25 de mai de 2017

Um país de mensagens distorcidas.

 photo arenncia25_zps6ntvtroq.jpg • Deus meu, quantos ônibus numa marcha para Brasília: 500. Quem pagou as passagens? Os % dos sindicatos e similares ou... Grupos mascarados queriam o que? Quem trabalha mesmo não têm tempo para manifestações. O senador Randolfe da Rede disse ao Datena (Band News) que não entendia o comportamento da violência através da medida do Temer, só que nós também não entendíamos a dele, conforme mostra foto em nosso post anterior. Decididamente alguém quer alguma coisa diferente da Democracia. Os escritos nas paredes de um prédio ministerial mostram que existem estrangeiros nesse meio. Um aviso: Quem procura acha. Depois não chorem! (AA)
• Sob protesto, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprova aumento da contribuição previdenciária de servidor. Alíquota cobrada dos funcionários públicos do Estado passou de 11% para 14% do salário bruto. A PM usou bombas de gás para dispersar manifestantes que protestavam do lado de fora. Houve depredação e correria, comércio fechado e interrupção dos transportes. 14% vai atingir mais de 281 mil servidores do Rio.
• Governo vai editar nova MP para Refis após impasses. Nova versão do projeto que permite descontos das dívidas deverá ser votada na semana que vem.
• Governo: policiamento insuficiente motivou uso dos militares (Força Nacional e Forças Armadas); Ministério da Defesa escala 1,5 mil militares para Brasília após protestos até 31 de maio. Ato em Brasília termina com 7 presos, 49 feridos, 1 baleado. Vídeo mostra um PM dando tiros para o alto e outro atirando em direção a militantes. Secretaria vai abrir inquéritos para investigá-los; 8 Ministérios são depredados e incendiados em ato contra Temer; Organizadores culpam PM e black blocs por violência em protesto; Convocação das Forças Armadas por uma semana foi revogada.
• E depois dizem que representam o povo. Será? Deputados trocaram socos, empurrões e pontapés no centro do plenário da Câmara. A confusão foi generalizada, e o deputado André Fufuca (PP-MA), que presidia a sessão, pediu auxílio de seguranças. Opositores protestavam contra a reação da polícia à manifestação em frente ao Congresso contra o governo; Oposição abandona plenário, e deputados aprovam seis MPs.
• OAB deve protocolar pedido de impeachment contra Temer nesta quinta-feira.
• Governistas preveem votação da Previdência apenas no 2º semestre. Preocupação principal, agora, é com a sobrevivência do governo Temer, dizem aliados.
• O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) decidiu pedir ao Ministério das Relações Exteriores, por meio de requerimento oficial, a extradição do empresário Joesley Batista, presidente da J&F e JBS, que agora vive nos Estados Unidos após confessar inúmeros crimes, num dos maiores escândalos de corrupção da História.
• Mercado engata recuperação após uma semana de crise. Investidores ficaram animados com votações no Congresso e rumor de desfecho rápido da crise. (Fábio Alves) 
• Dilma entra com nova liminar para tentar voltar à Presidência. Defesa de Dilma pede ao STF que julgue legalidade do impeachment. Caso está com Alexandre de Moraes desde que Teori faleceu.
• Caseiro de sítio em Atibaia enviava fotos de pedalinhos ao Instituto Lula. Instituto do ex-presidente era informado sobre o dia a dia do imóvel e caseiro chegou a avisar até sobre avião que sobrevoava o sítio Santa Bárbara; documentos foram encaminhados pelo MPF ao juiz federal Sérgio Moro.
• Congresso discute perfil de substituto de Temer. Quais são os nomes cotados para substituir Temer. PF não está autorizada a tomar depoimento de Temer.
• Ex-presidente da Fasc é denunciado e vira réu por peculato.
• Acordo açodado. Negociadas de afogadilho pela Procuradoria-Geral, delações da JBS resultam em benefícios inaceitáveis. JBS oferece R$ 4 bi para acordo de leniência, mas MPF rejeita e pede R$ 11,1 bilhões; Donos da JBS lucraram R$ 163 mi em 2016. Valor corresponde a 74% do que irmãos terão de pagar em acordo de delação; BRF estuda processar JBS por propina a conselheiros. Joesley Batista declarou ter dado dinheiro a ex-membros de conselho da rival. CVM abre dois novos processos para investigar empresários. Autarquia quer apurar se recebeu informações adequadas e avaliar conduta dos gestores.
• PT já articula posição em eleição indireta. Partido defende diretas, mas Lula já autorizou negociar uma candidatura.
• Delação da JBS: Fachin põe sob sigilo parte dos grampos.
• Polícia prende irmã e filhos de Fernandinho Beira-Mar. Parentes do traficante são suspeitos de colaborarem com quadrilha. Mesmo em Presídio de Segurança máxima em Porto Velho (RO) coordena o crime.
• Fuga em Parnamirim. 91 escapam por túnel de presídio, e RN tem maior fuga da história. Oito detentos foram recapturados, segundo o governo.
• Ricardo Teixeira usou Andorra para desviar dinheiro, segundo investigação.
• Polícia mata dez durante ação em fazenda no Pará. Episódio é o mais violento ligado a disputa agrária desde 1996. Nove homens e uma mulher foram mortos por policiais militares e civis no Pará durante o cumprimento de uma liminar de reintegração de posse a favor do proprietário da fazenda Santa Lúcia, a 60 km do município de Pau D' Arco, sudeste do Estado. Segundo a versão policial, as vítimas estavam armadas e teriam reagido.
• A trama de Aécio Neves e Joesley Batista, revelada em grampo da delação da JBS, era fazer da Vale uma versão privada do esquema de arrecadação de propinas da Petrobras, segundo acreditam os investigadores. Nesse roteiro, emplacando o ex-presidente do BB e da Petrobras Aldemir Bendine como presidente da Vale, ele teria o suposto compromisso de contribuir com US$8 milhões (R$25 milhões) por ano para retribuir a indicação. Essa articulação fracassou.
• Oi apresenta lista com mais de 55 mil credores de R$ 64 bilhões.
• Auxiliar de Temer, Sandro Mabel avisa que está deixando o governo.
• Deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) obtém da Câmara a manutenção do salário de R$ 33.763 e assistência médica.
• Ministério da Defesa retira Medalha da Vitória de Genoíno e Valdemar Costa Neto.
• Operação contra lavagem de dinheiro decorrente do recebimento de propina nas obras da ferrovia Norte-Sul foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (25) pelo Ministério Público Federal e a Polícia Federal, cumprindo 2 mandados de prisão preventiva, 7 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de condução coercitiva em Goiás e no Mato Grosso. Operação prende filho de Juquinha, José Francisco das Neves, ex-presidente da estatal Valec.
• Devagar com o andor! Doria descumpre promessas, e cracolândia ressurge em SP. Prefeito pediu autorização da Justiça para internar à força dependente de drogas; Como é a nova cracolândia do centro de São Paulo. Centenas de viciados migram para praça com oferta de crack por R$ 4.

• O Antagonista. 
1. Nelson Jobim tenta costurar um acordo para tirar Lula da cadeia. As redes sociais respondem: #LulaNaCadeia. 
2. Nelson Jobim, em evento do BTG Pactual, banco do qual é sócio, foi indagado se assumiria o Palácio do Planalto. 
3. André Esteves, dono do BTG Pactual, vetou a candidatura de Nelson Jobim ao Palácio do Planalto. 
4. O destino do Brasil está sendo decidido por septuagenários e octogenários. Em particular, Fernando Henrique Cardoso, Lula e José Sarney... 
5. O sucessor de Michel Temer tem de garantir duas coisas: a reforma previdenciária e a continuidade da Lava Jato. É exatamente o contrário do que está sendo negociado pelos partidos. 
6. Os petistas continuarão colocando as depredações na Esplanada na conta dos tais poucos vândalos infiltrados. Mas o DNA da marcha promovida pelas centrais sindicais e por movimentos de esquerda é violento por si só... Quem acompanhou o grupo pela Esplanada ouviu discursos agressivos -- feitos por sindicalistas do alto de carros de som -- antes mesmo dos primeiros confrontos com a polícia. Um dos cantos persistentes, por exemplo, pedia o fim da PM. 
7. Raul Jungmann, Ministro da Defesa, disse a Gerson Camarotti que as Forças Armadas precisaram ser acionadas porque a PM não conseguiu conter os atos de vandalismo, incluindo incêndios em ministérios que colocaram a vida dos servidores em risco.
8. Nossos parabéns a Reinaldo Azevedo. O tempo passa. Já faz nove anos que Reinaldo Azevedo tem o seu blog hospedado no site da Veja. Eu (Mario) tenho muito orgulho de o ter levado para lá, no que hoje é apenas o seu primeiro emprego. Não concordávamos sempre quando eu era redator-chefe da revista; não concordamos sempre agora. Mas o respeito como expressão da direita católica democrática. Parabéns, Reinaldão. O Diogo também lhe manda um abraço. 

Frustração e decepção do Supremo.
Desde quinta-feira passada, Brasília vive exclusiva e totalmente em relação a Michel Temer, não pelo fato dele ser presidente. E sim pela constatação geral, de que ele não tem mais condições de ser presidente.
A opinião pública exige a sua saída do cargo. O Procurador Geral da República pediu ao Supremo que abra inquérito para o seu afastamento da presidência. O Ministro Fachin atendeu o pedido, foi marcada para ontem a sessão plenária, de modo que isso se concretizasse.
Mas não é apenas a Procuradoria e o Supremo que se revoltam contra a permanência de Temer. Depois da revelação de que Temer se encontrara mais de 20 vezes com os corruptos irmãos Batista, se fixou praticamente a convicção unânime, de que Temer não tem credibilidade, responsabilidade e dignidade para presidir o país.
A chamada base parlamentar de Temer, se dissolveu, ele não consegue nem conversar. Quase todos os partidos se preparam e imitarão o PSB, que abandonou o presidente. Outros só esperam mais alguns dias, não querem ser acusados de estarem incendiando o país. Nem o PMDB atende Temer.
Ontem pela manhã, ele marcou uma reunião com senadores do PMDB. A 1 hora no Planalto. Compareceram pouquíssimos. O líder Renan Calheiros não foi nem se explicou. Vergonhosa afirmação de Temer: Ele não foi convidado ou convocado. Devia ter sido demitido, mas onde está a autoridade de Temer?
O povo na rua.
Desde as 10 da manhã, a concentração ia crescendo em frente ao Legislativo. Ás 13 horas os organizadores falavam em 60 mil, logo depois a PM confirmava 45 mil, sempre existe essa divergência. O confronto também acontece, a PM não abre mão da violência. Por volta das 16 horas, uma parte grande do povo se retirava, apareciam muitos mascarados.
Gilmar Mendes em atividade.
Como surpreendentemente foi marcada uma sessão extraordinária para as 11 horas no Supremo, o Ministro, mais cedo, foi conversar com senadores e deputados. Ele tem excelente relacionamento com parlamentares, baseado em 2 itens. É ministro do Supremo e presidente do TSE.
Manobra essas duas posições, para lançar sua candidatura a substituto de Temer, em eleição indireta. A situação não foi imediatamente resolvida na própria quinta feira tenebrosa, por causa da intervenção de Gilmar. Ministros do TSE queriam votar imediatamente, o admirável relatório de Herman Benjamin. Temer seria cassado no mesmo dia e marcada a eleição dentro de 60 dias.
Não foi possível por causa da exigência de Gilmar: Votamos o afastamento de Temer, mas a eleição tem que ser indireta. Todos protestaram lembrando: Cassamos o governador do Amazonas e marcamos eleição direta. Gilmar então convocou reunião do TSE, para 6 de junho. Quer dizer: deu 22 dias de sobrevida ao réu, que ele vem protegendo, desde que assumiu a presidência do TSE, em maio de 2016. Exatamente 1 ano.
Deputados pedem a temer reforço de tropas do exército.
O ainda presidente não queria outra coisa. Se comunicou com o Ministro da Defesa, as tropas chegaram quase imediatamente. E o suplente de deputado que é Ministro da Defesa, foi logo para a TV, textual: Atendendo ordens do senhor presidente em defesa da democracia, as ruas estão mais garantidas e mais seguras.
Temer não perdeu a oportunidade e usando também a televisão, proclamou: Não permitiremos que a democracia brasileira seja atingida por baderneiros, que pretendem apenas tumultuar o país. E num ultimo arranco: Garantiremos a paz e a ordem, a qualquer custo. Se for preciso, Temer é capaz de pedir ajuda aos bandidos, criminosos e corruptos irmãos Batista. (Helio Fernandes) 

TSE e Rocha Loures são os temores de Temer.
Com uma capacidade cada vez mais limitada de fazer e acontecer, Michel Temer tornou-se presidente de prioridade única. Ele se dará por satisfeito se conseguir cumprir seu novo objetivo estratégico: não cair. Compartilhou com pessoas de sua confiança duas inquietações. Receia que o Tribunal Superior Eleitoral lhe casse o mandato. E teme que uma eventual delação do ex-assessor Rodrigo Rocha Loures o homem da mala elimine sua margem de manobra antes mesmo do início do julgamento do TSE, marcado para 6 de junho.
Antes do pacote de delações da JBS, Temer havia apagado o TSE da sua lista de problemas. Estimava que teria uma vitória na Justiça Eleitoral pelo placar de pelo menos 4 a 3. As posições dos sete julgadores eram antecipadas no Planalto como se o jogo estivesse jogado. Salvariam Temer os ministros Gilmar Mendes, Tarcísio Vieira, Admar Gonzaga e Napoleão Nunes Maia. Votariam pela cassação o relator Herman Benjamin, Rosa Weber e, talvez, Luiz Fux.
Depois que vieram à luz os resultados da colaboração judicial da JBS, o que o Planalto considerava um grande trunfo voltou-se contra Temer. Dizia-se que a maioria dos ministros faria uma leitura atenuatória dos fatos relacionados ao presidente para não conturbar uma administração que começava a exibir resultados na economia.
Agora, o feitiço do julgamento político começa a se voltar contra o feiticeiro, cuja permanência no cargo passou a ser vista como ameaça à tímida recuperação dos indicadores econômicos. O Planalto ainda contabiliza um placar de 4 a 3, só que contra a permanência de Temer.
Ironicamente, uma adesão do TSE ao fora, Temer, levaria a um resultado mais técnico. O veredicto não precisaria comprar a fábula segundo a qual Temer assumiu a cadeira de presidente por ser beneficiário dos 54 milhões de votos que os brasileiros deram a Dilma, mas não tem nada a ver com a dinheirama suja que financiou a campanha que produziu esse resultado.
A esperança de Temer de se salvar no TSE diminui na proporção direta do agravamento da crise. À procura de uma porta de incêndio, caciques do Congresso assediam a Justiça Eleitoral com pouca cerimônia. Para complicar, os operadores do presidente estão inseguros em relação aos humores de Rocha Loures, o personagem filmado recebendo a mala com propina de R$ 500 mil da JBS, dias depois de ter sido credenciado por Temer como sua ponte de ligação com o delator Joesley Batista.
Num primeiro momento, o ex-assessor de Temer, hoje deputado federal afastado do exercício do mandato pelo STF, mandara recados tranquilizadores para o Planalto. Sinalizara a intenção de matar a encrenca no peito, como se diz. Distanciaria a mala de dinheiro da figura de Temer, assumindo todas as culpas. Nos últimos dias, porém, Rocha Loures passou a sofrer pressão de sua família para tornar-se um colaborador da Justiça, negociando uma redução de castigo. De repente, fecharam-se os dutos de comunicação com emissários do governo.
Em viagem à Itália, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) comentou com um amigo, pelo telefone: O Rocha Loures foi meu chefe de gabinete no governo do Paraná. É moço de família rica, um rapaz de ouro. Não vai suportar essa pressão. Vai entregar.
Um auxiliar de Temer sustenta que não há o que entregar. A declaração não combina com o medo que se espraia pelo Planalto. Contrasta também com o relato do delator Ricardo Saud, executivo da J&F, a holding que controla a JBS. Ele contou aos procuradores que o interrogaram que Rocha Loures era um mero intermediário. A negociação da propina era feita, segundo Saud, diretamente com o presidente Temer.
Eu tenho certeza absoluta que nós tratamos propina com o Temer, nós nunca tratamos propina com o Rodrigo [Rocha Loures], declarou o delator. O Rodrigo foi um mensageiro que Michel Temer mandou para conversar com a gente, para resolver os nossos problemas e para receber o dinheiro dele.
O interrogador indagou: Essa é a visão também que o Joesley [Batista] passou pra você. Quem teve pessoalmente contato com o Temer para esse assunto foi o Joesley, né? E Saud: Foi o Joesley. Eu tô afirmando para o senhor porque não tratamos de propina com Rodrigo Rocha Loures. (Josias de Souza) 

Lula caiu na fogueira.
Gravação é a única prova admitida pelo PT - de preferência, quando não são dos petistas as vozes na gravação. Todas as outras provas, que exigem leitura de documentos, são dadas como inexistentes, pois petista não lê.
A denúncia contra Lula no caso do tríplex no Guarujá tinha 149 páginas. A denúncia contra Lula no caso do sítio de Atibaia tem 168 páginas. Só essas duas, das seis denúncias contra Lula, somam, portanto, 317 páginas. É muita página para petista ler - muito mais para entender e mais ainda para assumir que entendeu.
Eu não gosto de ler, eu tenho preguiça de ler, disse Lula em programa de TV em 1981, acrescentando que estava com um livro há três meses e tinha lido 300 páginas.
Naquele suposto ritmo, Lula teria levado pouco mais de três meses para ler as denúncias do tríplex e do sítio - e talvez tivesse batido um recorde digno de registro no Guiness Book do Partido dos Trabalhadores que não trabalham nem leem.
Como ficou claro após a divulgação das conversas comprometedoras de Joesley Batista com Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB), e das imagens do assessor do presidente com uma mala de dinheiro e da irmã do senador presa, petistas preferem áudios, fotos, galerias e memes. Livro, só se for para colorir - e de vermelho, claro.
 Infelizmente para Lula, a denúncia sobre o sítio (fartamente usufruído por ele) é tão arrasadora que até se entende melhor, como antecipamos em Reunião de Pauta, por que seu advogado atuou para impedir a exploração do caso no interrogatório sobre o tríplex (que Lula não chegou a usufruir porque a imprensa o noticiou como dele já em 2010).
Claudia Suassuna, mulher de Jonas Suassuna, disse que foi realizada a aquisição do sítio Santa Denise pelo marido, já sabendo que sua utilização seria de Lula.
De quebra, reconheceu que somente estiveram no local por duas oportunidades, em festas juninas organizadas pela família Lula e que em uma das ocasiões pernoitou em um hotel na cidade de Atibaia.
Já o caseiro Maradona, em e-mails enviados ao Instituto Lula em 2014, informava que morreu mais um pintinho essa noite e caiu dos (sic) gambá (sic) nas armadilhas; e também que a pirua (sic) esmagou os três pintinhos de pavão que estava (sic) com ela.
É complicado refutar a acusação de que Odebrecht, OAS e Schahin reformaram o sítio como forma de pagar a Lula propinas do esquema de corrupção da Petrobras, se considerarmos - além das confissões de executivos das empreiteiras e dos registros das obras - que o proprietário formal do imóvel só frequentava o arraiá dos Lulas, e o caseiro se reportava diretamente ao comandante máximo para narrar o arraiá dos pintos.
Muito mais fácil é fingir que não existe tudo aquilo que petista não lê.
De tanto dançar quadrilha, Lula caiu na fogueira, mas ainda tenta enganar os gambá. (Felipe Moura Brasil)

24 de mai de 2017

O que não está errado no país.

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 photo umretratododio_zps03l3usve.jpg • A que ponto chegamos: senadores se estapeiam e se xingam na Comissão de Assuntos Econômicos. Ódio...
• Base aliada vê saída de Michel Temer e já negocia eleição indireta. Para PSDB, PSD e DEM, presidente deve ser cassado em julgamento do TSE; ex-ministro Nelson Jobim e senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) são opções. 
• Supremo divulgou diálogo entre jornalista e fonte. Em áudio liberado, Reinaldo Azevedo conversa com Andrea Neves. 
• Primeira discussão oficial no Senado sobre mudanças trabalhistas após divulgação de suspeitas contra Temer foi marcada por tumulto. CCJ retira da pauta votação da PEC das diretas. Medida propõe eleição direta em caso de vacância na Presidência. Decisão irritou a oposição. 
• Apesar de vitórias da base aliada, sucessão de Temer é tema das conversas nos bastidores. 
• PF diz que aliado de Temer entregou mala com R$ 465 mil. Rocha Loures (PMDB-PR) teria recebido um total de R$ 500 mil da JBS na noite de 24 de abril. E os R$ 35 mil? 
• Operação reforça cerco a assessores próximos de Temer. 
• Irmã de Aécio Neves pede liberdade ao STF e implica irmão. 
• Aprovada MP que autoriza saque de contas inativas do FGTS. 
• Não dá! Aécio afirma que estava sem dinheiro e caiu em armação de Joesley. Não fiz dinheiro na vida pública, diz Aécio Neves em vídeo. Senador afastado afirma que pediu dinheiro a empresário investigado para custear defesa. 
• PSDB e DEM fazem apostas pós-Temer. Partidos debatem nome comum para o lugar do presidente capaz de barrar a possibilidade de eleição direta e o 'risco' de Lula voltar ao Palácio do Planalto. 
• Equipe econômica tenta desvincular reforma da Previdência da crise. Avaliação é de que, caso Temer saia, próximo presidente teria apoio para seguir com a agenda econômica. 
Reforma é questão de Estado, e não de governo. Para secretário, se mudanças na Previdência forem adiadas, será preciso compensar o tempo perdido. 
• São um insulto aos brasileiros de bem e um escárnio da Justiça os termos da colaboração premiada assinada entre o sr. Joesley Batista e a Procuradoria-Geral da República; Janot afirma que delação revelou crimes graves. Para procurador-geral da República, acordo é muito maior do que áudios questionados; ministro do Supremo indica que benefícios poderão ser revistos pela Corte. 
• JBS contrata advogados para se defender de acusações nos EUA. Empresa tem 91 unidades de negócios e 47% do faturamento em território norte-americano. 
• O costume do surrupiar. Ex-assessor de Temer entregou mala com R$ 35 mil a menos. 
• Se safará? STF condena Maluf a 7 anos e 9 meses de prisão por lavagem. 

Temer já devia estar afastado e preso.
Não pode ser presidente da República quem cometeu os crimes, cometidos pelo atual. Que na verdade é chamado metaforicamente dessa forma, por causa da conspiração parlamentar coordenada pelo próprio Temer e executada pelo parceiro ainda mais corrupto, Eduardo Cunha, então presidente da Câmara.
E agora praticamente 1 ano depois, preso e condenado por enquanto a 15 anos, Eduardo Cunha ressurge dos escombros que deveriam ser impenetráveis, movimenta diversos personagens. Temer e os irmãos Batista, se acumpliciam para garantir o silencio do próprio Cunha. E através da conversa nos porões do Jaburu, o país inteiro fica sabendo, que na prisão, Cunha é mantido por mesadas pagas pelos irmãos Batista. Com o conhecimento e o aval de Temer, o grande beneficiado. Pois se Cunha falar, atingirá dura e frontalmente o presidente indireto.
Curioso e estranho, que nas conversas nos subterrâneos do palácio, para silenciar Cunha, surgiu espetacular e com estrondo, a cumplicidade entre todos eles, com dados que estarreceram o país, desvendaram a falta de caráter, de responsabilidade e de autoridade do personagem que ocupava a presidência indireta, e que agora, haja o que houver, deixará a presidência, trocando-a por uma outra localização mais vexatória, mas inteiramente justa.
O Judiciário tenta proteger Temer.
Na quinta-feira com a explosão do escândalo, escrevi dando a solução constitucional e imediata para o caso no mesmo dia. O TSE se reuniria, julgaria a cassação da chapa com o voto contundente do relator Herman Benjamin, afastaria Temer, e na mesma hora convocaria Eleição Direta para 60 dias. Mas o presidente do TSE o notório Gilmar Mendes, impediu a solução na hora, marcou reunião para 6 de junho. Mais 20 dias para o irresponsável Temer.
Indiretas, não.
Começaram a falar em Renúncia de Temer, mas ele mesmo desistiu, diante da proteção de altos figurões do judiciário. Se refugiaram todos, na tecnalidade das gravações e de possíveis falhas do áudio ou da gravação. Isso não tem a menor importância. O fato irrespondível e irrecusável: Temer estava no palácio com os comparsas corruptos. Participou de tudo, concordou com tudo, ouviu as confissões dos crimes, dialogando ou em silencio, já deveria estar preso.
E aí convocada a substituição Direta. No mês passado, o mesmo TSE cassou os mandatos do governador e vice do Amazonas, e marcou imediatamente eleição direta. Perguntinha ingênua: para governador pode, para presidente, não? Com Indiretas, o presidente será Jucá, Lobão, Rodrigo Maia, Renan. Ou até Gilmar Mendes, candidatíssimo. Já revelei isso há meses, quando comprou um apartamento em Portugal. Não adivinhei, contei que ele tentaria a presidência, se não conseguisse, iria morar no exterior.
Impeachmen, não.
Essa é outra proposta que favorecerá o irresponsável presidente conspirador. No mínimo 6 meses. Já estão tramando várias soluções para beneficiar Temer, com ele mantido no Planalto ou expulso. Desmoralizado o Executivo, esquartejado o Legislativo, preservemos o judiciário. Isso só pode acontecer com o afastamento e a prisão de Temer. imediatamente. (Helio Fernandes) 

Meu último post na Veja.
PF divulga trechos de conversa minha com Andrea Neves, uma das minhas fontes, em que faço críticas a uma reportagem da Veja. Pedi demissão. Direção aceitou. 
Andrea Neves, Aécio Neves e perto de uma centena de outros políticos são minhas fontes.
Trechos de duas conversas que mantive com Andrea, que estava grampeada, foram tornados públicos. Numa delas, faço uma crítica a uma reportagem da Veja e afirmo que Rodrigo Janot é pré-candidato ao governo de Minas e que estava apurando essa informação. Em outro, falamos dos poetas Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto.
Fiz o que deveria fazer: pedi demissão - na verdade, mantenho um contrato com a Veja e pedi o rompimento, com o que concordou a direção da revista.
Abaixo, segue a resposta que enviei ao BuzzFeed, que vai fazer ou já fez uma reportagem a respeito. Volto para encerrar. Mesmo!
Comecemos pelas consequências.
Pedi demissão da Veja. Na verdade, temos um contrato, que está sendo rompido a meu pedido. E a direção da revista concordou.
1: não sou investigado;
2: a transcrição da conversa privada, entre jornalista e sua fonte, não guarda relação com o objeto da investigação;
3: tornar público esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar jornalistas;
4: como Andrea e Aécio são minhas fontes, achei, num primeiro momento, que pudessem fazer isso; depois, pensei que seria de tal sorte absurdo que não aconteceria;
5: mas me ocorreu em seguida: se estimulam que se grave ilegalmente o presidente, por que não fariam isso com um jornalista que é crítico ao trabalho da patota?;
6: em qualquer democracia do mundo, a divulgação da conversa de um jornalista com sua fonte seria considerada um escândalo. Por aqui, não;
7: tratem, senhores jornalistas, de só falar bem da Lava Jato, de incensar seus comandantes;
8: Andrea estava grampeada, eu não. A divulgação dessa conversa me tem como foco, não a ela;
9: bem, o blog está fora da Veja. Se conseguir hospedá-lo em algum outro lugar, vocês ficarão sabendo;
10: o que se tem aí caracteriza um estado policial. Uma garantia constitucional de um indivíduo está sendo agredida por algo que nada tem a ver com a investigação;
11: e também há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo.
Encerro
No próximo 24 de junho, meu blog completa 12 anos. Todo esse tempo, na Veja. Foram muitos os enfrentamentos e me orgulho de todos eles. E também sou grato à revista por esses anos.
Nesse tempo, sob a direção de Eurípedes Alcântara ou de André Petry, sempre escrevi o que quis. Nunca houve interferência.
O saldo é extremamente positivo. A luta continua. (Reinaldo Azevedo)

23 de mai de 2017

Nós, culpados, apenas assistimos sem mala.

 photo semnada_zpsgxjbwt16.jpg • Risco de derrota no STF dita mudança de estratégia de Temer. Recuo em relação a pedido no Supremo ocorre após governo avaliar que decisão desfavorável no plenário poderia decretar fim do governo. 
• STF pode decidir possibilidade de diretas para presidente. Barroso liberou para pauta ação que discute o que ocorre em caso de vacância. O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, libera para julgamento uma ação que trata da possibilidade de realização de eleições diretas em caso de vacância do cargo após dois anos do início do mandato. O caso deve ser julgado com outra ação direta de inconstitucionalidade que tramita na Corte, e foi movida pela PGR. 
• Políticos e juízes surgem como opção em caso de saída de Temer. Aliados e adversários de Michel Temer já discutem nomes para uma eventual eleição indireta caso o presidente não consiga manter o cargo. 
• O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anuncia que a reforma da Previdência começará a ser votada no plenário entre 5 e 12 de junho. Por se tratar de uma mudança na Constituição, a proposta precisa passar por duas votações no plenário e, para ser aprovada, precisa de pelo menos 308 votos favoráveis. 
• JBS é suspeita de haver planejado meticulosamente sua saída do país. Apenas 20% da JBS de Joesley e Wesley ainda estão no Brasil.
• Líderes decidem focar em CPI Mista para investigar JBS. 
• O deputado afastado Rodrigo Rocha Loures entregou a mala com R$ 500 mil na sede da Polícia Federal em São Paulo (SP), segundo a Folha de S.Paulo. 
• Dos umbrais, sempre aparece! Pelo Twitter, Marina Silva defende cassação da chapa Dilma-Temer no TSE. 
• PF investiga ex-governadores do DF por fraudes de R$ 900 milhões. Ação, que mira em Agnello e Arruda, apura superfaturamento na reforma do estádio Mané Garrincha. Também o ex-vice Tadeu Fillippeli é alvo de mandado de prisão. 
• Gravação não pode ser levada a sério, diz perito de Temer. 
• Partidos pedem cassação de Rocha Loures, ex-assessor de Temer. 
Se demorar, podemos voltar para a recessão. Para o economista Mendonça de Barros, situação atual do Brasil pode resultar em um trimestre perdido. 
• A delação que é um escândalo. A delação premiada do empresário dono da JBS é escandalosa, e não só pelos crimes relatados; as histórias que a cercam são de enorme gravidade. 
• No mês seguinte à abertura de seus dois primeiros inquéritos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), voltou a ser inserido no enredo das delações da Operação Lava Jato. Com R$ 1,3 milhão doados pela JBS, registrados na prestação de contas oficial de sua campanha de 2014, Renan Filho foi citado pelo diretor da empresa, Ricardo Saud, como destinatário final de parte do montante de quase R$ 10 milhões em propina enviada através do delator ao senador Renan Calheiros. 
• Um em cada três parlamentares eleitos no Congresso teve dinheiro da JBS. Planilha entregue pela empresa mostra todos os 166 deputados e os 28 senadores que receberam dinheiro durante a campanha de 2014. Parlamentares receberam mais de R$ 107 milhões da JBS, segundo delação. Planilha entregue à PGR e ao STF mostra que um em cada três congressistas foi financiado pela JBS. PSDB, PP, PT, PR e PMDB foram os mais contemplados em valores totais. Lista inclui Aécio, Eunício e Rodrigo Maia. 
• Trancafiado em casa, Aécio esbraveja contra a PGR; Delação cita publicidade como propina a Aécio. Documentos comprovam venda de prédio para JBS que teria servido para dissimular dinheiro para senador; dono nega; Janot volta a pedir a prisão preventiva de Aécio Neves. Procurador-geral da República pede que o ministro do STF Edson Fachin reconsidere sua decisão e, caso não o faça, que o plenário analise o tema. 
• Lula é denunciado e pode se tornar réu pela sexta vez. Lava Jato denuncia Lula por corrupção e lavagem no caso do sítio de Atibaia. Acusa o petista de estruturar, orientar e comandar esquema ilícito de pagamento de propina em benefício de partidos, políticos e funcionários públicos com a nomeação de diretores da Petrobrás orientados para a prática de crimes
• PEC das eleições diretas não deve sair logo, admite autor. Edição desta terça-feira, 23, continua a debater a crise política no governo Michel Temer. Enquanto o presidente traça algumas estratégias para se manter no poder, diversos partidos e lideranças já discutem como a possível vacância no mais alto posto da democracia brasileira poderá ser preenchida. E de que maneira o processo será conduzido pelo Congresso. 
• BC colocará auditor no Original a partir de hoje. Decisão visa a facilitar troca de informações com a instituição, que é fruto da união dos bancos JBS e Matone. O Banco Central colocará a partir de hoje (23) um auditor no banco Original, da holding J&F, controlada pela família Batista, que terá livre acesso à instituição. O anúncio de sua chegada foi feito a funcionários do Original hoje em meio a um clima de insegurança após as delações da JBS. O auditor integra a equipe de supervisão do BC e olhará o banco como um todo. A decisão visa a facilitar a troca de informações entre o Original e o regulador, aproximando as duas pontas. Uma fonte com conhecimento em procedimentos regulatórios diz que a medida é apenas uma prudência por parte do regulador. Não haveria, assim, nada preocupante no banco para supervisão. 
• Para Planalto, OAB pediu impeachment com rapidez para não perder protagonismo. 
• Crise política ameaça saque das contas inativas do FGTS para nascidos de setembro a dezembro. MP que autoriza retiradas perde a validade no dia 1º de junho e pode não ser votada a tempo. 
• Agência de risco sinaliza rebaixamento da nota de crédito do Brasil. 
• Ações da JBS derretem na Bolsa e registram queda de mais de 30%. Investidores se desfazem de papéis por conta de notícias de corrupção e continuidade dos negócios. 

• O Antagonista.
1. Lula desembarca hoje em Brasília. Segundo Ricardo Noblat, ele vai cacifar o nome de Nelson Jobim para o lugar de Michel Temer. FHC concorda com a escolha. Nelson Jobim é o melhor candidato para implodir a Lava Jato.
2. Michel Temer topou renunciar, diz O Globo. Ele só exige a garantia de que não será preso. Os cenários, segundo a reportagem, incluem indulto e asilo
3. O indulto presidencial. FHC quer todo mundo fora da cadeia. Segundo o Valor, ele tem defendido a ideia de que a saída para a crise passaria pela garantia de que Michel Temer, na eventualidade de vir a deixar o cargo, possa vir a responder à justiça em liberdade. O mesmo princípio vale para Lula, evidentemente. 
4. O presidente-tampão. Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Romero Jucá e Renan Calheiros articulam a renúncia de Michel Temer - com a garantia de que ele não será preso – e uma Assembleia Nacional Constituinte em 2018. Falta escolher um nome de consenso para assumir o mandato-tampão. O PMDB, de acordo com O Globo, quer Gilmar Mendes ou Nelson Jobim. O PSDB defende o nome de Tasso Jereissati. E Rodrigo Maia apoia Rodrigo Maia. 
5. A PGR tem mais grampos nas mãos. Investigadores avaliam que a relação entre Michel Temer e Rocha Loures está comprovada em outras interceptações telefônicas, feitas na fase em que a Polícia Federal passou a acompanhar o caso - a fase das ações controladas -, e que prová-la não depende da gravação feita por Joesley Batista. A PGR promete demonstrar que a mala de propina entregue pela JBS a Rodrigo Rocha Loures tinha Michel Temer como destinatário final.
Os Batistas já deveriam estar presos.
Assim que explodiram o país com a divulgação das espantosas delações, entraram no avião particular que esperava, e viajaram para Nova Iorque. Deveriam ter sido proibidos de sair do país. Pretendem lançar em Wall Street, ações de suas empresas.
Com o escândalo que atravessou as fronteiras, certamente não serão aceitos. Além do mais, devem ser recambiados para o Brasil, provavelmente já presos e responsabilizados por tudo o que eles mesmos delataram e divulgaram.
As empreiteiras roubalheiras são criminosas e indefensáveis. Mas os Batistas são ainda piores. Confessaram que corromperam mais de 1.800 pessoas, entre essas, 377 com mandato. A liberdade deles, é a confissão da cumplicidade geral. Na quarta-feira, o Supremo pode e todos têm certeza de que acabarão com essa farra da corrupção. Juntando um presidente corrupto, e bandidos que corrompem até o presidente da República.
O Banco Central e os bancos particulares.
O primeiro porque não fiscaliza, como é da sua obrigação. E os bancos privados pela cumplicidade das contas-correntes ilimitadas. Toda essa corrupção patrocinada pelos Batistas, eram pagas com cheques, excluídos apenas alguns pagamentos com dinheiro vivo.
Vou dar apenas um exemplo, público e notório. Os Batistas foram flagrados roubando os 4 maiores fundos estatais. O cálculo do prejuízo, ficou entre 6 e 8 bilhões. Um deles foi preso, fez acordo: depositaria pouco mais de 1 bilhão e 500 milhões. Fez o cheque, telefonou para o diretor do banco, comunicou o valor do cheque, concluiu: Pode pagar. Quem é que tem essa importância fabulosa na conta corrente? Fora as somas espantosas das delações. O cheque foi resgatado, solto imediatamente. E o Banco Central?
PSDB: sem Aécio, a luta entre Câmara e Senado.
Assim que o ministro Fachin afastou Aécio, a presidência do partido ficou vaga. A Câmara lançou imediatamente a candidatura Carlos Sampaio. O senado recusou, a presidência tem que ficar com um senador. Serra foi logo ao apartamento de Aécio, propondo o nome de Tasso Jereissati. Aécio não disse sim ou não.
Serra conversou com deputados, recusaram: Senador de segundo time não. Fizeram acordo: o mesmo Jereissatti, como interino.
Apartamento 2016.
Na Avenida Atlântica, bem em frente à guarita do Posto 3. Seu primeiro morador político: Magalhães Pinto, depois governador, senador, ministro. Seu objetivo era a presidência da República. Agora descobriram que o primeiro político a morar lá, foi Tancredo Neves, o edifício tem o seu nome. Foram adversários até 1960, depois inimigos. Tancredo me contou a história lá mesmo. Sem aspas mas tudo relato dele.
1960. Eu era candidato a governador pelo PSD. O adversário, Magalhães Pinto, pela UDN. Eu tinha 70 por cento nas pesquisas populares, e quase a mesma coisa dos deputados estaduais. O deputado José Maria Alckmin, do meu partido, abriu cisão, inesperadamente todos os meus votos desapareceram. Nunca mais falei com Magalhães.
Agora o complemento do repórter: Tancredo Neves só foi governador em 1982. E a história que todos conhecem: a presidência sem posse. 
Moodys - JBS.
A agência rebaixou a nota da corrupta empresa no Brasil e de uma subsidiaria nos EUA. E já está encontrando dificuldades de negociar a holding da FBS em Wall Street. E estão convencidos que exageraram com o espetáculo televisivo da E que pagarão um preço alto pela delação. Temer não escapa, mas não será preso. Os irmãos Batista, que não têm cargo, pagarão com a liberdade. Por muito tempo.
Maluf 32.
Será julgado hoje. Todo esse tempo negando que tivesse dinheiro no exterior. E sem poder viajar com medo da Interpol. (O mesmo que acontece com o corrupto Marco Paulo, presidente da CBF). As grandes avenidas de SP, se chamam de marginal, em lembrança de Maluf.
Impeachment de Temer.
Rodrigo Maia tem dito a amigos e não amigos: Vou arquivar todos os pedidos contra Temer. O da OAB nem vou abrir. Aprendeu isso com o parceiro, Eduardo Cunha. O filho de Cesar é mais tolo do que o pai. Não percebeu que a expulsão de Temer não se dará por essa forma. 6 meses de tramitação? Temer adoraria isso.
Última notícia do dia.
E a mais importante. O Supremo Tribunal que amanhã iria investigar a participação de Michel Temer no escândalo da corrupta FBS, desmarcou ou melhor, prorrogou sem data marcada. É a mais absurda, estranha, incompreensível decisão. O que se sabe: o Supremo quer ver primeiro a perícia do gravador.
Isso não tem a menor importância. O fundamental: onde se realizou o encontro, ou melhor, os encontros, Joesley disse que foram mais de 20, Temer não desmentiu. O segundo e último ponto para esclarecimento dos fatos: os Batista assaltaram o palácio ou estavam lá como convidados?
Esclarecidos esses pontos, o país estará no caminho das soluções. Mas o Supremo tem uma forma nova de resolver problemas: abandonando-o. (Helio Fernandes) 

Aliados cozinham Temer à procura do Plano B.
O derretimento político de Michel Temer deflagrou em Brasília um enredo novo. Os aliados do Planalto passaram a tratar Temer como chefe de um governo que chegou ao fim com o presidente ainda no cargo. Nesta terça-feira os caciques governistas se esforçarão para reativar as votações no Congresso. Mas fazem questão de dissociar a iniciativa da estratégia concebida por Temer para passar a impressão de que ainda preside.
Não devemos deixar o país degringolar em função de uma crise de governo, disse Tasso Jereissati, presidente do PSDB. Estamos avaliando a situação do governo separadamente. Agripino Maia, presidente do DEM, ecoou: Os três poderes precisam funcionar. O Judiciário faz o seu papel. O Executivo precisa fazer o dele. A nós cabe colocar o Legislativo em funcionamento. Faremos isso em nome do interesse do país, que não pode ser paralisado pela crise.
No momento, os governistas parecem menos preocupados com Temer e mais ansiosos por encontrar uma saída que os redima do fiasco de ter subido numa ponte com aparência de pinguela sem ter um plano de contingência. O Plano A era trocar Dilma Rousseff por Temer e aprovar no Congresso reformas que reacendessem as fornalhas da economia. Reativado o PIB, os apologistas do governo seriam os primeiros a se beneficiar eleitoralmente da volta do crescimento.
A delação da Odebrecht indicou que era ilusória a ideia de que Temer seria um presidente em condições de dirigir os rumos do país nesta ou naquela direção. Ficou claro que lhe faltava uma noção qualquer de ética. A delação da JBS teve para Temer o peso de uma lápide. Grampeado pelo delator Joesley Batista, o pseudo-presidente tornou-se personagem de uma história fantástica, passada num país à beira do imaginário. Uma história bem brasileira.
Aliados em geral -PSDB e DEM em particular- puseram-se a matutar: O Plano B era, era, era… Perceberam que não havia um Plano B. Abraçado ao PMDB sem projetar uma saída de incêndio. Agora, improvisam um Plano B em cima do joelho. Consiste na repetição do Plano A, só que com outro cúmplice no papel de presidente. Falta-lhes consenso quanto ao nome ator substituto a ser escalado para salvar as aparências até a eleição de 2018. Por isso, cozinham Temer por mais algum tempo.
Ficou fácil identificar os apoiadores de Temer no Congresso. Eles estão nas rodinhas em que as conversas terminam sempre em especulação sobre os nomes dos hipotéticos substitutos de Temer.
As menções a Henrique Meirelles chegam acompanhadas do aviso de que o ministro da Fazenda já trabalhou para a J&F, holding que controla a JBS do delator Joesley Batista. Nelson Jobim? Virou banqueiro, sócio do BTG Pactual. Rodrigo Maia? É o Botafogo das planilhas da Odebrecht. FHC? Não tem mais idade. Tasso Jereissati? Irrrc… Cármen Lúcia? Vade retro!
A esse ponto chegou o país. Temer, como um disco arranhado, repete incessantemente: Não vou renunciar. Na sua penúltima manifestação, veiculada nesta segunda-feira pela Folha, o suposto presidente acrescentou: Se quiserem, me derrubem. Seus aliados avaliam que talvez não seja necessário empurrar.
Os pajés da aldeia governista enxergam Temer como uma espécie de cocheiro de diligência que deixou as rédeas dos cavalos escaparem de suas mãos. Pode espatifar-se a qualquer momento. No dia 6 de junho, por exemplo, quando o Tribunal Superior Eleitoral retoma o julgamento sobre a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer. Isso, evidentemente, se até lá não for encontrada no interior da diligência desgovernada a mala com R$ 500 mil que a JBS entregou a Rodrigo Rocha Loures, o ex-assessor que Temer credenciou como interlocutor junto a Joesley Batista, o falastrão. (Josias de Souza)

Precisamos de um bobo da corte presidencial.
Se um dia viermos a fazer uma reforma política digna do nome, sugiro que seja criado oficialmente o cargo de bobo da corte presidencial.
Ele não precisa ter um gorro de guizos ou levar alegremente pontapés no traseiro. O seu ponto em comum com os bobos da corte medievais seria apenas o de dizer a verdade ao presidente da República.
Era para isso que serviam também esses abnegados servidores públicos na Idade Média e no começo da Era Moderna: dizer ao rei as verdades que os áulicos não tinham coragem (ou o interesse) de pronunciar. Se Michel Temer contasse com um bobo da corte, talvez percebesse o ridículo das suas declarações a respeito do encontro com Joesley Batista.
Presidente, o senhor vai mesmo afirmar que recebe clandestinamente até intelectuais na garagem do Palácio do Jaburu, na calada da noite? Lorota, lorota, lorota!, diria o bobo da corte, dando uma cambalhota (habilidades circenses permaneceriam essenciais para a função).
O senhor vai mesmo afirmar que não imaginava que um empresário como Joesley Batista estava metido em esquemas de corrupção? Lorota, lorota, lorota!, continuaria o bobo da corte, dando um salto mortal (talvez não seja uma má ideia o uso de um gorro de guizos nas piores crises).
Os bobos da corte teriam a obrigação de dizer a verdade ao presidente da República e de gravar tudo abertamente - com gravador profissional, ao contrário do usado por Joesley Batista, para não dar margem a laudos de peritos da Folha de S. Paulo. Uma vez por semana, os registros do bobo da corte iriam ao ar em cadeia nacional.
Como escolher o bobo da corte? Por eleição, ora. Ele integraria a chapa dos candidatos ao Planalto e, durante a campanha, deveria ter absoluta liberdade para debochar de todas as mentiras que os seus companheiros contassem. O candidato a bobo da corte seria o grande diferencial para o eleitor fazer a sua escolha.
Em Pantagruel, François Rabelais escreveu: Vocês sabem quantos príncipes, reis e repúblicas foram salvos, quantas batalhas vencidas, quantas situações de apuro foram solucionadas pelo conselho, opinião e profecia de bobos? Não preciso refrescar a vossa memória com exemplos. Aceitem o fato como incontestável.
Aceitem o fato como incontestável, brasileiros. Precisamos de um bobo da corte presidencial. (Mario Sabino)

22 de mai de 2017

Quantos anos mais para Democracia...

 photo carnefraca_zpsxkjthpim.jpg • OAB adia a entrega do pedido de impeachment contra o presidente Temer. 
• PF pede que Procuradoria entregue gravador usado em conversa com Temer. Aparelho usado por Joesley Batista passará por perícia. Autor de laudo que encontrou supostas edições usou equipamento amador. 
• Ministros e aliados de PSDB e DEM se reúnem com Temer no Alvorada. Encontro teve presença ainda de senadores e deputados. Temer voltou a criticar delator e fez apelo por reformas. 
• Um em cada três parlamentares eleitos no Congresso teve dinheiro da JBS. Planilha entregue pela empresa mostra todos os 166 deputados e os 28 senadores que receberam dinheiro durante a campanha de 2014. 
• Tudo seria por ingenuidade ou...
• Políticos e juízes surgem como opção em caso de saída de Michel Temer. Aliados e adversários discutem nomes para eventual eleição indireta caso presidente não consiga se manter. 
• Me preocupa o estado financeiro dos irmãos que surrupiaram o país com a conivência de autoridades, destruindo os párias na política, desmontando a República, leves, livres e soltos assistem derrocada do Brasil e nós, oh!
• Prefeito Doria, a Cracolândia é como uma epidemia. Vai e volta. Se traficantes e usuários vão para outros pontos da região, nem adianta tratamento médico. Problema é social. 
• Governo pode liberar até R$ 5 bi do Orçamento. Planalto costura aprovação de MPs para mostrar que está ativo e afastar imagem de paralisia. 
• Delação cita publicidade como propina a Aécio. Documentos comprovam venda de prédio para JBS que teria servido para dissimular dinheiro para senador. 
• Mesada de Joesley à Marta Suplicy choca peemedebistas. 
• Randolfe vai ao STF para garantir suspensão de Aécio. 
• O petistas e seus baixios sob nomes partidários diferentes não conseguem esconder a pandemia encrustada nas veias e mais sindicatos e rafimicações atropelando e sugando o erário, dinheiro do povo. Limpeza ética e moral já.
• Governo cobra R$ 28 milhões de FGTS dos clubes. Ministério do Trabalho notificou, no ano passado, 11 equipes das séries A e B do Brasileiro por dívidas. 
• A Justiça de São Paulo não permitiu a exibição dos contratos de Luis Cláudio Lula da Silva - filho do ex-presidente do Brasil, Lula, hoje réu na Operação Lava-Jato - enquanto o mesmo foi funcionário ou prestou serviços ao Corinthians, entre 2010 e 2013. A decisão foi dada há alguns dias pelo Poder Judiciário de São Paulo, ainda em primeira instância, em ação movida pelo sócio corintiano Roberto Willian Miguel, conhecido como Libanês, que moveu processo em 2016 pedindo para ter acesso aos contratos entre Luis Claudio e o clube. 
• O Antagonista: 
1. Advogado de Temer quer afastamento de Moro. No jantar organizado pelo advogado de Aécio Neves para homenagear o advogado de Lula, os ataques mais violentos foram feitos pelo advogado de Michel Temer. De acordo com a Folha de S. Paulo, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira disse que o juiz Sergio Moro tem de ser afastado da Lava Jato: Questiono suas condições para o nobre mister de julgar. Porque falta-lhe algo que não é condição intelectual, mas imparcialidade. Estou com muito medo do avanço do autoritarismo do judiciário. Em seguida, ele atacou o ministro Edson Fachin: O açodamento do relator para apurar acusações baseadas em gravação por hora contestada e com prova capenga é inexplicável. Nāo se teve nenhum cuidado nem atenção com estabilidade do país, que está se recuperando na área econômica e social
2. Advogados unidos jamais serão vencidos. Os advogados de Michel Temer, Dilma Rousseff e Aécio Neves se reuniram ontem à noite na churrascaria Rubayat, para homenagear os advogados de Lula. O defensor de Michel Temer era Antonio Cláudio Mariz de Oliveira. O defensor de Dilma Rousseff era José Eduardo Cardozo. O defensor de Aécio Neves era Alberto Toron. Os defensores de Lula eram Cristiano Zanin e Valeska Teixeira. Os advogados da ORCRIM estão unidos em seus ataques contra a Lava Jato. 
3. JEC defende o Estado de Direito. O Estadão fez o melhor relato sobre o jantar em homenagem aos advogados de Lula. Em campos opostos nos tribunais, advogados de Michel Temer, Dilma Rousseff, Aécio Neves e Luiz Inácio Lula da Silva se juntaram neste domingo em uma só causa: criticar a Lava Jato. Durante o jantar, o advogado de Michel Temer, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, disse que já ouviu do juiz Sergio Moro que advogado atrapalha. O advogado de Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, reagiu: Se alguém acha que nós atrapalhamos, atrapalhamos o arbítrio e a desonra do Estado de Direito. Sabe o que é pior? Um monte de gente na imprensa, comprometida com o PT ou com o PSDB, repete essas mentiras. 
4. Uma ponte para a ORCRIM. FHC está costurando um acordo com Lula. Segundo O Globo, ele procurou Nelson Jobim para fazer a ponte com o PT. FHC defendeu que tem de ser realizada uma sucessão controlada de Michel Temer, em que haja um grande acordo entre todas as forças políticas para chegar a 2018 (..). A tese do ex-presidente é que em 2018 todos poderão se enfrentar na eleição, mas que agora o momento é de união. Em outras palavras: é preciso encontrar um presidente capaz de engavetar a Lava Jato, permitindo que Lula e um candidato tucano se candidatem ao Palácio do Planalto. 
5. O adeus do senhor Aécio. Aécio Neves renunciou à sua coluna na Folha de S. Paulo. Em sua despedida, ele atacou o senhor Joesley. Leia aqui: Solicitei a minha irmã e minha amiga, Andrea, que procurasse o senhor Joesley, a quem ela não conhecia, e oferecesse o que já havíamos feito sem sucesso com outros empresários brasileiros: a compra do apartamento em que minha mãe mora, herança do seu falecido marido, e que já estava à venda. Parte desse valor nos ajudaria a arcar com os custos de minha defesa. Foi do delator a sugestão de fazer um empréstimo com recursos lícitos, que ele chamava das suas lojinhas, e que seria naturalmente regularizado por meio de contrato de mútuo, até para que os advogados pudessem ser pagos. O contrato apenas não foi celebrado porque a intenção do delator não era esta, mas sim criar artificialmente um fato que gerasse suspeição e contribuísse para sua delação. Daí por diante, fomos vítimas de uma criminosa armação feita por elementos que não se constrangeram em criar falsas situações para receber em troca os extraordinários benefícios de sua delação, inclusive ganhando dinheiro especulando contra o Brasil e contra os brasileiros, em razão da crise provocada pela divulgação das gravações. Para eles, o crime e a calúnia certamente compensam. Errei ao procurar quem não deveria. Errei mais ainda, e isso me corrói as vísceras, em pedir que minha irmã se encontrasse com esse cidadão, que em processo de delação arquitetou um macabro e criminoso plano para obter certamente ainda mais vantagens em seu acordo
6. A lavanderia TSE e a destruição da democracia. Merval Pereira resume a ruína: Com as delações da Odebrecht e agora da JBS, vemos como o caixa 1 nas campanhas eleitorais foi desmoralizado. Todo mundo recebia por dentro, por fora, lavava o dinheiro no TSE. É incrível como os políticos subornados são tratados com desprezo pelos empresários que participavam do esquema de corrupção. Essa história toda é um atentado à democracia. As empresas que participaram desse esquema estão destruindo a democracia, em conluio com políticos.

O golpe de Janot 6: Patuscada teve colaboração de Fachin e Cármen.
Patuscada ilegal com que alguns pretendem derrubar Michel Temer foi vergonhosamente urdida a seis mãos, ao arrepio da lei. O episódio é de inédita gravidade.
Acreditem! A barafunda escandalosamente ilegal com que se pretende derrubar o presidente Michel Temer foi construída a seis mãos. Concorreram para o que chamo Golpe de Janot o próprio Rodrigo Janot, é claro!; o ministro Edson Fachin, do Supremo, e, para a melancolia das instituições e do estado de direito, a presidente da Corte, Cármen Lúcia. Ela sabia de tudo. Não custa reiterar: esse é o caso com que pretendem depor um presidente e levar o país à breca. Enquanto isso, os irmãos Batista passeiam em Nova York, e alguns potentados, aqui em Banânia, sonham com a própria Cármen a presidir o país pela via indireta. Parece um trem fantasma. Não há freios nem maquinista.
As respectivas delações de Joesley, de seu irmão e de executivos têm de ser anuladas (veja post a respeito). É importante destacar: tudo o mais constante, a dupla não será nem mesmo processada. Terá uma ficha limpinha. Como santos. Os maiores financiadores de campanhas eleitorais do país, os maiores beneficiários de empréstimos do BNDES a juros subsidiados e os maiores corruptores da política - segundo sua própria delação - sairão impunes. Por obra de Janot, Fachin e Cármen.
Como se deu o rolo?
Reportagem da Folha relata os procedimentos ilegais que Janot decidiu seguir no caso, com a anuência de Fachin - que, por sua vez, comunicou o que fazia a Cármen. É um escárnio.
Vocês se lembram, não?, que um advogado da JBS chegou a ter aula de delação com um procurador e com uma delegada da Polícia Federal. Duas semanas depois, Joesley meteu um gravador no bolso e pediu um encontro com o presidente da República, que se deu no Palácio do Jaburu. Gravou igualmente diálogos com o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Segundo a versão da carochinha, o empresário fez isso por conta própria, sem que o Ministério Público soubesse, apesar da aula.
O normal e o anormal.
As delações seguem passos que estão previstos na Lei 12.850 (aqui). Atenção! Procedimentos investigativos como escutas, prisões e mandados de busca são postos em prática, com autorização judicial, depois de a delação estar homologada pelo juiz. Desta vez, ora vejam, Janot pediu a Fachin que autorizasse esses procedimentos mesmo sem delação nenhuma formalizada.
A desculpa? Pois não! Justificou-se o procurador: Diferentemente de episódios anteriores, nos quais a colaboração cingia-se a fatos criminosos pretéritos, a presente negociação de acordo trouxe à baila crimes cuja prática ou o seu exaurimento estão ocorrendo ou por ocorrer, em datas previstas ou previsíveis. Ué? Mas não chamaram a coisa de ação controlada? Segundo a lei, a dita-cuja pode retardar um flagrante, não antecipar…
É o fim da picada! O acordo dos donos e diretores da JBS só foi assinado no dia 3 de maio e homologado por Fachin no dia 18. No entanto, os procedimentos policiais já tinham sido postos em prática.
Atenção! De fato, Janot transformou Fachin, o juiz, num subordinado seu, num serviçal. E o ministro, por sua vez, violou o Parágrafo 6º do Artigo 4º da Lei 12.850, que trata das delações premiadas. Lá está escrito:
§6º O juiz não participará das negociações realizadas entre as partes para a formalização do acordo de colaboração, que ocorrerá entre o delegado de polícia, o investigado e o defensor, com a manifestação do Ministério Público, ou, conforme o caso, entre o Ministério Público e o investigado ou acusado e seu defensor.
Fachin sabia de tudo porque o procurador lhe contara. Logo, na prática, ele participou das negociações, violando a lei.
Então ficamos assim:
1: o procurador-geral é informado - Vou fazer de conta que não foi o MP a instruir, como fez com Sérgio Machado - que um empresário gravou clandestinamente uma conversa com o presidente da República;
2: o procurador-geral sabe que tal elemento só pode ser levado a juízo se for para assegurar um direito; não serve como elemento de acusação;
3: ele ignora esse detalhe e leva a questão para Edson Fachin - que é relator do petrolão, não do caso dos açougueiros de instituições;
4: Fachin, por sua vez, ignora também a ilegalidade da gravação e permite que ações próprias a delações já homologadas sejam postas em prática, ainda que sem homologação nenhuma;
5: Cármen Lúcia, presidente da Corte, foi informada pelo ministro. Há quem jure ter havido uma reunião entre Janot, Fachin e Cármen. Não consegui comprovar;
6: Fachin homologa os termos da delação e garante a impunidade aos irmãos Batista;
7: os bananas, os cretinos e os sacanas passam a defender a deposição de Temer. Uma das pré-candidatas ao cargo pela via indireta é… Cármen Lúcia.
Concluo
A que conclusão devo chegar? Procurador-geral da República, um ministro do Supremo e a presidente da Corte se estreitaram num abraço insano numa operação que reúne ilegalidades e heterodoxias.
E, sim, colocaram o governo Temer e o país à beira do precipício. Já os irmãos Batista ficaram um pouquinho mais ricos operando no mercado de câmbio.
A coisa é de uma gravidade sem precedentes! Ou o Supremo que não se contaminou com essa patuscada e o Congresso reagem, ou fechem o país e entreguem a chave a Rodrigo Janot.
Ele já demonstrou ser uma pessoa muito equilibrada, ponderada e sóbria, não é mesmo? (Reinaldo Azevedo) 

Os irmãos trombadinhas.
São João Batista, fugindo de Roma e exilado na ilha de Patmos, na Grécia, nos amos 91 a 96 depois de Cristo, vivia numa caverna onde recebeu a revelação divina do Apocalipse e hoje é Patrimônio Cultural da Humanidade, segundo a Unesco.
No Brasil os irmãos Batista também recebem inspiração, mas de satanás.
Na estratégia dos governos Lula e Dilma de criar campeãs nacionais do desenvolvimento, o JBS, o maior devedor do sistema previdenciário, começou em pequeno frigorífico de Goiás, na década de 50. A partir de 2007, com recursos do BNDES, além de expandir-se no mercado interno, começou agressivo plano de inserir-se no mercado internacional: comprou a Swift Foods e em 2009 a Pilgrim’s, norte-americanas. No mesmo pacote foi comprada a Smithfield Beef, consolidando posição no mercado de carne bovina e de aves nos EUA. Tem liderança no setor, inclusive no mercado de carnes na Austrália e outros países. Para esse gigantismo empresarial teve a âncora segura do BNDES e do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, como consultor econômico.
Através da BNDESpar tem 20,4% das suas ações e da Caixa Econômica Federal 6,9%. O restante da sua composição acionária é assim distribuído: 42,4% do acionista controlador; 25,5% dos acionistas minoritários; e, 4,8% de ações na Tesouraria. Não obstante os dois agentes públicos serem subscritores de 27,3% do seu capital, em 2016, o governo foi obrigado a impedir a transferência da sede da empresa para a Irlanda. A organização, através da subsidiária JBS Foods Internacional, pretendia fixar o seu domicílio fiscal no Reino Unido, ficando a parte que opera no Brasil como subsidiária.
A Operação Bullish revela uma triste história de fraude, suborno e corrupção, radiografando a apropriação do Estado por grupos corporativos nas relações econômicas espúrias com o poder político. O adultério envolvendo os interesses do setor privado com o público assumiu proporções de escândalo. Nos últimos anos o BNDES (2008 a 2014), foi o instrumento para sustentar grupos empresariais que se autointitulavam campeãs do desenvolvimento. As empresas adjetivadas de players, em condições privilegiadas, receberam de R$ 400 bilhões. O economista Samuel Pessoa, associado à Fundação Getúlio Vargas, traduz o que significa esse volume de dinheiro: O Plano Marshall, entre 1948 e 1951, para reconstrução de 16 países da Europa, após a II Guerra Mundial, custou aos EUA US$ 13 bilhões. Atualizado, aos preços atuais, significaria US$ 100 bilhões. Com o dólar cotado a R$ 3,15, representaria R$ 315 bilhões. No Brasil gastamos mais do que o Plano Marshall na concessão de crédito subsidiado aos grupos econômicos com bom relacionamento com o poder.
A Operação Bullish, da Polícia Federal enfoca as relações do grupo JBS e o BNDES. Ela é o prosseguimento das operações Sépsis, Greenfield, Cui Bono e Carne Fraca, todas envolvendo as empresas controladas pela holding J&L (JBS). Sépsis, investiga recursos suspeitos para a empresa; Eldorado Celulose (JBS) no fundo de investimento do FGTS; Greenfield, recursos irregulares para a Eldorado, dos Fundos de Pensão das estatais; Cui Bono, esquema de concessão de crédito pela Caixa Econômica, com propina para políticos; e, Carne Fraca, esquema de corrupção para fiscais do Ministério da Agricultura, responsáveis pela liberação de carnes adulteradas. Todas envolvendo recursos financeiros e interesses assustadores. (Sebastião Nery)

Cantemos "começar de novo..."

 photo armaao_zpslk7bapip.jpgNão renuncio; se quiserem, me derrubem, afirma Michel Temer. À Folha, presidente diz ter sido ingênuo ao conversar com Joesley, dono da JBS. 
• Temer tem desafios em série para dar sobrevida a governo. Presidente tenta manter apoio de partidos e aprovar seus projetos no Congresso. 
• STF decidirá 4ª feira sobre suspensão de inquérito de Temer; áudios foram para perícia. 
• OAB apresentará pedido de impeachment de Temer no começo da semana. Conselho Federal da OAB se reuniu no sábado e decidiu apoiar o impeachment de Temer por 25 votos a 1. 
• Retaliação? Temer reduz verba da PF e gera suspeita de interferência na Lava Jato. Quando foi deflagrada a operação Lava Jato, em 2014, a equipe da Polícia Federal que atuava em Curitiba contava com nove delegados federais, que faziam parte de um efetivo de quase 60 policiais. Hoje, apenas quatro delegados seguem atuando nos casos, responsáveis por cerca de 180 inquéritos em andamento. A redução não ocorreu somente no quadro da força-tarefa no Paraná, Brasília e Rio de Janeiro também sentiram. O motivo foi a redução de verbas da PF, em consequência do corte geral dos gastos da União. De acordo com informações do blog de Fausto Macedo, no Estadão, a previsão do Orçamento da União de 2017 para o Ministério da Justiça é de R$ 13 bilhões, sendo R$ 6 bilhões para a Polícia Federal - R$ 4,7 bilhões destinados ao pessoal e R$ 1 bilhão ao custeio. O corte de 44% é o mais expressivo, desde que a força-tarefa teve início. 
• Protestos petistas fracassam de novo. A baixa adesão aos protestos deste domingo frustrou os organizadores, segundo o Estadão. Na capital paulista, eles culparam a chuva. Mas o fato é que os movimentos de esquerda não conseguem mais mobilizar as massas. Pudera: se o Congresso não tem legitimidade para escolher presidente, por que teria para mudar a Constituição antecipando eleições? Mesmo insatisfeito com Michel Temer, o povo prefere ficar em casa, aguardando Lula protagonizar a cena das Diretas Já para a cadeia. 
• Crise política que atingiu Temer ameaça paralisar trabalhos no Congresso. 
• Defesa recorre ao STF para que Aécio volte ao cargo de senador. 
• Escritório de Sepúlveda Pertence abandona defesa de Joesley. 
• Rio anuncia novo bloqueio nas contas do estado por parte da União. 
• Associação critica falta de perícia prévia em áudio entregue por Joesley. 
• JBS contribuiu para a eleição de 16 dos 27 governadores. 
• João Doria diz que cracolândia acabou, mas tráfico fica. Área é alvo de megaoperação policial, mas usuários e traficantes se espalham. 
• Choque político compromete reformas. Mudanças nas leis trabalhistas e da Previdência podem não ocorrer; efeitos sobre economia virão após 3º tri. 
• Microempresas de favelas serão formalizadas. Estimativa é que pequenos negócios em comunidades movimentem R$ 80 bi. 
• Tony Ramos está triste e melancólico com as revelações da JBS e não será mais garoto-propaganda. 
• Contas na Suíça registram 9 mil pagamentos para políticos, diz delação da JBS. 
• Faustão é patrocinado pelo Banco Original do grupo de Joesley Batista. Apresentador passou parte do programa deste domingo dando lição de moral, falando da vergonha da corrupção e cobrando um Brasil melhor, mas esqueceu que aceita dinheiro de um dos maiores corruptos da nação. 
• Crivella e aumento do IPTU. Sem maioria na Câmara para aprovar aumento. 

Temer põe em dúvida atuação de Edson Fachin.
Michel Temer cogita pedir a anulação de todo o processo em que é investigado no Supremo Tribunal Federal por suspeita de corrupção, obstrução de justiça e formação de organização criminosa. Alega que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, não teria legitimidade para atuar no caso, pois a empresa JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, é investigada não no escândalo da Petrobras, mas em outras cinco operações: Sépsis, Greenfield, Cui Bono, Carne Fraca e a Bullish.
Alertado pelo criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira, cujo escritório assumiu sua defesa, Temer disse a aliados, neste domingo, que Fachin não seria o juiz natural do caso que resultou das delações de executivos da JBS. O relator, disse o presidente a ministros e congressistas, deveria ter sido escolhido por sorteio. Algo que os advogados suspeitam que não foi feito. Para tirar a prova dos nove, a defesa do presidente pede ao Supremo que esclareça como foi feita a distribuição do processo sobre a JBS.
Na tarde de sábado, o escritório de Antonio Mariz já havia protocolado no Supremo um pedido de suspensão do inquérito contra o presidente. Questiona-se na petição a validade da gravação feita por Joesley Batista, o sócio da JBS, da conversa que manteve com Temer em 7 de março, no Palácio do Jaburu. No mesmo dia, Fachin determinou que o áudio seja periciado pela Polícia Federal. E transferiu para o plenário do Supremo a decisão sobre suspender ou não a investigação contra Temer. O julgamento está marcado para quarta-feira.
O novo questionamento da defesa de Temer, condicionado à confirmação da ausência de sorteio na distribuição do processo da JBS, será mais amplo. Em vez da suspensão, cogita-se pleitear a anulação de todos os atos praticados por Fachin em relação a Temer. Nessa hipótese, iriam para a lata do lixo, por extensão, os outros despachos de Fachin -da homologação das delações até as 41 batidas de busca e apreensão e as 8 prisões preventivas decretadas pelo relator da Lava Jato com base na colaboração judicial da JBS.
No limite, subiriam no telhado também os despachos de Fachin que afastaram do exercício regular dos respectivos mandatos o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado Ricardo Rocha Loures (PMDB-PR). A pretensão de Temer e seus advogados é a de promover uma reviravolta no caso. O presidente teria, então, munição para sustentar a tese segundo a qual está sendo vítima de uma grande armação. E o debate sobre o mérito do diálogo antirrepublicano que teve com Joesley Batista ficaria em segundo plano. (Josias de Souza) 

A Constituição, acima dos dignos e dos indignos.
Se o Diabo veste Prada, as esquerdas vestem Armani, consomem caviar, têm penthouses na Flórida e triplexes no Guarujá. Curiosamente, porém, lhes são atribuídas importantes virtudes na relação com os ocupantes dos mais miseráveis porões da vida social. É um fenômeno real: não é o pobre que precisa da esquerda; é a estratégia e o projeto político da esquerda que precisam do pobre na sua pobreza. Duvida? Vá a Cuba e à Venezuela e depois nos conte. A aparente empatia entre a esquerda e a pobreza não se compara à que une seus mais poderosos representantes aos donativos, mesadas e jatinhos disponibilizados pelo capitalismo de compadrio, construído com dinheiro do condomínio Brasil, ou seja, com o dinheiro de nossos impostos. Enquanto faz juras de amor aos pobres, pisca o olho e vai para a cama com os mais inescrupulosos bilionários.
A conversa entre Michel Temer e Joesley Batista faz lembrar muito, mas muito mesmo, certas gravações colhidas em grampos com pessoal do PCC. Ouvindo a confusa loquacidade do empresário, construindo frases de um modo meio cifrado, a gente fica à espera do momento em que vai chamar Temer de mano. E este se comporta como tal, embora alguém do PCC tivesse, ligeirinho, percebido a armação e dado uma curva no escandaloso encontro.
O presidente caiu como um pato em pleno voo e a crise política instalou-se no mais inoportuno dos momentos, quando o país começava a se aprumar para uma gradual emersão desde as profundezas da pior crise de nossa história econômica. Quem perde com essa nova enxurrada de lama? Há quem, feliz da vida, diga que perde a base do governo, que perdem os golpistas. Eu vi essa expressão nos rostos de diversos parlamentares quando a notícia da gravação chegou ao Congresso Nacional. De fato, embora quase todos os que observei tivessem contas a acertar com o mesmo STF, a nova situação os excitou positivamente. Enfim, uma notícia boa! - pareciam dizer.
Boa? Eis onde quero chegar. Nas horas subsequentes, ocorreram manifestações. Pontos de concentração, em várias capitais do país, pintaram-se de vermelho. Era marcante o tom político, partidário e militante que caracterizava quem a elas afluiu. A atitude, as bandeiras, as faixas e cartazes funcionavam como carteiras de identidade do público presente. O povo, aquele que vive e move-se por vida própria, na feliz definição de Pio XII, estava em casa, chocado, desolado, porque inteligentemente presumiu as penosas consequências daquelas revelações. O povo sabe que fora, acima e além das mesquinharias políticas, é ele quem perde. Ele perde sempre que o espírito público é comprado e o interesse nacional, vendido.
É hora de prestar atenção a quem tenha atitude responsável, esteja pensando no Brasil, na imagem do país, nas necessárias reformas, na retomada do crescimento em favor dos desempregados, dos endividados, dos jovens da geração nem-nem. É uma boa oportunidade, também, para monitorar e, em 2018, varrer da cena políticos corruptos, demagogos, populistas, oportunistas. E como os temos!
Nesta quadra amargamente pedagógica da vida nacional resta-nos a Constituição. Silenciosa, ela se ergue acima dos dignos e dos indignos. Há que segui-la, sem casuísmos, para a necessária substituição do presidente, forçada ou voluntária, repudiando quem queira aprofundar a crise e convulsionar ou parar o país. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)

21 de mai de 2017

País de inocentes...

 photo boigordo_zpsvfbh7czo.jpg • Um teste para o Brasil. Os afoitos que propugnam a destituição de um governo antes que estejam reunidas as provas atentam contra a própria Constituição.
• O festival da JBS: Meio bilhão de reais em propinas para 1.829 candidatos. Em depoimento ao Ministério Público, ex-diretor Ricardo Saud detalhou como o frigorífico financiou políticos de Norte a Sul do Brasil; Joesley afirma que pagou US$ 80 milhões a Lula e Dilma. JBS relatou montante de propina de R$ 600 mi a 1.829 políticos de 28 partidos. J&F não aceita acordo de leniência de R$ 11 bi com MPF. Grupo da JBS e Friboi propôs pagar apenas R$ 1 bilhão.
• Fundos da Caixa e Petrobras bancaram propina. JBS pagava a presidentes 1% dos investimentos do Funcef e Petros.
• STF atende defesa de Temer e autoriza perícia da PF em áudio.
• O presidente da República afirmou em pronunciamento que empresário é criminoso e que gravações foram editadas para acabar com o governo; Acuado, presidente ataca Joesley e pede fim de inquérito no STF. Temer diz que áudio é fraudulento; JBS nega que material tenha sido alterado; Temer pediu R$ 1 milhão em dinheiro vivo, diz delator.
• Com medo de prisão, Joesley tentava delação desde 2016. JBS teve aula de delação 15 dias antes de gravar conversa com presidente.
• OAB vai protocolar pedido de impeachment de Temer. Entidade apresentará pedido na próxima semana na Câmara dos Deputados.
• Temer aprova projeto de socorro a Estados. Governos de RJ, MG e RS são os principais interessados em auxílio.
• Sem PSB, Michel Temer se dedica a sobreviver. Para se segurar no cargo, ele costura a adoção de uma agenda mais modesta.
• Senado tem articulação para manter Aécio Neves no cargo. Estratégia em discussão por parlamentares prevê que tucano recorra à Mesa.
• Partidos aliados articulam saída negociada para evitar eleições diretas. Nome de Meirelles ganha força como alternativa viável para manter a base unida e dar continuidade às reformas econômicas; Equipe econômica tenta frear onda de pessimismo. Meirelles busca acalmar investidores sobre consequências da delação da JBS.
• Para secretário, reforma terá de ser mais forte se adiada. Marcelo Caetano diz não considerar que projeto fique paralisado com crise.
• Donos da JBS se refugiaram no Colorado, e não em Nova York. Família não se refugiou em Nova York, mas em Greeley, Colorado, para uma propriedade da família em pertinho da sede da JBS nos EUA, onde fatura US$20 bi (R$66 bilhões) ao ano. A JBS iniciou a operação nos Estados Unidos em 2007, após a compra da Swift & Company, financiada pelo BNDES. Custou US$1,5 bilhão. Joesley tem apartamento no Olympic Tower, em Nova York, que foi do publicitário Nizan Guanaes. Estaria avaliado hoje em US$30 milhões.
• Caso Eike. Cármen envia ação do PGR a Mendes para que se defenda de impedimento.
• Os senadores Álvaro Dias (PV-PR) e Romário (PSB-RJ) acertaram filiação ao Podemos, novo nome do antigo Partido Trabalhista Nacional (PTN). Os dois devem assinar filiação durante evento de lançamento oficial da sigla, previsto para 1º de julho, em Brasília. O PTN não possuía representantes no Senado.
• Lula pede renúncia de Temer: O que queremos é eleição direta. Ex-presidente voltou a afirmar que acusações da Lava Jato lhe dão vontade de disputar a eleição.

Não era nada disso!, diria Tancredo para Aécio.
A caminho da sexta cirurgia, aquela que o levaria à morte, privando-o de assumir a Presidência da República, Tancredo Neves disse para Aécio Neves: Eu não merecia isso!
Vivo, Tancredo poderia repetir o mesmo comentário para o neto, agora um senhor de 57 anos, enroscado em oito enredos penais. A velha raposa talvez emendasse uma segunda frase: Não era nada disso! (Josias de Souza) 

Temer, por favor, sai daí!
Sai daííí! Estamos muito arranhados. A verdade é que só uma coisa é certa: o país não resistirá a percorrer mais um processo de impeachment. Por favor, presidente, já que disse que não tem apego, deixa a gente seguir em frente enquanto o senhor se defende. Por favor, por você, por nós todos.
Se pudesse pedir algo ao papai do céu, ao anjo da guarda, a Todos os Santos, fazer mandinga, seria para que algo iluminasse a sua cabeça, presidente Temer, para que decida pela forma menos traumática, e por conta própria: renuncie. Não, calma, não estou fazendo juízo de valor, nem o condenando antecipadamente, embora seja bem difícil inocentar - acho que deve se defender com unhas e dentes já que garante que pode, e está - garanto - com um dos melhores advogados do país, Dr. Mariz, que pessoalmente tenho na maior conta, respeito e admiração.
Mas não governando; não pode obstruir a estrada como a terra de um muro desbarrancado pelo tremor, pela avalanche. Se não sair nada mais andará para frente; ao contrário, vai ter marcha-a-ré.
Como vê, em poucos dias já foram buscar e estão começando a passar com trator em cima do senhor. Várias vezes. Vai piorar, vão passar com uma locomotiva carregada, que - veja - apita e aparece logo ali depois da curva. Avalie: como vai continuar governando sem paz? Sem base? Com um monte de flechas apontadas, com manifestações dia sim, dia sim? Se já estava difícil sem tudo isso, imagine agora.
Sei que nesse caso o foro privilegiado que dispõe é de suma importância e o senhor se sentiria mais protegido. Mas, ao mesmo tempo, pense. Os foguetes atingiram sua tenda, furaram o teto, e até o STF já pediu sua investigação enumerando motivos horrorosos. Como ser presidente com esse fardo?
O senhor caiu no centro de uma teia maquiavélica, uma cama-de-gato, uma arapuca engendrada de forma orquestrada, premeditada. Admita. Se tentar se debater dentro dela, se enroscará mais e mais, e talvez não tenha chance de sair dessa com um mínimo de dignidade, que tenho certeza, gostaria de resguardar. Caiu o senhor, caíram até aqueles que já estavam caídos, e quanto mais todos se mexem mais o país para. Esse caso une a verdade aparecendo, sim, mas contada por manipuladores, regados a inveja, disputas internas, frutos de disputas insanas entre poderes. Vamos combinar: dessa vez com uma jogada záz-tráz, mortal.
Por favor. Considere isso. Seria uma decisão nobre, mesmo no meio de toda essa lama. Não espere que o tirem aos pontapés, como vai acontecer, seja no TSE, seja no tal impeachment, palavra que me dá até alergia em imaginar tudo de novo. Não dê chance a mais esta acusação - de ter falido um país. A História registra. O jornalismo é o dia a dia.
Mais uma vez, presidente, acredite, dou graças por não ter filhos - não saberia como explicar a eles esse momento que vivemos. Ficaria muito mais perturbada ainda se os visse assistir às cenas que todos estamos vendo. A começar pelos diálogos dos poderosos empresários delatores. Agora piorou, presidente! Os açougueiros foram mais longe ainda. Para se salvarem, aos seus luxos, se prestaram a papéis que não dá nem para dimensionar o nível de canalhice. Agora estão lá fora rindo muito de nossa cara, falando em português primário, enquanto o senhor ainda busca e usa rebuscadas palavras para se defender.
É com essa gente que está lidando agora. Não é mais só com os políticos submissos às suas ordens, os chucros. Não é só com os petistas e afins. Sinta como do dia para a noite foi sendo abandonado. Veja como o bombardeio foi muito bem-sucedido, tramado.
Salve sua história, pelo menos a até aqui. Leu o jornalista Jorge Moreno? Mais ou menos: Prof. Michel Temer chame à razão o presidente Michel Temer. Acrescento: vamos nos agarrar ao livrinho da Constituição.
Se quer notícias aqui de fora, conto que está todo mundo muito, mas muito mesmo, muito p..., chateado, cansado, e isso é muito, mas muito mesmo, ruim. Ainda tem alguns resignados e à sua volta deve estar cheio de falsos amigos mais preocupados em se manter a salvo do que com o apoio que precisa. Aquelas deprimentes e tímidas palmas que recebeu durante seu primeiro pronunciamento dizem tudo sobre a solidão que enfrentará dentro dos gigantescos palácios.
Por favor, Temer, sai daí. Deixe que nos apeguemos ao pouco que ainda temos, permita que as coisas não piorem, gerando ainda mais miseráveis. Não nos use como escudo, vingue-se depois, mas deixe-nos passar por outros caminhos.
A pinguela ruiu. Salve a República! (Marli Gonçalves, jornalista) 

 photo corrupo19_zpshkxadd4i.jpg A grande piada da semana!...
Em meio à hecatombe que se abateu sobre o País nessa semana, nada melhor que aproveitar o sábado e o domingo para desopilar o fígado, ouvindo umas boas piadas...
E podem começar a gargalhar: o sr. Lulla da Silva, o maior corrupto que já nasceu neste País e é réu em 5 inquéritos por corrupção, acaba de nos presentear com duas pérolas antológicas, dignas dos maiores cômicos que por aqui já passaram!
...Nenhum governo combateu tanto a corrupção, como o meu...
... Hoje o PT pode ensinar, inclusive, a combater a corrupção...
É de rolar de rir! Será que esse senhor não tem espelho em sua casa? Delação por delação, o pária desse sr. Joesley, afirmou com todas as letras que ...repassou para o sr. Lulla e para a sra. DIImáh, 80 milhões de dólares, pagos no Exterior.... Não se trata de erro! É isso mesmo: dólares pagos no Exterior!!!!!
Ou as delações só valem para um dos lados e só existe ladrão de um lado? (Márcio Dayrell Batitucci) 
oo0ooo
PT pode ensinar a combater a corrupção, diz Lula.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (20) durante discurso no evento de posse dos novos integrantes do diretório municipal do PT, em São Bernardo do Campo (SP), que nenhum governo combateu tanto a corrupção como o seu (2003-2010) e que todas as denúncias precisam ser investigadas dentro das regras do Estado democrático de direito.
Hoje o PT pode ensinar, inclusive, a combater a corrupção. Ninguém na história desse país criou mais mecanismos o para combater a corrupção do que 12 anos de PT no governo. A Polícia Federal é o que é por causa do PT, o Ministério Público é o que é hoje porque na [Assembleia] Constituinte de 1988, companheiros como o [José] Genoíno brigaram pela autonomia do Ministério Público, que antes era um apêndice do Ministério da Justiça, disse em sua primeira manifestação pública após o agravamento da crise política com a divulgação do conteúdo das delações dos executivos da JBS, que envolvem o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador Aécio Neves (PSDB), entre outros políticos, inclusive o próprio Lula.
Lula disse que a corrupção precisa ser combatida, mas que é preciso respeitar o Estado democrático de direito. Nós queremos que a pessoa seja investigada, democraticamente, tenha o direito de defesa e, democraticamente, seja julgada. E vale para o PT, para o PMDB, para os procuradores, para os juízes, vale até para o papa, vale para todo mundo, disse, sem mencionar diretamente as acusações contra Temer, que agravaram a crise política brasileira.
Lula é réu em cinco inquéritos na Operação Lava Jato. No último dia 10, o ex-presidente foi interrogado pelo juiz Sergio Moro, em Curitiba, sobre a acusação de receber propina da OAS. Na última pesquisa Datafolha, divulgada no final de abril, Lula ampliou sua vantagem na liderança da corrida pelo Planalto em 2018. Lula defendeu a saída de Temer do Planalto e a realização de eleições diretas, mesmo que o PT não leve o pleito. Nós queremos que o Temer saia logo, mas não queremos um presidente eleito indiretamente. Não importa quem for. A gente pode perder, mas se perdemos democraticamente, valeu o jogo. O que não dá para achar é que alguém pode indicar por nós o presidente a presidenta, disse.
Lula afirmou que a candidatura dele vai depender de muitos fatores. Minha candidatura vai depender de muita coisa, da minha saúde, da Justiça, e do PT, disse.
As eleições direitas para presidência diante de uma eventual saída de Temer foi o principal tema defendido durante todo o evento por outros líderes do PT presentes. Lula chamou os presentes a irem à avenida Paulista, no centro de São Paulo, na tarde deste domingo (21), para protestar pelas Diretas Já. Todos os que querem Diretas Já precisam ir na Paulista amanhã às 14h. Não comam muito e depois do almoço deem uma saidinha e passem na Paulista. É importante, disse. 

Finado Lula,
Nunca entre num lugar de onde tão poucos conseguiram sair, alertou Adam Smith. A consciência tranquila ri-se das mentiras da fama, cravou o romano Ovídio. Corrupção é o bom negócio para o qual não me chamaram, ensinou o Barão de Itararé.
E, na contramão de todos está alguém que abriu mão de si mesmo pelo poder. Lula construiu uma história de vida capaz de arrastar emoções e o levar à presidência. Agora, de modo desprezível, o mesmo Lula destrói-se por completo.
Não é preciso resgatar o tríplex, o sítio ou os R$ 30 milhões em palestras para atestar a derrocada do ex-presidente. Basta tão somente reparar a figura pitoresca na qual Lula se tornou.
O operário milionário sempre esbanjou o apoio popular e tomou para si o mérito de salvar o país da miséria. Contudo, junto disso, entregou-se aos afetos das maiores empreiteiras, não viu mal em lotear a máquina pública, nem se constrangeu em liderar uma verdadeira organização criminosa.
Sem hesitar, brincou com os sonhos do povo e fez de seu filho, ex-faxineiro de zoológico, um megaempresário. Aceitou financiamentos regados a corrupção, fez festa junina para magnatas e mentiu, mentiu e mentiu. O resultado, enfim, chegou: ao abrir mão de si mesmo, Lula perdeu o povo.
Pelas ruas, o ex-presidente é motivo de indignação e fonte de piadas. Lula virou chacota, vergonha, deboche. Restou-lhe a militância do pão com salame e aqueles que tratam a política com os olhos da fé messiânica.
Seu escárnio da lei confirma sua queda. Lula ainda enxerga o Brasil como um rebanho de gado e não percebe que está só, cercado por advogados que postergam seu coma moral. Enquanto ofende o Judiciário e todos aqueles que não beijam seus pés, Lula trancafia-se na bolha de quem ainda acredita que meia dúzia de gritos e cuspes podem apagar os fatos.
O chefe entrou num mundo sem saída, trocou sua consciência pelo poder e corrompeu-se até dissolver sua essência. Lula morreu faz tempo. Restou-lhe, apenas, uma carcaça podre que busca a vida eterna no inferno de si mesmo. (Gabriel Tebaldi, graduado em História pela UFES) 
ooo0ooo
E quem imaginava que a delação da Odebrecht seria a do fim do mundo se estarreceu hoje diante dos vídeos dessa criatura debochada e cínica que confessou crimes sorrindo. Só mesmo uma psicopata e imaginar que eram esses os gurus da grande presidenta Dilma Roussef!
Também uma mulher que para se candidatar topa, após um câncer, fazer plástica e se transmutar a peso de ouro, pagando diárias de cabeleireiros a R$ 2.500,00 a 3.000,00, é tão doente quanto!
Esquerda brasileira, chega de apontar culpados! Está na hora de assumir o ocorrido e partir para um mea culpa já! Antes que os Dórias e Bolssonaros assumam o poder! Quem elegeu Temer não foram os coxinhas. Parem de tergiversar. Temer foi eleito por vocês com dinheiro público desviado de hospitais creches e escolas! O resto é retórica, ou ilação como vocês agora costumam chamar o que nós brasileiros conhecemos como mentira!
A arrogância da esquerda de acreditar que lida com tolos e que porta o Santo Graal está no pano de fundo de sua derrocada mundo afora. 
Vamos fazer diferente e lavar a jato essa roupa suja antes que seja tarde! A máscara caiu!
Um homem que responsabiliza a companheira morta para não assumir seus atos é um covarde e não herói. Essa inversão de valores para mim é assustadora...
E não me venham falar da corrupção que existe desde a época de Cabral que não somos trouxinhas. Nós militamos no PT e construímos esse partido e elegemos o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva imbuídos do mais alto altruísmo, e na mais profunda convicção de que éramos portadores da revolução pelo voto! 
Alto lá embusteiros...existe inteligência e cabeças livres pensantes no país! 
Nem toda militância precisa de ônibus pago e sanduíche de mortadela para servir de claque uniformizada de vermelho em comício de gente que vive de desvio de dinheiro público! 
Existe a burguesia esclarecida do país que não vai permitir o Brasil vir a ser a nova Venezuela não!
O Sr. Luiz Inácio deve, sim, uma explicação ao país, especialmente a nós seus eleitores sem deboches e piadinhas sobre mulheres que não obedecem ao marido. 
Chamar um empreiteiro do porte do tal do Léo Pinheiro de vendedor é acreditar que somos todas burras! E assistir a nossa esquerda brasileira, dita caviar apreciadora de vinhos de safra e frequentadora de salões e Piantelas se gabar que ele arrasou no depoimento é algo pra lá de deprimente! 
Pela primeira vez senti vergonha de me incluir ao lado de vocês que tanto nos orgulharam na resistência à ditadura! Prestes deve ter se removido: isso não é socialismo. É roubo mesmo! Acredito e com pura convicção, porque fui contemporânea de sonhos e realizações no CREA de gente idealista como Marcelo Déda e José Eduardo Dutra que saíram de cena com vergonha do que estaria por vir a ser revelado pela Lava Jato. 
Ser de esquerda não garante passaporte de impunidade a ninguém quando se trata do crime hediondo de desvio de dinheiro público nem mesmo para a alma mais honesta do mundo! 
Falei para não morrer engasgada... (Ana Luiza Liborio, arquiteta e uma das fundadoras do Diretório do PT em Aracajú)