Nosso dinheiro: Nas eleições, União Brasil, PT e MDB são partidos com
mais dinheiro do fundo eleitoral.
Senadores e deputados irão a
Amazônia (?????).
STJ veta shows no Amazonas, que
custariam R$ 700 mil a pequena cidade.
Justiça bloqueia bens de empresa
de ônibus suspeita de ligação com o PCC em SP.
Reino Unido confirma que Julian
Assange, fundador do Wikileaks, será extraditado aos EUA.
Com atraso mínimo de três anos, já bem
andado o calendário de 2022, o Globo do dia 15 deste mês de junho publica
editorial apontando alguns dos abusos de poder e tropelias que têm sido, nos
últimos anos, marcas registradas pelo Supremo Tribunal Federal nos anais da
História. São pegadas, digitais e material genético ali depositados pelos
ministros de FHC, Lula, Dilma e Temer.
Pois foi nesse material já mofado
que O Globo, como quem vê recorte de jornal velho, resolveu dar uma olhada.
Sobre o ativismo, erros, demasias que ali se acumulam nada tem sido dito
naquele espaço abençoado pelo ministro Alexandre de Moraes com o nome de “mídia
tradicional”. Ao mesmo tempo, na liberdade das combatidas e cerceadas redes
sociais, centenas, milhares, de criteriosos analistas vêm apontando ao longo
dos anos males e malefícios que agora, e só agora, merecem a atenção do jornal.
Em todo o Grupo Globo,
repórteres, comentaristas, articulistas, âncoras têm feito uso de poderosos
recursos de comunicação para ratificar a inocência, a correção e o serviço
prestado por essa herança legada, ou sequela deixada no Supremo pela sucessão
de governos de esquerda que comandou o país entre os 1994 e 2018. Os espaços de
jornalismo do Grupo, quando se trata de ativismo e abusos praticados por
ministros do STF – sempre contra a direita, o governo Bolsonaro e seus
apoiadores – vai ouvir os “peritos” da advocacia chique do grupo Prerrogativas
(“Prerrô” para os íntimos), dos Juízes para a Democracia, de ex-ministros
petistas do STF e de ativistas de outros coletivos com igual perfil.
Totalmente inesperado, embora
positivo, que assim, no clarão de um relâmpago, o editorial de O Globo
reconheça como “insidiosa” (enganadora, traiçoeira, pérfida) a politização do
STF. Surpreende que aponte como “sem cabimento” a concessão de prazo para o
presidente tomar providências nas buscas pelos desaparecidos na Amazônia e
registre as dificuldades do ministro Fachin em se desvencilhar da encrenca que
sua retórica provocadora arrumou com os militares em torno das urnas
eletrônicas.
“Não é de hoje que o Supremo
invade competências de outros poderes” admite o editorial, transcrevendo
opinião do jurista Gustavo Binenbojm, para quem “o STF brasileiro, ao lado do
colombiano e sul-africano, está entre os mais ativistas do mundo”.
A recortagem de notícias velhas
vai adiante lembrando a prisão do deputado Daniel Silveira, os inquéritos das
fake news e dos atos “antidemocráticos”, a criação de crime sem lei federal ao
equiparar homofobia ao racismo. A lista real é muito, muito mais extensa, mas o
editorial é um sinal de reconhecimento à atividade de tantos que, como eu, apontaram
cada um desses abusos e responsabilizaram o Grupo Globo por seu apoio explícito
ou silencioso consentimento à politização do Supremo. (Percival
Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e
escritor)
amplie
Dom Phillips iria
atrapalhar os negócios de criminosos, diz ex-chefe da PF no Amazonas
O ex-superintendente da Polícia
Federal no Amazonas Alexandre Saraiva afirmou que o desaparecimento do repórter
inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, no Vale do Javari, estava relacionado
ao trabalho da imprensa e às consequências que isso traria para os interesses
do crime organizado na região.
“Nenhum jornalista está seguro na
Amazônia, falo isso para todos que vão para lá. Ali a vida não vale nada”, diz
Saraiva. Segundo ele, esse problema se repete em outras regiões da floresta,
como a região sul do Pará, sudeste e nos Estados de Roraima e Rondonia.
“Estamos falando de um trabalho de imprensa, mostrar para o mundo o que está
acontecendo na Amazônia. O pano de fundo, o objetivo, era jornalístico. Está
muito claro isso para mim. Ele estava lá com um repórter estrangeiro, iria sair
na imprensa e isso iria atrapalhar os negócios (dos criminosos)”, afirma
Saraiva, substituído do cargo após enviar ao Supremo Tribunal Federal notícia-crime
contra o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.
O Vale do Javari fica na região
da tríplice fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru e, como mostrou o
Estadão, é rota do crime organizado transnacional: tráfico de madeira, de
drogas, ouro e violência. “Quando o Estado sai, ou nunca entrou, fica um
vácuo”, afirma Saraiva.
O jornalista Dom
Phillips um dos mortos
Segundo o delegado, a tendência
normal das diferentes atividades criminosas em uma determinada região é
convergir. É o que já acontece na Amazônia. “Não existe ‘meio gângster’. O
tráfico de drogas precisa das rotas dos madeireiros. Vai chegar para eles e negociar,
se não der certo mata e assume”, diz o ex-superintendente da PF no Amazonas.
Saraiva foi punido pela corporação por dar entrevistas e se lançou
pré-candidato a deputado federal neste ano pelo PSB.
Saraiva conhece Bruno e Dom.
Junto com o indigenista, o então superintendente da Polícia Federal no Amazonas
participou de uma operação de combate ao garimpo ilegal que terminou com cerca
de 60 balsas afundadas. Já o jornalista inglês entrevistou o ex-superintendente
da Polícia Federal no Amazonas há cerca de dois meses. “O Bruno é um cara super
experiente, estava lá para levar o Dom para fazer um trabalho jornalístico.
Isso está claro”, diz.
Na segunda-feira, 13, a Polícia
Federal negou ter encontrado os corpos de Dom e Bruno após o jornal The
Guardian, para com o qual o repórter colaborava, publicar relato de familiares
do correspondente estrangeiro, segundo os quais diplomatas brasileiros disseram
a eles que os corpos de ambos haviam sido localizados na selva. A associação de
indígenas Unijava, que auxilia nas buscas, também negou a informação.
O ex-superintendente da Polícia
Federal no Amazonas criticou a atuação das Forças Armadas na região via
Garantia da Lei e da Ordem (GLO) durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro
e vê a necessidade de atuação delas no combate ao crime organizado
transnacional. “Eles ficam esperando a invasão de um país estrangeiro e
enquanto isso o crime acontece nas barbas deles”, afirma.
O último rastreamento que se tem
de Bruno e Dom veio de dados de localização fornecidos via Dispositivo de
Comunicação Satelital SPOT, conforme relato da União dos Povos Indígenas do
Vale do Javari (Univaja), que mantinha contato com a dupla. O jornalista e o
indigenista partiram no domingo, 5, da comunidade São Rafael para Atalaia do
Norte, mas a chegada ao município, prevista para acontecer até as 9h do mesmo
dia, não ocorreu.
A Justiça do Amazonas decretou na
noite de quinta-feira, 9, a prisão temporária, por 30 dias, de Amarildo da
Costa de Oliveira. A decisão foi definida pela juíza Jacinta Silva dos Santos,
da Vara Única de Atalaia do Norte, em audiência de custódia.
Na tarde da terça-feira, a PF
encontrou vestígios de sangue na lancha de Amarildo. O material coletado foi
enviado para análise em Manaus, onde existe a estrutura necessária para a perícia. Ainda não está claro se o sangue seria
humano ou de animais. (Emilio Sant’Anna, JB)
“A ajuda pode custar muito caro.”






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