18 de jan de 2019

Há uma ética para o governo e outra para a oposiçao?


Os resultados da última eleição pontuaram fora da curva de nossa tradição mais recente e trazem novidades. Teremos um governo pela direita após 20 anos ao longo dos quais o poder transitou do PSDB para o PT. O primeiro, fundado durante o processo constituinte, reuniu a esquerda peemedebista; o segundo foi o partido, ainda mais à esquerda, que lhe fez vigorosa oposição. Essa relação confundiu os termos na política brasileira. Com dois partidos da mesma vertente disputando o poder, o país ficou sem direita. Durante mais de um quarto de século de pura insanidade política, um partido de esquerda representava a direita. Conservadores e liberais brasileiros não tinham pai nem mãe conhecidos na política nacional.

Numa entrevista logo após a escolha de Sérgio Moro para o ministério da Justiça, Rogério Forcolen, da RDC TV, perguntou-me sobre a reação que se podia esperar do PT a essa indicação. Respondi que não conseguia sequer imaginar o presidente Bolsonaro preocupado com a reação dos petistas ao tomar uma decisão qualquer. E acrescentei: “Esse não seria Bolsonaro. Esse foi o FHC”. Rimos juntos. De fato, Fernando Henrique Cardoso, sempre levou em grande conta o que dizia sua oposição petista. E nisso se distinguia de Lula que não costumava dar atenção ao próprio partido. Ademais, a oposição petista se caracteriza por uma conduta sistematicamente daninha.

Convém ouvi-la? Visando a enfatizar a legitimidade da tarefa oposicionista na dinâmica das democracias, um conhecido jornalista ensinava seus ouvintes de rádio, há alguns dias, que a oposição é detentora de um mandato popular. Imagino que empregasse a palavra como figura de linguagem porque mandato é atributo pessoal de governantes e parlamentares. Quem perdeu a eleição e não se integrou ao governo, adota, como regra, incumbência oposicionista Trata-se de uma consequência natural do jogo democrático.

Do governante se espera dedicação ao interesse público, ao bem comum. Seu mandato não é carta branca (para usar a expressão que está sendo gasta nestes dias) concedida ao vencedor do pleito para fazer o que bem entenda, como se observou nos quatro mandatos do PT. É extraordinário, também, que advertências no mesmo sentido já tenham sido afoitamente verbalizadas por ministros do STF e pela Procuradora Geral da República após a vitória de Jair Bolsonaro. No Brasil que eu conheço, quem quiser se preocupar com abusos de poder deve olhar prioritariamente para o STF (sem desatentar para os partidos providos de braços que agem à margem da lei).

Nessa dinâmica entre governo e oposição há uma questão ética que precisa ser enfatizada e em relação à qual a observação do petismo faz acender luzes de advertência. Os limites legais e os deveres morais serão diferentes entre governo e oposição? Há uma carta branca para a oposição? Parece óbvio que não. Há limites legais à atividade de todos em seus mandatos. No entanto, de nossa longa tradição, o compromisso com o bem comum parece ser atribuído exclusivamente ao governo, restando à oposição o exercício criativo e folgazão de atrapalhá-lo em suas atividades de gestão. Isso está moralmente errado.

O exercício do poder político – mandato popular é poder político – deve ser exercido, sempre, de modo responsável e tendo em vista o bem comum. Quem perdeu a eleição não recebeu uma autorização para, legitimamente, promover o caos. Agir para impedir o governo de governar, ampliar a crise, opor-se alguém a projetos que aprovaria se estivesse no poder é deslize moral, corrupção gravíssima: é corrupção no sentido do bem e da justiça!

Os meses por vir nos permitirão identificar quem são os radicais, em que consiste essa radicalidade e se a oposição, depois de lhe haver sido negado o governo, merece ser ouvida nessa tarefa. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)

"Quando alguém partilha consigo uma informação valiosa  e beneficia com ela, tem obrigação moral de a partilhar com outros."

12 de jan de 2019

2019: Petrobras: controles zero!...


Permito-me comentar o texto abaixo, postado no Estadão, pelo sr. Mauro Rodrigues da Cunha,  Conselheiro da Petrobras  no período de 2013 a 2015.

O Brasil inteiro tomou conhecimento e acompanhou o descalabro operado pelo mais poderoso e efetivo  esquema institucional  de corrupção e de crimes já acontecido no País e implantado  na Petrobras, nas Gestões PTistas-sindicais apóstatas, desde a gestão do sindicalista sr. José Eduardo Dutra, em 2003, perpassando pela gestão do também sindicalista sr. José Sérgio Gabrielli e pelas gestões seguintes, até a gestão do sr. Bendine...

Até hoje, o País não entende muito bem como foi possível  ser implantado  e  ser mantido esse esquema de corrupção e de crimes institucionais, por tantos anos, em uma Empresa com a Estatura e a Organização da Petrobras!

O ex-conselheiro, sr. Mauro R. Cunha, vem à público, em seu, “em princípio”, oportuno  depoimento,  lançar algumas luzes sobre o que efetivamente aconteceu nesse período...

Inicialmente relata e atesta o sr. Mauro, a  existência  de  uma  “rigorosa política de controles”, onde qualquer atividade era meticulosamente documentada e controlada, pelos vários Órgãos envolvidos! 

O Sistema “Colegiado” de Gestão da Empresa, implantado pelo sr. Reichstul, antes da era PTista-sindical apóstata, impedia a criação de feudos e a existência de  decisões isoladas de um Diretor. Tudo era examinado em detalhes por todos, com os suportes das áreas técnicas  de controle da Companhia (Jurídica, Financeira, Controladoria, Contábil, Contratos, Fiscalização, etc.... )...

Posso atestar pessoalmente, em minha passagem de 25 anos pela Empresa, até 1990, inclusive em funções Executivas, que, realmente, o que mais existia na Empresa, eram Controles! ...

Irrita-se o sr. Mauro,  com a  fala do Sr. Fernando Haddad, durante  a  campanha, quando teria afirmado:   “...faltou controle interno nas estatais, nos governos do PT...” .

Não entendi a irritação!...

O próprio sr.  Mauro, em  trechos de seu depoimento, afirma:   “...Um dos primeiros passos da destruição da governança da Petrobrás foi a eliminação prática desses comitês...” E mais:  “...os controles internos  existiam, mas foram deliberadamente desmontados pelas lideranças de então...”

E acrescenta o sr. Mauro:  “... perguntei a um diretor como ele aprovava matérias dos seus colegas, em valores bilionários, sem se aprofundar nos temas. Ele respondeu: Conselheiro, esta empresa investe 300 milhões de dólares por dia… Se formos olhar cada matéria em detalhe, vamos paralisar a companhia...”.

E, então:  Parou? Parou por quê? Diante da constatação das irregularidades e diante da  resposta  do  Diretor,  o assunto foi encerrado? Foi levado à frente à outros órgãos Externos?

Está aí o que aconteceu com a Petrobras:  os  controles  foram  deliberadamente desativados e desmontados pelas Gestões criminosas PTistas-sindicais apóstatas!  E os responsáveis diretos  por esses controles, se omitiram e se calaram! Portanto: o sr. Haddad estava correto em sua afirmativa : “controles desativados e desmontados” equivalem exatamente a “controles  inexistentes”!

Segundo me lembro, disse um dos criminosos diretores PTistas-sindicais apóstatas da Petrobras, em sua delação, algo semelhante a: “...é  impossível  operacionalizar, sozinho,  esse  volume de desvios; são milhares de envolvidos...”!

Não sei se a palavra correta é “envolvidos”! Mas,  certamente,  são milhares de “coniventes”  ou de “omissos”, como bem observa o sr. Mauro:  “... nenhum funcionário teria coragem de utilizar os canais para fazer uma denúncia sobre corrupção; relatórios internos que demonstravam a inviabilidade de alguns investimentos, eram  ignorados; demonstrações contábeis mentirosas feitas com a cumplicidade de quem deveria zelar por sua integridade. Cegueira deliberada em todas as áreas.

E, também, corretamente, observa o sr. Mauro a omissão  e  o  descaso dos  Órgãos externos:  eles foram alertados, foram avisados, inclusive por muitos de  nós, petroleiros: a antiga SPC, a própria Previc, a CMV, Ministério Público, Tribunal de Contas, etc... etc....

Não sei se nosso País ainda verá atrás das grades, todos aqueles que participaram  diretamente do assalto  á  Petrobras  e todos  aqueles  que  se  omitiram  ou  foram  coniventes  com  esses  mal-feitos!...

Mas, esse, certamente, esse é o desejo de todo o  povo brasileiro, que foi lesado e roubado  por um bando de criminosos !..... (Márcio Dayrell Batitucci)
ooo0ooo
Um dos candidatos a presidente do Brasil, alardeia que os roubos acontecidos na Petrobrás foram por falta de controles internos. 
M e n t i r a - leiam a verdade.
Mauro Rodrigues da Cunha
(Membro do conselho de administração da Petrobrás de abril de 2013 a abril de 2015 )

Acho que como muitos brasileiros posso ser desculpado por estar irritado com a política. O período eleitoral parece ter sido desenhado para ser um desfile de platitudes, promessas e inconsistências. Mesmo consciente desse cenário, minha irritação atingiu o ápice ao ler declarações de um candidato de que nossas empresas estatais tiveram problemas porque “faltou controle interno”.

Tive o privilégio de servir no Conselho de Administração da Petrobrás entre 2013 e 2015. Quando assumi o cargo ainda não havia sido deflagrada a Operação Lava Jato e quando saí a empresa reconhecia perdas de mais que R$ 50 bilhões em seu balanço – que nem assim contou com meu voto favorável.

Ao assumir, a primeira coisa que chamou a minha atenção foi a pletora de políticas e controles internos na companhia. Não havia uma só atividade citada nos manuais de boas práticas de governança que não estivesse documentada e controlada. Se há alguma coisa que não faltava na Petrobrás era controle interno. Mas a Petrobrás só tinha boa governança para inglês ver. A partir da gestão de José Sergio Gabrielli teve início um processo de desmonte deliberado dos gatilhos de governança, na prática tornando inócuos os controles existentes.

A companhia tinha um conselho de administração bovino. Todos os membros indicados pelo governo votavam em uníssono a favor das propostas do controlador. O comitê de auditoria, quando começou a fazer perguntas incômodas, foi obliterado para ser mais cordial, eliminando os independentes.

O modelo da diretoria executiva colegiada foi concebido na gestão Reichstul, com o objetivo de impedir a criação de feudos na companhia. Numa empresa de complexidade crescente, a instrução das matérias era de extrema importância. Para tanto existiam os chamados comitês de negócios, compostos por gerentes executivos de todas as diretorias relevantes. Assim, se eu sou o diretor da área A, posso votar o assunto da área B porque ele terá sido examinado por um grupo de executivos experientes, inclusive da minha área.

Um dos primeiros passos da destruição da governança da Petrobrás foi a eliminação prática desses comitês. Como consequência, os diretores começaram a aprovar as matérias dos seus colegas na base da confiança, criando de fato os feudos que o desenho da governança tentava impedir.

Quando entendi o sistema indaguei a um diretor como ele aprovava matérias dos seus colegas em valores bilionários sem se aprofundar nos temas. Ele respondeu: “Conselheiro, esta empresa investe 300 milhões de dólares por dia… Se formos olhar cada matéria em detalhe, vamos paralisar a companhia”. Paralisado fiquei eu. As atas da diretoria eram desprovidas de registros úteis para evidenciar qualquer debate relevante.

Outra ação proposital dizia respeito à política de alçadas. O estatuto da Petrobrás estabelecia que os limites de alçada deveriam ser determinados anualmente pelo conselho. Logo ao assumir verifiquei que a última deliberação a respeito havia sido dez anos antes!

O estatuto mandava determinar anualmente os valores dos incisos relevantes, “especialmente” cinco deles . Não constava na lista do “especialmente” o inciso que tratava de transações com partes relacionadas. E a administração considerava que, como não estavam na lista do “especialmente”, não havia necessidade de determinar limites! Em outras palavras, para incorporar uma subsidiária inoperante (e, portanto, imaterial), convocava-se o conselho. Mas para o leilão de Libra, que envolvia investimentos de bilhões, o conselho não era chamado.

No desenho da política de alçadas, estabeleceram valores para quase todas as linhas, exceto aquelas incluídas no Plano de Negócios e Gestão (PNG). Esse plano era apresentado anualmente ao conselho, após um belo PowerPoint. Como resultado, aprovava-se um plano de investimentos de US$ 50 bilhões por ano. E a diretoria ainda tinha o poder de remanejar verbas. Isto é, tratava-se de um cheque em branco de US$ 50 bilhões para a diretoria – e a partir desse momento o conselho não tinha mais ingerência alguma sobre a alocação de capital.

Tampouco era possível ao conselho enxergar os desastres que se avizinhavam nos grandes investimentos. Não havia reportes do seu andamento ao conselho. Apenas no final de 2014, depois de muito esforço, o conselho recebeu pela primeira vez um book sobre o andamento físico-financeiro dos investimentos. Mas aí já era tarde demais…

A lista de problemas continua, e seguramente não caberia neste espaço. Sempre com a mesma temática: controles formalmente existentes, mas operados de maneira proposital para não serem eficientes. Um líder sindical comandando a área de recursos humanos, desenhando acordos que produziam perdas bilionárias na justiça. Um ouvidor-geral que fora assessor de um importante ministro (hoje condenado pela Justiça), assegurando que nenhum funcionário teria coragem de utilizar o canal para fazer uma denúncia sobre corrupção. Relatórios internos que demonstravam a inviabilidade de alguns investimentos, ignorados. Demonstrações contábeis mentirosas feitas com a cumplicidade de quem deveria zelar por sua integridade. Cegueira deliberada em todas as áreas.

Fiz menção a esses problemas em depoimento à CPI da Petrobrás, em 2015. Alguns dos assuntos dormitam nos procedimentos internos do Tribunal de Contas da União e da Comissão de Valores Mobiliários, sem que tenha havido responsabilização adequada até hoje.

Por tudo isso, sr. candidato, é importante que se diga que não faltaram controles internos à Petrobrás. Eles existiam e foram deliberadamente desmontados pelas lideranças de então. Ignorar esse fato é má-fé – ou praticamente confessar que, na hipótese de retorno daquelas lideranças, o pesadelo voltará. (Mauro Rodrigues da Cunha)

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[i] Haddad diz que faltou controle interno nas estatais nos governos do PT - Por Jornal Hoje 13/10/2018 13h44 - https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/noticia/2018/10/13/haddad-diz-que-faltou-controle-nas-estatais-nos-governos-do-pt-e-que-diretores-ficaram-soltos.ghtml

"Se quiser aprender a amar, comece pelos animais; eles são mais sensíveis." (George Gurdjieff)

31 de dez de 2018

Que Deus nos dê uma Nova Era!...


Finalmente, chegamos ao fim desse ano de 2018! Quando  presenciamos  tantos  “mal-feitos”,   principalmente protagonizados pelos três Poderes de nossa frágil República, liderados  pelas  trapalhadas do STF, mas, também, onde aconteceram feitos inesquecíveis e indicadores de uma possível nova Era para o nosso País!

De positivo, tivemos o banimento do PT-sindical-apóstata na Gestão de nosso País e das Estatais, tivemos o mais esperado feito que foi a prisão do maior  criminoso que já passou  por essas terras, o  sr.  Lulla da Silva, como também a prisão de alguns outros criminosos de  outros Partidos, tivemos uma significativa renovação dos quadros  criminosos  do Congresso Nacional, com a eliminação de  alguns dos maiores “coronéis da esbórnia” que se  perpetuavam como nossos  “legisladores” ( sic! ).

Aqui em Minas, tivemos o quase impensável fato da  eliminação do PT-sindical-apóstata, a  inquestionável derrota e rejeição da sra.  DIImáh e dos velhos caciques do PSDB, o que    deveria ter ocorrido há muitos anos!...

De negativo, tivemos a lentidão de nossos Poderes em condenar e prender tantos outros  criminosos, do próprio PT-sindical-apóstata e de vários outros Partidos, que ainda estão por aí,  livres e soltos, tivemos a continuidade de alguns tantos “coronéis da esbórnia”,  que já deveriam estar das grades....

De  incerto, tivemos a eleição de um novo presidente - falastrão, duvidoso, questionável em alguns de seus posicionamentos -  mas que foi  eleito  exclusivamente  como  um  claro  sinal  de  rejeição do País,  às  loucuras,  aos  desvios,  ao  radicalismo  e  aos  crimes cometidos  pelo  PT-sindical-apóstata,  que arrasou  nosso País  durante  tantos anos!...

Vem aí 2019 !.... 

O que  desejar, para o que  torcer?

Mesmo sem ter  votado nesse candidato  vitorioso, só  posso desejar e  torcer para que ele  “abaixe o seu topete”, que seja negociador  e  aglutinador como é o povo brasileiro, que faça  um bom governo atendendo às grandes ansiedades de nosso País, e que seja, acima de  tudo,  TOTALMENTE INTOLERANTE E DURO para com os desvios, os mal-feitos, os  crimes cometidos  pelos agentes da  Gestão pública!...

Que  Deus nos dê uma  Nova  Era, neste  País!..... (Márcio Dayrell Batitucci)
O mais importante ingrediente na fórmula do sucesso é saber como lidar com as pessoas. (Theodore Roosevelt)

30 de dez de 2018

Há uma ética para o governo e outra para a oposiçao?

Os resultados da última eleição pontuaram fora da curva de nossa tradição mais recente e trazem novidades. Teremos um governo pela direita após 20 anos ao longo dos quais o poder transitou do PSDB para o PT. O primeiro, fundado durante o processo constituinte, reuniu a esquerda peemedebista; o segundo foi o partido, ainda mais à esquerda, que lhe fez vigorosa oposição. Essa relação confundiu os termos na política brasileira. Com dois partidos da mesma vertente disputando o poder, o país ficou sem direita. Durante mais de um quarto de século de pura insanidade política, um partido de esquerda representava a direita. Conservadores e liberais brasileiros não tinham pai nem mãe conhecidos na política nacional.
Numa entrevista logo após a escolha de Sérgio Moro para o ministério da Justiça, Rogério Forcolen, da RDC TV, perguntou-me sobre a reação que se podia esperar do PT a essa indicação. Respondi que não conseguia sequer imaginar o presidente Bolsonaro preocupado com a reação dos petistas ao tomar uma decisão qualquer. E acrescentei: “Esse não seria Bolsonaro. Esse foi o FHC”. Rimos juntos. De fato, Fernando Henrique Cardoso, sempre levou em grande conta o que dizia sua oposição petista. E nisso se distinguia de Lula que não costumava dar atenção ao próprio partido. Ademais, a oposição petista se caracteriza por uma conduta sistematicamente daninha.
Convém ouvi-la? Visando a enfatizar a legitimidade da tarefa oposicionista na dinâmica das democracias, um conhecido jornalista ensinava seus ouvintes de rádio, há alguns dias, que a oposição é detentora de um mandato popular. Imagino que empregasse a palavra como figura de linguagem porque mandato é atributo pessoal de governantes e parlamentares. Quem perdeu a eleição e não se integrou ao governo, adota, como regra, incumbência oposicionista Trata-se de uma consequência natural do jogo democrático.
Do governante se espera dedicação ao interesse público, ao bem comum. Seu mandato não é carta branca (para usar a expressão que está sendo gasta nestes dias) concedida ao vencedor do pleito para fazer o que bem entenda, como se observou nos quatro mandatos do PT. É extraordinário, também, que advertências no mesmo sentido já tenham sido afoitamente verbalizadas por ministros do STF e pela Procuradora Geral da República após a vitória de Jair Bolsonaro. No Brasil que eu conheço, quem quiser se preocupar com abusos de poder deve olhar prioritariamente para o STF (sem desatentar para os partidos providos de braços que agem à margem da lei).
Nessa dinâmica entre governo e oposição há uma questão ética que precisa ser enfatizada e em relação à qual a observação do petismo faz acender luzes de advertência. Os limites legais e os deveres morais serão diferentes entre governo e oposição? Há uma carta branca para a oposição? Parece óbvio que não. Há limites legais à atividade de todos em seus mandatos. No entanto, de nossa longa tradição, o compromisso com o bem comum parece ser atribuído exclusivamente ao governo, restando à oposição o exercício criativo e folgazão de atrapalhá-lo em suas atividades de gestão. Isso está moralmente errado.
O exercício do poder político - mandato popular é poder político - deve ser exercido, sempre, de modo responsável e tendo em vista o bem comum. Quem perdeu a eleição não recebeu uma autorização para, legitimamente, promover o caos. Agir para impedir o governo de governar, ampliar a crise, opor-se alguém a projetos que aprovaria se estivesse no poder é deslize moral, corrupção gravíssima: é corrupção no sentido do bem e da justiça!
Os meses por vir nos permitirão identificar quem são os radicais, em que consiste essa radicalidade e se a oposição, depois de lhe haver sido negado o governo, merece ser ouvida nessa tarefa. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)
Meia verdade é sempre uma mentira inteira. (Provérbio Judaico)

24 de dez de 2018

Feliz Natal e bom Ano Novo!




Aproxima-se mais uma vez, nosso adorado Menino Jesus, a festa de vosso Santo Natal! 

Mais uma vez a Cristandade se apresenta a Vos venerar na manjedoura de Belém, sob a cintilação da estrela, ou sob a luz ainda mais clara e fulgente dos olhos maternais e doces de Maria.

A vosso lado está São José, tão absorto em Vos contemplar, que parece nem sequer perceber os animais que Vos rodeiam, e os coros de Anjos que rasgaram as nuvens, e cantam, bem visíveis, no mais alto dos Céus.

Daqui a pouco, se ouvirá o tropel dos Magos que chegam, trazendo no dorso de extensas caravanas, guardadas por uma famulagem sem conta, ouro, incenso e mirra.

No decurso dos séculos, outros homens, outros povos vieram venerar vosso presepe.
E no meio de tantos, eis-no aqui também.

Estamos de joelhos, e Vos olhamos. Vede-nos, Senhor, e considerai-nos com vossa compaixão. Aqui estamos, e queremos depositar a vossos divinos pés a nossa enlevada e agradecida prece. (Luiz Dufaur, escritor, jornalista)

22 de dez de 2018

A Justiça na "Torre Pituba".


Está aí, finalmente, o início de uma esperada ação da Justiça, em relação aos desvios e crimes perpetrados  pelos PTistas-sindicalistas apóstatas, com os recursos de nosso Fundo Petros, no  chamado “Empreendimento Torre Pituba”,  em  Salvador-Bahia.

               Como se lembram,  as  irregularidades  que estavam sendo  cometidas  nesse  empreendimento, foram por nós encaminhadas em 2012, com base em uma denúncia anônima que recebemos.  Lá,  já  constava  explicitamente  a  dúvida  sobre  as  condições  técnicas,  estruturais, financeiras  e logísticas da “Construtora Mendes Pinto”, escolhida  como  “fachada”  para  conduzir o empreendimento  que, logo,  logo,  foi repassado  para as grandes Construtoras baianas,  bem mais  “aptas” para operarem o esquema de propinas e de desvios  arquitetado pelos gestores  envolvidos!....

               Apesar de  positiva e adequada a atitude e as providências tomadas pelo  Conselheiro da Petros, na época, o Sr. Sílvio Sinedino, a quem encaminhamos a denúncia, o mesmo não se pode  afirmar dos demais Conselheiros de então, da Petros, que não tomaram qualquer providência em relação ao assunto, como Órgão Colegiado Maior  da  Gestão da Petros!....

               Aqui,  cabe  uma reflexão:

        Por diversas  vezes,  alguns de nós, participantes  Petros, informamos,  alertamos e denunciamos aos senhores nossos ”representantes” - os Conselheiros eleitos - várias ações e  decisões que estavam sendo  implementadas, de modo errado e até criminoso, pelas Direções PTistas-sindicalistas-apóstatas da  Petros, com os recursos de nosso Fundo Petros, sem que os  mesmos tomassem qualquer atitude para aprofundamento e correção dessas ações !... Citem-se,  entre tantos outros, “Operação Itausa”, “ Invepar”,  “Sete Brasil”,  “Torre Pituba”, “Acordo de Níveis”,  etc., etc....

               Antes pelo contrário:  ao invés  de irem atrás e  analisarem  a  propriedade dessas ações  - como determinava  o  escopo de seus mandatos! -  em várias oportunidades, foram  defensores e  escudeiros dessas mesmas Direções comprometidas da Petros e, até, nos classificavam  publicamente  como  “terroristas”,  “aloprados”,  “sem o que fazer”,  e  com  outros  atributos mais graves...

               Por essas e outras, CERTAMENTE,  é que estamos hoje  vivendo  o estado de quase  falência de nosso Fundo Petros, com um déficit impagável,  formado e estruturado  por  razões  e  ações  de  agentes  irresponsáveis e, até, criminosos,  que  NÃO  SÃO  OS  PARTICIPANTES  e  que  está  sendo jogado em nossas  costas,  agora  com  o desenlace  final  de  nosso  PPSP,  enterrado  na  aprovação  do famigerado  “PP3” ,  pelo Conselho  Deliberativo  da  Petros !... 

               E aí:  onde estão  os maiores  culpados  por tudo isso  que  estamos  vivendo:  os  que  cometeram os crimes  com os nossos recursos, ou os que  - desconhecendo a missão de seus mandatos -   se  OMITIRAM  e  se  CALARAM  em  relação  a  tudo que lhes foi  informado,  por  alguns de nós?
       
               Finalmente,  em relação a essa Ação do MP, só estranhamos a não-inclusão,  na lista  dos denunciados,  do sr.  José Sérgio Gabrielli,  o PT-sindicalista-apóstata  que  comandou a Petrobras  por tantos anos e que,  sem  qualquer  fundamentação  técnica,  administrativa  ou  operacional,  transferiu  para a Bahia vários  serviços  essenciais da  Sede Empresa,  simplesmente  como  “álibi”  para  justificar  a  construção  dessa  excrescência  chamada  “Torre Pituba”! ....

(Márcio  Dayrell Batitucci, Wagner  Paulino, Participantes  Petros)

Três ex-presidentes da Petros e mais 39 são denunciados na Lava Jato

Portal Paraná / Redação e Assessoria
21 de dezembro de 2018, 17:1321 de dezembro de 2018

(Foto: Lucas Tavares / Folhapress)

A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF) denunciou, nesta sexta-feira (21), 42 pessoas envolvidas num esquema criminoso relativo à construção da sede da Petrobras em Salvador (BA), conhecida como Torre Pituba.
O empreendimento em questão foi alvo da deflagração da 56.ª fase da Lava Jato. Entre os crimes desta denúncia estão: corrupção, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, desvios de recursos de instituição financeira (Petros) e organização criminosa. As investigações apontaram que as contratações fraudulentas e pagamentos de vantagens indevidas no esquema se estendeu de 2009 a 2016.
Entre os denunciados estão os três ex-presidentes da Petros, Wagner Pinheiro de Oliveira; Luís Carlos Fernandes Afonso e Carlos Fernando Costa; além de Newton Carneiro da Cunha, ex-diretor administrativo e diretor financeiro e de Investimento da Petros; Armando Ramos Tripodi, ex-chefe de gabinete da presidência da Petrobras e ex-integrante suplente do Conselho Deliberativo da Petros; Renato de Souza Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras; e os funcionários da estatal, Carlos Alberto Ribeiro de Figueiredo, Antônio Sérgio Oliveira Santana e Gilson Alves de Souza.
Também foram acusados os executivos da Odebrecht e colaboradores, Marcelo Bahia Odebrecht, Paul Elie Altit, Djean Vasconcelos Cruz, Rogério Santos de Araújo e André Vital Pessoa de Melo. Ainda são denunciados os empresários da OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, ex-presidente; César Araújo Mata Pires Filho, ex-vice-presidente; Agenor Franklin Magalhães Medeiros; Manuel Ribeiro Filho; Elmar Juan Passos Varjão; José Nogueira Filho; André Luiz Bastos Petitinga e Washington dos Santos Cavalcante. Além desses, foram acusados os empregados do setor de geração e distribuição de propina da OAS, conhecida como “Área de Projetos Estruturados´´, e que fecharam acordo de colaboração, José Ricardo Nogueira Breghirolli; Mateus Coutinho de Sá Oliveira; José Maria Linhares Neto; Roberto Souza Cunha; Ramilton Lima Machado Júnior; Adriano Santana Quadros de Andrade e Marcelo Thadeu da Silva Neto.

Constam na denúncia ainda os nomes ligados à Mendes Pinto Engenharia, empresa que gerenciava a obra da Torre Pituba, Mario Seabra Suarez, Alexandre Andrade Suarez, Rodrigo de Aráujo Silva Barretto, e Marcos Felipe Mendes Pinto; e Irani Rossini de Souza, responsável pela Chibasa Projetos de Engenharia, empresa responsável pelo projeto de engenharia da construção; além de André Pereira de Freitas Sá e Francisco Alberto da Mota Santos, da Mota Arquitetos (AFA), que lidava com o projeto de arquitetura.
No núcleo de operadores foram denunciados Valdemir Flávio Pereira Garreta, marqueteiro ligado ao PT e William Ali Chaim; João Vaccari Neto e Marice Correa de Lima; David Arazi e Márcia Mileguir.
Como funcionava o esquema
Os dirigentes da Petrobras e da Petros conceberam o empreendimento Torre Pituba para abrigar a sede da estatal petrolífera em Salvador. A Petros se comprometeu a realizar a obra e a Petrobras a alugar o edifício por 30 anos (construção na modalidade “built to suit”). De acordo com as investigações, no esquema ilícito montado desde o início, Petrobras e Petros formaram grupos de trabalho nos quais seus integrantes, em conluio com outros dirigentes da estatal e do fundo de pensão, em troca de vantagens indevidas, passaram a fraudar os procedimentos seletivos para a contratação da empresa gerenciadora da obra (Mendes Pinto Engenharia), das responsáveis pelo projeto arquitetura e de engenharia executivo (AFA e Chibasa Projetos de Engenharia) e das empreiteiras que ficaram responsáveis pela obra – OAS e Odebrecht, que participaram por meio da Edificações Itaigara (uma sociedade de propósito específico – SPE). A primeira detinha 50,1% e a segunda, 49,9% de participação no empreendimento.
A investigação evidenciou que, para a contratação das empreiteiras, foram acionadas outras duas empresas (Carioca e Engeform) integrantes do cartel que atuava na Petrobras para apresentar propostas-cobertura no procedimento seletivo.
Com o avanço das investigações foram identificados dois esquemas simultâneos de pagamentos de propinas (também relatados por colaboradores) realizados pelas empreiteiras OAS e Odebrecht entre 2011 e 2016.
De um lado, os executivos da OAS acertaram e distribuíram vantagens indevidas em percentuais de 7% a 9% do valor da obra. Os montantes foram pagos, em espécie e por meio de contrato fictício, aos dirigentes da empresa gerenciadora Mendes Pinto para que fossem repassados aos agentes públicos da Petrobras e aos dirigentes da Petros. Os pagamentos ocorriam em hotéis em São Paulo, na sede da OAS e em outros endereços já identificados e eram organizados pelos integrantes da “área de propinas” da OAS, por ordem dos dirigentes máximos dessa empreiteira.
Além do montante de 7%, mais 1% do valor da obra da Torre Pituba foi destinado ao Partido dos Trabalhadores (PT) em repasses organizados pelo “setor de propinas” da empreiteira OAS e entregues, em espécie, por meio de Marice Correa, pessoa interposta do tesoureiro do partido, João Vaccari, ou diretamente ao PT, por meio de doações partidárias ao Diretório Nacional. Outros valores expressivos foram destinados ao então diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, por meio de contrato simulado com sua empresa, a D3TM.
Além disso, valores significativos foram repassados ao então presidente da Petros, Luís Carlos Fernandes Afonso, mediante entregas em espécie realizadas por meio de William Ali Chaim que atuava para Valdemir Garreta, marqueteiro do PT, o qual por sua vez atendia o comandos de Léo Pinheiro, da OAS, bem como por meio de depósitos no exterior em conta de empresa offshore controlada por esse dirigente máximo da Petros, com a intermediação do mesmo publicitário do partido. Dessa mesma referida offshore, Luís Carlos Fernandes ainda repassava parte dos valores para outra conta no exterior, de propriedade de outro ex-presidente da Petros, Carlos Fernando Costa.
Simultaneamente, os executivos da Odebrecht se comprometeram a distribuir vantagens indevidas no percentual de 7% do valor da obra. Os montantes foram repassados por meio de contratos fictícios com duas empresas controladas por dirigentes da gerenciadora Mendes Pinto, para o atendimento de seus “compromissos institucionais” com os agentes públicos da Petrobras e dirigentes da Petros.
Ainda de acordo com a investigação, pagamentos em espécie foram dirigidos ao PT por meio de Valdemir Garreta e operacionalizados pelo “Setor de Operações Estruturadas” da Odebrecht, a área da empreiteira responsável pela distribuição de caixa 2 para o pagamento de vantagens indevidas. Assim como a OAS, também a Odebrecht efetuou o pagamento de propinas ao diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, por meio de transferências para conta no exterior de offshore controlada pelo operador David Arazi e Márcia Mileguir, que atuavam para a empreiteira e que podia ser movimentada pelo executivo da empresa, Rogério Santos de Araújo, além de outros repasses a serem ainda rastreados.
Gestão fraudulenta
Além dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, mencionados acima, importante destacar a gestão fraudulenta da instituição financeira Petros, praticada pelos três ex-presidentes do Fundo, Wagner Pinheiro de Oliveira, Luís Carlos Fernandes Afonso e Carlos Fernando Costa, além de Newton Carneiro da Cunha, ex-diretor administrativo e diretor financeiro e de Investimento da Petros. Os referidos dirigentes incorreram na prática ilícita ao desviarem recursos do fundo de pensão em benefício próprio e de outros envolvidos no esquema, bem como aprovaram a contratação direcionada das empresas mencionadas nas irregularidades, causando prejuízo milionário aos cofres da Petros, bem como aos cofres da Petrobras que se comprometeu a alugar o imóvel com base no valor do empreendimento que foi superfaturado conforme a prova reunida.
Pedidos
Na denúncia apresentada o MPF pede o perdimento do produto e proveito dos crimes no montante de R$ 150.930.132,91, correspondente ao dano já calculado causado a Petros, com repercussão sobre o comprometimento financeiro no aluguel da Torre Pituba pela Petrobras. O montante da propina rastreado até o momento já atinge mais de R$ 67,2 milhões
Para a procuradora Regional da República Isabel Groba Vieira, integrante da força-tarefa Lava Jato do MPF/PR, “os atos revelaram um gigantesco esquema de pagamento de propinas e de desvio de recursos que afetou não apenas a Petrobras mas também milhares que pessoas que colocaram suas economias na Petros. Esses crimes significam uma afronta à sociedade, comprometendo gravemente a confiabilidade daqueles que investiram no fundo de pensão´´.
"Se o homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável." (Sêneca)

20 de dez de 2018

Algumas lendas natalinas antigas da França e da Inglaterra.



Toque de sino exorcístico

“O momento em que o Maligno finalmente fica reduzido à impotência é o do tilintar do primeiro toque da meia-noite de Natal”.(1)

A raiva do demônio

“Um antigo conto de Natal nos apresenta uma descrição forte e ingênua da raiva do demônio pela vinda do Messias:

“'Eu me enraiveço'.

O demônio, certamente, dentro de seu coração se enraivece, porque Deus vem presentemente salvar os filhos de Adão e de Eva, de Eva, de Eva!

Ele reinava absolutamente sem nos dar trégua, mas esse santo acontecimento livra os filhos de Adão e de Eva, de Eva, de Eva!

Cantemos o Natal altamente, saiamos de nosso pesadelo, bendigamos a salvação de todos os filhos de Adão e de Eva, de Eva, de Eva”.(2)

Sortilégios perdem o poder

“No Limousin, França, percorrendo os campos, encontra-se a crença de que os malefícios, os sortilégios e todas as obras do espírito do mal perdem seu poder na noite de Natal; e que é permitido chegar até os tesouros mais escondidos, pois a vigilância dos monstros –– ou dos seres preternaturais que os guardam –– torna-se nula, ou seu poder suspenso”.(3)

Shakespeare recorda uma lenda

“Dizem que, sempre na época em que é celebrado o Natal de nosso Salvador, o pássaro da aurora canta durante toda a noite; e então, nenhum espírito mau ousa vagar pelo espaço; as noites não trazem malefícios, os planetas não exercem má influência, nenhum encantamento consegue atrair, nenhuma bruxa tem o poder de fazer mal: tão abençoado é esse tempo, e tão sagrado!”.(4)
Notas:
1. http://www.joyeux-noel.com
2. Bíblia dos Natais, p. 33.
3. M. G., de la Société archéologique du Limousin.
4. Shakespeare, Hamlet, ato I, cena I.


(Luis Dufaur, escritor, jornalista, conferencista de política internacional)

9 de dez de 2018

STF e GLOBO, vilões nacionais.


Não hesito em afirmar que STF e Globo disputam o primeiro lugar, tanto num concurso de presunção e arrogância quanto num de antipatia, sendo igualmente rejeitados pela direita e pela esquerda.

O Grupo Globo, aqui denominado simplesmente “a Globo”, é rejeitado pela esquerda porque esse segmento político nutre inimizade por qualquer poder que não esteja totalmente subordinado a seus interesses. Vem daí a insistência do discurso petista em favor da “regulação da mídia”. O conhecido blog esquerdista Brasil 247 em matéria do dia 8 de janeiro deste ano publicou extenso artigo deixando bem clara, desde o título, a importância do tema: “Sem regulação da mídia, não tem saída para a esquerda”. Blogs de igual orientação, aliás, atacam comumente a Globo acusando-a de golpista em virtude da divulgação que fez dos achados da Lava Jato, da miserável ditadura venezuelana, das relações escusas do governo petista com ditaduras de esquerda na Ibero América e na África Subsaariana. Como para o PT tudo que pesa contra ele é falso, os petistas desejariam que tais matérias não fossem divulgadas ou, sendo, que o sejam apenas aos insones das altas madrugadas. Daí o ódio ... oops – ódio não porque os petistas não odeiam – dedicado à Globo. Para eles, escandalosa não é a corrupção, mas a notícia sobre a corrupção.

Por outro lado, do centro para a direita do leque de abano ideológico, espaço onde estão os conservadores, a Globo é rejeitada tanto em virtude do combate frontal e deletério que dela recebem os valores morais sedimentados na nossa tradição, quanto pelo seu apoio às pautas e causas da esquerda. A essas duas tarefas, inequivocamente, se dedica imensa maioria de seus programas, novelas e atores, jornalistas e comentaristas sistematicamente recrutados para manifestações de apoio político ao partido da estrela e seus cognatos ideológicos. As brilhantes exceções são cada vez mais raras. A posição esquerdista da Globo ficou evidenciada no editorial em que o direção do grupo de empresas se desculpou pelo apoio dado à contrarrevolução de 1964.

Com o STF ocorre algo muito parecido. Nosso Supremo é rejeitado pela esquerda e pela direita. Aquela o detesta pela legitimação constitucional que deu ao processo de impeachment de Dilma Rousseff (malgrado a “mãozinha” final proporcionada por Lewandowski) e, principalmente, pelas “traições” de alguns ministros indicados pelo partido no julgamento de ações penais contra petistas, desde o caso mensalão. Há algumas semanas li, alhures, entrevista em que José Dirceu, referindo-se a isso, afirmou que as indicações para o STF durante os governos petistas foram extremamente rigorosas sob o ponto de vista da afinidade ideológica. No entanto, digo eu, em juízo criminal colegiado é muito difícil para um magistrado votar contra abundantes provas contidas nos autos que todos leram. Daí a diferença de conduta: o PT tem ampla base de apoio dentro do STF, aprova as pautas petistas que lá chegam e isso lhe causa o repúdio de quem não é de esquerda, mas na hora da ação penal, onde não há alternativa de prescrição ou nulidade viável, não havendo alternativa, condena. Como a defesa intransigente dos próprios criminosos é uma particularidade esquerdista, as demais condenações pluripartidárias só causam desconforto aos sentenciados.

Logo ali adiante, porém, o STF costuma resolver boa parte desses débitos soltando presos provisórios e condenados com uma liberalidade que restabelece a necessária impunidade sem a qual se corre o risco de acabar com a cadeia produtiva do crime. E aí, claro, a direita estrila.

Como se vê, STF e Globo são dois grandes vilões nacionais pelos motivos certos e, também, pelos errados, o que não deixa de ser um feito. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)

5 de dez de 2018

37 ex-chefes de Estado criticam silêncio do Vaticano ante “atrocidades” de Maduro e Ortega.

          Violência na Venezuela e na Nicarágua: crimes de transcendência internacional.
A Iniciativa Democrática de Espanha e das Américas (IDEA), foro internacional não governamental integrado por 37 ex chefes de Estado e de Governo, emitiu uma declaração sobre Nicarágua e Venezuela considerando as violações graves, sistemáticas e generalizadas dos direitos humanos que sofrem os povos desses países.

Segundo os assinantes, os governos desses países, aliás afines com o lulopetismo, estão cometendo crimes de transcendência internacional que ofendem ao gênero humano.

Eles deploram especialmente a ruptura da ordem constitucional e do Estado de Direito na Venezuela.

Os 37 ex-chefes de Estado e Governo “expressamos nossa preocupação pelo silêncio, pela zelosa prudência, ou o comportamento de atores fundamentais da opinião mundial, como o Estado do Vaticano diante das atrocidades que acontecem na América Latina pela mão de governos abertamente ditatoriais”, reproduziu Panam Post.


Papa Francisco abençoa ditador Maduro.

Os ex-chefes de Estado e Governo que assinam a declaração são da Espanha; Canadá; Brasil; Argentina; Uruguai; Chile; Equador; México; Colômbia; Peru; El Salvador; Costa Rica; Panamá; República Dominicana; Bolívia e Paraguai.

Os 37 ex-mandatários representam quase todas as tendências políticas existentes no continente, por vezes opostas entre si.

Não fazem parte ex-governantes “chavistas”, peronistas ou “lulopetistas” que fazem frente comum com o Papa Francisco. (Luis Dufaur, Escritor, jornalista, conferencista de política internacional)

10 de set de 2018

Ensinando a corrupção para os filhos.


Algum tempo atrás, eu voltava de Atibaia, uma linda cidade, pela Rodovia Fernão Dias e, tranquilamente, ouvia o rádio. Era um programa evangélico do Pastor Gê, que não conheço nem sei a qual denominação pertence. Mas me chamou a atenção e fiquei ouvindo sua pregação.
O tema era corrupção. Dizia ele que nós ensinamos nossos filhos a serem corruptos. E exemplificava: quando você propõe a troca de uma bicicleta pelo sucesso no ano letivo, você está corrompendo seu filho. Nós estamos vinculando uma obrigação, a de passar de ano, a única atividade dele, a uma venda e compra. Para fazer a obrigação dele, os pais oferecem ao filho uma recompensa ou um suborno.
Trocas simples, como se você não almoçar não ganha chocolate, fazem parte desse processo de corrupção. Na idade adulta, nas relações que o filho tiver com o mundo dos negócios e de todas as atividades que se envolver, desejará sempre ser recompensado de alguma forma para cumprir a sua obrigação. Por exemplo, um comprador de empresa, que recebe salário para executar a sua função, pode passar a exigir uma recompensa do fornecedor de materiais para efetuar a compra dele. O exemplo da moda: um político que exige dinheiro para votar a favor de uma lei, ou para quebrar um galho junto à administração pública.
Diante da colocação do Pastor Gê, passei a refletir sobre o assunto: primeiro, quis saber desde quando há registro na Bíblia sobre a corrupção e, em segundo, quis saber sobre o meu comportamento e o de minha esposa no trato com os 4 filhos.
Na Bíblia, encontrei várias passagens sobre corrupção, desde os primeiros registros: em Êxodo, 23:8 – “Não aceitarás presentes, porque os presentes cegam até os perspicazes e pervertem as palavras dos justos”; em Provérbios, 17:23: O ímpio aceita suborno debaixo do manto, para distorcer o direito”; em Eclesiastes, 7:7: “E isso também e vaidade, que a opressão enlouqueça o sábio e um suborno extravie o coração”; em Isaías, 1:23: “Teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões, todos são ávidos por subornos e correm atrás de presentes”; em Amós, 5:12: “Eles hostilizam o justo, aceitam suborno e repelem os indigentes à porta”. Há outras passagens que mostram a tendência do ser humano de se adaptar ao mal, mesmo sabendo que irá prejudicar muitos semelhantes.
Na análise sobre o nosso comportamento, meu e de minha esposa, fiquei bastante feliz. Descobri que sempre agimos corretamente. Nunca oferecemos subornos para nossos filhos passarem de ano ou fazerem alguma atividade.
E, curiosamente, nossos filhos sempre reclamavam de nosso comportamento. Diziam que seus amigos e amigas ganhavam coisas de seus pais. Nós dizíamos que era obrigação deles passarem de ano e o progresso deles beneficiaria a eles mesmos, no futuro pessoal e profissional.
Há até uma frase que ficou marcada na família. Às vezes, para forçar a concordância com a intenção deles, diziam para minha esposa que a mãe de “todo mundo” tinha dado algum presente ou permitido alguma atividade desnecessária. Minha esposa perguntava: “Eu sou a mãe de todo mundo? Você é todo mundo?
Só recentemente, já adultos, eles entenderam e aprovaram nosso comportamento. E ela até recebeu uma caneca de presente, com a frase “Você não é todo mundo”. (João Carlos Biagini, advogado)

1 de set de 2018

Há males que vêm para priorar as coisas.


Estamos padecendo a síndrome que acomete o Brasil a cada quatro anos. A bolsa cai, o dólar sobe, os empreendedores pisam no freio e o PIB encolhe. Há várias décadas venho denunciando que o sistema de governo e o sistema eleitoral são concebidos para favorecer os interesses políticos colegiados dos senhores congressistas. Quando isso é alcançado, que tudo mais vá para o inferno.
 O tempo mais perdido da minha vida corresponde às muitas horas que gastei assistindo sessões de Comissões Especiais de reforma política promovidas pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. Completamente inútil. Ao final de todos os trabalhos, preservamos o sistema vigente, cuja mais notável competência é a geração de crises periódicas.
 Entende-se o motivo de nos mantermos amarrados ao pelourinho das tragédias: parcela significativa do conjunto dos eleitos vê sua atividade com os mesmos olhos que seus eleitores os veem. É uma questão de coerência: assim como os eleitores escolhem um parlamentar para cuidar de seus interesses pessoais, familiares, corporativos, etc., tais congressistas, simetricamente, entendem seus próprios mandatos como delegação para zelarem por seus próprios interesses pessoais, familiares, corporativos, etc.. Eleitor egoísta, que elege alguém para zelar por si, vota em candidato egoísta igual a si.  E se desaponta.
 Depois que ingressou na corrente sanguínea das instituições algum preceito que serve às conveniências corporativas dos parlamentares, dali não mais sai. É como despesa pública – uma vez transformada em rubrica orçamentária, fica até o Juízo Final. É o que vai acontecer com a conta das campanhas eleitorais. Uma vez transferida para a sociedade, pela extinção do financiamento privado, nunca mais será cancelada.
A imensa maioria dos eleitores brasileiros ansiava por grande renovação do Congresso Nacional na eleição do dia 7 de outubro. Contudo, a pressão exercida por um grupo de entidades – entre as quais OAB e CNBB – levou o STF a examinar a questão do financiamento privado e nossos supremos descobriram que ele era “inconstitucional”. Não me pergunte por quê.
A consequência logo se fez sentir. Os congressistas que estavam desistindo de suas reeleições voltaram à ativa. Paradoxalmente, nunca houve tanto desejo de renovação e nunca tantos buscaram a reeleição. De uma hora para outra, lhes foi proporcionada a prerrogativa de dispor sobre o montante e sobre a distribuição do dinheiro para as campanhas! Nossos mateus, então, passaram a cuidar dos seus, deixando à míngua de recursos os demais pretendentes às cadeiras que ocupam. E para tornar ainda mais difícil a vida dos novatos, o TSE regulamentou a atividade de campanha em proporções minimalistas. É quase proibido fazer propaganda eleitoral. A péssima prática agora em vigor impediu que candidatos novos pudessem buscar recursos entre empresas de sua região para enfrentarem, em condições menos desiguais, os detentores de mandato.
Contrastando com o dito popular, há males que vem para piorar as coisas. E essa modalidade de financiamento passa a ser um novo mal vitalício do nosso sistema político porque os parlamentos não revogam preceitos que beneficiem seus membros. Agradeçam ao STF essa conta financeira e  o embaraço à manifestação democrática da vontade nacional nas urnas brasileiras. (Percival Puggina , arquiteto, empresário e escritor )
Pensamos sempre que os seres poderiam ser mais ao menos justos ao lidar com o semelhante. Vã filosofia. O espetáculo continua e o mundo não irá se acertar. (Pinto Filho)

17 de ago de 2018

O começo do fim...


Para seu conhecimento, repasso o que recebi do C. H.  Furlan...
Realmente, está muito difícil!...
Agora, estão todos JUNTOS! Não sobrou mais ninguém!
A grande maioria deles (não todos!...), foram os responsáveis diretos por todo esse cenário que está destruindo nosso Fundo Petros! Você sabe quais são eles!...
Sempre defenderam  as gestões PT-sindicais da Petros, sempre apoiaram e fizeram parte das  ações e absurdos implantados pelos sindicalistas da FUP na Política de R.H. da Empresa, sempre ajudaram  a  implantar TODOS os desajustes e desfigurações de nosso sólido Plano BD  Petros!
Agora, apertados, com a corda no pescoço, alguns deles inclusive indiciados (!!!!) ,  tentam  encontrar uma saída para seus desatinos, fazendo discursos totalmente opostos aos que sempre praticaram!
O lamentável de tudo isso é que, mesmo alguns, que sempre lutaram efetivamente e se  dispuseram a denunciar esses desvios e desajustes, agora,  estão todos JUNTOS!
Prepare-se: dias piores virão para todos nós, além de termos de aguentar a pantomima  desses novos  heróis.... (Márcio Dayrell Batitucci)

                                                               ooo0ooo
Repassado por C.H.Furlan, em 15/08/2018...

O semideus brandão tem a coragem de apresentar uma proposta como sendo sua, a AEPET assina embaixo em seu boletim de ontem. O semideus brandão deve ter sido um dos oradores na plenafup.
Em nenhum momento essas entidades abriram qualquer discussão com suas bases ou com seus associados e agora querem fechar uma proposta sem qualquer discussão.
Lendo a proposta conjunta da Fup, da apape e da aepet, enxerga-se que o grupo de trabalho teve uma gravidez de quase 10 meses para parir uma bolha de vento fétido.

A proposta nada apresenta de novo, exceção ao fato de jogarem para as calendas, os autores da irresponsabilidade construída durante 10 anos de desgoverno sindicalista dentro da nossa fundação.

Fingem-se de mortos, foram os gestores diz o relatório do pcc.

Só não diz que eles estavam lá bancando e se locupletando com esses gestores.

Acusam as ações de níveis como deficitárias (e são) mas não afirmam que o Acordo de níveis causou um déficit muito maior, porém como foi aprovado via falsa pressão de uma invasão mal explicada e tem cpf e impressão digital, o assunto, também gravíssimo, e que é responsável por parte substancial desse déficit não tem qualquer citação, nem no relatório do pcc, nem tampouco na cópia resumida da apape e da aepet.


Em relação aos pré 70, pensionistas e FAT/FC, fecharam um acordo de obrigações reajustáveis, o tal AOR, viram que teria problemas e se calaram.

Como acordo atuarial, pré 70 e pensionistas, ato contínuo, deveria ter provocado a separação das massas já em 2006. 

Agora afirmam que não há solução, porém tem documento assinado mostrando que a Petrobrás assumiu tal isenção, pergunto eu, então por que não se cobra já essa separação? O resultado dessa separação vai atingir diretamente o tamanho do déficit que recai nas costas dos pós 70, reduzindo-o.
Para encerrar esta triste madrugada, as propostas, segundo esses mesmos autores é para inglês ver, pois todos têm a quase e absoluta certeza que a Petrobrás não vai aceitar, porque concluiu que nem a parte dela, metade do déficit, ou R$ 14 bilhões, ela quer assumir, portanto vão propor como saída suspender o PED, e enfiar goela abaixo um CD, onde o pacote de investimentos construído pelos gestores da fup não tem qualquer liquidez e, como resultado final, acabará rapidamente. Se querem sair do plano, então por que não tiram patrocínio, como fizeram as demais privatizadas? Ora, teriam que saldar o plano e nos dar a liberdade de escolhermos gestores decentes para a nossa reserva matemática.


Essas propostas feitas por essas entidades só foram feitas porque a categoria petroleira é mansa e pacífica! e vai como uma alegre ovelha para o matadouro!


Essa é uma repetição da  REPACTUAÇÃO, ACORDO DE NÍVEIS, PCAC-2007/RMNR, AOR, BPO, SEPARAÇÃO DE MASSAS, FAMÍLIA I-REAL, ETC.

Agora estava na hora dos associados invadirem as sedes dessas entidades pelegas e vendidas e chamar esses irresponsáveis à responsabilidade!

ESTÃO USANDO O NOSSO DINHEIRO PARA NOS CONVENCER A ACEITAR CALADOS QUE ELES QUEBRARAM JUNTOS A PETROS E AGORA TEMOS QUE ACEITAR UM ACORDO REBAIXADO PERDENDO RENDA E RASGANDO O CONTRATO QUE PAGAMOS MUITO CARO!

                                                              ooo0ooo
AEPET – Associação dos Engenheiros da Petrobras
União das representações da categoria em defesa dos participantes da Petros
15 Agosto Lido 1784 vezes

Após a realização da Plenária Nacional: Uma Saída para o PPSP-1 da Petros, que contou com a presença de mais de 500 pessoas, o Fórum em Defesa dos Participantes da Petros reuniu-se no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (14)

Num encontro histórico, a reunião do Fórum em Defesa dos Participantes da Petros, contou com a presença de todas as entidades, dentre elas, pela primeira vez, a Ambep e a FUP.

A reunião iniciou com a análise da plenária. A iniciativa objetivou avaliar a Plenária, considerada bem sucedida pela maioria dos presentes, além de passar informes jurídicos e, sobretudo, alinhar uma estratégia unificada em defesa da Petros e contra o equacionamento.

Diante da confirmação da direção da Petrobrás sobre a criação de um novo plano de contribuição definida (CD) da Petros, fundo de pensão dos funcionários da estatal, em substituição ao PPSP1, de benefício definido (BD) e que tem um déficit de quase R$ 28 bilhões a ser equacionado, o Fórum em Defesa dos Participantes tem estudado uma saída para o atual cenário, ou seja, uma solução até que se consiga cobrar as dívidas da patrocinadora.

Assim, foi acordado entre os presentes que, como base mínima, não pode haver propostas que acabe com plano PPSP-1 ou crie um novo plano, e sim a manutenção do PPSP-1:

- Nenhuma quitação de dívidas da Patrocinadora, sem esta ser efetivamente paga;
- Sem cisão do plano;
- Sem desistir de nenhuma ação judiciária que cobra dívidas da patrocinadora.

O objetivo, desta forma, é não permitir que a Petrobrás e o Governo acabem com o plano de previdência fechado, e mais do que isso, retirem suas responsabilidades sobre o plano e sobre a aposentadoria dos trabalhadores.

Dentre os eixos do estudo, estão:

1- Aumento contribuição 30% (contribuição extraordinária);
2- Contribuição de pensionista;
3- Reajuste reduzido por 5 anos do IPCA (-2,5%);
4 – Benefício Definido Proporcional (BDP) com reajuste reduzido 5 anos (2,5%);
5- Contribuição reduzida em 20% da indenização do pecúlio;
6- Recebimento reduzido em 50% do abono por 10 anos;
7- Redução do benefício a conceder em 10%;
8- Redução da idade para aposentadoria, alterar o redutor, com uma tabela regressiva.

No entanto, não houve acordo entre as entidades participantes do Fórum sobre os itens 4, 7 e 8. Por isso, estão sendo estudados profundamente.

Importante salientar que todos estes itens estão sendo estudados, principalmente os seus impactos, para se chegar numa proposta clara e que amenize para os participantes os pagamentos.

Para cada pagamento dos participantes da Petros nestes pontos terá a participação paritária da patrocinadora.

A proposta que está sendo construída unificada só será concretizada após discussões com as bases.
Neste sentido, o Fórum definiu realizar plenárias sobre o estudo que está sendo feito para encontrar uma saída para o PPSP em outras regiões do país, como: Bahia, São Paulo, dentre outras.

Em São Paulo, por exemplo, será a Plenária será realizada no auditório do Sindipetro-LP, conjuntamente com o Sindipetro-SJC e com a Fenaspe, no dia 30 de agosto. Já na Bahia, a Plenária será realizada no dia 1º de setembro.

Estavam presentes no Fórum representantes: da AEPET, da AMBEP, da FENASPE, da FNP, da FNTTA, da FUP e do GDPAPE. (Fonte: FNP)