22 de jun. de 2022

A esquerda come pelas beiradas...

Prefeitura do Rio alerta para aumento de doenças respiratórias. Governo promove uma campanha para fortalecer a vacinação e alertar a população a respeito do perigo das infecções em crianças.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 21, um reajuste nas bandeiras tarifárias – que afeta a conta de luz em momentos de escassez hídrica – para o período de 2022-2023. Os aumentos irão entrar em vigor à partir do próximo semestre, em 1º de julho, e os números serão reavaliados apenas no próximo ano. A bandeira verde foi a única que continuará sem cobrança adicional. Já a bandeira amarela sofreu um aumento de 59,5% e passará a ter uma cobrança de R$ 1,874 para R$ 2,989 a cada 100 kWh consumidos. Na bandeira vermelha patamar 1, houve um salto de 63,7% nas cobranças e os valores passarão de R$ 3,971 para R$ 6,500 a cada 100 kWh utilizado. O menor dos aumentos ocorreu na bandeira vermelha 2, que passará a cobrar R$ 9,795 ante os R$ 9,492 para cada 100 kWh consumidos, um aumento de 3,2%.

Pacheco diz que revogação de decisões do STF pelo Congresso ‘pode ser inconstitucional’. Presidente do Legislativo não vê ambiente para discussão do assunto entre os senadores.

Ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro é preso em operação da PF por suspeita de corrupção. Ribeiro é investigado por suposto esquema de favorecimento e liberação de verbas a pastores no MEC.

Terremoto deixa mais de 900 mortos e 600 feridos no Afeganistão. Tremor de magnitude 6,1 atingiu a região rural e montanhosa do país, afetando principalmente as províncias de Khost e Paktika; abalo sísmico também foi sentido no Paquistão e na Índia.

Trump intimidou funcionários para alterar resultados das eleições, diz comitê dos EUA. Segundo grupo que investiga o ataque ao Capitólio, trabalhadores eleitorais receberam ameaças de morte pelo republicano e seus apoiadores.

Um intelectual indígena na academia

Nesses tempos em que o governo do sr. BoLSonaro combate e ignora a existência e os  direitos  natos das populações indígenas que são os “donos” originais de nosso País, está aí uma boa notícia: o “índio” Ailton Krenak acaba de ser eleito “imortal”, pela Academia Mineira de Letras, ocupando a cadeira no. 24.

É um fato significativo e simbólico em nossa atual realidade!

Parabéns ao Ailton Krenak e à Academia Mineira de Letras! (Márcio Dayrell Batitucci)

O escritor Ailton Alves Krenak é eleito como o novo ocupante da cadeira número 24 da Academia Mineira de Letras. O autor recebeu 36 dos 39 votos válidos durante a votação que ocorreu durante a tarde desta terça-feira, dia 14 de junho.

Outros intelectuais, como Cláudio Brandão, Henrique de Resende, Sylvio Miraglia e Eduardo Almeida Reis já ocuparam essa cadeira.

Ailton Alves Krenak é um pensador, ambientalista, filósofo, poeta e escritor brasileiro da etnia indígena crenaque. É também professor Honoris Causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pela Universidade de Brasília (UnB). Ele nasceu em 1953 na cidade de Itabirinha, no estado de Minas Gerais, na região do Médio Rio Doce.

Se mudou aos 17 anos de idade para o estado do Paraná, onde se alfabetizou e se tornou produtor gráfico e jornalista. Na década de 1980, passou a dedicar-se exclusivamente ao movimento indígena. Em 1985, fundou a organização não governamental Núcleo de Cultura Indígena, que visa promover a cultura indígena. À época da Assembleia Nacional Constituinte, uma emenda popular assegurou a participação do grupo no processo de elaboração da nova Carta Magna, momento em que Ailton assumiu ativo papel na defesa dos direitos de seu povo. Em 1988, participou da fundação da União dos Povos Indígenas.

Em 1999 publicou ‘O Eterno Retorno do Encontro’ no livro ‘A Outra Margem do Ocidente’, organizado por Adauto Novaes. Em 2000, foi o narrador principal do documentário Índios no Brasil, produzido pela TV Escola. Entre 2003 e 2010, foi assessor especial do Governo de Minas Gerais para assuntos indígenas, durante as gestões de Aécio Neves e Antônio Anastasia.

Em fevereiro de 2016, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) concedeu a Krenak o título de Professor Doutor Honoris Causa. Em 2018, foi um dos protagonistas de uma série na Netflix chamada Guerras do Brasil. Em 2020, conquistou o Prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano concedido pela União Brasileira dos Escritores (UBE). Em dezembro de 2021, a Universidade de Brasília concedeu a Ailton Krenak o título de Professor Doutor Honoris Causa.

Tem vários livros publicados. Sua obra está traduzida para mais de treze países. Atualmente vive na Reserva Indígena Krenak, no município de Resplendor, no estado de Minas Gerais. (Leituras Livres)

https://youtu.be/RTe_HmiELNk

Caminhoneiros ameaçam paralisação se não forem aprovadas queda do diesel e contagem pública de votos

Mobilização da categoria vai além da reivindicação econômica para reduzir preços do diesel, gasolina, álcool e gás; campanha inclui pressionar deputados e senadores a aumentarem segurança eleitoral        

Crise dos combustíveis pode levar a uma nova greve dos caminhoneiros

Caminhoneiros, organizados e politizados, dão ultimatos. Reivindicam que a Petrobras cancele os reajustes dos combustíveis praticados nas refinarias — e que acabam refletindo, imediatamente, nas bombas dos postos. Exigem que o Congresso Nacional aprove duas Propostas de Emenda Constitucionais: a que compensa Estados que zerarem o ICMS sobre o gás de cozinha, gás natural e diesel e a que garante benefício tributário a produtores (e comercializadores) de biocombustíveis como o etanol. Também pressionam o Parlamento para que aprove, com urgência, o Projeto de Lei 943/2022, de autoria do deputado federal Celso Russomano (Republicanos-SP). A regra “institui o escrutínio público de votos e veda o exercício na modalidade exclusivamente eletrônica”. A ideia é que isso já valha na eleição 2022 — o que vai contra a vontade da Justiça Eleitoral. Caso não sejam atendidos, os motoristas prometem parar o país nos próximos 20 dias.

Excetuando uma “greve” — cujos impactos políticos e econômicos podem fugir ao controle —, a movimentação dos caminhoneiros interessa a Jair Messias Bolsonaro. Definitivamente, o presidente declarou guerra à estatal de economia mista, da qual a União é a acionista majoritária. Bolsonaro tuitou: “A Petrobras pode mergulhar o Brasil num caos. Seu presidente, diretores e conselheiros bem sabem do que aconteceu com a greve dos caminhoneiros em 2018, e as consequências nefastas para a economia do Brasil e a vida do nosso povo. O governo federal, como acionista, é contra qualquer reajuste dos combustíveis, não só pelo exagerado lucro da Petrobras em plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das Estatais”. É baseado em tais argumentos que Bolsonaro apoia uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a petrolífera. Mas uma CPI tem tudo para não sair, por dois motivos. Primeiro, a prioridade máxima dos parlamentares é eleição/reeleição. Além disso, bilionários e milionários (financiadores indiretos de campanha) já fazem pressão, nos bastidores, para que qualquer investigação não aconteça.

Perguntar não ofende: é moral, ética, econômica e politicamente correto que, em meio a uma crise inflacionária (nacional e mundial), a Petrobras aprove, em seu balanço, uma reserva de R$ 200 bilhões para pagar dividendos a seus acionistas, mas também a diretores e conselheiros? Por que a empresa não provisiona R$ 60 bilhões para indenizar investidores (minoritários) na B3 (Bolsa de Valores) lesados pela corrupção do Petrolão? As respostas são tão óbvias e ululantes que a pressão subiu e pode aumentar mais que combustível na bomba dos postos de serviços. Encurralado, o presidente da Petrobrás, José Mauro Coelho, pediu para sair. A companhia tem de convocar uma Assembleia Extraordinária para eleger o substituto e homologar os nomes dos novos componentes dos Conselhos de Administração e Fiscal. O presidente Bolsonaro também deseja uma mudança mais ampla na diretoria da empresa, sobretudo no setor jurídico, no qual nenhuma figura se alterou desde a Era PT — o que sugere um certo “aparelhamento” do comando da “estatal”.

Está em xeque (mate) o modelo de “empresa de economia mista”. Afinal, na hora que as crises econômicas apertam, sempre fica no ar o dilema: qual interesse deve ser atendido, prioritariamente: a remuneração e lucratividade dos “investidores” (mi ou bilionários acionistas “minoritários” e a majoritária União Federal)? Ou o mais sensato é beneficiar a economia popular de quem compra combustível, cujo encarecimento provoca aumento direto e indireto da “inflação” (perda do poder de compra + reajuste — muitas vezes especulativo — dos preços de todos os produtos e serviços)? A questão é muito mais complexa do que abrir uma CPI para investigar a “política de preços da Petrobras”. O bom senso exige um debate sério sobre a estrutura estatal brasileira e o modelo econômico que privilegia “cartórios e cartéis”, geralmente com corrupção no meio.

O modelo é catastrófico! O problema da Petrobras está na formatação da sua planilha de custo do seu CPV (Custo do Produto Vendido). A “estatal” compra, mas também exporta petróleo (em dólar). Ao contabilizar os barris necessários para apurar o custeio como se todos fossem comprados externamente a preços que os cartéis petrolíferos impõem, e sem considerar o preço real da produção interna — ou ainda, sem considerar as exportações —, o custo fica altamente elevado. Seria relevante investigar se a empresa usa no “custeio” o petróleo nacional produzido — como se fosse internacional. Além disso, vale lembrar que o Brasil é obrigado a importar combustível refinado porque não tem refinarias em quantidade, qualidade e capacidade suficientes para produzir o que o mercado interno precisa.

Para completar a confusão, a Petrobras não pode ser responsabilizada (sozinha) pela importação (cada vez mais cara) de combustível, principalmente o diesel. No Brasil, ganharam protagonismo as empresas filiadas à Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis. Apesar do reajuste decidido pela Petrobras nas refinarias, a Abicom calcula que a defasagem é de 9% no diesel e 5% na gasolina, em relação aos preços internacionais. A entidade estima que a estatal precisa aumentar em média o diesel em mais R$ 0,52 por litro e a gasolina em R$ 0,22 para atingir o preço de paridade de importação.

Por fim, há outro problema objetivo na extração, compra e venda do “nosso” (?) petróleo, extraído, em média, a US$ 4 o barril. A famosa regra de paridade, estabelecida por Pedro Parente no governo Michel Temer, não é com a cotação do dólar, mas, sim, com o valor no mercado SPOT, no qual o petróleo chega a custar US$ 100 o barril. Simplificando o raciocínio, nós pagamos 2000% a mais pelo “nosso” petróleo, que jorra a US$ 4 nos campos brasileiros de exploração. Na prática, o Brasil está importando (e o povo pagando o preço da guerra da Rússia contra a Ucrânia), com a carestia do gás e do petróleo no mercado internacional. É por isso, faturando também em dólar, nas exportações, que a Petrobras lucrou tanto para seus acionistas (gerando dividendos polpudos para diretores e conselheiros).

Resumindo: O povo arca com os aumentos de todos os preços. Para piorar, a sociedade brasileira não consegue promover um debate racional sobre o problema, que tem a ver com uma mistura explosiva de monopólio estatal, confisco tributário e inflação permanente. Ainda bem que o complexo assunto se torna pauta diária das transmissões dos “Tios e Tias do Zap” nas redes sociais da internet. O conhecimento dessa realidade mobiliza os caminhoneiros que, a partir de iniciativas individuais, se organizam e partem para ousadas pressões sobre o governo, os políticos e a Petrobras. Isso é TDB (Tudo de Bom!) para a construção da democracia! Trata-se da Evolução Brasileira em andamento! (Jorge Serrão)

“Tudo tem solução, menos a morte.”

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