Cotidiano: Segurança morre em
troca de tiros com ladrões em shopping de luxo no Rio. Ao menos 12 criminosos
invadiram o Village Mall, na Barra da Tijuca, fizeram uma cliente refém e
roubaram joalheria.
Pressionada, Petrobras se tornou
‘bode expiatório’ do governo e do Congresso; troca de presidente não deve ter
efeito. Política do preço de paridade de importação provavelmente deve ser
mantida, mesmo com mudança no comando da companhia. Petroleiros marcam protesto
contra Caio Paes de Andrade.
Geração de energia solar deve
baratear a conta de luz em 5,6% até 2031.
A política como farsa
Política é fundamental porque
dela dependemos para atingir o bem-comum ou para vivermos de mal a pior. Essa
importância deve ser ressaltada quando nos avizinhando das eleições, na quais
elegeremos neste ano o presidente da República. governadores, senadores,
deputados federais e estaduais. Normalmente se destacam os postulantes à
presidência, em que pese também a importância dos demais cargos, sendo que no
Poder Legislativo estarão os tomadores de decisões aos quais delegamos o poder
de votar por nós.
Dois candidatos à presidência
estão se destacando e a chamada terceira via tem sido inviabilizada para quem
poderia de fato enfrentar os que, nas atuais pesquisas aparecem em aspecto
polarizado. Todavia, é bom lembrar que pesquisas têm errado de modo acentuado.
Pois bem, pesquisas de vários
institutos vêm mostrando Lula da Silva na dianteira do atual presidente da
República, Jair Messias Bolsonaro. O candidato do PT tem aparecido como
vitorioso e ele próprio se comporta como se já fosse o presidente eleito.
Na cerimônia de lançamento da sua
pré-candidatura, Lula da Silva foi Alckmin comedido e leu um discurso
cuidadosamente elaborado de auto louvor. Ele foi rei de um reino de maravilhas,
deus no paraíso das perfeições. Sem menção ao nome do oponente e uma pitada de
improviso, ressuscitou o Lulinha de paz e amor ao se referir ao casamento que
faria em breve, algo para derreter corações diante do noivo apaixonado.
Geraldo Alckmin foi Lula num
discurso em que atacou o atual presidente no estilo da conhecida contundência
petista. Aliás, o ex-governador de São Paulo, depois de cantarolar o hino da
Internacional Socialista e aparecer em reunião sindical com entusiasmo não
comum à sua personalidade, não está conseguindo representar a tal
centro-direita como alardeia o PT. Portanto, Alckmin entrou com vontade e garra
no quesito da política como farsa.
Quanto a Lula, o discurso para
ele escrito foi outra farsa que não ilustrou seu pensamento. Inclusive, ele tem
incorporado em suas falas duas palavras que supõe causar efeito de marketing:
democracia e soberania. Soberania quer dizer nenhum poder acima de cada país.
Será que Lula confunde isso com um poder ditatorial de um determinado
indivíduo? Tampouco é impossível ver nele pendores democráticos na medida de
sua veneração por ditadores de esquerda.
Relembre-se que Lula, quando na
quarta vez foi eleito, substituiu a inexistente luta de classes pelo açulamento
do ódio entre negros e brancos, entre homossexuais e heterossexuais, entre
mulheres contra homens (feminismo exagerado).
Aliás, petistas seguindo seu
líder são agressivos com relação a seus adversários tratados como inimigos e
exímios destruidores de reputações.
Lula não gosta da classe média,
sempre foi a favor da censura da mídia. E a recessão, a inflação, a irresponsabilidade
fiscal, a manipulação de preços, especialmente no governo Dilma, reaparecem em
seus atuais discursos. Ele continua contra o controle de gastos, as
privatizações, a abertura de mercado. Os escândalos do mensalão, do petrolão, a
quase destruição da Petrobras são ocultados sob o véu das decantadas ética e
inocência. Será que Alckmin esqueceu seu passado e agora compactua com a
maneira de ser Lula e seu PT, apoiados por pequenos partidos ditos de esquerda?
“Todos os esforços marqueteiros
para mesclar o verde e o amarelo ao vermelho ou ocultar o histórico de
atentados do PT à economia não disfarçarão o fato de que a tal frente ampla
nada mais é que o velho bloco do “eu sozinho” de Lula” (O Estado de São Paulo,
11 de maio de 2022).
A política é fundamental.
Lembremos disso. Especialmente nas eleições, quando nos é dado o direito de
escolher como será nossa vida e a das futuras gerações. (Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga)
Em evento na Inglaterra, Barroso é interrompido ao falar de voto impresso e reclama: ‘Déficit de civilidade’.
Ao ser contestado por uma
brasileira presente no evento, o ministro do STF disse que todas as informações
repassadas na palestra poderiam ser confirmadas na web e reclamou que o Brasil
está passando por um momento de ‘déficit de civilidade’.
Luís Roberto Barroso foi interrompido duas vezes durante evento na Inglaterra
Luís Roberto Barroso promoveu um
discurso sobre a pandemia e outros temas atuais na Universidade de Oxford, na
Inglaterra, no último sábado, 25. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),
entretanto, foi interrompido duas vezes enquanto criticava a possibilidade do
retorno do voto impresso nas próximas eleições. Ao ser contestado por uma
brasileira presente no evento, Barroso disse que todas as informações
repassadas na palestra poderiam ser confirmadas na web e reclamou que o Brasil
está passando por um momento de “déficit de civilidade”.
“Na minha gestão na presidência
do TSE, eu precisei lidar com a pandemia, precisei oferecer resistência aos
ataques contra a democracia e impedir esse abominável retrocesso, que seria a
volta do voto impresso, com contagem pública e manual, que sempre foi o caminho
da fraude”, disse Barroso, antes de ser contestado por uma mulher. “A senhora
pode entrar na internet agora”, tentou continuar novamente. “Esse é um dos
problemas que estamos enfrentando no Brasil: um déficit imenso de civilidade”,
completou, criticando as interrupções. O ministro ainda falou em liberdade de
imprensa, reforma política e investimento em educação no evento. (Jovem Pan)
“É melhor prevenir do que remediar.”




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