Corpo de adolescente assassinado
por amigos de infância é encontrado no Rio de Janeiro.
Governo Bolsonaro abre processos
para rever atos de anistia do Governo Lula. Ver aqui https://gazetabrasil.com.br/governo/2022/07/12/governo-bolsonaro-abre-processos-para-rever-atos-de-anistia-do-governo-lula/
Lei Geral do Esporte: Cobrança
por direitos de transmissão de rádios não deve avançar no Senado, dizem líderes.
Expectativa é que o assunto seja discutido na volta do recesso parlamentar, em
agosto.
Prefeitura decide pela demolição
de prédio que pegou fogo no centro de São Paulo. Implosão foi descartada pela
impossibilidade de pessoas entrarem no prédio pelo risco de desabamento; Defesa
Civil diz que monitora a situação, que tem nove prédios sob risco de
desabamento.
Segurança política: Tebet e
partidos pedem ao TSE medidas para pacificar as eleições.
Rosa Weber manda PGR se
manifestar sobre investigação contra Pacheco. Presidente do senado é acusado de
utilizar o Orçamento Secreto para conseguir apoio à sua eleição em 2021.
Câmara dos Deputados aprova PEC
do piso salarial da enfermagem.
Novas imagens do James Webb vão de nebulosas próximas a galáxias
distantes
Durante a madrugada desta
terça-feira, vão ser reveladas as primeiras imagens do telescópio James Webb.
No entanto, às 21:00 desta segunda-feira será revelada uma primeira por Joe
Biden. O físico e professor Carlos Fiolhais espera que esta seja a primeira de
“muitas e boas imagens”.
- Em uma longa apresentação na manhã de
terça-feira (12), o mundo teve acesso às primeiras observações científicas do
Telescópio Espacial James Webb. Indo das profundezas do cosmos a um exoplaneta
a mil anos-luz de distância, elas demonstram de forma efetiva o potencial do
novo satélite.
A apresentação começou com os
confins do Universo, retomando a imagem mostrada no dia anterior em evento na
Casa Branca. Batizada de Primeiro Campo Profundo do Webb, ela mirou o
aglomerado de galáxias SMAC 0723. A potente gravidade desse conjunto de
galáxias a cerca de 5 bilhões de anos-luz de distância gera um efeito de lente
que amplifica a imagem de astros ainda mais distantes pelo
menos um deles, destacado pela agência na
apresentação, é
visto na imagem como era 13,1 bilhões de anos
atrás.
Um dos objetivos centrais do Webb
é justamente enxergar além do que o Hubble foi capaz, eventualmente detectando
as primeiras galáxias a se formarem no Universo. O Big Bang aconteceu há 13,8
bilhões de anos, e o novo telescópio espacial espera ver objetos como eles eram
até 13,5 bilhões de anos atrás.
O truque para ver o Universo bebê
é possível graças ao fato de que a velocidade da luz, embora muito grande, é
limitada. Quanto mais longe está um objeto, mais tempo a luz teve de viajar
para chegar até nós, o que significa que temos uma imagem mais antiga dela.
Isso se aplica mesmo a objetos
astronômicos mais próximos: quando olhamos para o Sol no céu, nós o estamos
vendo como ele era há 8,3 minutos, já que esse é o tempo que a luz emitida lá
leva para chegar até aqui, cruzando a distância de 150 milhões de km (ou 8,3
minutos-luz). Quando observamos objetos a vários bilhões de anos-luz de
distância, o enxergamos como eles eram há bilhões de anos. E o Webb fará isso
melhor que qualquer outro telescópio, não só por conta de seu espelho de 6,5
metros (o maior já lançado ao espaço), mas pelo fato de operar com luz
infravermelha (a única disponível para a observação de objetos extremamente
distantes, representativos de como era o Universo quando tinha apenas 300
milhões de anos de idade).
A segunda revelação não foi
propriamente uma imagem, mas um espectro a
assinatura de luz da atmosfera de um exoplaneta gigante gasoso chamado
Wasp-96b, localizado a cerca de 1.150 anos-luz daqui, na constelação da Fênix. Completando uma volta em
torno de sua estrela a cada 3,4 dias, ele é um
planeta superquente, do tamanho de Júpiter, mas com metade da massa. O espectro
colhido pelo instrumento Niriss, um imageador e espectrógrafo de infravermelho,
foi obtido ao longo de 6,4 horas de observação.
Foi um recorde imediato: ele já o
mais detalhado espectro de infravermelho próximo obtido da atmosfera de um
exoplaneta e permitiu identificar a presença de vapor d'água no ar desse mundo
gasoso fervilhante. Fica a expectativa para que o Webb, ao longo dos próximos
meses, observe exoplanetas rochosos com a mesma técnica, quem sabe confirmando
a habitabilidade de algum deles.
A terceira imagem trouxe a
nebulosa do Anel do Sul (catalogada como NGC 3132), resultado da morte de uma
estrela binária dentro da nossa Via Láctea, a cerca de 2.500 anos-luz daqui.
Aliás, foram duas as imagens dessa chamada nebulosa planetária, colhidas com
dois dos quatro instrumentos do telescópio. A NIRCam, que "vê" na
faixa do infravermelho próximo, e o Miri, que detecta infravermelho médio. O
contraste entre as duas visões ajuda a entender a dinâmica ocorrendo no
interior da nebulosa, com gás ionizado sendo soprado pelas estrelas quentes no
interior, e cascas de gás e poeira externas, criadas pela expulsão das camadas
exteriores dos astros centrais, gerando os contornos da nebulosa.
A quarta imagem retratou um
espetáculo de cinco galáxias, o Quinteto de Stephan. Trata-se de um grupo de
galáxias localizado a cerca de 290 milhões de anos-luz daqui, na constelação do
Pégaso. Foi o primeiro grupo compacto de galáxias descoberto, em 1877 pelo
astrônomo francês Édouard Stephan, e traz quatro de cinco galáxias travadas em
uma dança cósmica de encontros próximos frequentes. A quinta apenas parece
estar próxima, mas na verdade está bem mais perto de nós. Na imagem do Webb, é
possível ver estrelas individuais na galáxia mais próxima, bem como um sem
número de galáxias de fundo.
Para fechar o espetáculo, a Nasa
trouxe uma imagem incrível da nebulosa Carina, uma das maiores e mais
brilhantes do céu, localizada a cerca de 7.600 anos-luz da Terra. Trata-se de
um grande berçário estelar, lar de muitas estrelas de alta massa, bem maiores
que o Sol, que já havia encantado o mundo em imagens do Telescópio Espacial
Hubble. Agora, com o Webb, a visão traz um novo nível de definição, revelando
estruturas que os astrônomos nem sabem ainda explicar o que são exatamente.
Além de apresentar essas
primeiras imagens, o evento foi uma grande celebração do sucesso do Webb,
projeto conduzido em parceria por Nasa, ESA e CSA (respectivamente agências
espaciais americana, europeia e canadense) que consumiu duas décadas e mais de
US$ 10 bilhões. Lançado no foguete europeu Ariane 5 em dezembro de 2021, ele
passou os últimos seis meses em fase de comissionamento no espaço, preparando
seus sistemas para operação plena. A partir de agora, o programa científico
começa, e as imagens reveladas com pompa pela agência espacial americana são
apenas o começo. Muitas descobertas estão por vir. Estima-se que o telescópio
tenha pelo menos 20 anos de combustível para permanecer em funcionamento. (FolhaPress)
Sitiados pela mentira!
Vivemos sitiados pela mentira, muitas
vezes apresentada sob o engenhoso nome de “narrativa”. Ora, a construção de uma
versão que altere a essência de determinado fato, não é um mero modo de
relatá-lo nem questão de estilo. É mentira, pura e simples, construída com a
intenção de iludir.
Quando Lula se afirma inocentado,
está mentindo. Ele não foi inocentado nem descometeu os crimes pelos quais foi
condenado por nove magistrados diante de robustíssimo volume de provas e
evidências.
Quando Lula, que vive como
multimilionário que é, fala dos pobres em seu governo, a mentira não encontra
quaisquer limites. Recentemente, em entrevista à Rádio Metrópoles, reafirmou
sua clássica frase segundo a qual, em seu governo, “os pobres andavam de avião,
compravam carro e usavam perfume importado”...
Quando ministros do Supremo dizem
que a democracia e as instituições estão sob risco, isso só não será mentira se
for confissão de culpa.
Quando um ministro do STF busca
para si méritos por haver impedido a volta do antigo voto em papel, ele deixou
a verdade em alguma gaveta do gabinete.
Quando é dito que as condenações
de Lula foram anuladas porque julgadas no endereço errado temos uma inversão
dos fatos, o foro foi dito errado para que os processos fossem anulados. Tanto
assim que o próprio ministro Fachin havia, em várias ocasiões, negado recursos
nesse sentido formulado pelos advogados de Lula e de outros réus.
Quando verdadeira multidão de
jornalistas repete, em descarado coro, anos a fio, que Bolsonaro é o
responsável por todos os óbitos causados pela pandemia no Brasil, podemos
sentir o atoleiro moral em que afundou imensa parcela da imprensa brasileira.
Quando um inquérito do fim do
mundo, mantido em sigilo, fornece motivação para medidas de censura e prisões
políticas que assombram a liberdade de opinião, e dele só se menciona certo
telefonema ameaçador, a narrativa foge das suas consequências reais tanto
quanto a verdade foge da mentira.
Quando um leitor me escreve, em
bom português, dizendo que Lula é inocente e foi condenado num complô porque
compraram uma testemunha e o juiz era militante político, ele está ao mesmo
tempo afirmando que o desconhecido Fernando Bittar tinha o poder de levar para
a reforma de seu sítio em Atibaia as duas maiores empreiteiras do Brasil. Está
dizendo que essas empresas deslocaram equipes de obras em portos e
hidrelétricas para reformar um sitiozinho! Está dizendo, por fim, que a
admirável e prestativa OI subiu a Serra e construiu uma torre para o bom
funcionamento do telefone e da internet de um certo Fernando Bittar.
Está afirmando por fim, em sua
“narrativa” que o crime de Lula, no caso do sítio em Atibaia, foi de esbulho
possessório...
A verdade pode, muitas vezes, não
ser amável, mas sempre exigirá respeito. (Percival
Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e
escritor)
“Para o bem e para o mal, na vida tudo muda e nada se
repete.”


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