4 de ago. de 2022

Sou, mas quem não é...

Câmara aprova projeto que acaba com saída temporária de presos. A Câmara dos Deputados acabou de aprovar o substitutivo ao projeto de lei 6579/2013, de minha autoria, senadora Ana Amélia Lemos, para acabar com as saídas temporárias de presos, a exemplo das que ocorrem em datas como o Natal e o Dia das Mães.

Quase 650 mil chamadas foram feitas para o nº 190 da Polícia Militar do RJ no 1° semestre. Violência contra a mulher liderou os pedidos de ajuda: impressionantes 7 ocorrências por hora! Como frear essa escalada de brutalidade? É preciso agir! (André Trigueiro)

Prefeitura do RJ ainda não foi informada sobre mudança no 7 de setembro. Em discurso durante um ato, o presidente Jair Bolsonaro (PL) cogitou que a parada cívico-militar acontecesse na orla da Zona Sul, em Copacabana.

O incrível acontece! A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul acolheu recursos das defesas e anulou, nessa quarta-feira (3), o julgamento que condenou quatro réus pela tragédia da boate Kiss, ocorrida em Santa Maria, no incêndio da boate Kiss que deixou 242 mortos e mais de 600 feridos. Serão soltos o dono da boate Kiss, Elissandro Callegaro Spohr, que havia sido condenado a 22 anos e seis meses de reclusão; o sócio Mauro Londero Hoffmann, condenado a 19 anos e seis meses; o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, condenado a 18 anos; além do assistente da banda, Luciano Bonilha Leão, também condenado a 18 anos. As defesas dos réus pediram a anulação do julgamento alegando que não houve cumprimento das regras judiciais ao longo do processo. No entanto, a decisão cabe recurso. O caso se arrasta desde 2013.

China inicia exercícios militares com munição de verdade perto de Taiwan após visita de Pelosi. Atividades visam demonstrar força do Partido Comunista Chinês e de suas tropas em retaliação ao encontro com a representante dos EUA; evento deverá durar três dias.

Quando morre o senso de justiça

História número 1

Na primeira aula para a turma de calouros de uma faculdade de Direito, o professor, logo após a chamada, encarou o aluno visivelmente mais idoso da classe e disse, em tom agressivo: “O senhor aí, retire-se da minha sala de aula!”. Após alguns instantes de tensão, tendo o aluno saído, perguntou à turma: “O que houve? Porque vocês estão assim, com cara de quem viu lobisomem?”. Longo silêncio até que um dos estudantes, com visível insegurança, explicou que a expulsão do colega parecia não ter razão de ser. “Cometi uma injustiça? É isso? Então, vai lá fora e chama-o de volta”. Ao retornar, a surpresa: o aluno expulso ocupou o lugar do “professor” e este, encerrada sua representação, sentou-se entre os colegas. A partir daí, o verdadeiro docente da turma passou a lecionar o grupo sobre o dever moral, mormente entre advogados, de não silenciar perante uma injustiça.

História número 2

A aula daquela matéria toda vez mudava de local. Perdia-se um tempo procurando, subindo e descendo escadas. Naquela manhã, o professor já começara a falar quando uma aluna, retardatária, ensaiou entrar na sala. O homem com giz na mão olhou-a de modo rude e lhe disse, em tom mais rude ainda, que não podia entrar, pois a aula já começara. Enquanto a mocinha, humildemente, se retirava, um aluno levantou-se e explicou ao professor que sua cadeira sempre envolvia aquela dificuldade de localização, dando causa a tais atrasos. E completou: “Se a colega não pode entrar, eu saio”. E saiu da sala, seguido pelos demais.

A primeira história circula nas redes sociais há algum tempo. Não sei se realmente aconteceu. A segunda, esta última, deu-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS, na minha turma, por volta de 1966 e fui eu o aluno que reagiu à conduta do professor.

Quando o silêncio de alguns faz a história de todos

Injustiças me incomodam. Por isso, observo com indignação as ocorrências nacionais e o silêncio de tantos que devendo reagir, não o fazem. Penso na omissão perante casos como os de Allan dos Santos, de Barbara Destefani (Te atualizei), de Bernardo Küster, de Camila Abdo e outros que tiveram cortadas suas fontes de renda e enfrentam as dificuldades disso decorrentes sem ter acesso aos seus processos. O que fazem com eles não cabe no mundo das boas leis. Não conheço a todos, mas os que mencionei são pessoas que, de bom grado, receberia em casa para jantar com minha família. A seus detratores, não.

Outro dia, assisti Bárbara dizer à Jovem Pan que, há 10 meses, foi desprovida de seu sustento e não recebeu até agora sequer um e-mail que lhe indicasse os motivos disso. Logo após, li Bernardo afirmando estar na mesma situação dois anos depois de ter sido vítima de igual arbitrariedade.

A defesa da liberdade

Eles tinham milhões de seguidores. São pessoas que comungam do amor à liberdade e da aversão ao arbítrio. Censurados, podem sair à convivência das ruas enquanto seus censores viajam ao exterior para poder tomar sol.

Nada espero da OAB, nem dos advogados banqueteiros e festeiros da confraria Prerrogativas (Prerrô, para os íntimos). Tampouco espero algo das associações ditas “Pela democracia”, organizadas por pessoas que passaram por cursos de Direito e nada aprenderam sobre o valor Justiça.

Minha singular e tênue esperança está em que a sociedade não deixe morrer  a repugnância à injustiça. E perceba, em tempo, o quanto ainda pode ir além, perigoso e arrogante, o poder que tudo pode. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor)

"A eficiência da maldade”

Há alguns anos, a cidade de São Paulo, foi abençoada com a chegada de uma acadêmica, educadora, rica, nordestina.
Num bairro de classe média, o da Bela Vista, ela montou uma escola munindo-a de tudo o que impunha seu amor pelo ato de educar.
Alugou uma casa antiga, bela e ampla, pertencente à mãe de Paulo Maluf. Para as aulas, reservou salas confortáveis e arejadas.
Um imponente salão ela destinou à iniciação ao ballet dos alunos. O bem cuidado jardim se tornou o espaço dos recreios.
E para que as crianças desenvolvessem laços afetivos ali, arranjou para elas um cachorro peludo e amoroso.
Se um aluno ficasse sem condução, ela pedia ao marido que fosse buscá-lo em seu carro de luxo. Numa festa escolar, chegou a distribuir relógios de pulso entre as crianças.
Enquanto isto, nos bairros pobres agia um ganancioso dono de uma cadeia de lojas, famoso por causa do seu programa de televisão. No qual havia um segmento do gênero Mundo Cão.
Algumas sofridas mulheres eram levadas para diante do auditório.
Lá, uma contava: “Minha mãe morreu de câncer. Nós, filhos, fomos abandonados. Não temos o que comer”.
Outra revelava: “Perdi minha perna na fábrica onde trabalhava. Estou sem emprego. Meus filhos estão doentes”. Assim, por diante.
Terminados estes monólogos de um Teatro do Horror, o comerciante-apresentador pedia aplausos. A que fosse mais aplaudida, eleita a “rainha” daquele dia, se sentava num bizarro trono, e, recebia presentes.
O programa tinha público cativo entre as empregadas domésticas, presas a ele pela esperança de ganhar prêmios em seus sorteios, realizados sem nenhuma fiscalização.
Dos quais elas participavam porque reservavam boa parte de seus minguados salários para pagar mensalmente boletos das lojas daquele homem.
Numa operação de venda na qual, primeiro entregavam dinheiro, aos poucos, até completar o valor total dos produtos.
E só, depois, podiam ter acesso a eles, com preços estabelecidos, naquela ocasião, unilateralmente, pelas lojas. 
Para animá-las a prosseguir pagando as mensalidades dos carnês era que o comerciante-apresentador dava-lhes, prêmios, no programa, se fossem sorteadas e não estivessem com atraso nos pagamentos dos boletos.
Enquanto isto, os recursos retirados dos pobres salários daquelas trabalhadoras ele aplicava na Bolsa de Valores.
Dez anos se passaram.
A escola cresceu? Não. Faliu. Até suas carteiras tiveram de ser leiloadas. A educadora recolheu-se à vida acadêmica.
O comerciante-apresentador foi preso? Não. Enriquecido, comprou uma rede nacional de canais de televisão. Até candidato a presidente do País, ele foi.
Tão ineficiente é, na perversa sociedade brasileira, o altruísmo. Tão eficiente é, nela, a Maldade.
Surpreende a força que têm os Bolsonaros? (Ilustração: Detalhe do quadro Fallen Angel, de Alexandre Cabanel, do Século XIX)" (Oswado Coimbra)

 A mulher perfeita.
Quem se importa com a perfeição?
Nem a lua é perfeita, está cheia de crateras.
O mar é incrivelmente lindo, mas salgado e escuro, nas profundezas.
O céu é sempre infinito, mas muitas vezes nublado.
Portanto, tudo que é bonito não é perfeito, é especial.
Então, toda mulher pode ser especial para alguém.
Pare de querer ser "perfeito", em vez disso tente ser livre e viver, fazendo o que ama, sem querer impressionar os outros! (Bob Marley)

Nenhum comentário:

- - - - - - - - Postagens Mais Visitadas - - - - - - - -