Novos cartões do Auxílio Brasil
terão chip e função de débito para pagamento de compras.
Paes de Andrade deve assumir hoje
a presidência da Petrobras. Bolsonaro diz que Petrobras terá nova dinâmica para
combustíveis. Plano de desinvestimento:
Petrobras reinicia processo de venda de três refinarias.
Governo não perde arrecadação com
redução do ICMS, afirma presidente do Sincopetro. José Alberto Paiva Gouveia
lembrou que, quanto mais altos os preços, maiores também são os tributos e
defendeu que, neste momento de alta, os Estados estariam recebendo mais do que
o necessário.
Perícia sobre condição mental de
Adélio Bispo será realizada em 25 de julho. Médicos vão avaliar se o quadro de
saúde mental apresentado pelo paciente quando foi condenado persiste.
Relatório final da Lei de
Diretrizes Orçamentárias vai priorizar reajuste salarial e contratações na
Polícia Federal. Documento estabelece as prioridades e metas para os gastos
públicos, mas ainda precisa ser votado na Comissão Mista de Orçamentos.
46 pessoas são encontradas mortas
dentro de caminhão no Texas. O jornal ‘The Texas Tribune’ informou que mortos
podem ser vítimas do tráfico de pessoas.
Doze pessoas morreram e mais de
260 ficaram feridas nesta segunda-feira (27) na Jordânia após a queda de um
contêiner de gás tóxico no porto de Aqaba, informou uma fonte ligada ao governo
do país.
Teologia do Domínio
Se você tem
algum interesse em entender nosso mundo e especialmente o que está acontecendo
hoje no Brasil, você não pode
deixar de ver
o vídeo abaixo.
É longo, mas é
uma oportuna aula de “história”, de “contextualização”, para você compreender
muita coisa, sob um novo ângulo...
Inclusive,
você vai conhecer um pouco melhor o que podemos chamar de “ambiência BoLSonaro”,
sua gang de pastores e
alhures...
É um
testemunho forte, expondo o “outro
lado” de muitas de nossas “verdades”... (Márcio
Dayrell Batitucci)
https://www.youtube.com/watch?v=YIdpDLuezWw
Campanha eleitoral deveria
debater como o país tem de destinar, pelo menos, R$ 200 bilhões anuais para
investimentos, e não os insuficientes R$ 20 bi atuais; saída é mudar estrutura
estatal
O “déficit civilizatório” no
Brasil é um problema concreto que joga contra o destino de um maravilhoso povo
“euroafroameríndio”. O termo não deve ser encarado como uma mera reclamação
retórica de um (ilu)ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, em um
evento patrocinado por um gigante escritório de advocacia britânico, na
Universidade de Oxford. A vida de cada um de nós é ameaçada pela hegemonia do
Crime Institucionalizado, proporcionada pela (com)parceria com um sistema
estatal que se acostumou a se servir da sociedade, e não a servi-la. A
oligarquia de mentalidade e prática medieval — que controla o Brasil — usa e
abusa da mistura de incompetência, inadequação, ignorância e canalhice no trato
da coisa pública. Ao povo só é concedido o “direito” obrigatório de votar e de
pagar impostos altíssimos, sem a devida contrapartida em qualidade — dos
políticos escolhidos como representantes e dos serviços estatais prestados.
Diante desse criminoso caos
institucional, algumas perguntas são fundamentais: dá para mudar o rumo da
imbecilidade reinante no discurso político em uma eleição que ameaça ser
marcada pelo excesso de extremismo e radicalismo? É possível abrir espaço, na mídia
e no debate público, para um diálogo realmente civilizado? Não seria mais
importante dedicar o máximo de tempo e recursos no desafio urgentíssimo de
mudar e racionalizar o setor público, de alto a baixo, em todos os poderes, na
União, Estados e municípios, para transformar o chamado “custo Brasil” em
“investimento Brasil”? Por que relutamos tanto em focar nas soluções, e não na
reedição de problemas e repetição histórico-cultural de erros, em vez de
formular e debater um Projeto Estratégico de Nação, para definir que Brasil
queremos, como e quando?
O “deficit civilizatório” só
aumenta a cada decisão errada, fora da lei ou criminosa tomada pelos
governantes (incluídos todos os membros de todos os poderes republicanos). A
sociedade reflete a esculhambação estatal. Interligado via internet, o povo até
esboça reação e protesta. No entanto, “quem reclama já perdeu” (royalties da
frase para o imortal jornalista e comunista João Saldanha). Em função da
formação histórica e cultural, a maioria do eleitorado ainda se mostra muito
dependente do Estado e de seu estamento burocrático (o famoso Establishment). A
“Estadodependência” se reflete na eleição — na campanha eleitoral e no
resultado do pleito. Consequência: dificilmente as coisas mudam (para melhor)
no sistema estatal brasileiro, que funciona como um “leviatã leviano”.
Um dos maiores críticos e
estudiosos do modelo estatal brasileiro, o general de Exército (na reserva)
Maynard Marques de Santa Rosa chama atenção para uma distorção que precisa ser
resolvida urgentemente: “Nada menos que 92% da despesa orçamentária é
‘carimbada’, isto é, tem destinação previamente definida. Isso resulta do
avanço das corporações sobre o orçamento, a partir de 1988. Restam 8% para a
gestão do país. Desse resíduo, 5,6% vão para o custeio da máquina pública.
Portanto, sobram apenas 2,4% das receitas para investimento. Isto corresponde a
R$ 20 bilhões, quando o Brasil precisa de pelo menos R$ 200 bi por ano”.
O general Santa Rosa aponta a
consequência do esquema estatal gastador (ou mal investidor): “Além da questão
financeira, a Constituição de 1988 criou uma assimetria disfuncional entre os
três poderes da República. As atribuições do Executivo passaram a ser invadidas
pelos outros dois. O governo, eleito para gerir o país, foi perdendo,
gradualmente, a liberdade de ação. Enquanto isso, o Legislativo avançou sobre o
Orçamento, e o Ministério Público passou a ingerir nas funções executivas. O
resultado dessa desarmonia é a paralisia estratégica e a estagnação econômica.
O Estado nacional está travado. O país perdeu a capacidade da progredir”.
O que o Brasil tem de fazer e
como fará para progredir? Esse deveria ser o tema central do debate na campanha
eleitoral de 2022. O problema é que a polarização forçada entre dois candidatos
(Jair Bolsonaro e Lula da Silva) tende a prejudicar o debate (civilizado) sobre
o que realmente precisa e por que tem de mudar na estrutura estatal. O regime
do Crime Institucionalizado não pode continuar ditando as ordens sobre o
Mecanismo do Estado. A Democracia não pode ser substituída pela Cleptocracia ou
pela Juristocracia. O eleitor brasileiro e os segmentos esclarecidos da
sociedade precisam demonstrar, pela pressão do voto, que desejam um país
baseado na liberdade, legalidade e legitimidade. Sem isso, o Brasil corre risco
de agravar seu “deficit civilizatório” — o que tem tudo para degenerar a falta
de governabilidade em violência e terror, tornando ainda mais destrutiva uma
guerra civil que já extermina dezenas de milhares de brasileiros todos os anos.
(Jorge Serrão)
“Não adianta chorar sobre o leite derramado.”


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