Estrangeiro tem imunidades que se restringem ao exercício da função e já teve Habeas Corpus negado.
TSE não permitir a divulgação da
vacinação de poliomielite para crianças, por considerar ausência de urgência e
configurar propaganda eleitoral é o fim de qualquer razoabilidade. O que estão
fazendo conosco? (Fabiana Barroso)
Bolsonaro fala em ‘viés de
esquerda de ministros do STF’ e critica ‘ativismo judicial’ da Corte.
Ministra do SRF, Rosa Weber envia
à PGR pedido para investigar Bolsonaro por ataque às urnas eletrônicas.
‘Estamos vivendo 2ª onda da
esquerda na América Latina’, diz embaixadora da Venezuela, María Teresa
Belandria, e demais convidados que participaram do ‘Direto ao Ponto’ e
discutiram os rumos da política na América.
Os 91 angos do Velho Lobo, Zagallo celebra aniversário com alta hospitalar: 'Vão ter que me engolir!'
Agentes do FBI fazem busca e apreensão na casa de Donald Trump, ex-presidente dos EUA.
Declaração do jornalista belga
Michel Kolonne que se espalha como fogo florestal: "O Ocidente é apenas
uma civilização de ladrões! Se Espanha e França em 17. séculos eles ficaram
ricos, foi porque roubaram ouro e prata da América Latina e assassinaram os
índios sem pagar nada. Se a França, a Inglaterra e os EUA ficaram tão ricos
graças à escravidão e roubar seres humanos da África sem pagar nada. Da mesma
forma, a Bélgica e os Países Baixos são de 19. séculos muito ricos quando
roubaram matérias-primas gratuitas da África e da Ásia. Nos últimos 500 anos,
as nossas sociedades ocidentais têm pilhado a riqueza do terceiro mundo sem
pagar. Podemos desenhar gráficos para todos os países africanos pobres e
mostrar quem os saqueou e como. Em suma, somos - ou melhor - alguns de nós
somos ladrões e, por isso, tornamo-nos países ricos à custa de outros. (cirkus.politika)
Taiwan acusa China de usar
exercícios militares como parte de um plano de invasão da ilha.
‘Artigo
de luxo’ e cada vez mais caro
Um
artigo já considerado de ‘luxo’ por estar cada vez mais caro nos estabelecimentos
comerciais, a carne bovina deve ter o consumo reduzido ao menor nível em 26
anos, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa do
órgão é de que apenas 24,8 kg do alimento sejam consumidos por pessoa durante o
ano de 2022, sendo a menor proporção da série histórica, iniciada em 1996. Para
especialistas, a queda é reflexo da fome e resultado de um desmonte na política
de segurança alimentar no País, em meio à alta da inflação.
“Esse
é o resultado da explosão dos preços e o reflexo da fome e da inflação que
assolam o País. O brasileiro precisa voltar a sorrir, com comida no prato,
emprego e renda”, comentou o economista, petroleiro e militante Radiovaldo
Costa.
Consumo reduzido da carne é reflexo da fome e resultado de um desmonte na política de segurança alimentar no País, dizem especialistas. (Ricardo Oliveira/Agência Amazônia)
A
produtora cultural, a ativista dos direitos humanos e militante da causa negra
Michelle Andrews afirma que a queda no consumo da carne está relacionada
diretamente à política econômica do Governo Bolsonaro. “Eles permitiram o
desabastecimento, incentivaram o dólar em alta, desmontaram a política de
segurança alimentar”, comentou a ativista, que critica a concentração de
riquezas no País.
Consumo da carne
No período pré-pandemia, em 2019,
o consumo da carne era de 30,6 kg por habitante. Em três anos, a queda foi de
20%. A disponibilidade do alimento atingiu a maior proporção em 2006, com 42,8
kg de carne bovina por pessoa. Nos últimos dez anos, a maior taxa registrada
foi de 38,3 kg, em 2013. O número é obtido por meio de cálculo que soma o
volume importado com a produção nacional e subtrai com a quantidade exportada.
A Conab estima que a produção de carne bovina também mantenha o comportamento de redução na oferta em maio ao mercado interna com demanda desaquecida. Além disso, especialistas explicam que fatores como a alta de preços e a perda do poder de compra da população, cujos impactos já estão sendo sentidos, influenciem na queda. (Bruno Pacheco, Agência Amazônia)
A sagração do profano
Quem expulsa o sagrado acaba
por consagrar o profano.
Certa feita, após um debate em
programa de rádio, ofereci carona ao meu adversário, líder de um partido de
esquerda. Rodamos cerca de 20 minutos conversando como gente normal, sem
audiência, sem microfone e sem reservas, confirmando ser a existência de um
público que torna os debates mais acirrados. Lá pelas tantas ele me disse ter
inveja dos cristãos. A fé – afirmou – é muito mais suave e leve do que a lei e
a força para conter o mal existente no ser humano.
De fato, na falta do Absoluto,
tudo se relativiza e o querer humano se converte na medida de todas as coisas.
Há muitos anos, tive o privilégio de conhecer e conversar longamente, aqui em
Porto Alegre, com um eminente professor de Filosofia do Direito em Granada,
posteriormente eleito para o Congresso dos Deputados e, em 2012, guindado ao
Tribunal Constitucional espanhol. Cito trecho de um texto que o Dr. Andrés
Ollero me enviou sobre o relativismo:
“Quando se identifica democracia
com relativismo, se verá como inimigo quem insinue, mesmo remotamente, que algo
possa ser mais verdade que seu contrário. O mais cômico desse assunto é que –
desafiando o princípio da não contradição – o relativismo se converterá em
valor absoluto, subtraído de toda crítica.”
Alguém dirá, não sem razão, que o
Direito Natural absorve, querendo-se ou não, a ideia de um Deus, de uma
sabedoria universal, ou algo assim. E isso não seria cabível num Estado laico.
O problema dessa objeção é que ela, como um “tchick” de faca Tramontina, corta
a palavra de quem fala e investe com retroescavadeira sobre imensa biblioteca
que, não por acaso, contém séculos de sabedoria humana.
No meu livro Pombas e Gaviões
escrevi, sobre a aceitabilidade do argumento religioso:
“Tenho certeza de que
ninguém duvida da conveniência de prestar atenção a quem, num debate, traga,
para a formação das opiniões, um conteúdo científico adicional. Esse acréscimo
de “saber” pode não ser considerado válido ou aplicável, pode não produzir consequências,
mas será certamente reprovada por imprópria ao convívio civilizado a atitude de
quem recusar ao próximo o direito de expor, com base nele, os fundamentos de
sua posição. Não vejo motivo para que um argumento cadastrável como
“religioso”, ou “não profano”, seja apartado liminarmente desse mesmo debate”.
Não sei quantos leitores
compartilham esse ponto de vista, tal a confusão introduzida em uma sociedade
outrora conservadora com a tomada militante dos espaços de formação das
consciências e das opiniões.
O que sim sei é que esses novos
direitos, a imposição de novos códigos e convenções através do politicamente
correto está criando um deus ex-machina, difuso e confuso, a controlar
pensamentos, palavras e obras. Sem lei que as defina como crime, qualquer
pessoa pode ter sua vida devassada e devastada, ser jogado à desgraça por
palavra imprópria ou ideia considerada politicamente incorreta. O braço pesado
da lei vai ficando mais e mais descontrolado.
É o que estamos vivendo em nosso
país com a relativização da Constituição pelo ativismo e narcisismo judicial e
com a sacralização do Supremo ante o genuflexo Senado da República. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de
Letras, é arquiteto, empresário e escritor)






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