26 de jun. de 2022

Um país sob a ótica mundial...

Cotidiano: Segurança morre em troca de tiros com ladrões em shopping de luxo no Rio. Ao menos 12 criminosos invadiram o Village Mall, na Barra da Tijuca, fizeram uma cliente refém e roubaram joalheria.

Pressionada, Petrobras se tornou ‘bode expiatório’ do governo e do Congresso; troca de presidente não deve ter efeito. Política do preço de paridade de importação provavelmente deve ser mantida, mesmo com mudança no comando da companhia. Petroleiros marcam protesto contra Caio Paes de Andrade.

Geração de energia solar deve baratear a conta de luz em 5,6% até 2031.

A política como farsa

Política é fundamental porque dela dependemos para atingir o bem-comum ou para vivermos de mal a pior. Essa importância deve ser ressaltada quando nos avizinhando das eleições, na quais elegeremos neste ano o presidente da República. governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Normalmente se destacam os postulantes à presidência, em que pese também a importância dos demais cargos, sendo que no Poder Legislativo estarão os tomadores de decisões aos quais delegamos o poder de votar por nós.

Dois candidatos à presidência estão se destacando e a chamada terceira via tem sido inviabilizada para quem poderia de fato enfrentar os que, nas atuais pesquisas aparecem em aspecto polarizado. Todavia, é bom lembrar que pesquisas têm errado de modo acentuado.

Pois bem, pesquisas de vários institutos vêm mostrando Lula da Silva na dianteira do atual presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. O candidato do PT tem aparecido como vitorioso e ele próprio se comporta como se já fosse o presidente eleito.

 Na cerimônia de lançamento da sua pré-candidatura, Lula da Silva foi Alckmin comedido e leu um discurso cuidadosamente elaborado de auto louvor. Ele foi rei de um reino de maravilhas, deus no paraíso das perfeições. Sem menção ao nome do oponente e uma pitada de improviso, ressuscitou o Lulinha de paz e amor ao se referir ao casamento que faria em breve, algo para derreter corações diante do noivo apaixonado.

Geraldo Alckmin foi Lula num discurso em que atacou o atual presidente no estilo da conhecida contundência petista. Aliás, o ex-governador de São Paulo, depois de cantarolar o hino da Internacional Socialista e aparecer em reunião sindical com entusiasmo não comum à sua personalidade, não está conseguindo representar a tal centro-direita como alardeia o PT. Portanto, Alckmin entrou com vontade e garra no quesito da política como farsa.

Quanto a Lula, o discurso para ele escrito foi outra farsa que não ilustrou seu pensamento. Inclusive, ele tem incorporado em suas falas duas palavras que supõe causar efeito de marketing: democracia e soberania. Soberania quer dizer nenhum poder acima de cada país. Será que Lula confunde isso com um poder ditatorial de um determinado indivíduo? Tampouco é impossível ver nele pendores democráticos na medida de sua veneração por ditadores de esquerda.

Relembre-se que Lula, quando na quarta vez foi eleito, substituiu a inexistente luta de classes pelo açulamento do ódio entre negros e brancos, entre homossexuais e heterossexuais, entre mulheres contra homens (feminismo exagerado).

Aliás, petistas seguindo seu líder são agressivos com relação a seus adversários tratados como inimigos e exímios destruidores de reputações.

Lula não gosta da classe média, sempre foi a favor da censura da mídia. E a recessão, a inflação, a irresponsabilidade fiscal, a manipulação de preços, especialmente no governo Dilma, reaparecem em seus atuais discursos. Ele continua contra o controle de gastos, as privatizações, a abertura de mercado. Os escândalos do mensalão, do petrolão, a quase destruição da Petrobras são ocultados sob o véu das decantadas ética e inocência. Será que Alckmin esqueceu seu passado e agora compactua com a maneira de ser Lula e seu PT, apoiados por pequenos partidos ditos de esquerda?

“Todos os esforços marqueteiros para mesclar o verde e o amarelo ao vermelho ou ocultar o histórico de atentados do PT à economia não disfarçarão o fato de que a tal frente ampla nada mais é que o velho bloco do “eu sozinho” de Lula” (O Estado de São Paulo, 11 de maio de 2022).

A política é fundamental. Lembremos disso. Especialmente nas eleições, quando nos é dado o direito de escolher como será nossa vida e a das futuras gerações. (Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga)

Em evento na Inglaterra, Barroso é interrompido ao falar de voto impresso e reclama: ‘Déficit de civilidade’.

Ao ser contestado por uma brasileira presente no evento, o ministro do STF disse que todas as informações repassadas na palestra poderiam ser confirmadas na web e reclamou que o Brasil está passando por um momento de ‘déficit de civilidade’.

          Luís Roberto Barroso foi interrompido duas vezes durante evento na Inglaterra

Luís Roberto Barroso promoveu um discurso sobre a pandemia e outros temas atuais na Universidade de Oxford, na Inglaterra, no último sábado, 25. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), entretanto, foi interrompido duas vezes enquanto criticava a possibilidade do retorno do voto impresso nas próximas eleições. Ao ser contestado por uma brasileira presente no evento, Barroso disse que todas as informações repassadas na palestra poderiam ser confirmadas na web e reclamou que o Brasil está passando por um momento de “déficit de civilidade”.

“Na minha gestão na presidência do TSE, eu precisei lidar com a pandemia, precisei oferecer resistência aos ataques contra a democracia e impedir esse abominável retrocesso, que seria a volta do voto impresso, com contagem pública e manual, que sempre foi o caminho da fraude”, disse Barroso, antes de ser contestado por uma mulher. “A senhora pode entrar na internet agora”, tentou continuar novamente. “Esse é um dos problemas que estamos enfrentando no Brasil: um déficit imenso de civilidade”, completou, criticando as interrupções. O ministro ainda falou em liberdade de imprensa, reforma política e investimento em educação no evento. (Jovem Pan)

“É melhor prevenir do que remediar.”

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