Bolsonaro, Lula e
membros do STF-TSE têm de ver ‘Entre Lobos’ para saber como o crime sabota o
Brasil
Nova produção da Brasil Paralelo
vai chocar o público pelo realismo violento; documentário tem tudo para gerar
debate qualificado sobre os impactos socioeconômicos da banalização da
insegurança
Infelizmente, os espectros maléficos do crime e da
insegurança (com violência, medo, terror e mortes) rondam o Brasil. Felizmente,
os benéficos espíritos do progresso econômico também começam a exorcizar os
fantasmas criminosos. O entrechoque entre as poderosas forças do bem versus
mal, no mundo real, começa a provocar mudanças (r)evolucionárias. A maioria das
pessoas tem condições objetivas de constatar que a liberdade (com legalidade,
legitimidade e responsabilidade) é incompatível com o movimento criminoso
(ideológico ou não) que tenta promover o controle individual e social. Ou seja,
o regime do crime institucionalizado não combina com o Estado de Direito.
Cleptocracia (ditadura da corrupção) inviabiliza a democracia.
Quem quiser uma imagem concreta, nua e crua dessa
realidade deve assistir ao documentário “Entre Lobos”. Estreia dia 20 de junho
na plataforma Brasil Paralelo. Dirigido por Silvio Medeiros, com roteiro de
Elton Mesquita e Renato Caruso, o primeiro episódio do longa-metragem vai muito
além da mera abordagem sobre a criminalidade fora de controle no Brasil. Um dos
méritos é escancarar o impacto social, político e econômico do crime no país,
com base em fatos, principalmente num clipping de reportagens televisivas. Um
dos trechos do filme é autoexplicativo e expõe uma das maiores falhas
estruturais do Estado e da sociedade brasileira: “A segurança pública do Brasil
está em frangalhos. O prejuízo é imenso, contabilizado em milhões de dólares e
milhares de vidas perdidas para sempre”. Em síntese: a conta tem sido paga
cruelmente, com sangue e manutenção do atraso social, cultural, político e econômico.
Por isso, a obra deveria ser assistida e debatida por Jair Bolsonaro, Lula da
Silva, todos os políticos e membros do Judiciário, especialmente do Supremo
Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.
O episódio I de “Entre Lobos” mostra uma sociedade
oprimida por uma ilegal e ilegítima “ditadura” do crime. Somos (nós) os
“cordeiros”? Por que sobrevivemos cercados por predadores criminosos? Ou por
que não conseguimos reagir? A sequência de acontecimentos documentais confirma
que estamos diante (ou no meio) de uma espécie de nazicomunofascismo criminoso.
A produção não é tão explícita nessa conceituação política-ideológica. Até
porque não entra no fato histórico de que as principais corporações (ops,
facções) criminosas brasileiras são oriundas de revolucionários que praticaram
o “Manual do Guerrilheiro Urbano” (de Carlos Marighella), nas décadas de
1960/70. No entanto, uma convicção (que não é uma prisão) fica explícita.
Atentando contra a ordem, o progresso (e o amor), tamanha banalização criminosa
causa indignação e revolta. A dúvida que fica é: isso pode gerar uma reação
civilizada? Ou vai produzir ainda mais medo e terror (que podem produzir
passividade e noção de impotência).
A parada é sinistra. O crime organizado (ou
institucionalizado) é uma atividade dirigida pela mentalidade rentista (ganho
fácil no curto prazo, sem maiores preocupações produtivas). Sem uma aliança com
o Estado, o crime não se organiza! Por isso, responda, se puder (ou tiver
coragem): quem financia, de verdade, o sistema do crime institucionalizado?
Quem movimenta, de modo tão profissional, a dinheirama que as diversas
atividades criminosas movimentam no Brasil e pelo mundo afora? Quem controla e
lucra, de verdade, com a ação institucionalizada do crime, sobretudo com a corrupção
e os variados tráficos (de drogas, armas, gente, órgãos e produtos)? Quem forma
o braço financeiro das supermáfias? Quem comanda realmente o narconegócio? Quem
escraviza o marginal pobre da favela? Quem investe na insegurança e no
terrorismo psicológico para lucrar alto com a “indústria da pretensa
segurança”? Quantas e quais são as atividades criminosas que têm aparência
“legal”, legitimadas pelo abuso de poder estatal?
Enquanto se depara com a criminalidade descontrolada, o
Brasil vive um momento ímpar da história, superando impactos negativos da
pandemia, da inflação global e local, da ruptura das cadeias produtivas e do
aumento dos preços da comida e da energia em função da guerra na Ucrânia. O
ministro da Economia, Paulo Guedes, descreveu a conjuntura favorável ao país:
“O Brasil é a maior fronteira de investimentos abertos no mundo. A reforma dos
marcos regulatórios nos permitiu ampliar o que já estava acontecendo
naturalmente, uma retomada gradual do investimento privado virou uma avalanche
— R$ 800 bilhões. Nunca tivemos um compromisso dessa magnitude nos próximos
anos e isso garante o crescimento da economia brasileira”.
A novidade é que a prosperidade só será viável e
sustentável se houver sabedoria estratégica e muita vontade política para
promover o crescimento e o desenvolvimento, assegurando a liberdade e a ordem
pública (garantidora da vida). Eis o motivo pelo qual o presidente jair
Bolsonaro tem jogado pesado contra o “narconegócio” e seus tentáculos —
inclusive, e principalmente, a “juristocracia” que perdoa notórios bandidos,
solta perigosos traficantes e ainda atrapalha o combate policial à bandidagem
cada vez mais organizada. Bolsonaro sabe que dois fatores serão decisivos para
o resultado da eleição 2022: segurança pública (na verdade, o caos da
insegurança ameaçando a vida das pessoas) e economia (a percepção concreta e a
perspectiva real de melhora das condições econômicas do indivíduo, da família,
da sociedade e do país).
Resumindo: o descontrole social, pela hegemonia ilegítima
da organização criminosa, é incompatível com a plena evolução dos fatores
econômicos. Assim, torna-se uma prioridade política e econômica combater,
neutralizar e superar a cleptocracia (governança institucionalizada do Crime),
para que uma etapa mais civilizada e menos conflituosa do capitalismo seja
possível. Eis o urgente desafio brasileiro: “matar” o crime e vivificar o
progresso. Os 50 anos em 4 de Jair Bolsonaro são o início do processo de
mudança. O país é o lugar para estar agora. Onde tudo começa e vai acontecer.
Só precisa vencer a cleptocracia e seu mecanismo. Enquanto permanecermos “entre
lobos”, vamos fracassar, ser escravizados ou, pior ainda, acabar mortos. Você
quer isso? Eu, não! Então, não ajude a eleger criminosos. Já ajuda bastante! (Jorge Serrão)
“Quem procura, acha.”

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