para que
realizem uma investigação imparcial e independente sobre as mortes, com o
governo britânico, a ONU e entidades internacionais cobrando tais atos...
Dentro do Itamaraty, a ordem nos
últimos dias foi a de passar a informação para agências internacionais e
governos estrangeiros de que o governo estava comprometido na busca pelos dois
homens. Mas, sem credibilidade por anos de um discurso negacionista, a palavra
do Brasil foi recebida com desdém.
Segundo antigos embaixadores, o
caso neste momento pode ter um impacto maior que o de Chico Mendes ou de
Dorothy Stang, ambos assassinatos por seu trabalho na floresta. Hoje, dizem
eles, a Amazônia está no centro do debate internacional e nunca, no período de
democracia, o governo brasileiro foi tão criticado no exterior como agora...
O caso também pode ter impactos
econômicos e comerciais. No último ano, o maior fundo soberano do mundo - na
Noruega - reduziu investimentos no Brasil sob a alegação de que o país vivia
uma crise tanto no que se refere aos direitos humanos como em questões
ambientais.
Cenários feitos por diplomatas
apontam que essa tendência, agora, pode aumentar. Não há confiança na palavra
do Brasil de que age para defender a Amazônia, indígenas ou ativistas...
Acordos comerciais já com sérias
dificuldades para serem aprovados agora seriam congelados. Um deles envolve o
Mercosul e a União Europeia. A coluna apurou que, nesta quinta-feira, indígenas
brasileiros planejam um ato diante do Parlamento Europeu em homenagem aos dois
mortos.
Mas o evento amplia a pressão
para que os europeus não ratifiquem nenhum tipo de aproximação comercial com o
Brasil. Membros de governos estrangeiros indicam que haverá uma reação
internacional muito dura e que o dedo vai estar apontado ao desmonte promovido
por Bolsonaro em toda a política ambiental e de direitos humanos no país...
Na ONU, funcionários do mais alto
escalão da entidade destacam para a incoerência de uma situação de violência só
agora ganhar o noticiário internacional, por conta da existência de uma vítima
estrangeira. Mas a agência admite que a pressão de governos estrangeiros para
que haja uma cobrança maior sobre o Brasil vai aumentar.
Já na semana passada, a ONU
criticou a reação "extremamente lenta" do governo na busca pelos dois
homens, além de atacar os comentários feitos pelo presidente Jair Bolsonaro
difamando o trabalho do indigenista e do jornalista...
Um dia depois, coube ao
embaixador do Brasil na ONU, Tovar Nunes, desmentir Bachelet e dizer que o
governo atua contra atividades ilegais em reservas indígenas.
Ele também destacou programas de
proteção a ambientalistas e jornalistas. Nos corredores da ONU, um só
comentário: quem é que vai acreditar na palavra do Brasil?
A pressão também virá de
entidades da sociedade civil. Laura Canineu, diretora do Brasil da Human Rights
Watch, deixou claro que as cobranças continuarão. Ela pede que o processo de
investigação seja realizado "de forma minuciosa, independente e imparcial,
em estrito cumprimento da lei".
"É essencial que a
investigação esclareça as circunstâncias e a motivação do crime, e leve à
responsabilização de todos os envolvidos", afirmou. "Esta é uma
grande tragédia para as famílias de Bruno e Dom, assim como para todos que
defendem a Amazônia e os direitos dos povos indígenas, e todos que reportam e
dão visibilidade a esses temas", disse...
"É urgente que medidas
imediatas e contundentes sejam adotadas pelo governo federal, governadores
estaduais e ministérios públicos federal e estaduais para combater a
ilegalidade e as redes criminosas na Amazônia", completou....
Caminhoneiros ameaçam
paralisação se não forem aprovadas queda do diesel e contagem pública de votos
Mobilização da categoria vai além
da reivindicação econômica para reduzir preços do diesel, gasolina, álcool e
gás; campanha inclui pressionar deputados e senadores a aumentarem segurança
eleitoral
Caminhoneiros, organizados e
politizados, dão ultimatos. Reivindicam que a Petrobras cancele os reajustes
dos combustíveis praticados nas refinarias — e que acabam refletindo,
imediatamente, nas bombas dos postos. Exigem que o Congresso Nacional aprove duas
Propostas de Emenda Constitucionais: a que compensa Estados que zerarem o ICMS
sobre o gás de cozinha, gás natural e diesel e a que garante benefício
tributário a produtores (e comercializadores) de biocombustíveis como o etanol.
Também pressionam o Parlamento para que aprove, com urgência, o Projeto de Lei
943/2022, de autoria do deputado federal Celso Russomano (Republicanos-SP). A
regra “institui o escrutínio público de votos e veda o exercício na modalidade
exclusivamente eletrônica”. A ideia é que isso já valha na eleição 2022 — o que
vai contra a vontade da Justiça Eleitoral. Caso não sejam atendidos, os
motoristas prometem parar o país nos próximos 20 dias.
Excetuando uma “greve” — cujos
impactos políticos e econômicos podem fugir ao controle —, a movimentação dos
caminhoneiros interessa a Jair Messias Bolsonaro. Definitivamente, o presidente
declarou guerra à estatal de economia mista, da qual a União é a acionista
majoritária. Bolsonaro tuitou: “A Petrobras pode mergulhar o Brasil num caos.
Seu presidente, diretores e conselheiros bem sabem do que aconteceu com a greve
dos caminhoneiros em 2018, e as consequências nefastas para a economia do
Brasil e a vida do nosso povo. O governo federal, como acionista, é contra
qualquer reajuste dos combustíveis, não só pelo exagerado lucro da Petrobras em
plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das
Estatais”. É baseado em tais argumentos que Bolsonaro apoia uma Comissão
Parlamentar de Inquérito sobre a petrolífera. Mas uma CPI tem tudo para não
sair, por dois motivos. Primeiro, a prioridade máxima dos parlamentares é
eleição/reeleição. Além disso, bilionários e milionários (financiadores
indiretos de campanha) já fazem pressão, nos bastidores, para que qualquer
investigação não aconteça.
Perguntar não ofende: é moral,
ética, econômica e politicamente correto que, em meio a uma crise inflacionária
(nacional e mundial), a Petrobras aprove, em seu balanço, uma reserva de R$ 200
bilhões para pagar dividendos a seus acionistas, mas também a diretores e
conselheiros? Por que a empresa não provisiona R$ 60 bilhões para indenizar
investidores (minoritários) na B3 (Bolsa de Valores) lesados pela corrupção do
Petrolão? As respostas são tão óbvias e ululantes que a pressão subiu e pode
aumentar mais que combustível na bomba dos postos de serviços. Encurralado, o
presidente da Petrobrás, José Mauro Coelho, pediu para sair. A companhia tem de
convocar uma Assembleia Extraordinária para eleger o substituto e homologar os
nomes dos novos componentes dos Conselhos de Administração e Fiscal. O
presidente Bolsonaro também deseja uma mudança mais ampla na diretoria da
empresa, sobretudo no setor jurídico, no qual nenhuma figura se alterou desde a
Era PT — o que sugere um certo “aparelhamento” do comando da “estatal”.
Está em xeque (mate) o modelo de
“empresa de economia mista”. Afinal, na hora que as crises econômicas apertam,
sempre fica no ar o dilema: qual interesse deve ser atendido, prioritariamente:
a remuneração e lucratividade dos “investidores” (mi ou bilionários acionistas
“minoritários” e a majoritária União Federal)? Ou o mais sensato é beneficiar a
economia popular de quem compra combustível, cujo encarecimento provoca aumento
direto e indireto da “inflação” (perda do poder de compra + reajuste — muitas
vezes especulativo — dos preços de todos os produtos e serviços)? A questão é
muito mais complexa do que abrir uma CPI para investigar a “política de preços
da Petrobras”. O bom senso exige um debate sério sobre a estrutura estatal
brasileira e o modelo econômico que privilegia “cartórios e cartéis”,
geralmente com corrupção no meio.
O modelo é catastrófico! O
problema da Petrobras está na formatação da sua planilha de custo do seu CPV
(Custo do Produto Vendido). A “estatal” compra, mas também exporta petróleo (em
dólar). Ao contabilizar os barris necessários para apurar o custeio como se
todos fossem comprados externamente a preços que os cartéis petrolíferos
impõem, e sem considerar o preço real da produção interna — ou ainda, sem
considerar as exportações —, o custo fica altamente elevado. Seria relevante
investigar se a empresa usa no “custeio” o petróleo nacional produzido — como
se fosse internacional. Além disso, vale lembrar que o Brasil é obrigado a
importar combustível refinado porque não tem refinarias em quantidade,
qualidade e capacidade suficientes para produzir o que o mercado interno
precisa.
Para completar a confusão, a
Petrobras não pode ser responsabilizada (sozinha) pela importação (cada vez
mais cara) de combustível, principalmente o diesel. No Brasil, ganharam
protagonismo as empresas filiadas à Associação Brasileira dos Importadores de
Combustíveis. Apesar do reajuste decidido pela Petrobras nas refinarias, a
Abicom calcula que a defasagem é de 9% no diesel e 5% na gasolina, em relação
aos preços internacionais. A entidade estima que a estatal precisa aumentar em
média o diesel em mais R$ 0,52 por litro e a gasolina em R$ 0,22 para atingir o
preço de paridade de importação.
Por fim, há outro problema
objetivo na extração, compra e venda do “nosso” (?) petróleo, extraído, em
média, a US$ 4 o barril. A famosa regra de paridade, estabelecida por Pedro
Parente no governo Michel Temer, não é com a cotação do dólar, mas, sim, com o
valor no mercado SPOT, no qual o petróleo chega a custar US$ 100 o barril.
Simplificando o raciocínio, nós pagamos 2000% a mais pelo “nosso” petróleo, que
jorra a US$ 4 nos campos brasileiros de exploração. Na prática, o Brasil está
importando (e o povo pagando o preço da guerra da Rússia contra a Ucrânia), com
a carestia do gás e do petróleo no mercado internacional. É por isso, faturando
também em dólar, nas exportações, que a Petrobras lucrou tanto para seus
acionistas (gerando dividendos polpudos para diretores e conselheiros).
Resumindo: O povo arca com os
aumentos de todos os preços. Para piorar, a sociedade brasileira não consegue
promover um debate racional sobre o problema, que tem a ver com uma mistura
explosiva de monopólio estatal, confisco tributário e inflação permanente.
Ainda bem que o complexo assunto se torna pauta diária das transmissões dos
“Tios e Tias do Zap” nas redes sociais da internet. O conhecimento dessa
realidade mobiliza os caminhoneiros que, a partir de iniciativas individuais,
se organizam e partem para ousadas pressões sobre o governo, os políticos e a
Petrobras. Isso é TDB (Tudo de Bom!) para a construção da democracia! Trata-se
da Evolução Brasileira em andamento! (Jorge Serrão)
“Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe.”




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