3 de jul de 2016

Tornozeleiras, a quantas andam...

• Paes faz duras críticas ao governo do RJ: Chororô atrapalha a Olimpíada. Em tom duro, prefeito carioca afirma que o governo estadual deve tomar vergonha na cara e arregaçar as mangas, um dia após roubo do equipamento de TVs alemãs. 
• Um abaixo-assinado organizado pelo ativista Sandro Marcelo Gomes pede a redução do salários dos políticos brasileiros, como deputados, senadores, governadores. Até o momento, a petição eletrônica conta com o apoio de 70.564 pessoas. Todos os anos vemos os políticos legislando em causa própria, aumentando seus salários de forma absurda e vergonhosa, e isso em um pais que sofre de desigualdade social violentíssima, diz o texto da petição. Por tal motivo, Gomes formula o abaixo-assinado, para que seja feita um projeto de lei dizendo que deve ficar sob domínio público a decisão de aumento salarial dos políticos Será feita uma votação nacional em que os políticos solicitam o aumento e o reajuste será decidido pela nação, com base nos dados levantados sobre o que esses políticos fizeram em seu mandato. Se o aumento for merecido, ele será concedido, desde que a maioria dê voto a favor nessa votação, explica. No entanto, diferentemente do pedido, suas excelências preferem aumentar os salários. 
• O Painel diz que o TCU está dentro do Palácio do Planalto em busca dos registros dos acervos presidenciais de Lula e Dilma. Os técnicos querem saber quais presentes recebidos pertencem ao acervo do Estado. O Antagonista quer saber o que houve com a investigação da Lava Jato que apurava o roubo por Lula de medalhas e peças de arte recebidas durante seus dois mandatos. 
• Com Beltrame, Secretaria de Segurança teve orçamento recorde e ultrapassou Educação e Saúde. 
• Membros e simpatizantes do Movimento Vem Pra Rua fizeram um ato hoje (2) na Avenida Paulista, em frente ao prédio da Justiça Federal em São Paulo. Eles manifestaram apoio às investigações da Operação Lava Jato e à campanha Dez Medidas contra a Corrupção, promovida pelo Ministério Público Federal (MPF). 
• Rio-2016 não vai cumprir nenhuma meta ambiental. Despoluição da baía, recuperação de lagoas e plantio de árvores fracassam. 
• OAS obteve obra de R$ 1 bi com ajuda de Lula, diz mensagem. Suposto lobby de petista para empresas na África é investigado por Promotoria. 
• CCJ deve barrar tentativa de Cunha de anular cassação. PSDB pretende votar contra recurso, minando esperanças do deputado. 
• Janot cita repasses de donos de Gol em JBS a operador. Ambos são suspeitos de pagar propina para liberar recursos do FGTS. 
• Perda com fundo de pensão pode levar Caixa a pedir R$ 5 bilhões. Esqueletos somam R$ 24,6 bi na Caixa, aponta auditoria. TCU decide que banco estatal tem que sua vender participação em empresa. 
• Rótulos deverão indicar presença de alergênicos a partir de hoje. Embalagens de comidas e bebidas terão, a partir de hoje (3), de trazer informações sobre a presença de substâncias que comumente causam alergias. Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovada em junho do ano passado, obriga a indústria alimentícia a a informar nos rótulos a presença dos principais alimentos que levam a alergias alimentares. O prazo para que a indústria se adequasse à norma foi de um ano. Alimentos terão alerta mais visível para alergia. A iniciativa foi aprovada após intensa mobilização de pais e mães que enfrentam dificuldades em identificar quais alimentos seus filhos podem consumir. As famílias criaram, em 2014, a campanha Põe no Rótulo, para dar visibilidade à demanda. 
• Rio: Dornelles vai mudar lei para permitir demissão de servidores públicos. 
• Projeto contra abuso é reação de investigados. Projeto para punir abuso de autoridade ficou na gaveta por 6 anos. Retaliação? 
• Pós-Copa, hotéis demitem, fecham e viram até clínica. Excesso de oferta para o Mundial e crise econômica estrangularam setor. 
• Ruína de Dilma foi achar que poderia se livrar do PMDB. 
• O Rio em relação à mobilidade para os Jogos Olímpicos: Linha 4 do Metrô, entre Ipanema e Barra, e BRT, corredor exclusivo de ônibus que liga o Recreio a Deodoro, terão funcionamento parcial durante a competição. 
• Com suporte do Greenpeace, índios querem banir do rio Tapajós, no Pará, a usina São Luiz.

 • Papa condena violência cega pelo ódio em ataques em Bangladesh e Iraque; Atentado reivindicado pelo EI mata ao menos 80 em Bagdá; Famílias de japoneses mortos em ataque em Bangladesh seguem em choque para o país; Bangladesh investiga atentado, mas nega participação do Estado Islâmico. 
• Exército do Iraque lança ataque contra EI perto de Mossul e recupera aldeias. 
• O ativista e escritor Nobel Elie Wiesel morre aos 87 anos. o homem que confrontou a Romênia com seu passado nazista. Nobel da Paz sobrevivente do Holocausto, é autor de A Noite, em que relata sua vida em Auschwitz. Wiesel era filósofo, orador, dramaturgo e professor. Ele morreu em sua casa em Nova York, nos Estados Unidos. 
• A ex-presidente argentina Cristina Kirchner chegou no sábado à noite em Buenos Aires, proveniente de Santa Cruz (sul), para comparecer em um processo judicial que corre contra ela por operações cambiárias do Banco Central durante o seu governo (2007-2015). 
• A Noruega pode ter o segredo para acabar com a sonegação de impostos? Leia
• Relutante, Escócia tenta contornar Brexit. Escoceses agora ameaçam romper com Londres ou vetar processo. 
• A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, declarou neste domingo em Aix-en-Provence, no sul da França, que os europeus devem sair do Brexit por cima, ocupando-se dos temas que estavam condenados ao veto britânico e melhorando a comunicação. 
• Presidente fará trabalho sujo por Hillary contra Trump. Papel de Obama na campanha será dividir ataques endereçados ao magnata. 
• A China terminou neste domingo a construção do maior radiotelescópio do mundo, em uma região rural da província chinesa de Guizhou, no sudoeste do país. O equipamento, que só será inaugurado em setembro, tem 500 metros de diâmetro e 4.450 painéis. O radiotelescópio será usado para analisar ondas procedentes do espaço para ajudar na compreensão do universo e também na busca de vida extraterrestre. 
• Crise venezuelana leva Mercosul ao seu pior momento. 
• Progresso pode nos levar à autodestruição, diz bielorrussa. É ingenuidade usar a força dentro da natureza, afirmou Svetlana Aleksiévitch.
• Itália avalia legalizar maconha para pôr fim a negócio milionário da máfia. 

Não há pergunta sem resposta.
Polícia Federal escolheu o nome certo da mais recente operação batizada para caracterizar a nova caça aos ladrões: Septicemia. Significa infecção generalizada. Salvo engano, passaporte para o cemitério. A ação contra Carlinhos Cachoeira e sua quadrilha revela que se entrelaçam os diversos tipos de roubalheira e assalto aos cofres públicos. Marginais que recebiam mesadas no mensalão são os mesmos aquinhoados com propinas de empreiteiras distribuídas para celebrar contratos de aluguel de navios, superfaturamento de despesas, compra e venda de favores, recebimento de comissões, falsificação de documentos e mil outros expedientes destinados a enriquecer seus agentes e transformar os serviços públicos em atividades criminosas.
O prejuízo causado ao governo e ao estado nacional mal começa a identificar os meliantes em suas diversas demonstrações de roubalheira e logo se nota a participação dos mesmos bandidos em diversas atuações. Misturam-se. Avançam em todas as formas de falcatruas, num sistema de vasos comunicantes a ponto de confundir os investigadores.
Tome-se o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Está medido em todas. Desde desvios no FI-FGTS até superfaturamento de compras e recebimento de propinas para agilizar processos. Nada que diga respeito ao serviço público está livre de suas incursões. Sem falar na participação na distribuição de dinheiro para as campanhas eleitorais.
Três vezes denunciado ao Supremo Tribunal Federal, mil vezes denunciado como participante de crimes, até agora continua em liberdade e procurando manter seus poderes. Não demora e logo estará atrás das grades, mas persiste como se nada houvesse.
Indaga-se porque recebe tantas atenções e mesuras do poder, até do presidente Michel Temer, e a resposta só pode ser uma: sabe das coisas. Tem informações sobre a participação de meio mundo nas tramoias investigadas. Deve andar ameaçando quantos poderiam prejudicá-lo por saber demais a respeito deles. Quem quiser que conclua, mas não há pergunta sem resposta. (Carlos Chagas)

Os tentáculos do polvo da corrupção.
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Não se sabe exatamente quantos braços ou tentáculos compõem esse polvo da corrupção brasileira que se chama PT-sindical apóstata. Conhecemos já, alguns deles, os mais visíveis, como MST, Centrais Sindicais, CUT, FUP, Universidades Federais, alguns Setores da Igreja, intelectuais, artistas e tantos outros... 
Um dos mais ativos, certamente é a UNE, aquela gloriosa UNE do passado, símbolo da contestação, do inconformismo, dos protestos contra a ditadura, os desvios, ou qualquer esculhambação que existisse no País! E nos quais muitos de nós estivemos presentes e atuando com determinação!...
Hoje, esse simulacro do inconformismo passado, deita e rola nos braços do Projeto de Poder que se instalou no País, onde vale tudo e tudo é permitido... Que saudades daqueles estudantes de antanho, daquela UNE idealista e pura, daquele poderoso instrumento com que contava o País para cutucar e incomodar os donos do Poder, os corruptos da vez! E que hoje, comem e se lambuzam no mesmo prato de podridão desses criminosos!... (Márcio Dayrell Batitucci) 

UNE pressiona e ameaça Câmara para abafar CPI.
Medo de investigação fez entidade pressionar e ameaçar a Câmara.
 photo une16_zps5mxerjqu.jpg Com medo de ser investigada na CPI da UNE, já criada na Câmara, a União Nacional da Estudantes percebeu a fragilidade do presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA) e o pressionou, ameaçando promover invasões e até vandalismo, inclusive no Ministério da Educação. Funcionou: Maranhão adiou a instalação da CPI, sem apresentar qualquer justificativa, provocando revolta entre deputados.
Os governos Lula e Dilma garantiram apoio da UNE (e seu silêncio, no mensalão e no petrolão), que levou ao menos R$ 44 milhões públicos.
Atribui-se a Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, a ordem para o presidente interino da Câmara adiar a CPI da UNE.
A pressão de Flávio Dino faz sentido: seu partido, PCdoB, controla há décadas a milionária UNE, com eleições indiretas marotas.
Deputados dizem que a UNE incluiu o Planalto entre as ameaças de invasão, junto com MST e CUT, insinuando depredações. 

Câmbio não é livre em lugar algum, diz Rubens Barbosa.
Passado o susto com a decisão dos britânicos de deixar a União Europeia, o dólar voltou a recuar em relação ao real. O movimento foi reforçado pela sensação dos investidores de que a nova diretoria do Banco Central não iria mesmo intervir na taxa de câmbio. Mas o cenário mudou após o BC vir a campo na sexta-feira (1), realizando a primeira intervenção no mercado de câmbio desde 18 de maio.
O movimento de alta da moeda norte-americana ganhou força ao longo do dia, após as declarações do presidente do BC, Ilan Goldfajn, de que estão abertas as condições, no Brasil e no exterior, para reduzir os estoques de swaps cambiais. Goldfajn reafirmou, contudo, seu compromisso com o regime de câmbio flutuante. Pelo sim, pelo não, o movimento foi interpretado pelo mercado como o estabelecimento de um novo piso para o dólar: R$ 3,20.
Para o embaixador Rubens Barbosa, presidente do conselho superior de comércio exterior da Fiesp, a reação do BC é bem-vinda e necessária. Ele lembra ainda que a indústria defendia a medida havia tempos. Embora o câmbio flutuante faça parte do tripé macroeconômico que sustentou a estabilização do país desde o Plano Real, é temerário segui-lo ao pé da risca. Nenhum país do mundo tem um câmbio totalmente flutuante, livre, hoje em dia, afirma Barbosa a O Financista. Todos os países administram suas taxas: Estados Unidos, China... Leia a seguir os principais trechos da conversa:
O Financista: Como o senhor avalia a intervenção do BC nessa sexta-feira?
Rubens Barbosa: Ela foi muito importante. Foi positiva e bem-vinda, porque a indústria já pedia, havia tempos, alguma reação do Banco Central.
O Financista: O mercado interpretou a intervenção como o estabelecimento de um novo piso de R$ 3,20 para o câmbio. Esse patamar é bom para a indústria?
Barbosa: Eu acredito que a intervenção não teve o objetivo de estabelecer um novo piso. Acho que o BC agiu para mostrar que está atento ao câmbio. Agora, o novo piso é algo que deve ser discutido mais adiante.
O Financista: Mas seria o caso de manter o câmbio ao redor de R$ 3,50?
Barbosa: Do ponto de vista dos exportadores, sim. Mas o BC não pode tomar decisões isoladas do mundo. Agora, se o país não criar condições para que as exportações voltem a crescer, a balança comercial será prejudicada. O que estou dizendo é que não se pode pensar na política macroeconômica desvinculada da política industrial e comercial, algo que os economistas brasileiros estão acostumados a fazer. Além disso, nenhum país do mundo tem um câmbio totalmente flutuante, livre, hoje em dia. Todos os países administram suas taxas: Estados Unidos, China...
O Financista: Para a indústria, é melhor que o BC intervenha no câmbio?
Barbosa: O BC precisa acompanhar o que ocorre no mundo. Há toda essa instabilidade recente dos mercados, e o BC tem todo os dados para avaliar a situação. Agora, do ponto de vista macroeconômico, a queda do dólar ajuda apenas pontualmente, como no caso da importação de feijão. Mas manter os juros elevados, em um cenário de inflação convergindo para a meta e câmbio em queda... Isso cria uma situação delicada para alguns setores industriais.
O Financista: Segundo o último boletim Focus, do BC, a expectativa é de um saldo comercial de US$ 50,76 bilhões neste ano. No atual patamar de câmbio, esse saldo pode cair?
Barbosa: Acho que essa projeção foi feita com um câmbio estimado ao redor de R$ 3,50. A queda do dólar tem um efeito muito negativo para a indústria. Como o Custo Brasil é elevado, muitos setores conseguem ser competitivos na exportação por causa do câmbio. Os empresários com quem converso dizem que, com a taxa entre R$ 3,50 e R$ 3,70, conseguem uma pequena margem nas exportações, mas conseguem. Abaixo desse patamar, há um problema sério, porque a margem acaba. O câmbio não é tudo, mas ajuda.
O Financista: O saldo comercial pode cair, então?
Barbosa: Os setores que mais se beneficiaram com a alta do dólar, como o têxtil, calçadista, papel e celulose e máquinas e equipamentos, já estão sentindo dificuldades. As importações estão caindo, mas o problema é que as exportações podem crescer num ritmo menor que o atual. Com isso, o saldo pode desacelerar. Desse jeito, não sei se a projeção poderá ser mantida. (Márcio Juliboni)
Eu achava que a política era a segunda profissão mais antiga. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira. (Ronald Reagan)

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