Impasse sobre ICMS dos combustíveis persiste entre governos estaduais e federal. Após o Planalto desistir de recompensar os Estados, a proposta agora é ampliar para R$ 600 o valor do Auxílio Brasil, aumentar o vale-gás e um voucher no valor de R$ 1 mil para os caminhoneiros.
Ricardo Nunes chama greve dos
motoristas de ‘irresponsabilidade’ e diz ter sido ‘pego de surpresa’. Segundo o
prefeito de São Paulo, resolução do impasse entre sindicato e empresas já
tramitava no TRT, mas, mesmo assim, a categoria determinou a paralisação nesta
quarta-feira.
Motoristas e cobradores de ônibus
fazem segunda greve do mês em SP. Categoria volta a parar por falta de acordo
sobre pagamento e benefícios; o rodízio na cidade está suspenso e faixas e
corredores de ônibus estão liberados.
Preço médio do litro de gasolina
pode cair para R$ 5,84 com medidas do governo, afirma ministro de Minas e
Energia, Adolfo Sachsida, também espera reduções nos valores de outros
combustíveis, como óleo diesel, etanol e gás de cozinha.
Amazônia legal concentra as
cidades mais violentas do Brasil. Divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança
Pública de 2022 revela que de uma lista de 30 cidades com o maior número de
homicídios, 13 estão no chamado pulmão do mundo.
Turquia muda de posicionamento e
aprova adesão de Finlândia e Suécia à Otan. Com o apoio, países ficam mais
próximos de se tornarem membros da Aliança militar; turcos informaram que os
nórdicos aceitaram suas condições.
Aliados de Bolsonaro
estão encolhidos após o presidente anunciar Braga Netto como vice
Escolha do general não agradou
parlamentares do Centrão, que se dizem ignorados
Walter Braga Netto
Presidente Jair Bolsonaro
escolheu o general Braga Netto para ser seu vice na campanha para as eleições
2022
Parlamentares do Centrão dizem
que interessa ao presidente Jair Bolsonaro manter sua postura de radical, por
isso escolheu o nome do ex-ministro da Defesa, general Braga Netto, como vice
em sua chapa. Alguns dizem que Bolsonaro não quer parecer bonzinho para
ninguém. O Centrão não se mostra satisfeito com a escolha. E afirma que mais
uma vez Bolsonaro não atendeu às sugestões que lhe foram feitas. Diz que em
termos de eleição, o bloco é ignorado. A escolha contraria, também, o comando
político da campanha de Bolsonaro. O presidente do PL, partido de Bolsonaro,
Waldemar da Costa Neto, preferia o nome da ex-ministra da Agricultura Tereza
Cristina, que nunca fez mal a ninguém e sempre agradou o presidente da
República. Essa contrariedade em relação à escolha de Braga Netto é demonstrada
até pelo chefe da Casa Civil do governo, deputado Ciro Nogueira. O Centrão
acredita que a indicação de Tereza Cristina criaria um fato novo para enfrentar
Luiz Inácio da Silva na eleição presidencial.
Mas Bolsonaro não quis saber
dessa conversa e anunciou o general Braga Netto, fazendo muitos elogios ao
ex-ministro, especialmente no que diz respeito à lealdade. Os aliados estão
encolhidos. E não escondem de ninguém que a escolha de Braga Netto pode ser um
grande equívoco. O bloco se preocupa especialmente com a grande rejeição de
Bolsonaro, especialmente no eleitorado feminino. Pior: como reverter uma
situação assim difícil se faltam apenas pouco mais de 3 meses para as eleições?
Não haverá tempo. Braga Netto não vai ajudar em nada nesse item. Já Tereza
Cristina seria uma espécie de graça na candidatura de Bolsonaro. Ela tem tudo
de bom. O mais amargurado com a escolha é o ministro Ciro Nogueira, a quem o
presidente já ignorou várias vezes no que diz respeito a sugestões, especialmente
na vacinação. Ciro Nogueira desistiu de falar em vacina quando Bolsonaro
anunciou que não vacinaria sua filha de 11 anos. Nesse assunto, foi a gota
d’água. Ciro se calou. Não se pode dizer que o clima entre os dois seja de um
casal em núpcias. Ciro Nogueira está preferindo ficar fora dessas polêmicas
criadas pelo presidente. A escolha de Braga Netto para vice foi mais uma
desfeita.
O problema é que o Centrão não
está mais disposto a dizer amém a tudo. É o caso dos ataques de Bolsonaro ao
Supremo Tribunal Federal. O bloco pediu mais calma, Bolsonaro continua
criticando. E há também a questão do voto impresso, que os integrantes do
Centrão pedem mais “bom senso” a Bolsonaro, que não está nem aí. O presidente
da Câmara, Arthur Lira (PL), chegou a dizer que “o esticar da corda passou de
todos os limites”. Bolsonaro se acalmou? Nem pensar. Vai cada vez mais fundo
nas críticas à urna eletrônica. Essa é uma história que não vai terminar bem.
Melhor dizendo: Terminará exatamente como Bolsonaro deseja.
E agora é a questão do vice. Os
aliados não se conformam e deixam claro que o general Braga Netto não serve. A
decisão revela que Bolsonaro quer mostrar ao país que é mesmo um radical nunca
disposto a contemporizar nada. Além disso, a atitude representa um recado do
presidente: ele não estaria mais confiando nos seus aliados. Nesta noite de
segunda-feira, 27, um parlamentar aliado confidenciou a este colunista que, no
fundo, Bolsonaro quer dar a ideia de que tem as Forças Armadas nas mãos, mas
está muito enganado. Os militares nunca lhe darão uma situação de
governabilidade sem problemas. Isso nunca vai acontecer. Para esse parlamentar
do PP, Bolsonaro está cavando a própria cova. (Álvaro
Alves de Faria)
Indesculpável!
“Eu gostaria muito de ter o
direito de votar em alguém que corresponda à imagem que faço de um presidente”.
(Opinião muito “fofa”, lida e ouvida por aí)
Sinto muito, senhor, mas seu catálogo
de príncipes perfeitos não está disponível.
O que a casa tem a oferecer está na mesa dos fatos. Aliás, saiba que o
senhor não está só, infelizmente. O presidencialismo e semipresidencialismo têm
produzido esse quadro ao longo das décadas mundo afora. Nos Estados Unidos, a
eleição presidencial (onde os eleitores que decidem são os do colégio
eleitoral) terminou com uma diferença de seis milhões de votos entre Biden e
Trump. A abstenção chegou a 64 milhões!
Na Argentina, os ausentes, os
nulos, os brancos, os aborrecidos e amuados somaram oito milhões de eleitores.
Como resultado, o destruidor geral da nação Alberto Fernández venceu Macri por
dois milhões de votos. No Chile, o comunista Gabriel Boric venceu a eleição por
uma diferença de 6% sobre José Antônio Kast, com uma abstenção de 45%! No Peru,
ausentaram-se oito milhões de eleitores e a esquerda venceu a eleição por 40
mil votos. Na Colômbia, 43% do eleitorado ficou no sofá e o guerrilheiro
comunista Gustavo Petros, que vai dirigir o país, venceu o pleito por uma
diferença de 3%.
A omissão não ensina, não protesta
e nada muda. Não tira o omisso da lista de pagadores da conta. Subscreve,
referenda e aceita, silenciosamente, o que outros decidiram. Na verdade,
preserva ao omisso seu direito ao sofá de onde talvez nunca tenha saído.
Enquanto esse eleitor acalenta
seu aborrecimento, todo o ativismo midiático, judicial, funcional, educacional,
cultural, corrupto e do crime organizado se articula em torno do candidato que
quer retornar à cena do crime. (Percival Puggina,
membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor)
“Nem tanto ao mar, nem tanto a terra.”




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