29 de jun. de 2022

Há tantas por quês...

 

Impasse sobre ICMS dos combustíveis persiste entre governos estaduais e federal. Após o Planalto desistir de recompensar os Estados, a proposta agora é ampliar para R$ 600 o valor do Auxílio Brasil, aumentar o vale-gás e um voucher no valor de R$ 1 mil para os caminhoneiros.

Ricardo Nunes chama greve dos motoristas de ‘irresponsabilidade’ e diz ter sido ‘pego de surpresa’. Segundo o prefeito de São Paulo, resolução do impasse entre sindicato e empresas já tramitava no TRT, mas, mesmo assim, a categoria determinou a paralisação nesta quarta-feira.

Motoristas e cobradores de ônibus fazem segunda greve do mês em SP. Categoria volta a parar por falta de acordo sobre pagamento e benefícios; o rodízio na cidade está suspenso e faixas e corredores de ônibus estão liberados.

Preço médio do litro de gasolina pode cair para R$ 5,84 com medidas do governo, afirma ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, também espera reduções nos valores de outros combustíveis, como óleo diesel, etanol e gás de cozinha.

Amazônia legal concentra as cidades mais violentas do Brasil. Divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022 revela que de uma lista de 30 cidades com o maior número de homicídios, 13 estão no chamado pulmão do mundo.

Turquia muda de posicionamento e aprova adesão de Finlândia e Suécia à Otan. Com o apoio, países ficam mais próximos de se tornarem membros da Aliança militar; turcos informaram que os nórdicos aceitaram suas condições.

Aliados de Bolsonaro estão encolhidos após o presidente anunciar Braga Netto como vice

Escolha do general não agradou parlamentares do Centrão, que se dizem ignorados

Walter Braga Netto

Presidente Jair Bolsonaro escolheu o general Braga Netto para ser seu vice na campanha para as eleições 2022

Parlamentares do Centrão dizem que interessa ao presidente Jair Bolsonaro manter sua postura de radical, por isso escolheu o nome do ex-ministro da Defesa, general Braga Netto, como vice em sua chapa. Alguns dizem que Bolsonaro não quer parecer bonzinho para ninguém. O Centrão não se mostra satisfeito com a escolha. E afirma que mais uma vez Bolsonaro não atendeu às sugestões que lhe foram feitas. Diz que em termos de eleição, o bloco é ignorado. A escolha contraria, também, o comando político da campanha de Bolsonaro. O presidente do PL, partido de Bolsonaro, Waldemar da Costa Neto, preferia o nome da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina, que nunca fez mal a ninguém e sempre agradou o presidente da República. Essa contrariedade em relação à escolha de Braga Netto é demonstrada até pelo chefe da Casa Civil do governo, deputado Ciro Nogueira. O Centrão acredita que a indicação de Tereza Cristina criaria um fato novo para enfrentar Luiz Inácio da Silva na eleição presidencial.

Mas Bolsonaro não quis saber dessa conversa e anunciou o general Braga Netto, fazendo muitos elogios ao ex-ministro, especialmente no que diz respeito à lealdade. Os aliados estão encolhidos. E não escondem de ninguém que a escolha de Braga Netto pode ser um grande equívoco. O bloco se preocupa especialmente com a grande rejeição de Bolsonaro, especialmente no eleitorado feminino. Pior: como reverter uma situação assim difícil se faltam apenas pouco mais de 3 meses para as eleições? Não haverá tempo. Braga Netto não vai ajudar em nada nesse item. Já Tereza Cristina seria uma espécie de graça na candidatura de Bolsonaro. Ela tem tudo de bom. O mais amargurado com a escolha é o ministro Ciro Nogueira, a quem o presidente já ignorou várias vezes no que diz respeito a sugestões, especialmente na vacinação. Ciro Nogueira desistiu de falar em vacina quando Bolsonaro anunciou que não vacinaria sua filha de 11 anos. Nesse assunto, foi a gota d’água. Ciro se calou. Não se pode dizer que o clima entre os dois seja de um casal em núpcias. Ciro Nogueira está preferindo ficar fora dessas polêmicas criadas pelo presidente. A escolha de Braga Netto para vice foi mais uma desfeita.

O problema é que o Centrão não está mais disposto a dizer amém a tudo. É o caso dos ataques de Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal. O bloco pediu mais calma, Bolsonaro continua criticando. E há também a questão do voto impresso, que os integrantes do Centrão pedem mais “bom senso” a Bolsonaro, que não está nem aí. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PL), chegou a dizer que “o esticar da corda passou de todos os limites”. Bolsonaro se acalmou? Nem pensar. Vai cada vez mais fundo nas críticas à urna eletrônica. Essa é uma história que não vai terminar bem. Melhor dizendo: Terminará exatamente como Bolsonaro deseja.

E agora é a questão do vice. Os aliados não se conformam e deixam claro que o general Braga Netto não serve. A decisão revela que Bolsonaro quer mostrar ao país que é mesmo um radical nunca disposto a contemporizar nada. Além disso, a atitude representa um recado do presidente: ele não estaria mais confiando nos seus aliados. Nesta noite de segunda-feira, 27, um parlamentar aliado confidenciou a este colunista que, no fundo, Bolsonaro quer dar a ideia de que tem as Forças Armadas nas mãos, mas está muito enganado. Os militares nunca lhe darão uma situação de governabilidade sem problemas. Isso nunca vai acontecer. Para esse parlamentar do PP, Bolsonaro está cavando a própria cova. (Álvaro Alves de Faria)

Indesculpável!

“Eu gostaria muito de ter o direito de votar em alguém que corresponda à imagem que faço de um presidente”. (Opinião muito “fofa”, lida e ouvida por aí)

         Sinto muito, senhor, mas seu catálogo de príncipes perfeitos não está disponível.  O que a casa tem a oferecer está na mesa dos fatos. Aliás, saiba que o senhor não está só, infelizmente. O presidencialismo e semipresidencialismo têm produzido esse quadro ao longo das décadas mundo afora. Nos Estados Unidos, a eleição presidencial (onde os eleitores que decidem são os do colégio eleitoral) terminou com uma diferença de seis milhões de votos entre Biden e Trump. A abstenção chegou a 64 milhões!

Na Argentina, os ausentes, os nulos, os brancos, os aborrecidos e amuados somaram oito milhões de eleitores. Como resultado, o destruidor geral da nação Alberto Fernández venceu Macri por dois milhões de votos. No Chile, o comunista Gabriel Boric venceu a eleição por uma diferença de 6% sobre José Antônio Kast, com uma abstenção de 45%! No Peru, ausentaram-se oito milhões de eleitores e a esquerda venceu a eleição por 40 mil votos. Na Colômbia, 43% do eleitorado ficou no sofá e o guerrilheiro comunista Gustavo Petros, que vai dirigir o país, venceu o pleito por uma diferença de 3%.

A omissão não ensina, não protesta e nada muda. Não tira o omisso da lista de pagadores da conta. Subscreve, referenda e aceita, silenciosamente, o que outros decidiram. Na verdade, preserva ao omisso seu direito ao sofá de onde talvez nunca tenha saído. 

Enquanto esse eleitor acalenta seu aborrecimento, todo o ativismo midiático, judicial, funcional, educacional, cultural, corrupto e do crime organizado se articula em torno do candidato que quer retornar à cena do crime. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor)

“Nem tanto ao mar, nem tanto a terra.”

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