Bolsonaro exaltou feitos do governo, fez afago a Arthur Lira e explorou contraponto com Lula. Presidente participou da Convenção Nacional do partido nesse domingo, 24, que aconteceu no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. ‘Campanha de Bolsonaro vai evidenciar entregas à mulher feitas no governo’, afirma Wajngarten. Coordenador da comunicação da candidatura do presidente à reeleição destacou o discurso da primeira-dama no último domingo sobre mais de 70 leis aprovadas para esse público.
Ministério da Saúde negocia a compra de vacina contra a varíola dos macacos. Pasta confirma 696 casos em solo brasileiro; OMS declarou doença como emergência global.
Nova lei de improbidade
administrativa beneficia políticos. Corte decidirá em agosto se regras podem de
fato manter candidaturas de quem teve condenação suspensa. As mudanças na lei
de improbidade administrativa, aprovadas pelo Congresso e sancionadas pelo
presidente Jair Bolsonaro no ano passado, levam a suspensões de condenações a
políticos. Muitos deles poderão disputar eleições, driblando restrições que os
enquadravam na Lei da Ficha Limpa. Criada em 1992 com o objetivo de reduzir a
sensação de impunidade, em meio ao impeachment do ex-presidente Collor têm como
argumento de parlamentares, ao flexibilizá-la de que era preciso atualizar a
legislação para evitar excessos. A atual lei é menos dura do que a anterior e
estabelece que, além da comprovação do ato de improbidade, é preciso demonstrar
que houve a intenção de cometê-lo para garantir a punição dos políticos.
Em viagem ao Canadá, papa em “peregrinação penitencial” diz que tem ‘grande desejo’ de visitar Kiev. Ida à Ucrânia do pontífice faria parte de seus esforços pelo fim do conflito no Leste Europeu; ele já afirmou pretender ir após a viagem na América do Norte.
Rússia confirma ataques a alvos
militares no porto de Odessa. Segundo Ministério da Defesa, um navio de guerra
e depósito de mísseis foram destruídos.
China lança o segundo módulo de
sua estação espacial permanente. Primeira parte da construção está em órbita
desde abril de 2021; ainda falta a terceira, que deve ser lançada antes do fim
de 2022.
Desagravo à deputada
Bia Kicis
“Até numa conversa com
ele [Bolsonaro], brinquei, dizendo que tinha vontade de acreditar na fraude das
urnas, porque, quando via nomes como Hélio Negão, Bia Kicis, ou coisas assim,
pensava, poxa. Mas sei que eles foram eleitos, assim como tivemos, em outros
momentos, como na vitória de Collor, a eleição de muita gente
desconhecida”.(Ministro Gilmar Mendes em entrevista ao Correio Braziliense,
publicada ontem, 20/07)
Falando ao Jornal da CBN, o
ministro já havia, anteriormente, ironizado os dois parlamentares:
“Quem tinha ouvido
falar aqui de Hélio Negão? Quem tinha ouvido falar de Bia Kicis? Nenhum de nós
tinha ouvido falar deles. Não obstante, eles vieram nesse arrastão provocado
pelo presidente Bolsonaro, o que prova que a urna é fiel ao voto que foi depositado”.
(Ministro Gilmar Mendes, um ano atrás. Assista aqui. https://youtu.be/j7-aKjZo4AY)
É por não respeitar a si mesmo e
abraçar-se às próprias conveniências, ainda que isso afronte o mais legítimo
interesse da sociedade, que o Congresso Nacional ouve calado frases como as
proferidas pelo ministro Gilmar Mendes. Resulta em paradoxo alguns membros do
Supremo se excederem no uso da liberdade de falar enquanto atropelam ou
convalidam atropelos impostos por seus pares à liberdade de expressão dos
cidadãos.
Haveria menos barulho de prato
quebrado, muita louça institucional não se espatifaria em cacos pelo chão se
todos os senhores ministros se mantivessem nos limites da função que exercem e
se fossem menos falastrões.
Militantes de pautas identitárias
ainda não reagiram à manifestação do ministro. Nem vão, porque essas pautas só
têm validade para companheiros. Escrevo,
pois, estas linhas em desagravo aos parlamentares e, em especial, à deputada
Bia Kicis, e não por ser mulher, mas por ser excelente parlamentar.
Coisificá-la é coisa de quem tem outra coisa na cabeça. Bia foi procuradora concursada do Distrito
Federal. Como cidadã, foi ativa no combate à corrupção, defensora das pautas
conservadoras, líder na defesa do voto com impressora, auditável.
Como congressista, a contragosto
de Gilmar Mendes e seus pares e ímpares no STF, precisou de pouco tempo para se
tornar nacionalmente conhecida. Formamos amizade e, por isso, acompanho, à
distância, seu trabalho como vice-líder do governo e presidente da CCJ, a mais
importante comissão da Câmara dos Deputados.
Bia Kicis incomoda? Sim,
incomoda, mas não foi eleita para acomodar. Parlamentares inócuos, placebos, já
temos muito além da conta. (Percival Puggina,
membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor)
Rio Bolsonaro
https://youtu.be/WGeOsyEv784
Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é
celebrado em 25 de julho.
Instituído em 1992, é celebrado
em 25 de julho com o objetivo de jogar os holofotes sobre a luta secular contra
a opressão de gênero, exploração e racismo. Falar da data é também homenagear a
atuação de mulheres que não baixaram a cabeça ao encarar a desigualdade, ainda
presente em tantos âmbitos, como o profissional.
Segundo uma pesquisa do Sebrae, a
população negra é a que mais sonha em ser dona do próprio negócio – um total de
62,3%. Esse desejo já se concretiza na realidade, uma vez que a taxa de
empreendedores negros é maior que a de brancos, mas ainda assim, parte é
impulsionada pela falta de oportunidades no mercado de trabalho.
Apesar do racismo e obstáculos
enfrentados, é inegável a quantidade de empreendimentos que fazem a diferença
na vida de tantas pessoas e de formas tão distintas.
"Nossa geração era
tolerante. E nós não sabíamos. Agora eles inventaram tantos gêneros que de
alguma forma provocam o oposto da aceitação.
Eu sou da geração que ouviu e
amou David Bowie e Lou Reed, e nunca tivemos o problema das preferências
sexuais que eles tinham.
Nós não nos importamos com nada,
na verdade, estávamos muito felizes com eles.
Elton John, Freddy Mercury,
George Michael. Somos também a geração que amou Led Zeppelin, Deep Purple, Neil
Young, Eagles... sem questionar os contextos que hoje seriam considerados
machistas.
Quando Boy George chegou, não nos
perguntamos se ele gostava do homem, da mulher ou de ambos.
Nós apenas gostamos da música
deles. E quando Jimmy Somerville nos contou sua história como um menino de
cidade pequena, nós nos mudamos e cantamos com ele. E não havia leis que nos
obrigassem a mostrar solidariedade ou ao menos participar.
Estávamos apenas apreciando a
arte deles e quão grandes eles eram, são ou serão.
Não havia comissões ameaçadoras
ou porteiros cuidadosos para nos censurar se uma piada vazasse.
Eu gostaria de entender o que
aconteceu nesse meio tempo, porque todos esses censores têm o único efeito de
criar o que censuram.
Na minha opinião, fomos mais
longe sem imposição, porque imposições, você sabe, muitas vezes levam ao efeito
contrário." (AD)
Um
vez perguntei a um velho sábio: “Quem
são os amigos?” Ele respondeu: “São aqueles que se lembram de você mesmo que
não precisam”.






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