21 de ago de 2017

Rio sob Forças Nacionais…

3macacos 
 • Prazo para agendar perícia do INSS termina nesta segunda (21). O agendamento para revisão do auxílio-doença é obrigatório e deve ser feito pelo telefone 135. 
• Inscrições para cursos do Pronatec terminam nesta terça-feira (22). No total, são 500 mil vagas em cursos técnicos de formação inicial e continuada disponíveis. 
• Nova passagem subterrânea é incorporada ao trecho da Ponte Rio-Niterói. Pista subterrânea vai melhorar trânsito na Ponte Rio-Niterói. Ministro Moreira Franco inaugurou passagem subterrânea que gerou mais de 500 empregos diretos.
• O número de sindicatos no Brasil passou dos 17,2 mil este ano, no governo Michel Temer. Em setembro de 2015, antes do impeachment de Dilma, o total já era impressionante: 15,9 mil entidades. Quando Lula foi reeleito, o Brasil virou campeão no número de sindicatos, com mais de 90% do total mundial. Foi autorizada a criação de 9.382 sindicatos em 2006, mais da metade dos 17.289 de hoje. 
1. Dos quase R$ 14,5 bilhões liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para internacionalização de empresas brasileiras, de 2005 até 2017, R$ 11,7 bilhões - 80% do total - foram para os frigoríficos. Os dados são do próprio banco, principal instituição de fomento das empresas brasileiras. O levantamento foi feito pela área técnica do banco, a pedido do jornal O Estado de São Paulo, por meio da Lei Acesso à Informação. 
2. Ainda segundo o levantamento, no total, o banco contribuiu com a internacionalização de 16 empresas de setores como bebidas, petroquímica, mineração, mas apenas uma delas, a JBS, ficou com mais da metade dos recursos durante o governo do PT, no que se refere a ganhar o mercado internacional.
3. Somando financiamento, aportes via debêntures e ações, a JBS recebeu 56% de tudo que o sistema BNDES investiu ao longo de uma década em favor de todas as empresas que se lançaram na internacionalização de suas operações. 
4. Segundo o Estadão, o levantamento considerou operações via Finem, uma modalidade de financiamento, e do BNDESPar, braço do banco que compra participações nas empresas. Há uma importante diferença entre as modalidades. Compras de participações equivalem a ganhar um sócio capitalista, que coloca dinheiro no negócio e fica esperando a empresa crescer para poder vender sua fatia com lucro - ou prejuízo, se o investimento der errado.
BNDESPar
5. A concentração de recursos no caso do BNDESPar chama a atenção. A partir de 2007, ele praticamente se dedicou à internacionalização do setor de carnes. Dos R$ 12,7 bilhões que investiu na globalização de empresas nacionais, R$ 11,5 bilhões - 90% do total - ficaram com três empresas da área. O destaque foi a JBS. A empresa recebeu R$ 5,5 bilhões. Se for levado em consideração que o banco injetara R$ 2,5 bilhões na internacionalização do frigorífico Bertin, comprado pela JBS, a empresa da família Batista acabou ficando com 63% dos aportes do BNDESPar voltados à globalização das empresas brasileiras no período. A cifra soma R$ 8 bilhões.
Polêmicas
6. A forma como foram feitos os investimentos nos frigoríficos, em particular na JBS, sempre foi fonte de polêmicas. Soava como favorecimento. Consolidou-se a percepção de que o governo petista adotara a política de injetar recursos para a criação de conglomerados globais brasileiros, apelidados de campeões nacionais.
7. A delação do próprio empresário Joesley Batista adicionou um novo componente à discussão. Joesley contou ter pago caro pelo dinheiro do BNDES - e não se referia aos juros, que estavam entre os mais convidativos do mercado na época. A pedido de Guido Mantega, ex-presidente do banco e ex-ministro da Fazenda, contou ter desviado 4% dos recursos liberados pelo BNDES para o PT. Mas Joesley isenta o banco e seus funcionários. Garante que o por fora foi acertado só com Mantega.
8. O Tribunal de Contas da União, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal tentam estabelecer uma relação mais ampla entre as quantias destinadas à JBS e o pagamento de propinas. As autoridades contabilizam que o BNDES liberou R$ 20 bilhões ao grupo dos Batistas. Investigam em particular os R$ 8 bilhões que o BNDESPar injetou na JBS e os R$ 180 milhões que a empresa obteve por meio do Finem. 
• O fundo eleitoral aprovado na comissão da reforma política da Câmara dos Deputados vai despejar bilhões de reais em campanhas políticas no próximo pleito sem a garantia de fiscalização do uso dos recursos públicos destinados aos partidos. Pela proposta que deve ser analisada nesta semana no plenário da Casa, até R$ 3,6 bilhões serão reservados para custear gastos com propaganda política, mas a atual estrutura da Justiça Eleitoral enfrenta desafios para averiguar a aplicação do montante, considerado alto por especialistas. 
• Moro diz que financiamento público integral de campanhas impede renovação política. O juiz da 13ª Vara Federal em Curitiba, Sérgio Moro, criticou em evento realizado na semana passada a ideia de financiamento público integral de campanhas eleitorais, presente na proposta de reforma política em debate no Congresso Nacional e, para ele, um empecilho à renovação de quadros políticos; Fundo de R$ 3,6 bilhões é um desaforo, afirma Barroso.
Exercícios militares dos EUA, marcados para amanhã, serão como jogar gasolina no fogo diz Kim Jong-um. Os EUA devem realizar exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul amanhã (20), mas Kim Jong-un acredita se tratar de um ensaio para uma…

 
PSDB é ninho de víboras, não mais de tucanos.
O PSDB sempre foi uma agremiação de amigos 100% feita de inimigos. Mas o ninho já não é o mesmo. Virou um serpentário. Antes, eram tucanos trocando bicadas. Agora, são víboras que se envenenam entre si. Por mais que divergissem, os tucanos acabavam deslocando sua massa na correnteza e esperneando da mesma maneira. Na atual fase viperina, porém, a viscosidade da secreção venenosa indica que a coisa pode acabar num sinistro afogamento coletivo.
Parceiros de escândalo, Aécio Neves e Michel Temer viraram a sombra um do outro. Só na semana passada, encontraram-se três vezes. Em nota divulgada neste domingo, o diretório do PSDB paulistano escreveu que Aécio, afastado da presidência do partido, provoca desconforto e embaraços, pois apenas Tasso Jereissati está autorizado a falar pela legenda como seu presidente interino.
Signatário da nota, o vereador Mario Covas Neto, que preside o PSDB na cidade de São Paulo, caprichou na peçonha: Prove sua inocência, senador, e aí sim retorne ao partido, escreveu, jogando no ventilador o autogrampo de Joesley Batista, no qual a voz de Aécio soa pedindo R$ 2 milhões -repassados posteriormente pela JBS em malas e mochilas.
As víboras paulistanas suspeitam que Aécio tricota com Temer para armar uma emboscada contra Tasso. Temer plugou-se no Twitter para desmentir. Disse ter conversado com Aécio sobre usinas hidrelétricas da Cemig, que a União cogita levar ao martelo. Senadores tratam dos assuntos de interesse de seu Estado. Nada mais normal, escreveu Temer. Teorias da conspiração são assunto de quem não tem o que fazer.'
Em outra nota, Aécio ecoou a versão de Temer sobre a Cemig. Expressou-se como se ainda estivesse no volante, não no banco do carona de uma legenda pilotada por Tasso: O PSDB tem responsabilidade para com a estabilidade política e a recuperação econômica do país, o que torna natural que lideranças do partido tenham conversas com o presidente e membros do governo. Estranho seria se isso não ocorresse.
Quando tudo já parecia bem confuso, o presidente PSDB no Estado de São Paulo, Pedro Tobias, atravessou no noticiário uma nota em que diverge parcialmente de Covas Neto, o mandachuva do tucanato na capital paulista. Embora também não enxergue em Aécio autoridade para falar pelo PSDB, Tobias sustenta que como senador eleito por Minas Gerais, ele tem o dever de exercer na plenitude o seu mandato.
Com tanta nota voando, o deputado Domingos Sávio, que preside o PSDB de Minas Gerais, também deu asas a um texto. Nele, chamou de lamentável oportunismo o ataque de Covas Neto. Em vez de defender Aécio, usou o veneno do agressor como antídoto. Sávio tachou o neto de Mario Covas de figura pouco expressiva. Realçou que ele já foi alvejado por acusações extremamente graves. Pendurou um ponto de interrogação no pescoço do seu alvo sem esmiuçar as acusações.
A gincana de notas torna mais densa a crise inaugurada na semana passada, com a veiculação da propaganda partidária na qual o PSDB fez uma autocrítica mal recebida pela banda governista do serpentário. Em 2014, quando Aécio Neves bateu na trave na vitória apertada de Dilma Rousseff, o tucanato julgava-se fadado a retornar à Presidência da República. Os tucanos não imaginavam naquela época que seriam governo antes de 2018, com Temer no comando e a Lava Jato nos calcanhares de vidro de Aécio, Geraldo Alckmin e José Serra.
Em apuros, o serpentário revela-se capaz de quase tudo, menos de articular meia dúzia de propostas para retirar o país do buraco em que se encontra. Dividido em duas grandes alas -uma ávida por redescobrir o gosto pelo fisiologismo e outra receosa de perder a castidade presumida-, o PSDB parece condenado à separação. Um grupo deve ficar com o PMDB de Temer e com a má fama do Aécio. O outro, com a certidão de nascimento social-democrata e com o FHC. Que as víboras governistas só poderão visitar uma vez por mês. (Josias de Souza)

Politicamente correto e servidão mental.
Lembro-me da primeira vez em que fui advertido de estar sendo politicamente incorreto. Isso significa que não posso usar a palavra promiscuidade?, perguntei receoso. Claro que não pode!, foi a resposta que ouvi. Desde então, ser contra essa arenga virou preceito para mim. Tornou-se evidente, ali, que o controle do vocabulário é sutil forma de dominação cultural e política. Impõe servidão mental.
O politicamente correto declara encerrados certos debates e dá por consensuais, por irrecorríveis, conceitos, boa parte das vezes insustentáveis numa interlocução esclarecida e bem intencionada. Estamos vendo isso acontecer todos os dias e o fato que trago à reflexão dos leitores dá testemunho. Encontrei-o por acaso, na internet.
Em maio passado, um delegado de polícia, que é também jornalista, comentou em grupo do whatsapp um estupro de menor (menina de 11 anos que vivia com a mãe). Referindo-se ao caso, observou que crianças estão pagando muito caro por esse rodízio de padrastos em casa. O delegado ocupava função de direção na área de comunicação social de sua instituição. A frase foi qualificada como machista e ele, de imediato, exonerado. Fora, politicamente incorreto! Constatara uma obviedade: as sucessivas trocas de parceiros por parte de mulheres independentes expunha as crianças a contatos de risco.
Indagado pelo Jornal Metrópole sobre se estava arrependido o delegado respondeu que não.
Precisamos discutir responsabilidades e freios morais. As crianças não podem pagar pelas atitudes desmedidas dos adultos, sejam eles homens ou mulheres. Quem leva uma prostituta para casa está arriscando a segurança de seus filhos. Da mesma forma como alguém que levar um psicopata, um ladrão, um homicida para dentro de casa estará colocando a vida dos filhos em risco. E mais adiante: Precisamos ter responsabilidade para enfrentar esse tema.
Criado o monstro é preciso alimentá-lo. E ele é nutrido por casos como esse em que o referido delegado ousou expor ideias que não devem ser expressas. Uma coisa é a dignidade da pessoa humana e o respeito a ela devido. Outra é assumir que, em vista dessa dignidade, resultem abolidos os valores que lhe são inerentes. Ou que esses valores sequer possam ser explicitados em público. E ai de quem faça alguma afirmação na qual se possa intuir fundamento religioso ou da moral correspondente!
A afirmação do policial foi irretocável, mas envolvia uma advertência sobre o exercício irresponsável dos direitos sexuais. E há, sim, uma correspondência entre direitos e deveres que, na situação genérica descrita, são os da mãe, do pai, ou do cuidador responsável por menores no âmbito do lar. Ora bolas! (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor.)

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