Governo prorroga por 60 dias ICMS único sobre combustíveis. Em junho, o ministro do STF André Mendonça suspendeu medida que permitia a cada estado cobrar um valor diferente do imposto.
O apresentador José Luiz Datena,
65, utilizou as redes sociais para informar que foi internado no sábado, 9, no
hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e recebeu neste domingo o diagnóstico de
Covid-19.
Médico é preso por estuprar paciente que passava por cesárea no RJ. Funcionários do Hospital da Mulher, de São João de Meriti, denunciaram Giovanni Quintella Bezerra, que foi preso pela Delegacia da Mulher.
Nova jornada de trabalho de 4
dias na semana começa a ser testada. Modelo que reduz a carga horária de 40
horas para 32 horas semanais sem alteração de salário exige planejamento prévio.
“Não entendo por que o TSE não
aceita sugestões das Forças Armadas sobre a segurança das urnas eletrônicas. Se
as eleições não forem limpas, não participarei do pleito”, de Jair Bolsonaro,
em tom exasperado, em reunião ministerial. (GibaUm)
Políticos repercutem morte de
apoiador de Lula, assassinado por bolsonarista no Paraná. Diversos políticos
utilizaram as redes sociais neste domingo (10) para repercutirem a morte do
guarda municipal Marcelo Arruda, que foi assassinado pelo bolsonarista e agente
penitenciário federal Jorge José da Rocha Guaranho nesta madrugada, enquanto
comemorava seu aniversário de 50 anos com familiares e amigos. A festa tinha
como temática o ex-presidente Lula.
'Quero que apurem', diz Bolsonaro sobre assassinato de petista. Presidente respondeu a uma publicação de humorista sobre morte de militante do PT em Foz do Iguaçu.
Míssil russo atinge edifício
residencial e deixa 15 mortos no leste da Ucrânia. Ataque aconteceu em Chasiv
Yar em um momento em que a Rússia intensifica os bombardeios em Donetsk para
tentar conquistar a região.
https://youtu.be/xN8ZzZ-54po
Cuidado com o ‘Rei do Pix’: golpistas prometem multiplicar dinheiro de vítimas
Nova modalidade de fraude
acontece por meio das redes sociais e surgem como ‘oportunidade de
investimento’.
Certamente muitos já ouviram
relatos de pessoas que tenham sido vítimas dos golpes envolvendo o uso do Pix.
Com pouco mais de 1 ano de lançamento, o Pix desde o início se mostrou um
sucesso como alternativa de meio de pagamentos, permitindo ao consumidor
efetuar rápidas transferências de dinheiro entre contas. Por outro lado, toda
nova tecnologia que envolve transferências em dinheiro acaba atraindo o
interesse dos fraudadores. Com o Pix foi igual. Os golpes surgiram, fizeram
centenas de vítimas, foram amplamente divulgados pela mídia e agora foram
aprimorados, ganhando novas formas. Estamos diante de uma nova modalidade,
conhecida por “Rei do Pix”. Veja como funciona: fraudadores fazem uso das redes
sociais, em especial Instagram, TikTok e Twitter, oferecendo altos valores em
troca de um depósito inicial. Os golpistas simulam uma “oportunidade de
investimento”, com a promessa de elevados ganhos aos participantes.
Por meio de postagens nas redes
sociais, a fraude sugere uma “multiplicação de valores”, onde a vítima deposita
uma determinada quantia com a expectativa de receber um valor superior em
conta. Os criminosos são tão audaciosos que chegam a divulgar tabelas
demonstrando como funciona a devolução dos valores. Quem depositar R$ 200,00,
recebe R$ 1.000,00. Quem depositar R$ 1.000,00, recebe R$ 8.000,00 e assim por
diante. Após envio do legítimo Pix, os criminosos providenciam o imediato saque
do valor, evitando que a quantia seja bloqueada pelo banco. No entanto, em
alguns casos a oferta chega ser cumprida, servindo como uma espécie de
“comprovação do negócio” para que outras vítimas sejam enganadas.
Nesses casos, os golpistas
realizam transferências por meio de contas comprometidas ou a partir de meios
de pagamento, com o uso de cartões clonados, até que os limites sejam
esgotados. Algumas vítimas recebem em conta os valores prometidos, inclusive
com o demonstrativo através de comprovantes pelo WhatsApp. Isso traz a
satisfação para poucas pessoas, que depois divulgam depoimentos nas redes
sociais confirmando a seriedade do negócio. O golpe fica com a aparência de ser
um ótimo negócio, fazendo com que outras dezenas de vítimas sejam enganadas na
sequência. Enquanto 2 ou 3 são recompensados, outros 50 ficam apenas com o
prejuízo. Conhecendo agora mais sobre esta nova modalidade de fraude bancária,
é fundamental recordar alguns importantes pontos:
. O Pix é seguro. Trata-se de uma
excelente ferramenta, prática e rápida.
. O consumidor tem o dever de
zelar pelo melhor uso da sua conta corrente, cabendo a ele a responsabilidade
de adotar os cuidados necessários com suas transações bancárias;
. O uso indevido da conta
corrente pode caracterizar culpa exclusiva da vítima, afastando a
responsabilidade das instituições financeiras. Depois não adianta querer culpar
os bancos que, aliás, investem milhões para a segurança e proteção do cliente.
. Além do prejuízo, o consumidor
também pode se complicar criminalmente, caso provado o seu conhecimento do
esquema criminoso antes de participar da fraude.
É fundamental que o consumidor
tenha cautela com as suas transações bancárias, mantendo uma postura de desconfiança
diante de situações que pareçam promissoras. Não existe “almoço de graça”. No
caso do Rei do Pix, esse almoço pode custar caro, ser indigesto e gerar uma
grande dor de cabeça. Tenham cuidado. (Ricardo
Motta).
Fé e política: o legado
do Cardeal Hummes
Ele chamou minha atenção pela primeira vez quando, bispo de São Bernardo, foi visto em companhia dos metalúrgicos em greve no ABC paulista, em 1975. O país em ditadura militar e o bispo ao lado dos grevistas, sentado à mesa com Lula e os sindicalistas para negociar com os empresários. Fez-me lembrar Jesus de Nazaré, de quem perguntaram: Quem é esse que come com publicanos e prostitutas?
Gaúcho de nascença e franciscano
por vocação e consagração, Cláudio Hummes foi sagrado bispo em 1975 e assumiu a
diocese de Santo André, na região metropolitana de São Paulo. Em 1979, durante
a ditadura militar, ocorreu a greve geral dos metalúrgicos do ABC por melhores
condições de trabalho. Lula era o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de
São Bernardo. O movimento durou 41 dias e mobilizou mais de 200 mil
trabalhadores.
Os metalúrgicos do ABC paulista
haviam começado a greve geral em 13 de março de 1979, às vésperas da posse do
general João Figueiredo na Presidência da República. No dia seguinte, enquanto
a Justiça do Trabalho declarava a paralisação ilegal, dando respaldo jurídico
ao Estado para reprimir a mobilização, Dom Cláudio Hummes chegava na sede do
Sindicato dos Metalúrgicos para dar apoio aos grevistas.
Sendo diretor da Pastoral
Operária, o bispo explicava com clareza e simplicidade: "A Igreja está
prestando solidariedade ao movimento, que deve ser igual ao do ano passado: uma
vitória da classe operária". Referia-se aos idos de 1978, quando milhares
de metalúrgicos do ABC haviam feito ações pontuais contra o arrocho salarial e
reivindicavam recuperação da autonomia sindical. O movimento ganhara força e a
greve de 1979 mobilizara um número muito maior de trabalhadores.
O sindicato estava sob
intervenção federal. Dom Cláudio se posicionou contra a demissão dos grevistas
e ofereceu a igreja para abrigar as assembleias dos trabalhadores. Em reunião
com outros irmãos seus no episcopado, ele explicou sua atitude: “Oferecia-se
num primeiro momento as dependências das paróquias, exceto templos. Só quando
essas dependências não serviam, como último recurso ofereciam-se também os
templos. Esse último recurso foi usado sobretudo em São Bernardo do Campo, onde
os trabalhadores respeitaram com muita dignidade o interior do templo, sem
qualquer abuso. Quem não respeitou foi a repressão, que invadiu a nave da
igreja e acabou prendendo um sindicalista dentro da sacristia...”
Assim deixava clara sua posição.
A Igreja não incitava a greve nem promovia agitação. Sua presença nas
assembleias, ao lado dos operários, era parte de sua obrigação religiosa.
Estava ali como pastor, pois o pastor deve estar presente onde está seu povo,
sobretudo nos momentos de conflitos e tensões. Representava ali a própria
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Após uma assembleia decidir
suspender a greve por 45 dias, diante de um acordo provisório com o patronato,
Dom Cláudio declarou: "O fato de o governo ter aceitado a mediação de um
bispo significa que ele empenha a sua palavra ante a própria CNBB e deverá
cumprir suas promessas".
Dom Cláudio não via sua atuação
nos problemas sociais dissociada de sua ação pastoral e evangelizadora. A
síntese fé e política configurava sua missão e atuação como pastor, primeiro no
ABC e posteriormente à frente da arquidiocese de São Paulo. A preocupação com
os mais pobres e excluídos, constitutiva do carisma de Francisco de Assis, o
acompanhou ao longo de toda a sua vida.
Já sagrado cardeal pelo Papa João
Paulo II e participando como eleitor do conclave que devia eleger o sucessor do
Papa Bento XVI, acompanhou e apoiou o argentino Jorge Mario Bergoglio, que
aparecia como favorito na eleição. Quando a votação se revelou clara abraçou e
beijou o novo papa e sussurrou-lhe algo que marcaria todo o seu pontificado:
“Não se esqueça dos pobres”. E esse sussurro profético veio acompanhado do nome
que passaria a ser o do novo pontífice: Francisco, o pobrezinho de Deus, que
brilhou como um sol sobre o mundo e a humanidade.
Francisco lhe pediu que cuidasse
de sua querida Amazônia, o que fez com entusiasmo e entrega. Foi relator do
Sínodo da Amazônia, realizado em 2019, e em meio às dificuldades e
incompreensões que cercaram aquele momento, foi uma presença de luminosidade e
discernimento que deixou claro que a Igreja estava com o papa apesar de todas
as posições em contrário. Com a saúde debilitada já há um bom tempo, Dom
Cláudio Hummes faleceu no último dia 4 de julho.
Testemunhou com sua vida e missão
aquilo que Francisco afirma e solicita em sua última encíclica, “Fratelli
Tutti”, de 2020: a política é a forma mais alta da caridade. A vida do cardeal
foi uma síntese feliz desse binômio que o papa deseja que configure a vida de
cada fiel cristão: fé e política. Descanse em paz, Dom Cláudio Hummes. A Igreja
do Brasil procurará ser fiel a seu legado. (Maria
Clara Bingemer, professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio)
“Na vida, nem tudo são flores, tal como nem todos os dias são cinzentos.”




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