8 de ago de 2018

Lisboa Dançante maravilhosa!..


Nestes tristes dias  que estamos atravessando,  sendo  sufocados  pela  podridão  da política e dos Neste tristes dias que estamos atravessando, sendo sufocados pela podridão da política e dos  brasileiros,  capitaneados pelo  Lulla da Silva e por outros do mesmo jaez,  repasso para  seu  deleite  e  como uma pausa revigorante,  o  belo  vídeo  anexo que me foi enviado pelo amigo Lisboeta, Aurélio Simões,   com a maravilhosa  Lisboa ao fundo,  ao  ritmo de uma deliciosa  música.
Esqueça  a  degradação por uns minutos  e  tenha a certeza  que  neste mundo em que vivemos, ainda podem existir  motivos e momentos  de  alegria,  de  pureza, de beleza e de prazeres... (Márcio Dayrell Batitucci)



Aí novamente, de novo os cantos das cotovias e o bater de asas dos urubus. Começar de novo os ditos e "nunca cumpridas" promessas naqueles ares de "donos de verdades, prosaicas figuras com verborragias arcaicas e um trucidar de ossos antigos, bruxuleantes numas auroras das catacumbas. E se vai perde tempo com luz (tá cara demais!!!) e ouvir as lengas-lengas, melhorias de tudo, fim da miséria, da corrupção, da "agilidade" da justiça e  ponto final da insegurança. Tempos idos e vindos e sempre a mesma coisa. Achemos paciência e o não votar, perder o dia e no amanhã as chacotas deles para abatimento nosso. Haja saco! (Pinto Filho) 

4 de ago de 2018

Onde depositar a chama da esperança?


Quando comecei a tomar consciência do tempo e da história, firmei a convicção de que, para um jovem do meu tempo, velharia, passado morto e sepultado era o século XIX. Fluíam, deliciosos, os anos 60 (“Quem os viveu, viveu!”, morreremos todos proclamando) e remotas, então, eram as guerras napoleônicas, o Império, Bismarck, as polainas e o bigode retorcido do meu avô materno. Recente era a 2ª Grande Guerra; atual era a Revolução Cubana. Ah! Serviam-nos - felizes que éramos - os esplendores da contemporaneidade!
Já vão quase duas décadas desde que, na virada do século, uma pá de poeira cósmica foi jogada sobre essa enfatuada autoexaltação, exonerando-a do tempo presente. Quem tem 18 anos hoje nem sabe o que seja bug do milênio... Aliás, o computador, a Internet, a ponte de safena, a vacina contra a gripe e o telefone celular estão por aí, mas são coisas de um século que ficou lá atrás.
Em meados do mês passado, nas confortáveis instalações da Florense, em Flores da Cunha, realizamos o 6º Colóquio do grupo Pensar+, sobre o qual já tenho falado a meus leitores. Temas centrais do evento: inteligência artificial, machine learning, deep learning. O futuro, enfim. E, claro, a minha obsolescência.
Bem sei que isso é assim mesmo. Periódica e inexoravelmente, o sino da História dobra finados pela sina dos tempos que findam. Mas convenhamos, foi a primeira vez que essa sensação me acometeu profundamente e sinto-me no dever de refletir sobre ela. Há que aprender dela. Se possível já. Tenho pensado, então, sobre a obsolescência programada das coisas humanas. Fomos feitos para dar defeito num certo tempo e não conseguimos retirar esse pecado original das coisas que fazemos. Como superar a sensação de ser fagulha peregrina, que uns poucos veem arder, e passa? Onde encontrar sentido para o que parece errático e finalidade para o transitório? Onde depositar a chama da nossa esperança?
Reparto, pois, com meus leitores, o que aprendi, a bom tempo, do irrequieto Agostinho: só em Deus minha alma encontrará sossego. Percebi, vendo o justificado entusiasmo dos jovens com as potencialidades abertas pela inteligência artificial, que eu preciso - preciso! - ser parte de algo que o tempo não devore e que as novidades não sufoquem. Coloco minha vida e esses tempos de inteligência artificial nas mãos de quem dizemos Senhor da História porque o futuro Lhe pertence. Seja Ele, então, Senhor de nossos dias. Acho que isso também é deep learning, em dimensão humana. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)



O Brasil passa por mais uma prova de ascender em méritos por seus poderes e sua gente. Desde o Império somos palcos de cobiças, poderes, mortes e sangrias de mil impostos, gastos com iniquidades, nosso dinheiro jogado às favas, políticos mordazes, corrupção por todo lado e uma Justiça aquém das expectativas, isto é, a passos de tartarugas. Porque não imitar a Constituição dos EUA, mais alisada que a nossa (mal copiada) que dá margem a toda incerteza de impunidades aos não cumpridores de leis. As eleições aí estão e já nos surge temores da “continuidade conspurcada” de que nada vá mudar. Tristes os candidatos, afirmam que 90% dos eleitos continuarão... E nós, o sacrificado povo desempregado sem ter como se virar. Nunca balas mataram tantos inocentes a troco de drogas e milicianos. Intervenção e polícias a desejar. As “igrejinhas lavadoras de cérebros” catam e prosseguem na conquista do Poder. Nem Chapolin poderá nos salvar. Triste preâmbulo de um novo continuísmo. Pedir aos eleitores que meçam seus dedos no apertar na maquininha é mais do que oração. Amém! (Pinto Filho)   

30 de jul de 2018

A degradação sem volta...


A degradação institucional que tomou conta de nosso País, nos últimos anos, fruto da irresponsabilidade e da criminalidade entronizadas nos três Poderes de nossa República, pelos políticos  corruptos e criminosos que tomaram de assalto o Estado, especialmente a  partir do governo PTista-sindical, está se tornando cada dia  mais  forte,  a  partir  da  degradação “geométrica” que está sendo implantada em nossas Universidades Públicas.
                Veja  o vídeo da  Unidade de Mestrado  da UERJ que, se verdadeiro,  é  um  exemplo  comum e recorrente de como  nossas Instituições Públicas maiores de ensino, têm se transformado  em  antros de  política/partidarismo, deixando de lado sua Missão Institucional da produção do saber,  da excelência  e  da  cultura brasileiras! 
                 É lamentável!....  No momento em que a degradação atinge a educação, ela se torna  um movimento sem volta e sem  redenção! 
                 Mudanças?  Impossível,  com  esse tipo  de candidatos que aí está, concorrendo ao Posto maior de nosso País, nas presentes eleições, inclusive com a insistência de um criminoso já  condenado e que está atrás das grades,  em  fazer parte desse circo de  horrores, de degradação e de  criminalidade... (Márcio Dayrell Batitucci)

Povo sempre será um amontado de serviçais, alguns probos e os demais escravizados pelas corrente religiosa, amantes da corrupção e nunca estaremos nos ditames da honra e decência. (Pinto Filho)


15 de jul de 2018

As razões da miséria e a morte do grilo falante

Você sabe por que o Brasil não consegue solucionar o problema da miséria? Porque, de um lado, deixamos de agir sobre os fatores que lhe dão causa, e, de outro, nos empenhamos em constranger e coibir a geração de riqueza sem a qual não há como resolvê-la. Os fanáticos da política, os profetas de megafone, os "padres de passeata", para dizer como Nelson Rodrigues (ao tempo dele não existiam as Romarias da Terra), escrutinando os fatos com as lentes do marxismo, proclamam que os pobres no Brasil têm pai e mãe conhecidos: o capitalismo e a ganância dos empresários. Em outras palavras, a pobreza nacional seria causada justamente por aqueles que criam riqueza e postos de trabalho em atividades desenvolvidas sob as regras do mercado.
Estranho, muito estranho. Eu sempre pensei que as causas da pobreza fossem determinadas por um modelo institucional todo errado (em 2017, o 109º pior entre 137 países, segundo o World Economic Forum (WEF). Pelo jeito, enganava-me de novo quando incluía entre as causas da pobreza uma Educação que prepara semianalfabetos e nos coloca em 59º lugar no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), entre 70 países. Sempre pensei que havia relação entre pobreza e atraso tecnológico e que nosso país não iria longe enquanto ocupasse o 55º lugar nesse ranking (WEF, 2017). Na minha santa ignorância, acreditava que a pobreza que vemos fosse causada, também, por décadas de desequilíbrio fiscal, gastos públicos descontrolados tomados pela própria máquina e inflação. Cheguei a atribuir responsabilidades pela existência de tantos miseráveis à concentração de 40% do PIB nas perdulárias mãos do setor público (veja só as tolices que me ocorrem!). E acrescento aqui, se não entre parêntesis, ao menos à boca pequena, que via grandes culpas, também, nessas prestidigitações que colocam nosso país em 96º lugar entre os 180 do ranking de percepção da corrupção segundo a Transparência Internacional.
Contemplando, com a minha incorrigível cegueira, os miseráveis aglomerados humanos deslizantes nas encostas dos morros, imputava tais tragédias à negligência política. Não via como obrigatório o abandono sanitário e habitacional dos ambientes urbanos mais pobres. Aliás, ocupamos a 112ª posição no ranking, entre 200 países, no acesso a saneamento básico. Pelo viés oposto, quando vou a Brasília, vejo, nos palácios ali construídos com dinheiro do orçamento da União, luxos e esplendores de uma corte dos Bourbons.
Mas os profetas do megafone juram que estou errado. A culpa pela pobreza, garantem, tampouco é do patrimonialismo, do populismo, dos corporativismos, do culto ao estatismo, dos múltiplos desestímulos ao emprego formal. Não é sequer de um país que, ocupando a 10ª posição entre os países mais desiguais do mundo, teve a pachorra de gastar, sob aplauso nacional, cerca de R$ 70 bilhões para exibir ao mundo sua irresponsabilidade na Copa de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. No entanto, os Pinóquios da política, das salas de aula, da mídia e dos púlpitos a serviço da ideologia, fanáticos da irrazão, asseguram-nos que existem pobres por causa da economia de empresa e dos empreendedores.
Um dos fenômenos brasileiros deste início de século é o silêncio das consciências ante toda falsidade. É a morte do grilo falante. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)

2 de jul de 2018

“Direitos Humanos”: o que é isso?


           Nos últimos tempos,   ao que parece,  tem havido uma  significativa  confusão em nosso País, sobre essa questão  chamada  de  “Direitos Humanos” !

          Afinal,  na realidade concreta de  nossa ambiência  social  e de nossas vidas, o que é mesmo  “Direitos Humanos” ?

          O tema  tem  sido fortemente  impactado  por  posturas  e  vieses  político-partidários,  colocando-se  em  um mesmo saco,  múltiplas realidades  que não deveriam  conviver!...Há uma tendência ideológica  de  se enquadrar como violação dos chamados  “Direitos Humanos”,   punições promovidas pela Justiça e pelo Estado,  contra  crimes cometidos  por políticos,  por figurões de colarinho branco,  por criminosos violentos que matam e roubam, por bandidos que  andam à solta pelo País...

          Até alguns segmentos de nossa Justiça, como p. ex.,  a banda  podre  do STF,  se acha no direito de, em “nome dos Direitos Humanos”,  soltar  criminosos e bandidos  já condenados  pela  mesma Justiça...E essas posturas  são  acompanhadas e defendidas  por  “especialistas”, “profissionais”  e  “catedráticos”  de todas as cores e matizes,  que bradam  aos  céus  contra o rigor das punições que são aplicadas à  criminosos!  De  repente,  as forças  de  manutenção da ordem mínima  que  deveria  existir  em  uma sociedade democrática,  se tornam  os  criminosos  e  culpados da vez,  enquanto  os  verdadeiros  facínoras  que  matam e roubam  pelas  ruas,  são as pobres vítimas  de  um regime  que  viola  os “direitos  humanos” !...

      Somente  2%   dos  crimes  e  criminosos  que  circulam  pelos País,  são  efetivamente  enquadrados  e  punidos  com ações corretivas.  E  por  pouquíssimo  tempo,  passando logo  para regimes  brandos e alternativos  de penas... A  IMPUNIDADE   grassa  pelo  País  e, certamente,  incentiva  e  estimula  a  ocorrência  de delitos  que  não  serão  punidos!

         Essa triste  realidade, essas absurdas  distorções  e  todas essas  questões  relativas  a  crimes  e  punições,   você  pode  conferir  no  vídeo  anexo,  pela  cristalina  exposição  do  Procurador  da Justiça,  Marcelo Monteiro.

         “Violação dos Direitos Humanos”  é  a  população brasileira  não ter  segurança  para viver normalmente,  não  ter  sistema de saúde  que cubra suas necessidades,  não  ter  emprego  que  lhe  dê  meios  para  sustentar  dignamente  sua família, enfim, não ter  a  qualidade  mínima de vida  que  seria  de se esperar  para  qualquer  ser  humano...

         “Violação dos Direitos Humanos”   é  ter  no  País  brasileiros  cobertos  pelo Estado  em  seus  três  Poderes  e  tratados  de  modo  diferente  e  privilegiado  em relação  a  outros  brasileiros  que  são os responsáveis  diretos  pela  produção  das  riquezas e que  são  escravizados  em  suas  necessidades  vitais  básicas e em suas realidades  de  vítimas  de  criminosos  de  toda ordem...    

           “Violação dos Direitos Humanos”  é  ter  bandidos e criminosos  defendidos  e  relativizados  em  seus  crimes,  por  teóricos  privilegiados,  que  se escondem  atrás  de  ideologias  político-partidárias, sem jamais  terem  vivido a realidade  nua e crua  de  violência e de abusos  que  cercam  a  maioria  de  nossa população...

           O País  precisa  urgentemente  de  rever  sua  relação  com  o  crime e com os  criminosos,  endurecendo   suas  Leis  e  Dispositivos  Penais! (Márcio Dayrell Batitucci)
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o -  Defesa de Lula entrou com 78 recursos no caso tríplex. A grande maioria dos requerimentos foi indeferida ou não reconhecida pelos magistrados.
o - Donald Trump parabeniza Andrés Manuel López Obrador por vitória no México. 
o - Governo da Turquia propõe castração química para quem estuprar menores..

30 de jun de 2018

A excrescência sepultada!...


Finalmente,  foi hoje definitivamente sepultada, pelo STF,  uma das maiores  distorções  da  Legislação Trabalhista brasileira, que vigorou por  anos e anos,  fazendo  a  farra  da  pelegada sindical que, na maioria das vezes,  sem  fazer nada de efetivamente  útil  para  a  categoria de seus sindicalizados,  usufruía nababescamente dos bilhões que eram arrecadados compulsoriamente de cada trabalhador, através do imposto sindical. 
                             É indiscutível  a  importância  dos sindicatos e do  trabalho sindical,  como um dos elos   possíveis  para  contrabalançar  a  diferença de forças  que existe  entre o  empregador e o trabalhador!  Mas, o que sei via em nosso País,  eram milhares de sindicatos e de sindicalistas  ociosos  e  sem  qualquer  compromisso  efetivo  com  a  classe que  diziam  defender,  levando  uma vida de verdadeiros  eleitos  privilegiados.

                             Os sindicatos  são  importantes  e devem  existir, mas é preciso que seus dirigentes  apresentem  contrapartidas,  se interessem  realmente  pelos  problemas  e  disfunções  que  afetam  a  relação de trabalho  e que,  através  de  seus  serviços e  ações  voltadas  para  aqueles que representam,  consigam  adesões  e  recursos  financeiros espontâneos,  em uma saudável  parceria  mútua! 
                              Agora,  para  que  as  coisas  entrem   realmente  nos eixos,  ainda  falta   derrubar  a  regra ou costume que  ainda  existem  entre  nós,  pelos quais  os  dirigentes sindicais  são dispensados de comparecer ao  trabalho,  não  sabem  o  que  são  as  dificuldades, labutas  e  o peso  de  longas jornadas de trabalho e desconhecem  qualquer  responsabilidade  ou  compromisso  em relação à execução  de tarefas  voltadas  para  resultados  efetivos!... 
                              Em meio a tantos  retrocessos  e  a  tanta proteção à criminosos impunes,  finalmente  podemos registrar  um  avanço em nosso País! (Márcio Dayrell Batitucci)

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 Supremo valida fim da contribuição sindical obrigatória


Por 6 votos a 3, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta sexta-feira (29) que o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical é constitucional, e validou esse ponto da reforma trabalhista aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. 


Votaram a favor da nova norma os ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Cármen Lúcia. 


Já o relator das ações julgadas, Edson Fachin, e os ministros Rosa Weber e Dias Toffoli votaram pela inconstitucionalidade da mudança. Os ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello não estavam na sessão extraordinária desta sexta e não participaram da votação. 


O plenário do STF analisou em conjunto 20 ações que tratavam do fim da contribuição obrigatória, 19 para derrubar a mudança e uma para mantê-la. A ação principal foi ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Aquaviário e Aéreo, na Pesca e nos Portos (CONTTMAF), que sustentou, entre outros pontos, que, “com o corte abrupto da contribuição sindical, as entidades não terão recursos para assistir os não-associados”. 


A entidade pediu que os ministros considerassem inconstitucional todos os trechos da reforma trabalhista (constantes da lei n° 13.467/2017) que determinam que o desconto da contribuição sindical depende de autorização do trabalhador. 


Nesta quinta (28), quando o julgamento começou, o relator, Fachin, afirmou que a Constituição de 1988 prevê um tripé para o sistema sindical brasileiro: unicidade, representatividade obrigatória (para toda a categoria, inclusive não associados) e contribuição sindical. “Sem alteração constitucional, a mudança de um desses pilares desestabiliza todo o sistema”, disse. 


Fachin também considerou que havia problema formal na aprovação da nova lei, porque parte da contribuição sindical representa receita pública (um percentual que vai para o Fundo de Amparo ao Trabalhador, regulamentado em lei). Assim, o Congresso deveria ter previsto o impacto financeiro antes de aprová-la. 


“Tendo natureza tributária, conforme precedente desta corte, entendo que não é possível essa subtração que houve da contribuição sindical sem ter preparado a transição”, concordou Toffoli.


Fux abriu a divergência em relação a Fachin. Ele considerou que a mudança não interfere na autonomia do sistema sindical e é constitucional. 


“Não se pode admitir que a contribuição sindical seja imposta a todos os integrantes das categorias profissionais ao mesmo tempo. A Carta Magna determina que ninguém é obrigado a se filiar e se manter filiado a uma entidade sindical”, disse Fux, sendo acompanhado pela maioria.


“Podemos concordar ou não com alteração, mas que foi debatida no Congresso Nacional, foi”, disse Moraes. Ele rebateu uma das críticas das entidades que ajuizaram as ações e alegaram que a reforma trabalhista foi aprovada a toque de caixa, sem um debate amplo com os trabalhadores.


Barroso afirmou que o atual sistema é bom para os sindicalistas, mas não para os trabalhadores. O ministro defendeu "uma ascensão da sociedade civil", com consequente menor participação do Estado nas atividades.

Na pauta desta semana também havia ações que questionam outros pontos da reforma, como o trabalho intermitente. Na quinta, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, deu manifestação favorável a essa modalidade e opinou por sua constitucionalidade. O julgamento dessas ações deverá ficar para o segundo semestre. (Reynaldo Turollo Jr., DF)



27 de jun de 2018

Está definido: no Brasil, o crime compensa!...


  Se alguém ainda tem alguma dúvida de que, no Brasil,  o crime compensa, deixe suas ilusões de lado e  veja nossa realidade nua e crua: depois dos 22  criminosos e  facínoras soltos pelo sr. Gilmar Mendes, após processos criminais e condenações formais, segundo as Leis  brasileiras,  temos  agora  esse inconcebível espectro da cobertura institucional de crimes e roubos,  por parte de nossa Suprema Corte, o STF, representado oficialmente por sua chamada "2ª. Turma  da  Desmoralização”:  soltaram o 2º. maior criminoso brasileiro: o sr. José Dirceu!.... O próximo a ser libertado, será o maior criminoso brasileiro, o sr. Lulla da Silva. Depois,  virão  todos  os outros....
 
             Há uma intenção FORMAL e INSTITUCIONAL de  desmoralizar e acabar com  o  processo ímpar de  banimento da corrupção e da impunidade que vinha sendo feito pela Operação Lava-Jato. São decisões que  desobedecem entendimentos FORMAIS E OFICIAIS anteriores  do próprio  STF,   admitindo a prisão de criminosos já condenados em 2ª. Instância, além da Lei Constitucional  que  valia até então, de que, “...criminosos  enquadrados na Lei da Ficha suja, não podem se candidatar a postos eletivos”... O  que  essa  “2ª. Turma da  Desmoralização” está  fazendo contra a Constituição e contra a Justiça  Brasileira,  é  um crime de lesa-pátria!  

            E não se esqueçam:  em setembro,  assumirá  a  Presidência do STF, o sr.  Dias Toffolli!  A farra  da  criminalidade e da impunidade  não aguenta esperar esses dois meses restantes, para  proclamar e comemorar sua Independência e a  nova  era  institucional  do País,  com a entronização  do crime,  do roubo e do assalto impunes, contra o Estado, para  favorecimento e enriquecimento  dos novos deuses  do País!

            E não vale  imputar  essa farra  em  favor do  ilícito e da impunidade,  exclusivamente  aos três  paladinos que  bancam o crime, nessa tal “2ª. Turma”: a omissão, o silêncio, a conivência da sra. Presidente e dos demais membros do STF, ao ficarem inertes diante dessa agressão à Justiça brasileira,  torna-os  igualmente  responsáveis por essa era  da esbórnia e da degradação que está  sendo  implantada  no País!

           Não temos futuro digno do ser humano! Começamos a fazer  parte oficial e institucional de  um  País de criminosos e delinquentes! Abençoados por nossa Justiça Maior! (Márcio Dayrell Batitucci)

22 de jun de 2018

A Farra PTista nas Estatais



Está aí,   mais uma conseqüência direta  da  farra PTista  nas Estatais,  aliada  à  incompetência  absoluta  da  área  jurídica da Petrobras, na era Lulla...

Recordando :  quando Lu
lla  assumiu o governo, colocou à frente da Direção da Empresa, o sr.  José Eduardo Dutra,  um Engo. sindicalista  oriundo da Petromisa ( Sergipe ),  medíocre, que nunca trabalhou, pois foi sempre  dispensado de suas funções para ficar à disposição do sindicato e que  fora Senador e acabava de perder a eleição para governar o Estado...

Esse senhor,  junto com o  também sindicalista Diego Hernandez,  um desenhista  que igualmente  jamais trabalhou, pelo mesmo motivo, e que foi colocado na Gestão maior  da  Função R.H.,  infestaram  a  Empresa  com  sindicalistas  de  todas  as cores,  alçados  às mais altas funções  de Gestão,  sem a menor competência para tal...

Essa turma  de  “gestores sindicalistas”  começou a “farra”  na  Petrobras,  onerando  a  Empresa  com  o  maior  passivo  trabalhista  que  se tem notícia,   em qualquer  Corporação. Sob as vistas  e  sob  a   conivência  da  incompetente  área  jurídica  da  época,  que  JAMAIS  se  opôs  a  qualquer  dessas  ações....

Uma delas,  foi  essa  absurda  RMNR (Remuneração Mínima de Nível e Regime),  uma espécie  de  “Adicional  Regional”,  algo  que  fora  usado  corretamente  no  início de operação da Empresa,  para  conseguir  levar técnicos  às áreas  remotas  da  Amazônia  e  outros locais  distantes,  mas  que,  agora,  não teria o menor sentido,  principalmente  nas capitais  brasileiras onde atua a Empresa.  E o pior : a  benesse  foi estendida  a  TODOS  os  empregados,  inclusive aos da área  administrativa, que não correm qualquer risco e que  compõem  uma mão de obra  farta e sem  restrições de oferta....

Agora,  ao lado  do  esquema  do  maior  desfalque  já  ocorrido  em  qualquer  Empresa no mundo,  está aí,    um dos resultados  dessa irresponsabilidade  dos  Gestores   sindicalistas  e  das  Gestões PTistas  que  comandaram a Empresa,  desde  2003  até  2015!....

De onde sairá  esse dinheiro ?  Quem  vai  pagar  por essa farra ?

Não há qualquer  dúvida  :  o  pobre  consumidor  brasileiro...

PT,  NUNCA  MAIS !...... (Márcio Dayrell Batitucci)

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Com placar apertado, Petrobras perde ação bilionária no TST.

Estatal terá de pagar mais de R$ 15 bilhões a funcionários; empresa diz que vai recorrer.

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A Petrobras perdeu nesta quinta-feira (21) a maior ação que já enfrentou na Justiça do Trabalho. Com o placar apertado de 13 a 12, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) tomou uma decisão que leva a empresa a pagar mais de R$ 15 bilhões a funcionários que questionam a política de remuneração da estatal, além de aumentar cerca de R$ 2 bilhões na folha de pagamento a cada ano.

A companhia informou que apresentará recurso ao próprio TST, os chamados embargos de declaração, e também vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal). A estatal diz, ainda, que o valor não está provisionado porque se trata de uma avaliação de perda possível e continuará desta forma enquanto houver possibilidade de recurso.

"A Petrobras está absolutamente confiante de que vai reverter a decisão", afirmou a gerente executiva do jurídico da Petrobras, Taísa Maciel.
Em uma sessão que levou cerca de dez horas. Os ministros julgaram a fórmula de cálculo prevista na RMNR (Remuneração Mínima de Nível e Regime), instituída em 2007, quando houve uma mudança na política trabalhista da estatal para equalizar salários de diferentes categorias.

A decisão final coube ao presidente do tribunal, ministro Brito Pereira, último a votar. Antes dele, o placar estava empatado em 12 a 12 e os advogados dos dois lados já davam com certo um posicionamento a favor da Petrobras.

Questionado sobre a surpresa, Brito Pereira disse apenas: "Eu não sei [o que aconteceu]. Eu não sei se alguém tinha expectativa sobre meu voto".

O ministro disse, ainda, que a decisão da corte não levou em consideração o possível impacto econômico para a estatal.

"Se custa mais para um do que para outro não nos diz respeito", disse. "As questões econômicas são discutidas em outro fórum, não na Justiça do Trabalho. A questão trabalhista pura é que foi julgada aqui."

A Petrobras e os funcionários que acionaram a Justiça discordam sobre a forma como devem ser computados adicionais pagos em casos como insalubridade e jornada noturna.

Negociada com os sindicatos, a RMNR incorporou adicionais como o de periculosidade e permitiu que os trabalhadores de mesmo nível em uma mesma região tivessem rendimentos equivalentes. Ou seja, empregados de áreas administrativas receberam aumento e passaram a ganhar o equivalente a colegas de áreas operacionais.

Na linha do que pedem os sindicatos, o relator do caso, ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, defendeu que adicionais não devem compor a base de cálculo.

"Os adicionais de origem constitucional e legal, destinados a remunerar o trabalho em condições especiais ou prejudiciais -adicionais de periculosidade e insalubridade, adicionais pelo trabalho noturno, de horas extras, repouso e alimentação e outros- não podem ser incluídos na base de cálculo", disse.

Em sentido contrário, a ministra revisora, Maria de Assis Calsing, defendeu a tese da Petrobras, de que adicionais devem integrar o cálculo das parcelas dedutíveis da RMNR, conforme acordo firmado à época. Calsing destacou, ainda, que houve demora no ajuizamento de ações trabalhistas sobre o tema.

"Não parece crível que a categoria profissional, representada por entidades de classe fortes e combatentes. tenha se surpreendido com a forma de calculo preconizada pela Petrobras somente após três anos da instituição da RMNR", disse.

O MPT (Ministério Público do Trabalho) defende que os adicionais não devem ser computados na base de cálculo e diz que, pelo entendimento de Calsing, trabalhadores que atuam em atividade perigosa, insalubre ou em período noturno teriam o mesmo tratamento daqueles com atividade em escritórios. "Assim, há ofensa ao princípio da igualdade", disse o procurador-geral do trabalho, Ronaldo Fleury.

A Petrobras e a Advocacia-Geral da União (AGU) haviam defendido a tese de que os pagamentos de adicionais deveriam ser incluídos pela estatal na base de cálculo da RMNR. Essa é a prática que a estatal tem adotado desde o primeiro acordo coletivo assinado com a categoria.

Desde que foi instituída em 2007, a remuneração mínima de nível e regime equalizou os salários se transformou numa bola de neve de questionamentos e pedidos na área trabalhista.

Ela foi foi negociada com os sindicatos em 2007. Em 2012, no entanto, os sindicatos foram à Justiça pedindo novo adicional para aqueles funcionários que trabalham em situação de risco e também pedindo o pagamento retroativo ao período em que o benefício foi extinto.

A categoria argumenta que o pagamento de adicionais para trabalhadores de área de risco está previsto na Constituição Federal e não pode ser eliminado por acordo trabalhista.

A instituição da RMNR ainda é alvo de denúncia feita por empregados e pequenos acionistas insatisfeitos com a expansão dos passivos trabalhistas da empresa na gestão do sindicalista Diego Hernandes na área de Recursos Humanos. (Laís Alegretti, twitter)

20 de jun de 2018

Absolvição de Gleisi Hoffmann leva o PT ao divã.


Ao absolver Gleisi Hoffmann, a Segunda Turma -Jardim do Éden do Supremo Tribunal Federal- acomodou o PT no divã. O paciente é complexo. Combina sintomas de esquizofrenia (perda de contato com a realidade) e paranoia (mania de perseguição). Obcecado pelo discurso da condenação sem provas, o petismo terá dificuldades para lidar com uma absolvição por falta de provas.

Acusada de se apropriar de R$ 1 milhão roubado da Petrobras, Gleisi livrou-se das imputações de corrupção e lavagem de dinheiro por unanimidade. Avaliou-se que a acusação estava excessivamente ancorada em delações. Os ministros Edson Fachin (relator) e Celso de Mello (revisor) votaram pela condenação parcial.
Ambos concluíram que o dinheiro sujo chegou à caixa registradora da campanha de Gleisi ao Senado, em 2010. Como não há registro na Justiça Eleitoral, condenaram a ré pelo crime de falsidade ideológica eleitoral, eufemismo para caixa dois. “Tenho como provado nos autos o efetivo recebimento de valores no interesse da campanha da denunciada”, declarou o relator Fachin.
Contudo, os outros três ministros da turma discordaram. Gilmar Mendes, o libertador; Dias Toffoli, o ex-funcionário do PT; e Ricardo Lewandowski, o amigo da família Silva, optaram pela absolvição integral. “Não há aqui qualquer vestígio de prova da entrega de dinheiro para os acusados, inexistindo de resto um único registro externo sequer aos depoimentos dos colaboradores”, desqualificou Lewandowski.
Dá-se de barato na Suprema Corte que o resultado seria outro se o julgamento tivesse ocorrido na Primeira Turma, conhecida como Câmara de Gás. Ali, Gleisi não escaparia de uma sentença condenatória. Com a ficha suja, a senadora não poderia disputar uma cadeira na Câmara, como pretende. Mas estaria  livre entoar os bordões da “perseguição política” e da “pressão da mídia.”
Suprema demência! Ao tratar do caso da presidente do PT e Gleisi com a sensibilidade de um centro terapêutico, o Jardim do Éden do Supremo atordoou o paciente. De maníaco, o PT passará a depressivo. Sem a pose de vítima, o partido não será o mesmo. Vai piorar. (Josias de Souza)
                                               

12 de jun de 2018

"QS" Quociente Espiritual

Física e filósofa Dana Zohar fala sobre a inteligência espiritual.

Inteligência espiritual: Todos temos um "Ponto de Deus" no cérebro.

No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava a pessoa ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. Hoje, novas descobertas apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era também no mundo dos negócios.

No livro QS - Inteligência Espiritual, a física e filosofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ela baseia seu trabalho sobre o "quociente espiritual" (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto foi abordado em reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".
Dana Zohar
Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em fí¬sica pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS – Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Dana Zohar concedeu esta entrevista à Revista exame em Porto Alegre, durante o 30º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:
O que é inteligência espiritual?
É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.

De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?

Os cientistas descobriram que temos um "ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.
Qual a diferença entre QE e QS?
É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.
Por que somente agora o mundo corporativo se preocupa com isso?
O mundo dos negócios atravessa uma crise de sustentabilidade. Suas atitudes e práticas atuais, centradas apenas em dinheiro, estão devastando o meio ambiente, consumindo recursos finitos, criando desigualdade global, conduzindo a uma crise de liderança nas empresas e destruindo a saúde e o moral das pessoas que trabalham ou cujas vidas são afetadas por elas. Espiritualidade nos negócios significa simplesmente trabalhar com um sentido mais profundo de significado e propósito na comunidade e no mundo, tendo uma perspectiva mais ampla, inspirando seus funcionários. Nós não sabemos mais o que é realmente a vida. Não sabemos qual é o jogo que jogamos nem quais são as regras. Falta-nos um sentido profundo de objetivos e valores fundamentais. Essa crise de significado é a causa principal do estresse na vida moderna e também das doenças.

A busca de sentido é a principal motivação do homem. Quando essa necessidade deixa de ser satisfeita, a vida nos parece vazia. No mundo moderno, a maioria das pessoas não está atendendo a essa necessidade.
Como se pode detectar os sintomas dessa crise na vida corporativa?
Desde o surgimento do capitalismo, há 200 anos, tudo que importa no mundo dos negócios é o lucro imediato. Isso criou uma cultura corporativa destituída de significado e de valores mais profundos. Nós apenas queremos mais dinheiro. Mas para quê? Para quem? Trabalhamos para consumir. É uma vida sem sentido. Isso afeta o moral, tanto dos dirigentes quanto dos empregados, sua produtividade e criatividade. E também afasta dos negócios preocupações mais amplas com o meio ambiente, a comunidade, o planeta e a sustentabilidade. O mundo corporativo é um monstro que se autodestrói porque lhe falta uma estrutura mais ampla de significado, valores e propósitos fundamentais. Há uma profunda relação entre a crise da sociedade moderna e o baixo desenvolvimento da nossa inteligência espiritual.
Quais companhias a têm chamado para desenvolver trabalhos que busquem elevar o quociente espiritual de dirigentes e empregados?
Não posso citar seus nomes, mas tenho atendido a bancos, financeiras, empresas de telecomunicações, de petróleo e montadoras de automóveis. Trabalhamos juntos para adquirir a compreensão de que as atitudes e práticas existentes são insustentáveis e como as empresas podem desenvolver tanto a sustentabilidade como os serviços cultivando as dez qualidades do quociente espiritual.

A senhora poderia citar exemplos de companhias ou empresários que estejam buscando mais sentido em seu trabalho?

Há muitos exemplos. Mats Lederhausen, o vice-presidente de estratégia global do McDonald s, é um deles. Sua função na empresa é ser a voz de protesto e consciência, sacudindo as pessoas, agitando o barco. Ele iniciou projetos como a distribuição gratuita de vacinas antipólio na África, a luta contra plantações geneticamente modificadas, o uso de gaiolas maiores para galinhas e um trabalho para restaurar ecossistemas danificados.

Outro exemplo é a Amul, empresa da Índia que distribui para o Estado de Gujarat o leite de 10 000 cooperativas. A Amul compra todos os dias o leite de camponeses que possuem apenas uma vaca, permitindo que indivíduos pobres possam competir com grandes fazendeiros. O Banco de Desenvolvimento da Ásia se dedica à erradicação da pobreza com programas de micro-crédito para pessoas muito pobres.

A British Petroleum adotou um novo slogan, "Além do Petróleo", e está colocando o grosso de seus fundos de pesquisa no desenvolvimento de tecnologias energéticas alternativas, menos agressivas ao meio ambiente. John Browne, o CEO da companhia, conseguiu aumentar o valor das ações enfatizando relações de longo prazo entre sua empresa e a sociedade.
Como é o líder espiritualmente inteligente?
É um líder inspirado pelo desejo de servir, uma pessoa responsável por trazer visão e valores mais altos aos demais e por lhes mostrar como usá-los. É uma pessoa que inspira as outras. Gente como o Dalai Lama, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi. No mundo dos negócios, Richard Branson, da Virgin, é um líder espiritualmente inteligente. Ele está muito preocupado com o meio ambiente e a comunidade. É muito espontâneo, tem visão e valores, tem perspectivas amplas.
Como se pode desenvolver a inteligência espiritual?
Tomando consciência das dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes e trabalhando para desenvolvê-las. Procurando mais o porquê e as conexões entre as coisas, trazendo para a superfície as suposições que fazemos sobre o sentido delas, tornando-nos mais reflexivos, assumindo responsabilidades, sendo honestos conosco mesmos e mais corajosos. Tornado-nos conscientes de onde estamos, quais são nossas motivações mais profundas. Identificando e eliminando obstáculos. Examinando as numerosas possibilidades, comprometendo-nos com um caminho e permanecendo conscientes de que são muitos os caminhos.

De que forma as pessoas espiritualmente inteligentes podem beneficiar as corporações?
As pessoas com QS elevado querem sempre fazer mais do que se espera delas. Algo para além da empresa. Quem trabalha unicamente por dinheiro não faz o melhor que pode. Nas empresas em que se busca desenvolver espiritualmente os funcionários, a produtividade aumenta porque eles ficam mais motivados, mais criativos e menos estressados. As pessoas dão tudo de si quando se procura um objetivo mais elevado. Se as organizações derem espaço para as pessoas fazerem algo mais, se souberem desenvolver em cada indivíduo sua inteligência espiritual, terão mais resultados e mais rapidamente.
A senhora diz que o capitalismo como se conhece hoje está com os dias contados, mas que um novo capitalismo está nascendo. Como ficam as empresas com essa nova perspectiva?
Está surgindo um novo tipo de empresa. É uma empresa responsável. No novo capitalismo sobreviverão as companhias que têm visão de longo prazo, que se preocupam com o planeta, em desenvolver as pessoas que nelas trabalham. Que se preocupam, sim, com o lucro, mas que querem ganhar dinheiro para desenvolver as comunidades em que atuam, proteger o meio ambiente, propagar educação e saúde.
Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:
1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo.
2. São conduzidas por valores humanos. São idealistas e creem na vida.
3. Têm capacidade de encarar desafios e utilizar a adversidade a seu favor.
4. São holísticas - têm a visão do todo integrado e a percepção da unidade.
5. Celebram a diversidade como fonte de beleza e aprendizado.
6. Têm independência de pensamento e comportamento.
7. Perguntam sempre "por quê?" e "para que". São agentes de transformações.
8. Têm capacidade de colocar as coisas e os temas num contexto mais amplo.
9. Têm espontaneidade de gestos e atitudes, e são equilibradas emocionalmente.
10. São sensíveis, fraternas e compassivas. (Entrevista a Suzana Naiditch. Fonte: Revista Exame)

 Dia dos Namorados!

2 de jun de 2018

A Riqueza cobiçada...


               Nosso Brasil  é realmente um País privilegiado, quase confirmando aquele velho dito : “Deus é brasileiro”!...

               Com uma dimensão continental, com uma positiva e relativamente pacífica miscigenação de raças, com um clima excepcional de ventos e sol  para produção de energias alternativas, com um dos maiores repositórios de florestas e água doce do mundo, com um dos maiores acessos ao mar e às suas riquezas, com riquezas minerais infindáveis, com um agro-negócio que pode alimentar o mundo durante anos e, agora, com uma das maiores reservas mundiais de petróleo,  esta  é  a  terra  da  riqueza  incomensurável !...

               E, logicamente,  essa é a terra da cobiça universal,  da rapinagem  incontrolável,  dos  jogos de poder,  dos grupos dominadores,  dos  negócios  e negociatas escusos, da compra de almas,  de valores e de  corpos sedentos  de  prazeres e de consumo  ilimitados...

               Se aqui existissem  poderes  formados  por homens construídos à imagem e à semelhança de Deus,  nosso País seria, disparado, o  mais rico e de melhor qualidade de vida  entre todos!

               Mas, infelizmente,  o lado negro da humanidade,  decidiu  fincar aqui  suas raízes,  profundas,   inatingíveis,  impossíveis de serem erradicadas,   tornando-nos  a  terra  da  desigualdade,  do roubo e da rapina institucionais, da  impunidade,  da  soltura  e  do  perdão  dos criminosos...

               É  para esse terreno  fértil  e  generoso com o crime,  que  as Nações do mundo voltam  seus olhos  de cobiça  e  de enriquecimento fácil.

               E compram  e  perpetuam  os poderes aqui constituídos,  transformando-nos    neste estado de calamidade em que vivemos  e em que continuaremos a viver...



Não há luz  ao final do túnel....
(Márcio Dayrell Batitucci)