Prefeitura do Rio alerta para
aumento de doenças respiratórias. Governo promove uma campanha para fortalecer
a vacinação e alertar a população a respeito do perigo das infecções em
crianças.
A Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 21, um reajuste nas bandeiras tarifárias
– que afeta a conta de luz em momentos de escassez hídrica – para o período de
2022-2023. Os aumentos irão entrar em vigor à partir do próximo semestre, em 1º
de julho, e os números serão reavaliados apenas no próximo ano. A bandeira
verde foi a única que continuará sem cobrança adicional. Já a bandeira amarela
sofreu um aumento de 59,5% e passará a ter uma cobrança de R$ 1,874 para R$
2,989 a cada 100 kWh consumidos. Na bandeira vermelha patamar 1, houve um salto
de 63,7% nas cobranças e os valores passarão de R$ 3,971 para R$ 6,500 a cada
100 kWh utilizado. O menor dos aumentos ocorreu na bandeira vermelha 2, que
passará a cobrar R$ 9,795 ante os R$ 9,492 para cada 100 kWh consumidos, um
aumento de 3,2%.
Pacheco diz que revogação de
decisões do STF pelo Congresso ‘pode ser inconstitucional’. Presidente do
Legislativo não vê ambiente para discussão do assunto entre os senadores.
Ex-ministro da Educação, Milton
Ribeiro é preso em operação da PF por suspeita de corrupção. Ribeiro é
investigado por suposto esquema de favorecimento e liberação de verbas a
pastores no MEC.
Terremoto deixa mais de 900
mortos e 600 feridos no Afeganistão. Tremor de magnitude 6,1 atingiu a região
rural e montanhosa do país, afetando principalmente as províncias de Khost e
Paktika; abalo sísmico também foi sentido no Paquistão e na Índia.
Trump intimidou funcionários para
alterar resultados das eleições, diz comitê dos EUA. Segundo grupo que
investiga o ataque ao Capitólio, trabalhadores eleitorais receberam ameaças de
morte pelo republicano e seus apoiadores.
Um intelectual indígena
na academia
Nesses tempos em que o governo do
sr. BoLSonaro
combate e ignora a existência e os
direitos natos das populações indígenas
que são os “donos” originais de nosso País, está aí uma boa notícia: o “índio” Ailton
Krenak acaba de ser eleito “imortal”, pela Academia Mineira de Letras, ocupando
a cadeira no. 24.
É um fato significativo e simbólico
em nossa atual realidade!
Parabéns ao Ailton Krenak e à Academia
Mineira de Letras! (Márcio Dayrell Batitucci)
O escritor Ailton Alves Krenak é
eleito como o novo ocupante da cadeira número 24 da Academia Mineira de Letras.
O autor recebeu 36 dos 39 votos válidos durante a votação que ocorreu durante a
tarde desta terça-feira, dia 14 de junho.
Outros intelectuais, como Cláudio
Brandão, Henrique de Resende, Sylvio Miraglia e Eduardo Almeida Reis já
ocuparam essa cadeira.
Ailton Alves Krenak é um
pensador, ambientalista, filósofo, poeta e escritor brasileiro da etnia
indígena crenaque. É também professor Honoris Causa pela Universidade Federal
de Juiz de Fora (UFJF) e pela Universidade de Brasília (UnB). Ele nasceu em
1953 na cidade de Itabirinha, no estado de Minas Gerais, na região do Médio Rio
Doce.
Se mudou aos 17 anos de idade
para o estado do Paraná, onde se alfabetizou e se tornou produtor gráfico e
jornalista. Na década de 1980, passou a dedicar-se exclusivamente ao movimento
indígena. Em 1985, fundou a organização não governamental Núcleo de Cultura
Indígena, que visa promover a cultura indígena. À época da Assembleia Nacional
Constituinte, uma emenda popular assegurou a participação do grupo no processo
de elaboração da nova Carta Magna, momento em que Ailton assumiu ativo papel na
defesa dos direitos de seu povo. Em 1988, participou da fundação da União dos Povos
Indígenas.
Em 1999 publicou ‘O Eterno
Retorno do Encontro’ no livro ‘A Outra Margem do Ocidente’, organizado por
Adauto Novaes. Em 2000, foi o narrador principal do documentário Índios no
Brasil, produzido pela TV Escola. Entre 2003 e 2010, foi assessor especial do
Governo de Minas Gerais para assuntos indígenas, durante as gestões de Aécio
Neves e Antônio Anastasia.
Em fevereiro de 2016, a
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) concedeu a Krenak o título de
Professor Doutor Honoris Causa. Em 2018, foi um dos protagonistas de uma série
na Netflix chamada Guerras do Brasil. Em 2020, conquistou o Prêmio Juca Pato de
Intelectual do Ano concedido pela União Brasileira dos Escritores (UBE). Em
dezembro de 2021, a Universidade de Brasília concedeu a Ailton Krenak o título
de Professor Doutor Honoris Causa.
Tem vários livros publicados. Sua
obra está traduzida para mais de treze países. Atualmente vive na Reserva
Indígena Krenak, no município de Resplendor, no estado de Minas Gerais. (Leituras Livres)
Caminhoneiros ameaçam
paralisação se não forem aprovadas queda do diesel e contagem pública de votos
Mobilização da categoria vai além
da reivindicação econômica para reduzir preços do diesel, gasolina, álcool e
gás; campanha inclui pressionar deputados e senadores a aumentarem segurança
eleitoral
Crise dos combustíveis pode levar a uma nova greve dos caminhoneiros
Caminhoneiros, organizados e
politizados, dão ultimatos. Reivindicam que a Petrobras cancele os reajustes
dos combustíveis praticados nas refinarias — e que acabam refletindo,
imediatamente, nas bombas dos postos. Exigem que o Congresso Nacional aprove
duas Propostas de Emenda Constitucionais: a que compensa Estados que zerarem o
ICMS sobre o gás de cozinha, gás natural e diesel e a que garante benefício
tributário a produtores (e comercializadores) de biocombustíveis como o etanol.
Também pressionam o Parlamento para que aprove, com urgência, o Projeto de Lei
943/2022, de autoria do deputado federal Celso Russomano (Republicanos-SP). A
regra “institui o escrutínio público de votos e veda o exercício na modalidade
exclusivamente eletrônica”. A ideia é que isso já valha na eleição 2022 — o que
vai contra a vontade da Justiça Eleitoral. Caso não sejam atendidos, os
motoristas prometem parar o país nos próximos 20 dias.
Excetuando uma “greve” — cujos
impactos políticos e econômicos podem fugir ao controle —, a movimentação dos
caminhoneiros interessa a Jair Messias Bolsonaro. Definitivamente, o presidente
declarou guerra à estatal de economia mista, da qual a União é a acionista
majoritária. Bolsonaro tuitou: “A Petrobras pode mergulhar o Brasil num caos.
Seu presidente, diretores e conselheiros bem sabem do que aconteceu com a greve
dos caminhoneiros em 2018, e as consequências nefastas para a economia do
Brasil e a vida do nosso povo. O governo federal, como acionista, é contra
qualquer reajuste dos combustíveis, não só pelo exagerado lucro da Petrobras em
plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das
Estatais”. É baseado em tais argumentos que Bolsonaro apoia uma Comissão
Parlamentar de Inquérito sobre a petrolífera. Mas uma CPI tem tudo para não
sair, por dois motivos. Primeiro, a prioridade máxima dos parlamentares é
eleição/reeleição. Além disso, bilionários e milionários (financiadores
indiretos de campanha) já fazem pressão, nos bastidores, para que qualquer
investigação não aconteça.
Perguntar não ofende: é moral,
ética, econômica e politicamente correto que, em meio a uma crise inflacionária
(nacional e mundial), a Petrobras aprove, em seu balanço, uma reserva de R$ 200
bilhões para pagar dividendos a seus acionistas, mas também a diretores e
conselheiros? Por que a empresa não provisiona R$ 60 bilhões para indenizar
investidores (minoritários) na B3 (Bolsa de Valores) lesados pela corrupção do
Petrolão? As respostas são tão óbvias e ululantes que a pressão subiu e pode
aumentar mais que combustível na bomba dos postos de serviços. Encurralado, o
presidente da Petrobrás, José Mauro Coelho, pediu para sair. A companhia tem de
convocar uma Assembleia Extraordinária para eleger o substituto e homologar os
nomes dos novos componentes dos Conselhos de Administração e Fiscal. O
presidente Bolsonaro também deseja uma mudança mais ampla na diretoria da
empresa, sobretudo no setor jurídico, no qual nenhuma figura se alterou desde a
Era PT — o que sugere um certo “aparelhamento” do comando da “estatal”.
Está em xeque (mate) o modelo de
“empresa de economia mista”. Afinal, na hora que as crises econômicas apertam,
sempre fica no ar o dilema: qual interesse deve ser atendido, prioritariamente:
a remuneração e lucratividade dos “investidores” (mi ou bilionários acionistas
“minoritários” e a majoritária União Federal)? Ou o mais sensato é beneficiar a
economia popular de quem compra combustível, cujo encarecimento provoca aumento
direto e indireto da “inflação” (perda do poder de compra + reajuste — muitas
vezes especulativo — dos preços de todos os produtos e serviços)? A questão é
muito mais complexa do que abrir uma CPI para investigar a “política de preços
da Petrobras”. O bom senso exige um debate sério sobre a estrutura estatal
brasileira e o modelo econômico que privilegia “cartórios e cartéis”,
geralmente com corrupção no meio.
O modelo é catastrófico! O
problema da Petrobras está na formatação da sua planilha de custo do seu CPV
(Custo do Produto Vendido). A “estatal” compra, mas também exporta petróleo (em
dólar). Ao contabilizar os barris necessários para apurar o custeio como se
todos fossem comprados externamente a preços que os cartéis petrolíferos
impõem, e sem considerar o preço real da produção interna — ou ainda, sem
considerar as exportações —, o custo fica altamente elevado. Seria relevante
investigar se a empresa usa no “custeio” o petróleo nacional produzido — como
se fosse internacional. Além disso, vale lembrar que o Brasil é obrigado a
importar combustível refinado porque não tem refinarias em quantidade,
qualidade e capacidade suficientes para produzir o que o mercado interno
precisa.
Para completar a confusão, a
Petrobras não pode ser responsabilizada (sozinha) pela importação (cada vez
mais cara) de combustível, principalmente o diesel. No Brasil, ganharam
protagonismo as empresas filiadas à Associação Brasileira dos Importadores de
Combustíveis. Apesar do reajuste decidido pela Petrobras nas refinarias, a
Abicom calcula que a defasagem é de 9% no diesel e 5% na gasolina, em relação
aos preços internacionais. A entidade estima que a estatal precisa aumentar em
média o diesel em mais R$ 0,52 por litro e a gasolina em R$ 0,22 para atingir o
preço de paridade de importação.
Por fim, há outro problema
objetivo na extração, compra e venda do “nosso” (?) petróleo, extraído, em
média, a US$ 4 o barril. A famosa regra de paridade, estabelecida por Pedro
Parente no governo Michel Temer, não é com a cotação do dólar, mas, sim, com o
valor no mercado SPOT, no qual o petróleo chega a custar US$ 100 o barril.
Simplificando o raciocínio, nós pagamos 2000% a mais pelo “nosso” petróleo, que
jorra a US$ 4 nos campos brasileiros de exploração. Na prática, o Brasil está
importando (e o povo pagando o preço da guerra da Rússia contra a Ucrânia), com
a carestia do gás e do petróleo no mercado internacional. É por isso, faturando
também em dólar, nas exportações, que a Petrobras lucrou tanto para seus
acionistas (gerando dividendos polpudos para diretores e conselheiros).
Resumindo: O povo arca com os
aumentos de todos os preços. Para piorar, a sociedade brasileira não consegue
promover um debate racional sobre o problema, que tem a ver com uma mistura
explosiva de monopólio estatal, confisco tributário e inflação permanente.
Ainda bem que o complexo assunto se torna pauta diária das transmissões dos
“Tios e Tias do Zap” nas redes sociais da internet. O conhecimento dessa
realidade mobiliza os caminhoneiros que, a partir de iniciativas individuais,
se organizam e partem para ousadas pressões sobre o governo, os políticos e a
Petrobras. Isso é TDB (Tudo de Bom!) para a construção da democracia! Trata-se
da Evolução Brasileira em andamento! (Jorge Serrão)
“Tudo tem solução, menos a morte.”




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