10 de set de 2018

Ensinando a corrupção para os filhos.


Algum tempo atrás, eu voltava de Atibaia, uma linda cidade, pela Rodovia Fernão Dias e, tranquilamente, ouvia o rádio. Era um programa evangélico do Pastor Gê, que não conheço nem sei a qual denominação pertence. Mas me chamou a atenção e fiquei ouvindo sua pregação.
O tema era corrupção. Dizia ele que nós ensinamos nossos filhos a serem corruptos. E exemplificava: quando você propõe a troca de uma bicicleta pelo sucesso no ano letivo, você está corrompendo seu filho. Nós estamos vinculando uma obrigação, a de passar de ano, a única atividade dele, a uma venda e compra. Para fazer a obrigação dele, os pais oferecem ao filho uma recompensa ou um suborno.
Trocas simples, como se você não almoçar não ganha chocolate, fazem parte desse processo de corrupção. Na idade adulta, nas relações que o filho tiver com o mundo dos negócios e de todas as atividades que se envolver, desejará sempre ser recompensado de alguma forma para cumprir a sua obrigação. Por exemplo, um comprador de empresa, que recebe salário para executar a sua função, pode passar a exigir uma recompensa do fornecedor de materiais para efetuar a compra dele. O exemplo da moda: um político que exige dinheiro para votar a favor de uma lei, ou para quebrar um galho junto à administração pública.
Diante da colocação do Pastor Gê, passei a refletir sobre o assunto: primeiro, quis saber desde quando há registro na Bíblia sobre a corrupção e, em segundo, quis saber sobre o meu comportamento e o de minha esposa no trato com os 4 filhos.
Na Bíblia, encontrei várias passagens sobre corrupção, desde os primeiros registros: em Êxodo, 23:8 – “Não aceitarás presentes, porque os presentes cegam até os perspicazes e pervertem as palavras dos justos”; em Provérbios, 17:23: O ímpio aceita suborno debaixo do manto, para distorcer o direito”; em Eclesiastes, 7:7: “E isso também e vaidade, que a opressão enlouqueça o sábio e um suborno extravie o coração”; em Isaías, 1:23: “Teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões, todos são ávidos por subornos e correm atrás de presentes”; em Amós, 5:12: “Eles hostilizam o justo, aceitam suborno e repelem os indigentes à porta”. Há outras passagens que mostram a tendência do ser humano de se adaptar ao mal, mesmo sabendo que irá prejudicar muitos semelhantes.
Na análise sobre o nosso comportamento, meu e de minha esposa, fiquei bastante feliz. Descobri que sempre agimos corretamente. Nunca oferecemos subornos para nossos filhos passarem de ano ou fazerem alguma atividade.
E, curiosamente, nossos filhos sempre reclamavam de nosso comportamento. Diziam que seus amigos e amigas ganhavam coisas de seus pais. Nós dizíamos que era obrigação deles passarem de ano e o progresso deles beneficiaria a eles mesmos, no futuro pessoal e profissional.
Há até uma frase que ficou marcada na família. Às vezes, para forçar a concordância com a intenção deles, diziam para minha esposa que a mãe de “todo mundo” tinha dado algum presente ou permitido alguma atividade desnecessária. Minha esposa perguntava: “Eu sou a mãe de todo mundo? Você é todo mundo?
Só recentemente, já adultos, eles entenderam e aprovaram nosso comportamento. E ela até recebeu uma caneca de presente, com a frase “Você não é todo mundo”. (João Carlos Biagini, advogado)

1 de set de 2018

Há males que vêm para priorar as coisas.


Estamos padecendo a síndrome que acomete o Brasil a cada quatro anos. A bolsa cai, o dólar sobe, os empreendedores pisam no freio e o PIB encolhe. Há várias décadas venho denunciando que o sistema de governo e o sistema eleitoral são concebidos para favorecer os interesses políticos colegiados dos senhores congressistas. Quando isso é alcançado, que tudo mais vá para o inferno.
 O tempo mais perdido da minha vida corresponde às muitas horas que gastei assistindo sessões de Comissões Especiais de reforma política promovidas pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. Completamente inútil. Ao final de todos os trabalhos, preservamos o sistema vigente, cuja mais notável competência é a geração de crises periódicas.
 Entende-se o motivo de nos mantermos amarrados ao pelourinho das tragédias: parcela significativa do conjunto dos eleitos vê sua atividade com os mesmos olhos que seus eleitores os veem. É uma questão de coerência: assim como os eleitores escolhem um parlamentar para cuidar de seus interesses pessoais, familiares, corporativos, etc., tais congressistas, simetricamente, entendem seus próprios mandatos como delegação para zelarem por seus próprios interesses pessoais, familiares, corporativos, etc.. Eleitor egoísta, que elege alguém para zelar por si, vota em candidato egoísta igual a si.  E se desaponta.
 Depois que ingressou na corrente sanguínea das instituições algum preceito que serve às conveniências corporativas dos parlamentares, dali não mais sai. É como despesa pública – uma vez transformada em rubrica orçamentária, fica até o Juízo Final. É o que vai acontecer com a conta das campanhas eleitorais. Uma vez transferida para a sociedade, pela extinção do financiamento privado, nunca mais será cancelada.
A imensa maioria dos eleitores brasileiros ansiava por grande renovação do Congresso Nacional na eleição do dia 7 de outubro. Contudo, a pressão exercida por um grupo de entidades – entre as quais OAB e CNBB – levou o STF a examinar a questão do financiamento privado e nossos supremos descobriram que ele era “inconstitucional”. Não me pergunte por quê.
A consequência logo se fez sentir. Os congressistas que estavam desistindo de suas reeleições voltaram à ativa. Paradoxalmente, nunca houve tanto desejo de renovação e nunca tantos buscaram a reeleição. De uma hora para outra, lhes foi proporcionada a prerrogativa de dispor sobre o montante e sobre a distribuição do dinheiro para as campanhas! Nossos mateus, então, passaram a cuidar dos seus, deixando à míngua de recursos os demais pretendentes às cadeiras que ocupam. E para tornar ainda mais difícil a vida dos novatos, o TSE regulamentou a atividade de campanha em proporções minimalistas. É quase proibido fazer propaganda eleitoral. A péssima prática agora em vigor impediu que candidatos novos pudessem buscar recursos entre empresas de sua região para enfrentarem, em condições menos desiguais, os detentores de mandato.
Contrastando com o dito popular, há males que vem para piorar as coisas. E essa modalidade de financiamento passa a ser um novo mal vitalício do nosso sistema político porque os parlamentos não revogam preceitos que beneficiem seus membros. Agradeçam ao STF essa conta financeira e  o embaraço à manifestação democrática da vontade nacional nas urnas brasileiras. (Percival Puggina , arquiteto, empresário e escritor )
Pensamos sempre que os seres poderiam ser mais ao menos justos ao lidar com o semelhante. Vã filosofia. O espetáculo continua e o mundo não irá se acertar. (Pinto Filho)

17 de ago de 2018

O começo do fim...


Para seu conhecimento, repasso o que recebi do C. H.  Furlan...
Realmente, está muito difícil!...
Agora, estão todos JUNTOS! Não sobrou mais ninguém!
A grande maioria deles (não todos!...), foram os responsáveis diretos por todo esse cenário que está destruindo nosso Fundo Petros! Você sabe quais são eles!...
Sempre defenderam  as gestões PT-sindicais da Petros, sempre apoiaram e fizeram parte das  ações e absurdos implantados pelos sindicalistas da FUP na Política de R.H. da Empresa, sempre ajudaram  a  implantar TODOS os desajustes e desfigurações de nosso sólido Plano BD  Petros!
Agora, apertados, com a corda no pescoço, alguns deles inclusive indiciados (!!!!) ,  tentam  encontrar uma saída para seus desatinos, fazendo discursos totalmente opostos aos que sempre praticaram!
O lamentável de tudo isso é que, mesmo alguns, que sempre lutaram efetivamente e se  dispuseram a denunciar esses desvios e desajustes, agora,  estão todos JUNTOS!
Prepare-se: dias piores virão para todos nós, além de termos de aguentar a pantomima  desses novos  heróis.... (Márcio Dayrell Batitucci)

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Repassado por C.H.Furlan, em 15/08/2018...

O semideus brandão tem a coragem de apresentar uma proposta como sendo sua, a AEPET assina embaixo em seu boletim de ontem. O semideus brandão deve ter sido um dos oradores na plenafup.
Em nenhum momento essas entidades abriram qualquer discussão com suas bases ou com seus associados e agora querem fechar uma proposta sem qualquer discussão.
Lendo a proposta conjunta da Fup, da apape e da aepet, enxerga-se que o grupo de trabalho teve uma gravidez de quase 10 meses para parir uma bolha de vento fétido.

A proposta nada apresenta de novo, exceção ao fato de jogarem para as calendas, os autores da irresponsabilidade construída durante 10 anos de desgoverno sindicalista dentro da nossa fundação.

Fingem-se de mortos, foram os gestores diz o relatório do pcc.

Só não diz que eles estavam lá bancando e se locupletando com esses gestores.

Acusam as ações de níveis como deficitárias (e são) mas não afirmam que o Acordo de níveis causou um déficit muito maior, porém como foi aprovado via falsa pressão de uma invasão mal explicada e tem cpf e impressão digital, o assunto, também gravíssimo, e que é responsável por parte substancial desse déficit não tem qualquer citação, nem no relatório do pcc, nem tampouco na cópia resumida da apape e da aepet.


Em relação aos pré 70, pensionistas e FAT/FC, fecharam um acordo de obrigações reajustáveis, o tal AOR, viram que teria problemas e se calaram.

Como acordo atuarial, pré 70 e pensionistas, ato contínuo, deveria ter provocado a separação das massas já em 2006. 

Agora afirmam que não há solução, porém tem documento assinado mostrando que a Petrobrás assumiu tal isenção, pergunto eu, então por que não se cobra já essa separação? O resultado dessa separação vai atingir diretamente o tamanho do déficit que recai nas costas dos pós 70, reduzindo-o.
Para encerrar esta triste madrugada, as propostas, segundo esses mesmos autores é para inglês ver, pois todos têm a quase e absoluta certeza que a Petrobrás não vai aceitar, porque concluiu que nem a parte dela, metade do déficit, ou R$ 14 bilhões, ela quer assumir, portanto vão propor como saída suspender o PED, e enfiar goela abaixo um CD, onde o pacote de investimentos construído pelos gestores da fup não tem qualquer liquidez e, como resultado final, acabará rapidamente. Se querem sair do plano, então por que não tiram patrocínio, como fizeram as demais privatizadas? Ora, teriam que saldar o plano e nos dar a liberdade de escolhermos gestores decentes para a nossa reserva matemática.


Essas propostas feitas por essas entidades só foram feitas porque a categoria petroleira é mansa e pacífica! e vai como uma alegre ovelha para o matadouro!


Essa é uma repetição da  REPACTUAÇÃO, ACORDO DE NÍVEIS, PCAC-2007/RMNR, AOR, BPO, SEPARAÇÃO DE MASSAS, FAMÍLIA I-REAL, ETC.

Agora estava na hora dos associados invadirem as sedes dessas entidades pelegas e vendidas e chamar esses irresponsáveis à responsabilidade!

ESTÃO USANDO O NOSSO DINHEIRO PARA NOS CONVENCER A ACEITAR CALADOS QUE ELES QUEBRARAM JUNTOS A PETROS E AGORA TEMOS QUE ACEITAR UM ACORDO REBAIXADO PERDENDO RENDA E RASGANDO O CONTRATO QUE PAGAMOS MUITO CARO!

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AEPET – Associação dos Engenheiros da Petrobras
União das representações da categoria em defesa dos participantes da Petros
15 Agosto Lido 1784 vezes

Após a realização da Plenária Nacional: Uma Saída para o PPSP-1 da Petros, que contou com a presença de mais de 500 pessoas, o Fórum em Defesa dos Participantes da Petros reuniu-se no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (14)

Num encontro histórico, a reunião do Fórum em Defesa dos Participantes da Petros, contou com a presença de todas as entidades, dentre elas, pela primeira vez, a Ambep e a FUP.

A reunião iniciou com a análise da plenária. A iniciativa objetivou avaliar a Plenária, considerada bem sucedida pela maioria dos presentes, além de passar informes jurídicos e, sobretudo, alinhar uma estratégia unificada em defesa da Petros e contra o equacionamento.

Diante da confirmação da direção da Petrobrás sobre a criação de um novo plano de contribuição definida (CD) da Petros, fundo de pensão dos funcionários da estatal, em substituição ao PPSP1, de benefício definido (BD) e que tem um déficit de quase R$ 28 bilhões a ser equacionado, o Fórum em Defesa dos Participantes tem estudado uma saída para o atual cenário, ou seja, uma solução até que se consiga cobrar as dívidas da patrocinadora.

Assim, foi acordado entre os presentes que, como base mínima, não pode haver propostas que acabe com plano PPSP-1 ou crie um novo plano, e sim a manutenção do PPSP-1:

- Nenhuma quitação de dívidas da Patrocinadora, sem esta ser efetivamente paga;
- Sem cisão do plano;
- Sem desistir de nenhuma ação judiciária que cobra dívidas da patrocinadora.

O objetivo, desta forma, é não permitir que a Petrobrás e o Governo acabem com o plano de previdência fechado, e mais do que isso, retirem suas responsabilidades sobre o plano e sobre a aposentadoria dos trabalhadores.

Dentre os eixos do estudo, estão:

1- Aumento contribuição 30% (contribuição extraordinária);
2- Contribuição de pensionista;
3- Reajuste reduzido por 5 anos do IPCA (-2,5%);
4 – Benefício Definido Proporcional (BDP) com reajuste reduzido 5 anos (2,5%);
5- Contribuição reduzida em 20% da indenização do pecúlio;
6- Recebimento reduzido em 50% do abono por 10 anos;
7- Redução do benefício a conceder em 10%;
8- Redução da idade para aposentadoria, alterar o redutor, com uma tabela regressiva.

No entanto, não houve acordo entre as entidades participantes do Fórum sobre os itens 4, 7 e 8. Por isso, estão sendo estudados profundamente.

Importante salientar que todos estes itens estão sendo estudados, principalmente os seus impactos, para se chegar numa proposta clara e que amenize para os participantes os pagamentos.

Para cada pagamento dos participantes da Petros nestes pontos terá a participação paritária da patrocinadora.

A proposta que está sendo construída unificada só será concretizada após discussões com as bases.
Neste sentido, o Fórum definiu realizar plenárias sobre o estudo que está sendo feito para encontrar uma saída para o PPSP em outras regiões do país, como: Bahia, São Paulo, dentre outras.

Em São Paulo, por exemplo, será a Plenária será realizada no auditório do Sindipetro-LP, conjuntamente com o Sindipetro-SJC e com a Fenaspe, no dia 30 de agosto. Já na Bahia, a Plenária será realizada no dia 1º de setembro.

Estavam presentes no Fórum representantes: da AEPET, da AMBEP, da FENASPE, da FNP, da FNTTA, da FUP e do GDPAPE. (Fonte: FNP)

15 de ago de 2018

O vergonhoso aumento do STF - Impacto Moral


Todos os meios de comunicação do país têm produzido matérias sobre o impacto do aumento que os ministros do STF se autoconcederam com  votos vencidos de Cármen Lúcia, Rosa Weber, Edson Facchin e Celso de Mello. A propósito, em entrevista a O Globo, Marco Aurélio Mello esclareceu que não se trata de autoconcessão porque o novo valor só comparecerá ao contracheque após a aprovação pelo Senado Federal. Como se houvesse brio em dose suficiente naquele plenário para se contrapor a todo o Poder Judiciário do país! Em entrevista publicada no site Congresso em Foco, o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, já adiantou: “Compreendemos o momento que vivemos do ponto de vista da economia, mas também devemos compreender que cada Poder é autônomo e pode tomar suas próprias decisões. Não vamos fazer nada de confronto”, adiantou o senador, concluindo redundante: “Temos que respeitar a harmonia dos Poderes e o teto constitucional que foi estabelecido para cada um dos Poderes (sic)”.

Cálculo feito pela assessoria das Comissões de Orçamento da Câmara e do Senado estima que a despesa com pessoal se elevará em R$ 717 milhões no Judiciário, R$ 258 milhões no Ministério Público da União e R$ 400 milhões no Poder Executivo por consequência da majoração do teto remuneratório. Nos estados da Federação, o impacto chegará a R$ 2,6 bilhões.

Esse é o dano que está sendo divulgado. É um rombo fiscal. Há outro, porém, de natureza moral. Já foi anunciada a necessidade de manter congelados, até 2020, os vencimentos dos servidores públicos da União (e não será diferente nos Estados e municípios). A penúria das contas públicas foi produto de laboriosa construção. De modo irresponsável, os poderes de Estado e seus órgãos de controle permitiram que o gasto se elevasse constantemente em tempos de ruinosa queda da renda nacional e, consequentemente, das receitas fiscais. Estabeleceu-se o caos dos salários parcelados, atrasados e da perda do poder de compra. No setor privado, o efeito é bem mais atroz: desemprego em massa.

É aí que se produz o pior impacto desse vergonhoso aumento do STF. É um impacto moral! Como tolerar que ao topo remuneratório do poder público, aos terraços e coberturas do aparelho de Estado, sejam concedidas reposições de perdas remuneratórias que são recusadas aos miseráveis operadores dos porões? Como explicar isso aos que recebem menos, aos que recebem atrasado, aos que recebem parceladamente seus vencimentos e proventos, bem como aos desempregados? Como fazê-los entender que não bastante essa dura realidade terão que custear o ganho adicional das categorias beneficiadas em cascata pela decisão tomada por sete magistrados com acento no plenário do Supremo? Sim, porque não se imagine, repito, que os rabo-presos do Senado negarão a seus futuros julgadores o valor que pretendem ver incorporado a seus contracheques. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)

8 de ago de 2018

Lisboa Dançante maravilhosa!..


Nestes tristes dias  que estamos atravessando,  sendo  sufocados  pela  podridão  da política e dos Neste tristes dias que estamos atravessando, sendo sufocados pela podridão da política e dos  brasileiros,  capitaneados pelo  Lulla da Silva e por outros do mesmo jaez,  repasso para  seu  deleite  e  como uma pausa revigorante,  o  belo  vídeo  anexo que me foi enviado pelo amigo Lisboeta, Aurélio Simões,   com a maravilhosa  Lisboa ao fundo,  ao  ritmo de uma deliciosa  música.
Esqueça  a  degradação por uns minutos  e  tenha a certeza  que  neste mundo em que vivemos, ainda podem existir  motivos e momentos  de  alegria,  de  pureza, de beleza e de prazeres... (Márcio Dayrell Batitucci)



Aí novamente, de novo os cantos das cotovias e o bater de asas dos urubus. Começar de novo os ditos e "nunca cumpridas" promessas naqueles ares de "donos de verdades, prosaicas figuras com verborragias arcaicas e um trucidar de ossos antigos, bruxuleantes numas auroras das catacumbas. E se vai perde tempo com luz (tá cara demais!!!) e ouvir as lengas-lengas, melhorias de tudo, fim da miséria, da corrupção, da "agilidade" da justiça e  ponto final da insegurança. Tempos idos e vindos e sempre a mesma coisa. Achemos paciência e o não votar, perder o dia e no amanhã as chacotas deles para abatimento nosso. Haja saco! (Pinto Filho) 

4 de ago de 2018

Onde depositar a chama da esperança?


Quando comecei a tomar consciência do tempo e da história, firmei a convicção de que, para um jovem do meu tempo, velharia, passado morto e sepultado era o século XIX. Fluíam, deliciosos, os anos 60 (“Quem os viveu, viveu!”, morreremos todos proclamando) e remotas, então, eram as guerras napoleônicas, o Império, Bismarck, as polainas e o bigode retorcido do meu avô materno. Recente era a 2ª Grande Guerra; atual era a Revolução Cubana. Ah! Serviam-nos - felizes que éramos - os esplendores da contemporaneidade!
Já vão quase duas décadas desde que, na virada do século, uma pá de poeira cósmica foi jogada sobre essa enfatuada autoexaltação, exonerando-a do tempo presente. Quem tem 18 anos hoje nem sabe o que seja bug do milênio... Aliás, o computador, a Internet, a ponte de safena, a vacina contra a gripe e o telefone celular estão por aí, mas são coisas de um século que ficou lá atrás.
Em meados do mês passado, nas confortáveis instalações da Florense, em Flores da Cunha, realizamos o 6º Colóquio do grupo Pensar+, sobre o qual já tenho falado a meus leitores. Temas centrais do evento: inteligência artificial, machine learning, deep learning. O futuro, enfim. E, claro, a minha obsolescência.
Bem sei que isso é assim mesmo. Periódica e inexoravelmente, o sino da História dobra finados pela sina dos tempos que findam. Mas convenhamos, foi a primeira vez que essa sensação me acometeu profundamente e sinto-me no dever de refletir sobre ela. Há que aprender dela. Se possível já. Tenho pensado, então, sobre a obsolescência programada das coisas humanas. Fomos feitos para dar defeito num certo tempo e não conseguimos retirar esse pecado original das coisas que fazemos. Como superar a sensação de ser fagulha peregrina, que uns poucos veem arder, e passa? Onde encontrar sentido para o que parece errático e finalidade para o transitório? Onde depositar a chama da nossa esperança?
Reparto, pois, com meus leitores, o que aprendi, a bom tempo, do irrequieto Agostinho: só em Deus minha alma encontrará sossego. Percebi, vendo o justificado entusiasmo dos jovens com as potencialidades abertas pela inteligência artificial, que eu preciso - preciso! - ser parte de algo que o tempo não devore e que as novidades não sufoquem. Coloco minha vida e esses tempos de inteligência artificial nas mãos de quem dizemos Senhor da História porque o futuro Lhe pertence. Seja Ele, então, Senhor de nossos dias. Acho que isso também é deep learning, em dimensão humana. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)



O Brasil passa por mais uma prova de ascender em méritos por seus poderes e sua gente. Desde o Império somos palcos de cobiças, poderes, mortes e sangrias de mil impostos, gastos com iniquidades, nosso dinheiro jogado às favas, políticos mordazes, corrupção por todo lado e uma Justiça aquém das expectativas, isto é, a passos de tartarugas. Porque não imitar a Constituição dos EUA, mais alisada que a nossa (mal copiada) que dá margem a toda incerteza de impunidades aos não cumpridores de leis. As eleições aí estão e já nos surge temores da “continuidade conspurcada” de que nada vá mudar. Tristes os candidatos, afirmam que 90% dos eleitos continuarão... E nós, o sacrificado povo desempregado sem ter como se virar. Nunca balas mataram tantos inocentes a troco de drogas e milicianos. Intervenção e polícias a desejar. As “igrejinhas lavadoras de cérebros” catam e prosseguem na conquista do Poder. Nem Chapolin poderá nos salvar. Triste preâmbulo de um novo continuísmo. Pedir aos eleitores que meçam seus dedos no apertar na maquininha é mais do que oração. Amém! (Pinto Filho)   

30 de jul de 2018

A degradação sem volta...


A degradação institucional que tomou conta de nosso País, nos últimos anos, fruto da irresponsabilidade e da criminalidade entronizadas nos três Poderes de nossa República, pelos políticos  corruptos e criminosos que tomaram de assalto o Estado, especialmente a  partir do governo PTista-sindical, está se tornando cada dia  mais  forte,  a  partir  da  degradação “geométrica” que está sendo implantada em nossas Universidades Públicas.
                Veja  o vídeo da  Unidade de Mestrado  da UERJ que, se verdadeiro,  é  um  exemplo  comum e recorrente de como  nossas Instituições Públicas maiores de ensino, têm se transformado  em  antros de  política/partidarismo, deixando de lado sua Missão Institucional da produção do saber,  da excelência  e  da  cultura brasileiras! 
                 É lamentável!....  No momento em que a degradação atinge a educação, ela se torna  um movimento sem volta e sem  redenção! 
                 Mudanças?  Impossível,  com  esse tipo  de candidatos que aí está, concorrendo ao Posto maior de nosso País, nas presentes eleições, inclusive com a insistência de um criminoso já  condenado e que está atrás das grades,  em  fazer parte desse circo de  horrores, de degradação e de  criminalidade... (Márcio Dayrell Batitucci)

Povo sempre será um amontado de serviçais, alguns probos e os demais escravizados pelas corrente religiosa, amantes da corrupção e nunca estaremos nos ditames da honra e decência. (Pinto Filho)


15 de jul de 2018

As razões da miséria e a morte do grilo falante

Você sabe por que o Brasil não consegue solucionar o problema da miséria? Porque, de um lado, deixamos de agir sobre os fatores que lhe dão causa, e, de outro, nos empenhamos em constranger e coibir a geração de riqueza sem a qual não há como resolvê-la. Os fanáticos da política, os profetas de megafone, os "padres de passeata", para dizer como Nelson Rodrigues (ao tempo dele não existiam as Romarias da Terra), escrutinando os fatos com as lentes do marxismo, proclamam que os pobres no Brasil têm pai e mãe conhecidos: o capitalismo e a ganância dos empresários. Em outras palavras, a pobreza nacional seria causada justamente por aqueles que criam riqueza e postos de trabalho em atividades desenvolvidas sob as regras do mercado.
Estranho, muito estranho. Eu sempre pensei que as causas da pobreza fossem determinadas por um modelo institucional todo errado (em 2017, o 109º pior entre 137 países, segundo o World Economic Forum (WEF). Pelo jeito, enganava-me de novo quando incluía entre as causas da pobreza uma Educação que prepara semianalfabetos e nos coloca em 59º lugar no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), entre 70 países. Sempre pensei que havia relação entre pobreza e atraso tecnológico e que nosso país não iria longe enquanto ocupasse o 55º lugar nesse ranking (WEF, 2017). Na minha santa ignorância, acreditava que a pobreza que vemos fosse causada, também, por décadas de desequilíbrio fiscal, gastos públicos descontrolados tomados pela própria máquina e inflação. Cheguei a atribuir responsabilidades pela existência de tantos miseráveis à concentração de 40% do PIB nas perdulárias mãos do setor público (veja só as tolices que me ocorrem!). E acrescento aqui, se não entre parêntesis, ao menos à boca pequena, que via grandes culpas, também, nessas prestidigitações que colocam nosso país em 96º lugar entre os 180 do ranking de percepção da corrupção segundo a Transparência Internacional.
Contemplando, com a minha incorrigível cegueira, os miseráveis aglomerados humanos deslizantes nas encostas dos morros, imputava tais tragédias à negligência política. Não via como obrigatório o abandono sanitário e habitacional dos ambientes urbanos mais pobres. Aliás, ocupamos a 112ª posição no ranking, entre 200 países, no acesso a saneamento básico. Pelo viés oposto, quando vou a Brasília, vejo, nos palácios ali construídos com dinheiro do orçamento da União, luxos e esplendores de uma corte dos Bourbons.
Mas os profetas do megafone juram que estou errado. A culpa pela pobreza, garantem, tampouco é do patrimonialismo, do populismo, dos corporativismos, do culto ao estatismo, dos múltiplos desestímulos ao emprego formal. Não é sequer de um país que, ocupando a 10ª posição entre os países mais desiguais do mundo, teve a pachorra de gastar, sob aplauso nacional, cerca de R$ 70 bilhões para exibir ao mundo sua irresponsabilidade na Copa de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. No entanto, os Pinóquios da política, das salas de aula, da mídia e dos púlpitos a serviço da ideologia, fanáticos da irrazão, asseguram-nos que existem pobres por causa da economia de empresa e dos empreendedores.
Um dos fenômenos brasileiros deste início de século é o silêncio das consciências ante toda falsidade. É a morte do grilo falante. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)

2 de jul de 2018

“Direitos Humanos”: o que é isso?


           Nos últimos tempos,   ao que parece,  tem havido uma  significativa  confusão em nosso País, sobre essa questão  chamada  de  “Direitos Humanos” !

          Afinal,  na realidade concreta de  nossa ambiência  social  e de nossas vidas, o que é mesmo  “Direitos Humanos” ?

          O tema  tem  sido fortemente  impactado  por  posturas  e  vieses  político-partidários,  colocando-se  em  um mesmo saco,  múltiplas realidades  que não deveriam  conviver!...Há uma tendência ideológica  de  se enquadrar como violação dos chamados  “Direitos Humanos”,   punições promovidas pela Justiça e pelo Estado,  contra  crimes cometidos  por políticos,  por figurões de colarinho branco,  por criminosos violentos que matam e roubam, por bandidos que  andam à solta pelo País...

          Até alguns segmentos de nossa Justiça, como p. ex.,  a banda  podre  do STF,  se acha no direito de, em “nome dos Direitos Humanos”,  soltar  criminosos e bandidos  já condenados  pela  mesma Justiça...E essas posturas  são  acompanhadas e defendidas  por  “especialistas”, “profissionais”  e  “catedráticos”  de todas as cores e matizes,  que bradam  aos  céus  contra o rigor das punições que são aplicadas à  criminosos!  De  repente,  as forças  de  manutenção da ordem mínima  que  deveria  existir  em  uma sociedade democrática,  se tornam  os  criminosos  e  culpados da vez,  enquanto  os  verdadeiros  facínoras  que  matam e roubam  pelas  ruas,  são as pobres vítimas  de  um regime  que  viola  os “direitos  humanos” !...

      Somente  2%   dos  crimes  e  criminosos  que  circulam  pelos País,  são  efetivamente  enquadrados  e  punidos  com ações corretivas.  E  por  pouquíssimo  tempo,  passando logo  para regimes  brandos e alternativos  de penas... A  IMPUNIDADE   grassa  pelo  País  e, certamente,  incentiva  e  estimula  a  ocorrência  de delitos  que  não  serão  punidos!

         Essa triste  realidade, essas absurdas  distorções  e  todas essas  questões  relativas  a  crimes  e  punições,   você  pode  conferir  no  vídeo  anexo,  pela  cristalina  exposição  do  Procurador  da Justiça,  Marcelo Monteiro.

         “Violação dos Direitos Humanos”  é  a  população brasileira  não ter  segurança  para viver normalmente,  não  ter  sistema de saúde  que cubra suas necessidades,  não  ter  emprego  que  lhe  dê  meios  para  sustentar  dignamente  sua família, enfim, não ter  a  qualidade  mínima de vida  que  seria  de se esperar  para  qualquer  ser  humano...

         “Violação dos Direitos Humanos”   é  ter  no  País  brasileiros  cobertos  pelo Estado  em  seus  três  Poderes  e  tratados  de  modo  diferente  e  privilegiado  em relação  a  outros  brasileiros  que  são os responsáveis  diretos  pela  produção  das  riquezas e que  são  escravizados  em  suas  necessidades  vitais  básicas e em suas realidades  de  vítimas  de  criminosos  de  toda ordem...    

           “Violação dos Direitos Humanos”  é  ter  bandidos e criminosos  defendidos  e  relativizados  em  seus  crimes,  por  teóricos  privilegiados,  que  se escondem  atrás  de  ideologias  político-partidárias, sem jamais  terem  vivido a realidade  nua e crua  de  violência e de abusos  que  cercam  a  maioria  de  nossa população...

           O País  precisa  urgentemente  de  rever  sua  relação  com  o  crime e com os  criminosos,  endurecendo   suas  Leis  e  Dispositivos  Penais! (Márcio Dayrell Batitucci)
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o -  Defesa de Lula entrou com 78 recursos no caso tríplex. A grande maioria dos requerimentos foi indeferida ou não reconhecida pelos magistrados.
o - Donald Trump parabeniza Andrés Manuel López Obrador por vitória no México. 
o - Governo da Turquia propõe castração química para quem estuprar menores..

30 de jun de 2018

A excrescência sepultada!...


Finalmente,  foi hoje definitivamente sepultada, pelo STF,  uma das maiores  distorções  da  Legislação Trabalhista brasileira, que vigorou por  anos e anos,  fazendo  a  farra  da  pelegada sindical que, na maioria das vezes,  sem  fazer nada de efetivamente  útil  para  a  categoria de seus sindicalizados,  usufruía nababescamente dos bilhões que eram arrecadados compulsoriamente de cada trabalhador, através do imposto sindical. 
                             É indiscutível  a  importância  dos sindicatos e do  trabalho sindical,  como um dos elos   possíveis  para  contrabalançar  a  diferença de forças  que existe  entre o  empregador e o trabalhador!  Mas, o que sei via em nosso País,  eram milhares de sindicatos e de sindicalistas  ociosos  e  sem  qualquer  compromisso  efetivo  com  a  classe que  diziam  defender,  levando  uma vida de verdadeiros  eleitos  privilegiados.

                             Os sindicatos  são  importantes  e devem  existir, mas é preciso que seus dirigentes  apresentem  contrapartidas,  se interessem  realmente  pelos  problemas  e  disfunções  que  afetam  a  relação de trabalho  e que,  através  de  seus  serviços e  ações  voltadas  para  aqueles que representam,  consigam  adesões  e  recursos  financeiros espontâneos,  em uma saudável  parceria  mútua! 
                              Agora,  para  que  as  coisas  entrem   realmente  nos eixos,  ainda  falta   derrubar  a  regra ou costume que  ainda  existem  entre  nós,  pelos quais  os  dirigentes sindicais  são dispensados de comparecer ao  trabalho,  não  sabem  o  que  são  as  dificuldades, labutas  e  o peso  de  longas jornadas de trabalho e desconhecem  qualquer  responsabilidade  ou  compromisso  em relação à execução  de tarefas  voltadas  para  resultados  efetivos!... 
                              Em meio a tantos  retrocessos  e  a  tanta proteção à criminosos impunes,  finalmente  podemos registrar  um  avanço em nosso País! (Márcio Dayrell Batitucci)

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 Supremo valida fim da contribuição sindical obrigatória


Por 6 votos a 3, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta sexta-feira (29) que o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical é constitucional, e validou esse ponto da reforma trabalhista aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. 


Votaram a favor da nova norma os ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Cármen Lúcia. 


Já o relator das ações julgadas, Edson Fachin, e os ministros Rosa Weber e Dias Toffoli votaram pela inconstitucionalidade da mudança. Os ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello não estavam na sessão extraordinária desta sexta e não participaram da votação. 


O plenário do STF analisou em conjunto 20 ações que tratavam do fim da contribuição obrigatória, 19 para derrubar a mudança e uma para mantê-la. A ação principal foi ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aquaviário e Aéreo, na Pesca e nos Portos (CONTTMAF), que sustentou, entre outros pontos, que, “com o corte abrupto da contribuição sindical, as entidades não terão recursos para assistir os não-associados”. 


A entidade pediu que os ministros considerassem inconstitucional todos os trechos da reforma trabalhista (constantes da lei n° 13.467/2017) que determinam que o desconto da contribuição sindical depende de autorização do trabalhador. 


Nesta quinta (28), quando o julgamento começou, o relator, Fachin, afirmou que a Constituição de 1988 prevê um tripé para o sistema sindical brasileiro: unicidade, representatividade obrigatória (para toda a categoria, inclusive não associados) e contribuição sindical. “Sem alteração constitucional, a mudança de um desses pilares desestabiliza todo o sistema”, disse. 


Fachin também considerou que havia problema formal na aprovação da nova lei, porque parte da contribuição sindical representa receita pública (um percentual que vai para o Fundo de Amparo ao Trabalhador, regulamentado em lei). Assim, o Congresso deveria ter previsto o impacto financeiro antes de aprová-la. 


“Tendo natureza tributária, conforme precedente desta corte, entendo que não é possível essa subtração que houve da contribuição sindical sem ter preparado a transição”, concordou Toffoli.


Fux abriu a divergência em relação a Fachin. Ele considerou que a mudança não interfere na autonomia do sistema sindical e é constitucional. 


“Não se pode admitir que a contribuição sindical seja imposta a todos os integrantes das categorias profissionais ao mesmo tempo. A Carta Magna determina que ninguém é obrigado a se filiar e se manter filiado a uma entidade sindical”, disse Fux, sendo acompanhado pela maioria.


“Podemos concordar ou não com alteração, mas que foi debatida no Congresso Nacional, foi”, disse Moraes. Ele rebateu uma das críticas das entidades que ajuizaram as ações e alegaram que a reforma trabalhista foi aprovada a toque de caixa, sem um debate amplo com os trabalhadores.


Barroso afirmou que o atual sistema é bom para os sindicalistas, mas não para os trabalhadores. O ministro defendeu "uma ascensão da sociedade civil", com consequente menor participação do Estado nas atividades.

Na pauta desta semana também havia ações que questionam outros pontos da reforma, como o trabalho intermitente. Na quinta, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, deu manifestação favorável a essa modalidade e opinou por sua constitucionalidade. O julgamento dessas ações deverá ficar para o segundo semestre. (Reynaldo Turollo Jr., DF)



27 de jun de 2018

Está definido: no Brasil, o crime compensa!...


  Se alguém ainda tem alguma dúvida de que, no Brasil,  o crime compensa, deixe suas ilusões de lado e  veja nossa realidade nua e crua: depois dos 22  criminosos e  facínoras soltos pelo sr. Gilmar Mendes, após processos criminais e condenações formais, segundo as Leis  brasileiras,  temos  agora  esse inconcebível espectro da cobertura institucional de crimes e roubos,  por parte de nossa Suprema Corte, o STF, representado oficialmente por sua chamada "2ª. Turma  da  Desmoralização”:  soltaram o 2º. maior criminoso brasileiro: o sr. José Dirceu!.... O próximo a ser libertado, será o maior criminoso brasileiro, o sr. Lulla da Silva. Depois,  virão  todos  os outros....
 
             Há uma intenção FORMAL e INSTITUCIONAL de  desmoralizar e acabar com  o  processo ímpar de  banimento da corrupção e da impunidade que vinha sendo feito pela Operação Lava-Jato. São decisões que  desobedecem entendimentos FORMAIS E OFICIAIS anteriores  do próprio  STF,   admitindo a prisão de criminosos já condenados em 2ª. Instância, além da Lei Constitucional  que  valia até então, de que, “...criminosos  enquadrados na Lei da Ficha suja, não podem se candidatar a postos eletivos”... O  que  essa  “2ª. Turma da  Desmoralização” está  fazendo contra a Constituição e contra a Justiça  Brasileira,  é  um crime de lesa-pátria!  

            E não se esqueçam:  em setembro,  assumirá  a  Presidência do STF, o sr.  Dias Toffolli!  A farra  da  criminalidade e da impunidade  não aguenta esperar esses dois meses restantes, para  proclamar e comemorar sua Independência e a  nova  era  institucional  do País,  com a entronização  do crime,  do roubo e do assalto impunes, contra o Estado, para  favorecimento e enriquecimento  dos novos deuses  do País!

            E não vale  imputar  essa farra  em  favor do  ilícito e da impunidade,  exclusivamente  aos três  paladinos que  bancam o crime, nessa tal “2ª. Turma”: a omissão, o silêncio, a conivência da sra. Presidente e dos demais membros do STF, ao ficarem inertes diante dessa agressão à Justiça brasileira,  torna-os  igualmente  responsáveis por essa era  da esbórnia e da degradação que está  sendo  implantada  no País!

           Não temos futuro digno do ser humano! Começamos a fazer  parte oficial e institucional de  um  País de criminosos e delinquentes! Abençoados por nossa Justiça Maior! (Márcio Dayrell Batitucci)

22 de jun de 2018

A Farra PTista nas Estatais



Está aí,   mais uma conseqüência direta  da  farra PTista  nas Estatais,  aliada  à  incompetência  absoluta  da  área  jurídica da Petrobras, na era Lulla...

Recordando :  quando Lu
lla  assumiu o governo, colocou à frente da Direção da Empresa, o sr.  José Eduardo Dutra,  um Engo. sindicalista  oriundo da Petromisa ( Sergipe ),  medíocre, que nunca trabalhou, pois foi sempre  dispensado de suas funções para ficar à disposição do sindicato e que  fora Senador e acabava de perder a eleição para governar o Estado...

Esse senhor,  junto com o  também sindicalista Diego Hernandez,  um desenhista  que igualmente  jamais trabalhou, pelo mesmo motivo, e que foi colocado na Gestão maior  da  Função R.H.,  infestaram  a  Empresa  com  sindicalistas  de  todas  as cores,  alçados  às mais altas funções  de Gestão,  sem a menor competência para tal...

Essa turma  de  “gestores sindicalistas”  começou a “farra”  na  Petrobras,  onerando  a  Empresa  com  o  maior  passivo  trabalhista  que  se tem notícia,   em qualquer  Corporação. Sob as vistas  e  sob  a   conivência  da  incompetente  área  jurídica  da  época,  que  JAMAIS  se  opôs  a  qualquer  dessas  ações....

Uma delas,  foi  essa  absurda  RMNR (Remuneração Mínima de Nível e Regime),  uma espécie  de  “Adicional  Regional”,  algo  que  fora  usado  corretamente  no  início de operação da Empresa,  para  conseguir  levar técnicos  às áreas  remotas  da  Amazônia  e  outros locais  distantes,  mas  que,  agora,  não teria o menor sentido,  principalmente  nas capitais  brasileiras onde atua a Empresa.  E o pior : a  benesse  foi estendida  a  TODOS  os  empregados,  inclusive aos da área  administrativa, que não correm qualquer risco e que  compõem  uma mão de obra  farta e sem  restrições de oferta....

Agora,  ao lado  do  esquema  do  maior  desfalque  já  ocorrido  em  qualquer  Empresa no mundo,  está aí,    um dos resultados  dessa irresponsabilidade  dos  Gestores   sindicalistas  e  das  Gestões PTistas  que  comandaram a Empresa,  desde  2003  até  2015!....

De onde sairá  esse dinheiro ?  Quem  vai  pagar  por essa farra ?

Não há qualquer  dúvida  :  o  pobre  consumidor  brasileiro...

PT,  NUNCA  MAIS !...... (Márcio Dayrell Batitucci)

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Com placar apertado, Petrobras perde ação bilionária no TST.

Estatal terá de pagar mais de R$ 15 bilhões a funcionários; empresa diz que vai recorrer.

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A Petrobras perdeu nesta quinta-feira (21) a maior ação que já enfrentou na Justiça do Trabalho. Com o placar apertado de 13 a 12, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) tomou uma decisão que leva a empresa a pagar mais de R$ 15 bilhões a funcionários que questionam a política de remuneração da estatal, além de aumentar cerca de R$ 2 bilhões na folha de pagamento a cada ano.

A companhia informou que apresentará recurso ao próprio TST, os chamados embargos de declaração, e também vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). A estatal diz, ainda, que o valor não está provisionado porque se trata de uma avaliação de perda possível e continuará desta forma enquanto houver possibilidade de recurso.

"A Petrobras está absolutamente confiante de que vai reverter a decisão", afirmou a gerente executiva do jurídico da Petrobras, Taísa Maciel.
Em uma sessão que levou cerca de dez horas. Os ministros julgaram a fórmula de cálculo prevista na RMNR (Remuneração Mínima de Nível e Regime), instituída em 2007, quando houve uma mudança na política trabalhista da estatal para equalizar salários de diferentes categorias.

A decisão final coube ao presidente do tribunal, ministro Brito Pereira, último a votar. Antes dele, o placar estava empatado em 12 a 12 e os advogados dos dois lados já davam com certo um posicionamento a favor da Petrobras.

Questionado sobre a surpresa, Brito Pereira disse apenas: "Eu não sei [o que aconteceu]. Eu não sei se alguém tinha expectativa sobre meu voto".

O ministro disse, ainda, que a decisão da corte não levou em consideração o possível impacto econômico para a estatal.

"Se custa mais para um do que para outro não nos diz respeito", disse. "As questões econômicas são discutidas em outro fórum, não na Justiça do Trabalho. A questão trabalhista pura é que foi julgada aqui."

A Petrobras e os funcionários que acionaram a Justiça discordam sobre a forma como devem ser computados adicionais pagos em casos como insalubridade e jornada noturna.

Negociada com os sindicatos, a RMNR incorporou adicionais como o de periculosidade e permitiu que os trabalhadores de mesmo nível em uma mesma região tivessem rendimentos equivalentes. Ou seja, empregados de áreas administrativas receberam aumento e passaram a ganhar o equivalente a colegas de áreas operacionais.

Na linha do que pedem os sindicatos, o relator do caso, ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, defendeu que adicionais não devem compor a base de cálculo.

"Os adicionais de origem constitucional e legal, destinados a remunerar o trabalho em condições especiais ou prejudiciais -adicionais de periculosidade e insalubridade, adicionais pelo trabalho noturno, de horas extras, repouso e alimentação e outros- não podem ser incluídos na base de cálculo", disse.

Em sentido contrário, a ministra revisora, Maria de Assis Calsing, defendeu a tese da Petrobras, de que adicionais devem integrar o cálculo das parcelas dedutíveis da RMNR, conforme acordo firmado à época. Calsing destacou, ainda, que houve demora no ajuizamento de ações trabalhistas sobre o tema.

"Não parece crível que a categoria profissional, representada por entidades de classe fortes e combatentes. tenha se surpreendido com a forma de calculo preconizada pela Petrobras somente após três anos da instituição da RMNR", disse.

O MPT (Ministério Público do Trabalho) defende que os adicionais não devem ser computados na base de cálculo e diz que, pelo entendimento de Calsing, trabalhadores que atuam em atividade perigosa, insalubre ou em período noturno teriam o mesmo tratamento daqueles com atividade em escritórios. "Assim, há ofensa ao princípio da igualdade", disse o procurador-geral do trabalho, Ronaldo Fleury.

A Petrobras e a Advocacia-Geral da União (AGU) haviam defendido a tese de que os pagamentos de adicionais deveriam ser incluídos pela estatal na base de cálculo da RMNR. Essa é a prática que a estatal tem adotado desde o primeiro acordo coletivo assinado com a categoria.

Desde que foi instituída em 2007, a remuneração mínima de nível e regime equalizou os salários se transformou numa bola de neve de questionamentos e pedidos na área trabalhista.

Ela foi foi negociada com os sindicatos em 2007. Em 2012, no entanto, os sindicatos foram à Justiça pedindo novo adicional para aqueles funcionários que trabalham em situação de risco e também pedindo o pagamento retroativo ao período em que o benefício foi extinto.

A categoria argumenta que o pagamento de adicionais para trabalhadores de área de risco está previsto na Constituição Federal e não pode ser eliminado por acordo trabalhista.

A instituição da RMNR ainda é alvo de denúncia feita por empregados e pequenos acionistas insatisfeitos com a expansão dos passivos trabalhistas da empresa na gestão do sindicalista Diego Hernandes na área de Recursos Humanos. (Laís Alegretti, twitter)

20 de jun de 2018

Absolvição de Gleisi Hoffmann leva o PT ao divã.


Ao absolver Gleisi Hoffmann, a Segunda Turma -Jardim do Éden do Supremo Tribunal Federal- acomodou o PT no divã. O paciente é complexo. Combina sintomas de esquizofrenia (perda de contato com a realidade) e paranoia (mania de perseguição). Obcecado pelo discurso da condenação sem provas, o petismo terá dificuldades para lidar com uma absolvição por falta de provas.

Acusada de se apropriar de R$ 1 milhão roubado da Petrobras, Gleisi livrou-se das imputações de corrupção e lavagem de dinheiro por unanimidade. Avaliou-se que a acusação estava excessivamente ancorada em delações. Os ministros Edson Fachin (relator) e Celso de Mello (revisor) votaram pela condenação parcial.
Ambos concluíram que o dinheiro sujo chegou à caixa registradora da campanha de Gleisi ao Senado, em 2010. Como não há registro na Justiça Eleitoral, condenaram a ré pelo crime de falsidade ideológica eleitoral, eufemismo para caixa dois. “Tenho como provado nos autos o efetivo recebimento de valores no interesse da campanha da denunciada”, declarou o relator Fachin.
Contudo, os outros três ministros da turma discordaram. Gilmar Mendes, o libertador; Dias Toffoli, o ex-funcionário do PT; e Ricardo Lewandowski, o amigo da família Silva, optaram pela absolvição integral. “Não há aqui qualquer vestígio de prova da entrega de dinheiro para os acusados, inexistindo de resto um único registro externo sequer aos depoimentos dos colaboradores”, desqualificou Lewandowski.
Dá-se de barato na Suprema Corte que o resultado seria outro se o julgamento tivesse ocorrido na Primeira Turma, conhecida como Câmara de Gás. Ali, Gleisi não escaparia de uma sentença condenatória. Com a ficha suja, a senadora não poderia disputar uma cadeira na Câmara, como pretende. Mas estaria  livre entoar os bordões da “perseguição política” e da “pressão da mídia.”
Suprema demência! Ao tratar do caso da presidente do PT e Gleisi com a sensibilidade de um centro terapêutico, o Jardim do Éden do Supremo atordoou o paciente. De maníaco, o PT passará a depressivo. Sem a pose de vítima, o partido não será o mesmo. Vai piorar. (Josias de Souza)