25 de jul. de 2022

Dia da Mulher Negra.

Bolsonaro exaltou feitos do governo, fez afago a Arthur Lira e explorou contraponto com Lula. Presidente participou da Convenção Nacional do partido nesse domingo, 24, que aconteceu no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. ‘Campanha de Bolsonaro vai evidenciar entregas à mulher feitas no governo’, afirma Wajngarten. Coordenador da comunicação da candidatura do presidente à reeleição destacou o discurso da primeira-dama no último domingo sobre mais de 70 leis aprovadas para esse público.

Ministério da Saúde negocia a compra de vacina contra a varíola dos macacos. Pasta confirma 696 casos em solo brasileiro; OMS declarou doença como emergência global.

Nova lei de improbidade administrativa beneficia políticos. Corte decidirá em agosto se regras podem de fato manter candidaturas de quem teve condenação suspensa. As mudanças na lei de improbidade administrativa, aprovadas pelo Congresso e sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro no ano passado, levam a suspensões de condenações a políticos. Muitos deles poderão disputar eleições, driblando restrições que os enquadravam na Lei da Ficha Limpa. Criada em 1992 com o objetivo de reduzir a sensação de impunidade, em meio ao impeachment do ex-presidente Collor têm como argumento de parlamentares, ao flexibilizá-la de que era preciso atualizar a legislação para evitar excessos. A atual lei é menos dura do que a anterior e estabelece que, além da comprovação do ato de improbidade, é preciso demonstrar que houve a intenção de cometê-lo para garantir a punição dos políticos.

Em viagem ao Canadá, papa em “peregrinação penitencial” diz que tem ‘grande desejo’ de visitar Kiev. Ida à Ucrânia do pontífice faria parte de seus esforços pelo fim do conflito no Leste Europeu; ele já afirmou pretender ir após a viagem na América do Norte.

Rússia confirma ataques a alvos militares no porto de Odessa. Segundo Ministério da Defesa, um navio de guerra e depósito de mísseis foram destruídos.

China lança o segundo módulo de sua estação espacial permanente. Primeira parte da construção está em órbita desde abril de 2021; ainda falta a terceira, que deve ser lançada antes do fim de 2022.

Desagravo à deputada Bia Kicis

“Até numa conversa com ele [Bolsonaro], brinquei, dizendo que tinha vontade de acreditar na fraude das urnas, porque, quando via nomes como Hélio Negão, Bia Kicis, ou coisas assim, pensava, poxa. Mas sei que eles foram eleitos, assim como tivemos, em outros momentos, como na vitória de Collor, a eleição de muita gente desconhecida”.(Ministro Gilmar Mendes em entrevista ao Correio Braziliense, publicada ontem, 20/07)

Falando ao Jornal da CBN, o ministro já havia, anteriormente, ironizado os dois parlamentares:

“Quem tinha ouvido falar aqui de Hélio Negão? Quem tinha ouvido falar de Bia Kicis? Nenhum de nós tinha ouvido falar deles. Não obstante, eles vieram nesse arrastão provocado pelo presidente Bolsonaro, o que prova que a urna é fiel ao voto que foi depositado”. (Ministro Gilmar Mendes, um ano atrás. Assista aqui. https://youtu.be/j7-aKjZo4AY)

É por não respeitar a si mesmo e abraçar-se às próprias conveniências, ainda que isso afronte o mais legítimo interesse da sociedade, que o Congresso Nacional ouve calado frases como as proferidas pelo ministro Gilmar Mendes. Resulta em paradoxo alguns membros do Supremo se excederem no uso da liberdade de falar enquanto atropelam ou convalidam atropelos impostos por seus pares à liberdade de expressão dos cidadãos.

Haveria menos barulho de prato quebrado, muita louça institucional não se espatifaria em cacos pelo chão se todos os senhores ministros se mantivessem nos limites da função que exercem e se fossem menos falastrões.

Militantes de pautas identitárias ainda não reagiram à manifestação do ministro. Nem vão, porque essas pautas só têm validade para companheiros.  Escrevo, pois, estas linhas em desagravo aos parlamentares e, em especial, à deputada Bia Kicis, e não por ser mulher, mas por ser excelente parlamentar. Coisificá-la é coisa de quem tem outra coisa na cabeça.  Bia foi procuradora concursada do Distrito Federal. Como cidadã, foi ativa no combate à corrupção, defensora das pautas conservadoras, líder na defesa do voto com impressora, auditável.

Como congressista, a contragosto de Gilmar Mendes e seus pares e ímpares no STF, precisou de pouco tempo para se tornar nacionalmente conhecida. Formamos amizade e, por isso, acompanho, à distância, seu trabalho como vice-líder do governo e presidente da CCJ, a mais importante comissão da Câmara dos Deputados.

Bia Kicis incomoda? Sim, incomoda, mas não foi eleita para acomodar. Parlamentares inócuos, placebos, já temos muito além da conta. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor)

Rio Bolsonaro
https://youtu.be/WGeOsyEv784

Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é celebrado em 25 de julho.

Instituído em 1992, é celebrado em 25 de julho com o objetivo de jogar os holofotes sobre a luta secular contra a opressão de gênero, exploração e racismo. Falar da data é também homenagear a atuação de mulheres que não baixaram a cabeça ao encarar a desigualdade, ainda presente em tantos âmbitos, como o profissional.

Segundo uma pesquisa do Sebrae, a população negra é a que mais sonha em ser dona do próprio negócio – um total de 62,3%. Esse desejo já se concretiza na realidade, uma vez que a taxa de empreendedores negros é maior que a de brancos, mas ainda assim, parte é impulsionada pela falta de oportunidades no mercado de trabalho.

Apesar do racismo e obstáculos enfrentados, é inegável a quantidade de empreendimentos que fazem a diferença na vida de tantas pessoas e de formas tão distintas.


"Nossa geração era tolerante. E nós não sabíamos. Agora eles inventaram tantos gêneros que de alguma forma provocam o oposto da aceitação.

Eu sou da geração que ouviu e amou David Bowie e Lou Reed, e nunca tivemos o problema das preferências sexuais que eles tinham.

Nós não nos importamos com nada, na verdade, estávamos muito felizes com eles.

Elton John, Freddy Mercury, George Michael. Somos também a geração que amou Led Zeppelin, Deep Purple, Neil Young, Eagles... sem questionar os contextos que hoje seriam considerados machistas.

Quando Boy George chegou, não nos perguntamos se ele gostava do homem, da mulher ou de ambos.

Nós apenas gostamos da música deles. E quando Jimmy Somerville nos contou sua história como um menino de cidade pequena, nós nos mudamos e cantamos com ele. E não havia leis que nos obrigassem a mostrar solidariedade ou ao menos participar.

Estávamos apenas apreciando a arte deles e quão grandes eles eram, são ou serão.

Não havia comissões ameaçadoras ou porteiros cuidadosos para nos censurar se uma piada vazasse.

Eu gostaria de entender o que aconteceu nesse meio tempo, porque todos esses censores têm o único efeito de criar o que censuram.

Na minha opinião, fomos mais longe sem imposição, porque imposições, você sabe, muitas vezes levam ao efeito contrário." (AD)

Um vez perguntei a um velho sábio:  “Quem são os amigos?” Ele respondeu: “São aqueles que se lembram de você mesmo que não precisam”.

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