O aquecimento pode provocar um aumento significativo de doenças na Ásia e nos países insulares do Pacífico, provocando conflitos e fazendo milhões de refugiados, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira.
O aumento das temperaturas globais até 2100 também poderá provocar mais secas, inundações e tufões, além de ampliar a incidência da malária, da dengue e da cólera, segundo o estudo preparado pela Associação Médica Australiana (AMA) e pela Fundação Australiana de Conservação, os mais importantes grupos médico e ambiental do país.
O texto prevê que as temperaturas médias do planeta aumentarão entre 1 e 6 graus Celsius nos próximos 95 anos.
"Não estamos falando só de um verão mais longo ou uma temporada de esqui mais curta", disse o presidente da AMA, Mukesh Haikerwal, a jornalistas. "A mudança climática vai afetar a nossa saúde. As pessoas vão adoecer como resultado direto. As pessoas morrerão em grande número conforme a nossa Terra, o nosso mundo, se aquecer."
Haikerwal disse que até 15 mil pessoas podem morrer por ano até 2100 na Austrália devido às consequências do calor. Atualmente, morrem cerca de mil.
Os cientistas dizem que doenças transmitidas por mosquitos tropicais, como a dengue, podem se alastrar para o sul e chegarem a Sydney. A doença hoje está restrita ao norte do país, quase despovoado.
Em nível internacional, as temperaturas elevadas podem aumentar a incidência de tempestades e secas, o que levaria à quebra das safras e, conseqüentemente, a instabilidades sócio-políticas.
"Conforme a pressão aumenta, é possível que haja uma guinada para governos autoritários", diz o relatório. "No pior cenário, um fracasso dos Estados em grande escala e um grave conflito podem gerar centenas de milhões de refugiados na região da Ásia-Pacífico, um amplo colapso da lei e numerosos abusos aos direitos humanos."
O relatório afirma que as safras devem melhorar em parte do norte da Ásia, mas que haverá o efeito contrário no sul do continente, onde a incidência de enchentes, secas, incêndios florestais e ciclones tropicais também aumentará.
O relatório pede que os governos reduzam as emissões de dióxido de carbono para conter o impacto do aquecimento global.
(Reuters)
O aumento das temperaturas globais até 2100 também poderá provocar mais secas, inundações e tufões, além de ampliar a incidência da malária, da dengue e da cólera, segundo o estudo preparado pela Associação Médica Australiana (AMA) e pela Fundação Australiana de Conservação, os mais importantes grupos médico e ambiental do país.
O texto prevê que as temperaturas médias do planeta aumentarão entre 1 e 6 graus Celsius nos próximos 95 anos.
"Não estamos falando só de um verão mais longo ou uma temporada de esqui mais curta", disse o presidente da AMA, Mukesh Haikerwal, a jornalistas. "A mudança climática vai afetar a nossa saúde. As pessoas vão adoecer como resultado direto. As pessoas morrerão em grande número conforme a nossa Terra, o nosso mundo, se aquecer."
Haikerwal disse que até 15 mil pessoas podem morrer por ano até 2100 na Austrália devido às consequências do calor. Atualmente, morrem cerca de mil.
Os cientistas dizem que doenças transmitidas por mosquitos tropicais, como a dengue, podem se alastrar para o sul e chegarem a Sydney. A doença hoje está restrita ao norte do país, quase despovoado.
Em nível internacional, as temperaturas elevadas podem aumentar a incidência de tempestades e secas, o que levaria à quebra das safras e, conseqüentemente, a instabilidades sócio-políticas.
"Conforme a pressão aumenta, é possível que haja uma guinada para governos autoritários", diz o relatório. "No pior cenário, um fracasso dos Estados em grande escala e um grave conflito podem gerar centenas de milhões de refugiados na região da Ásia-Pacífico, um amplo colapso da lei e numerosos abusos aos direitos humanos."
O relatório afirma que as safras devem melhorar em parte do norte da Ásia, mas que haverá o efeito contrário no sul do continente, onde a incidência de enchentes, secas, incêndios florestais e ciclones tropicais também aumentará.
O relatório pede que os governos reduzam as emissões de dióxido de carbono para conter o impacto do aquecimento global.
(Reuters)
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