15 de jul de 2013

Política e Economia, casos de governo...

 photo _aasaldao_zpsde67bd9b.jpg Dilma, a solitária
• A solidão do poder, tratando-se de Dilma Rousseff, é um presídio. Ou, pior, é uma cela incomunicável. A presidente da República já não consegue fazer contato com seus auxiliares, com os parlamentares, com os partidos, com as centrais sindicais, com as ruas - e, principalmente, com a nação. Disciplinada, ela insiste. Marca reuniões com um grupo restrito de ministros, consulta-se eventualmente com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, amiúde, segue as orientações dos profissionais de marketing a seu serviço. E nada dá certo. Como se fosse uma náufraga, perdida numa ilhota em alto-mar, a chefe do Estado brasileiro lança garrafas sobre as ondas, e suas mensagens não encontram o destinatário. Raramente, vão bater no destinatário errado. Sem respostas positivas, ela não vislumbra o que a espera. Sua solidão é sólida como a rocha e enigmática feito a esfinge. 

• Há um diagnóstico fácil para esse quadro clínico: a falta de comunicação que acometeu o Palácio do Planalto resulta do isolamento que se abateu sobre a presidente. Desesperados, então, seus assessores tentam até o fim, como na canção de Roberto Carlos. Num lance de aparente ousadia, tentam aproximá-la do povo que se manifesta nas ruas e, de novo, erram a mão. Bolam comunicados contundentes, inventam propostas salvadoras, lançam campanhas de televisão e, outra vez, nada funciona. O círculo da presidente não se deu conta de que o naufrágio a que ela ainda sobrevive não é fruto do isolamento, mas o contrário: o isolamento político teve início no naufrágio da comunicação. A ilha deserta em que Dilma se vê confinada não foi a causa da incomunicabilidade. Foi, isto sim, a consequência. Agora, aumentar a dose de comunicação errada não resolverá nada; a comunicação errada apenas piorará as coisas, como o mês de junho deixou claro. 

• Foi bem revelador o que aconteceu há duas semanas. Diante das passeatas que transformaram as ruas das cidades brasileiras em rios de gente indignada, a presidente da República resolveu falar em rede nacional de televisão. Numa das mais desajeitadas jogadas de marketing da história recente do país, deu respostas a perguntas que ninguém tinha feito. Chamou para si um amontoado de problemas que ninguém achava que fossem problemas dela. Conclamou pactos a que ninguém quis aderir. As reclamações dos protestos falavam das tragédias concretas da vida prática: transporte público aviltante, saúde pública miserável, educação deformante e gatunagem do dinheiro público. Dilma respondeu a todas com uma abstração complexa: a reforma política, acrescida de plebiscito e constituinte exclusiva. Esta última, o centro da fala presidencial, soçobrou nas 24 horas seguintes. O plebiscito morreu há poucos dias, na semana que passou. Quanto à reforma política - necessária, por certo, gravemente necessária, mas que não era reivindicação de nenhum dos protestos -, ficou a ver navios nas proximidades da ilha deserta. Não se sabe no que vai dar, já que tudo agora depende do Congresso Nacional. 

• No que era acessório, Dilma emplacou uma coisa ou outra, é verdade. Propôs chamar a corrupção de crime hediondo, e isso pegou. A história dos royalties do petróleo para a educação e saúde parece que também colou. De resto, os artifícios contábeis de bilhões para isso e aquilo foram percebidos como o que de fato eram: artifícios contábeis. 

• Se a presidente deu respostas descabidas a perguntas não formuladas pelas ruas, não foi por não saber falar. Foi, antes, por não saber ouvir. Para certas situações, acompanhar obstinadamente os índices de popularidade não basta. Para entender com rapidez os anseios e as aflições dos habitantes das cidades médias e grandes, não basta decifrar pesquisas de opinião. Para isso, os governantes precisam simplesmente saber conversar com gente que anda de ônibus, com médicos e pacientes da rede pública e até mesmo com deputados e senadores. É aí que entra esse componente insondável e insubstituível da administração pública: o talento político. O bom político se caracteriza por essa particular habilidade para a comunicação, que envolve o gosto pela conversa, a arte de motivar pessoas e a vocação para liderar. A comunicação do Palácio do Planalto errou a mão definitivamente quando desistiu de ser política, no sentido mais alto da palavra, e se contentou em ser técnica, matemática e meramente publicitária. 

• Daí vem a solidão da presidente, uma solidão que cobra caro. Dilma talvez não disponha da moeda para pagar seu próprio resgate. (Eugênio Bucci, Revista Época)


• Popularidade do PT desaba também na periferia de São Paulo, seu tradicional e único reduto eleitoral. Pesquisas internas realizadas antes e após os protestos de rua, entre o início de maio e o final de junho, sinalizam uma queda abrupta da preferência do eleitorado pelo PT em toda a capital paulista. Variou de 34% para 22%. 

• Em dupla militância, Ministro da Educação e anteparo-geral do governo, Aloizio Mercadante descerá à Câmara nesta terça (16) para tentar livrar Dilma Rousseff de um fiasco. Em reuniões com as bancadas de partidos supostamente governistas, ele gastará saliva num esforço para reverter a derrota constrangedora que os aliados infligiram ao governo na sessão de quinta-feira da semana passada. Envolve o projeto que destina os royalties do petróleo à educação e à saúde. 

• Gasto do governo sobe e chega a R$ 1 trilhão e Dilma só pensa na reeleição. 

• Grupo criado para discutir a reforma política na Casa deveria ter um representante de cada partido, mas há dois petistas; de um lado, parlamentares mais fieis ao Planalto criticam o coordenador do colegiado, Cândido Vaccarezza (PT-SP), de ser contra o plebiscito e contra a própria reforma defendida pelo governo; de outro, deputados alinhados com o PMDB apontam Henrique Fontana (PT-RS), há dois anos relator da comissão especial da reforma política na Câmara, como mau articulador político. 

• Brasil tem perda bilionária no setor turístico, avalia a ONU. País é o que mais cria áreas protegidas, mas deixa de lucrar até R$ 1,8 bilhão por ano por falta de investimento. 

• Em um artigo escrito por Larry Rohter, o mesmo que teve o visto cancelado pelo governo brasileiro em represália à reportagem sobre o hábito de bebericar do ex-presidente Lula, publicação repercute o que chama de inabilidade política de Dilma Rousseff em resposta às manifestações de rua. Ele cita as ideias da assembleia constituinte e do plebiscito para a reforma política; o uso do dinheiro dos royalties do petróleo para a saúde e educação; as críticas sobre o programa Mais Médicos e as vaias recebidas no encontro de prefeitos após liberar R$ 3 bilhões para a Saúde: Greves e fogo amigo tem atormentado Dilma como se não fosse sobrar ninguém para estender-lhe a mão

• Financiamento de campanhas: qual o melhor modelo? Cameron, Sarkozy e Obama. Apesar de testarem combinações diferentes de financiamento público e privado, modelos de EUA, Grã- Bretanha, França e outros não escapam de críticas. 

• Lições latino-americanas para o plebiscito da reforma política. Deputados querem afrouxar controles sobre doações de campanhas. 

• Resposta de governos na correria pode não acalmar insatisfações. 

 • Congresso deve resistir às sugestões de Dilma. 

• Mal recuperado de uma onda de manifestações que varreu centenas de cidades brasileiras nas últimas semanas, o que estimulou uma agenda intensa no Congresso e a sugestão de cinco pactos pela presidente Dilma Rousseff, o Planalto se prepara para novos grandes atos; previsão é de que multidão vá para as ruas durante a visita do papa ao Brasil, na Jornada Mundial da Juventude, e nas comemorações do Dia da Independência; avaliação é de que não há ações específicas a serem tomadas para minimizar eventuais impactos. 

• A Brasil Terminal Portuário (BTP) investiu R$ 2 bilhões em um terminal na região da Alemoa, em Santos, para movimentar contêineres e granéis líquidos, que, pronto há sete meses, não recebe autorização do governo Dilma para funcionar. As dificuldades parecem ligadas ao tamanho das sócias da BTP, Maersk e MSC, gigantes do setor, que não parecem dispostas, digamos, a arcar com esse custo Brasil.


• ONU deve usar força letal contra rebeldes no Congo. Decisão não tem precedentes na história da ONU; general brasileiro está à frente da missão das Nações Unidas no país. Milhares de congoleses fogem para Uganda após ataque rebelde. 
• NY: Políticos em campanha buscam redenção de escândalos. Candidatos já se envolveram em prostituição e divulgação de fotos íntimas em redes sociais tentam a prefeitura. Os cinco escândalos que rondam Obama. 
• Espanha: troca de mensagens põe premiê sob pressão. Mariano Rajoy teria enviado textos de apoio a ex-tesoureiro, preso por acusações de lavagem de dinheiro. O premiê diz que não renunciará ao seu cargo. 
• Índia considera mortas quase 6.000 pessoas desaparecidas nas inundações. Dois pesos, duas medidas Humilhado, ele se calou. 

 photo _aacelsoamorim_zps4505ad38.jpgMorales mandou revistar avião de Ministro da Defesa à caça de asilado  
• Assim como se queixa de ter sido humilhado, porque, sob suspeita de dar fuga a um procurado pelo governo dos Estados Unidos, seu avião foi impedido de sobrevoar o espaço aéreo de países europeus, o cocaleiro presidente da Bolívia, Evo Morales, impôs uma humilhação ultrajante ao nanoministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, no final de 2012, em episódio mantido em segredo pelo governo brasileiro até agora. Amorim visitara La Paz e se preparava para decolar quando seu avião foi cercado e revistado, inclusive com cães farejadores, a mando do cocaleiro, desconfiado que o ex-chanceler do governo Lula levava um senador de oposição asilado na embaixada do Brasil. A informação é de diplomatas e funcionários que não podem ser identificados, em razão de represálias. A humilhação ao Brasil foi ainda maior, considerando que o ministro era transportado por um avião da FAB. 
• Esta semana, Morales exigiu e obteve a solidariedade dos parceiros do Mercosul, mas ele se comporta exatamente como seus supostos detratores, mantendo cerco em La Paz à versão boliviana do ex-agente americano Edward Snowden. O senador oposicionista Roger Pinto Molina se viu obrigado a pedir asilo político à embaixada do Brasil em La Paz, onde se encontra há mais de um ano. Ele quer deixar a Bolívia, porque teme até ser assassinado, mas Morales se recusa a conceder-lhe salvo conduto, para sair da embaixada em segurança até sair do país. 
• O senador Molina está há mais de um ano asilado na embaixada do Brasil em La Paz. O governo brasileiro novamente se acovardou, diante da agressão ao ministro da Defesa, e apenas emitiu na ocasião uma nota de protesto que permaneceu secreta, ou seja, apenas foi lida pelo destinatário - que, claro, a ignorou. 
• Além do senador Moloina, há muitos bolivianos asilados, tentando se proteger da perseguição de Evo Moraes. Inclusive um candidato à presidência e também magistrados que ousaram prolatar sentenças contra o governo do cocaleiro, tiveram de se asilar para não morrerem. Habeas corpus extraterritorial 
• O jurista Fernando Tiburcio Pena, que defende o senador Roger Pinto Molina, impetrou um habeas corpus extraterritorial, junto ao Supremo Tribunal Federal. Trata-se do primeiro caso do gênero no Brasil, segundo explica 
o advogado, que usa como precedente uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que entendeu cabível o direito de habeas corpus a um prisioneiro em Guantánamo. O habeas corpus deve ser julgado em agosto no plenário do STF. O objetivo da medida é obrigar o governo brasileiro a colocar à disposição do senador um veículo diplomático, para que ele possa deixar o território boliviano sob a jurisdição do Brasil durante todo o percurso. Veículo diplomático é protegido pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas e, em razão disso, o senador não poderá ser removido à força do carro. Mas a Bolívia de Evo Morales não costuma respeitar regras e tratados internacionais, nem muito menos os mais elementares princípios democráticos. (Claudio Humberto)

Casaquinhos e Bolsas dos chineses? 
• O mundo precisa ver! 
• Que vergonha! 
• Ei você, que adora aquela capinha de celular de couro comprada dos camelôs. Baratinha né? Aquela bolsa linda, no oiapoque, ou em lojas de 1,99 / 5,99 /10,99 etc...Aquele tênis da nike, adidas, etc...comprado nos camelôs...O preço é bom né? 
• Olhe o vídeo, mas não fique com dó não. O seu dinheiro vale mais do que isso....o seu bolso é mais importante. 
• Continuem comprando produto da grande potência mundial china com preço baixíssimos. Os chineses agradecem a sua preferência. 
• Assim daqui algum tempo eles serão a maior economia mundial, e irão sim querer algo mais do mundo que dominam.Pense nisso... 
• Imagens chocantes e muito desumanas. Depois de assistir a atrocidades desse tipo praticadas pelos chineses, mostrado aí abaixo para ninguém duvidar, me vem à lembrança os desastres que não param de acontecer na China. Não sei se uma coisa tem a ver com outra, mas que essa lembrança me vem, isto vem, sugerindo castigo. 
• Aqui em casa, há tempo, não entra produto algum chinês. Pago caro, sei bem, mas minha consciência fica tranquila. Nem em pastelaria dirigida por chinês entro mais. E nem se trata tanto por represália, mas por medida solitária de defesa. Os chineses estão sufocando as empresas no mundo inteiro com seus produtos baratos, e que, baratos são, porque o custo de produção é irrisório, mão de obra barata, não há previdência social, tributos trabalhistas, nada. Por aí, mesmo vendendo barato, a margem de lucro para eles é alta. 
• Um dia (e esse dia está perto), quando só houver produtos made in China no comércio, e, portanto, sem concorrência, a história será bem outra.
• Não há cena dantesca no vídeo, não aparece cena de matanças de animais (felizmente), mas dá para a gente saber de onde vêm essas maravilhas chinesas feitas com couro dos gatos e cachorros colhidos nas ruas.


A felicidade consiste em ser feliz. Não consiste em fazer crer aos demais que o somos. (Jules Renard)

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