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deve discutir reajuste a deputados e senadores após as eleições.
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Refugiada: 'Talibã obriga
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Tensão entre potências: Governos
de Rússia e EUA negociam possível troca de prisioneiros.
“Por que me ufano de meu país”
Leitura oportuníssima
nestes dias cabulosos!
No trecho abaixo, extraído do
livro com mesmo título (clássico de nossa literatura), o autor escreve, em
1900, sobre a Independência do Brasil.
Ao embarcar para a Europa, em
Abril de 1821, confia D. João VI ao príncipe D. Pedro a administração e governo
supremo e provisório do reino do Brasil. A 23 de Maio do mesmo ano, decreta D.
Pedro a liberdade de imprensa, antecipando, por esta e outras medidas, o regime
constitucional. A 9 de Janeiro de 1822, declara permanecer no Brasil, em
desobediência formal à imposição das cortes portuguesas. A força armada de
Portugal, existente no Rio, busca prender D. Pedro e embarcá-lo à força.
É D. Pedro quem, empregando
máxima energia, disposto à luta material, constrange a divisão lusitana a
render-se e a embarcar. A 16 de Fevereiro, convoca para se reunir no Rio um
conselho de procuradores gerais de todas as províncias brasileiras. A 21 do
mesmo mês, proíbe a execução no Brasil, sem a sua sanção, de ordens e leis
daquelas cortes. A 3 de Junho, convoca uma assembleia legislativa e
constituinte incumbida de organizar a constituição pela qual devesse reger-se o
continente brasileiro. Finalmente, a 7 de Setembro, nas margens do Ipiranga,
proclama a inteira separação da antiga metrópole. A separação foi, pois, o
resultado de longa série de grandes atos, denotadores de energia, perseverança
e civismo nada vulgares.
Não se ultimou essa separação sem
luta e derramamento de sangue. O Brasil armou-se, formou exército e esquadra,
contratou oficiais estrangeiros quais Cochrane, Mariath, Norton, Taylor,
Greenfeld e Labatut. Feriram-se combates em terra e no mar. D. João VI envia
emissários a D. Pedro que recusa recebê-los e os obriga a regressarem,
devolvendo as cartas do pai. Portugal solicita a mediação inglesa, no intuito
de terminar-se a guerra. Graças a essa mediação, celebra-se a convenção de 29
de Agosto de 1825, em virtude da qual Portugal reconhece a independência do
Brasil. Fizeram-se concessões mútuas na convenção, cedendo o Brasil à vantagem
de ser reconhecido por Portugal, a fim de que as mais nações da Europa também o
reconhecessem. A prova de que o tratado não nos era infenso está na indignação
pública que levantou em Portugal, obtendo a custo o gabinete inglês a
ratificação.
Como o Brasil se obrigara a pagar
dois milhões de libras esterlinas, ou melhor, assumira a responsabilidade de um
empréstimo dessa quantia, contraído por Portugal em Londres, acoimaram alguns
oposicionistas o tratado de carta de alforria, afirmando que compramos a nossa
independência. Excessos de linguagem injustos e injustificados!
Proveio aquele compromisso de um
ajuste de contas, tendo por fim extinguir reclamações de parte a parte.
Representou o valor de palácios e outras propriedades particulares de D. João
VI no Brasil. Com a separação, apoderara-se este de parte do patrimônio até
então comum. Ficaram, demais, pertencendo ao Brasil, mediante a obrigação
referida, mercadorias sequestradas, embarcações surtas nos portos, prédios
rústicos e urbanos, navios apresados em alto mar, numerosos vasos de guerra. A
continuação da campanha teria custado mais. Porém, objetar-se-á, poderia o
Brasil vencer afinal e nada pagar.
É exato. Honra lhe seja,
entretanto, ter preferido, no começo de sua existência nacional, não fazer
questão de dinheiro, praticando para com a velha mãe pátria empobrecida e fraca
um ato de honestidade ou cavalheirismo. (Afonso
Celso foi escritor, poeta, historiador e um dos fundadores da Academia
Brasileira de Letras, designado Conde de Afonso Celso pelo Papa Pio X)
Um pouco de história...
Na Idade Média, não havia escovas
de dente, perfumes, desodorantes e muito menos papel higiênico. Excremento
humano era jogado das janelas do palácio.
Num dia de festa, a cozinha do
palácio podia preparar um banquete para 1500 pessoas, sem a mínima higiene.
Nos filmes de hoje, vemos pessoas
daquela época se sacudindo ou abanando.
A explicação não está no calor,
mas no mau cheiro que exalavam sob as saias (feitas de propósito para conter o
cheiro das partes íntimas, já que não havia higiene). Também não era costume
tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água corrente.
Só os nobres tinham lacaios para
abaná-los, dissipar o mau cheiro que o corpo e a boca exalavam, além de
afugentar os insetos.
Quem esteve em Versalhes admirou
os imensos e belos jardins que, naquela época, não eram apenas contemplados,
mas serviam de banheiro nas famosas baladas promovidas pela monarquia, por não
haver banheiros.
Na Idade Média, a maioria dos
casamentos acontecia em junho (para eles, o início do verão).
O motivo é simples: o primeiro
banho do ano era tomado em maio; então, em junho, o cheiro das pessoas ainda
era tolerável. Porém, como alguns cheiros já começavam a incomodar, as noivas
carregavam buquês de flores perto do corpo para disfarçar o fedor. Daí a
explicação da origem do buquê de noiva.
Os banhos eram feitos em uma
única banheira enorme cheia de água quente. O chefe da família teve o
privilégio do primeiro banho em água limpa. Então, sem trocar a água, os demais
chegaram a casa, por ordem de idade, mulheres, também por idade e, por fim,
filhos. Os bebês eram os últimos a se banhar.
As vigas de madeira, que
sustentavam os telhados das casas, eram o melhor lugar para os animais,
cachorros, gatos, ratos e besouros, se aquecerem. Quando chovia, as goteiras
obrigavam os animais a pularem no chão.
Quem tinha dinheiro tinha chapas
de lata. Certos tipos de alimentos oxidam o material, fazendo com que muitas
pessoas morram de envenenamento. Os hábitos de higiene da época eram terríveis.
Os tomates, por serem ácidos, foram considerados venenosos por muito tempo, as
xícaras de lata eram usadas para beber cerveja ou uísque; essa combinação às
vezes deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia
induzida pela mistura de bebida alcoólica com óxido de estanho). Alguém andando
na rua pensaria que ele estava morto, então eles recolhiam o corpo e se
preparavam para o funeral. Em seguida, o corpo era colocado na mesa da cozinha
por alguns dias e a família observava, comia, bebia e esperava para ver se o
morto acordava ou não.
A Inglaterra é um país pequeno,
onde nem sempre havia um lugar para enterrar todos os mortos. Os caixões foram
então abertos, os ossos removidos, colocados em ossário e a tumba foi usada
para outro cadáver. Às vezes, ao abrir os caixões, percebia-se que havia
arranhões nas tampas internas, indicando que o morto havia, de fato, sido
enterrado vivo.
Assim, ao fechar o caixão, surgiu a ideia de amarrar uma alça do pulso do falecido, passando-a por um orifício feito no caixão e amarrando-a a uma campainha. Após o enterro, alguém foi deixado de plantão ao lado do túmulo por alguns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria soar a campainha. E seria "salvo pelo gongo", que é uma expressão popular que usamos até hoje. (Luiz Duanetti) Veja mais
“No
meio do intervalo entre a vida e a morte, brigamos por aquilo que não trouxemos
ou levaremos.”



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