· . - Congresso já derrubou nove MPs de Bolsonaro.
- 80% de moradores de favelas relatam adoecimento pela violência armada no Rio. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou nesta segunda (25) a Cartilha de Prevenção à Violência Armada em Manguinhos.
- 80% de moradores de favelas relatam adoecimento pela violência armada no Rio. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou nesta segunda (25) a Cartilha de Prevenção à Violência Armada em Manguinhos.
. - Alvo crônico da extração ilegal de madeira, o
Brasil pode passar a ser exportador de troncos de árvores nativas da Amazônia,
vendendo madeira in natura, ou seja, sem nenhum tipo de beneficiamento, para
outros países. Esse tipo de atividade, hoje, é ilegal. O governo, no entanto,
conforme apurou O Estado de S. Paulo, estuda a possibilidade de abrir espaço
para esse tipo de exportação, depois de ser provocado sobre o assunto por
empresários do setor.
. - Um mundo em que ninguém se entende. Ernesto
Araújo não descarta que Brasil saia do Mercosul.
- Uso de meios eletrônicos pode resultar em mais
de 100 partidos até 2020. TSE tem 76 pedidos ativos de criação de partidos sem
contar o Aliança de Bolsonaro.
. - Quem são os desembargadores que vão julgar
recurso de Lula sobre o sítio. Thompson Flores, Leandro Paulsen e Gebran Neto,
da 8ª Turma do TRF-4.
· - Ex-diretor da Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel), Edvaldo Santana, se diz "arrasado" com a Operação
Elétron. Operação realizou buscas na sexta-feira por ordem do juiz Marcus
Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal Criminal de Brasília. Investigação
identificou indícios de irregularidades em decisões tomadas por diretores da
Aneel de 2010 a 2013. Ex-diretor alega que o pagamento por diferentes trabalhos
que realizou foi visto pelos investigadores como propina.
- - O escárnio: Presidente do México justifica asilo
de Morales e cita "golpes de estado". Congresso da Bolívia anula
reeleição de Evo e aprova realização de novas eleições.
- - A Aliança pelo Brasil, partido fundado pelo
presidente Jair Bolsonaro, tem como base o mesmo discurso do nacionalismo
branco de outros países como os EUA e a África do Sul sob o Apartheid. Ao
definir o Brasil como essencialmente cristão, Bolsonaro e seus apoiadores
ignoram as contribuições não ocidentais para nossa formação. Desse modo, para
combater a Aliança, cabe à esquerda deixar de enfatizar políticas identitárias,
voltando, portanto, os olhos ao universalismo que transcende fronteiras étnico-raciais
e religiosas.
- - Surpreende que o presidente Jair Bolsonaro tenha
deixado vago o cargo de ministro da Educação, uma das principais funções de
qualquer governo que pretenda se chamar como tal. Desde o início do ano, ele
indicou prepostos que serviram para desperdiçar tempo do país, substituindo a
busca pela melhoria da educação básica e superior e pelo aumento da
produtividade da força de trabalho por debates que interessam ao passado, não
ao futuro.
- Lula diz que prisão fez dele um "ser humano
melhor". A meme encapuzada.
- - Guaidó chama Lula de "ladrão" e diz:
"está livre, mas não é inocente".
Lula livre e saudades do
fracasso.
Livre, Lula se tornou um problema
para o PT. Visivelmente, seu peso na balança política é muito menor do que quando
esteve sitiado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Solto, tornou-se
desinteressante.
Os partidos de esquerda, quanto
mais tentam se dissociar de Lula e do PT, mais parecidos com ele ficam,
inclusive no eterno mau humor. Ao longo dos últimos meses, incorreram no
equívoco de imaginar que a bajulação internacional guardava alguma relação com
o prestígio de seu mito. Mas não é assim, Uma coisa é o aparelho esquerdista
mundial, um aparelho publicitário ativo; outra é a influência dessa máquina na
política interna das nações. Parcela significativa da sociedade brasileira teve
tempo para ajustar o foco e entender o quanto o país perdeu e se perdeu nos
longos anos em que a corrupção se institucionalizava, a ordem era desprezada, a
liberdade abusada e a responsabilidade extraviada nos meios de influência e na
vida social. É sabido: agora, a corrupção luta nos tribunais, mas se afastou da
tesouraria.
Outro equívoco do lulopetismo foi
imaginar que reverteria em seu benefício o antagonismo a Bolsonaro prestado por
boa parte da mídia convencional. Não há qualquer evidência de que isso possa
acontecer depois de ficarem tão expostas as vísceras dos sistemas criminosos
instituídos pela corrupção no país.
Em tal cenário, nada mais
relevante e benéfico aconteceu entre nós, nos últimos 35 anos, do que a Lava
Jato, Sérgio Moro, Paulo Guedes e Bolsonaro. As lições disso decorrentes ainda
levarão alguns anos para impregnar as instituições nacionais e fazer do Brasil
uma democracia não apenas formal. São comuns, entre nós, referências ao Estado
Democrático de Direito como se vivêssemos num. Grave equívoco a que se chega
diante da mera existência de eleições periódicas e da operação das instituições
de Estado. Ora, eleições e instituições de Estado existem, igualmente, em Cuba,
Venezuela e em outros totalitarismos. Elas são necessárias para a democracia,
mas não são, por si só, causa eficiente, suficiente, da democracia.
Há, no Brasil, um déficit
democrático que se manifesta, por exemplo, quando o Congresso arrosta a opinião
pública, legisla em causa própria e encobre os maus passos de seus membros;
quando o Senado se acumplicia com o STF para descumprirem seus deveres de
fiscalização mútua; e quando as pautas de Sérgio Moro batem, sempre, na
acolhedora trave da impunidade. Do Brasil se pode dizer que vivemos num Estado
de Direito, onde as coisas são, mais ou menos, regradas por uma Constituição.
Bem nos serviria que essas instituições fossem racionais e, por essa via,
efetivamente democráticas.
Em “Nabuco e a reorganização teórica
do Império”, João Camilo de Oliveira Torres escreve: “Nas épocas da decadência
e decomposição, o tribuno do povo chama-se demagogo e procura condicionar a
vontade para fins baixos e pessoais, para fins criminosos e antipatrióticos”.
Essa é uma definição precisa da
carreira política do ex-presidiário de Curitiba. Seu partido conferiu caráter
orgânico à corrupção, enfermando moralmente as principais legendas políticas do
país; devastou as finanças nacionais jogando-nos na mais danosa recessão da história.
O Brasil vive a situação de um país pós-guerra, sem outra guerra que não aquela
proporcionada por meios e fins criminosos e antipatrióticos.
Quem tiver alguma dúvida sobre
isso, ouça as falas de Lula e os discursos de seus representantes em Brasília.
São bem explícitos quanto à saudade que sentem de seus fracassos. (Percival
Puggina, arquiteto, empresário e escritor)
Matemática da cilada.
Ô mania que grudou na imprensa!
Você fica lá prestando a maior atenção e aparecem aquelas tabelas e tabelas
torturando números, comparados a algum lugar do passado, para o bem ou para o
mal. São os percentuais, ou porcentuais,
que dá na mesma, e você entendeu do que estou falando. Os coitados dos números,
surrados, dizem qualquer coisa quando obrigados.
É muito chato mesmo. Mas virou
mania. Querem dar uma notícia, por exemplo, que tal situação melhorou. E lá se
vai em busca do número usado em algum lugar do passado, e que provavelmente foi
o último dado por alguém ou algum. Chegam as manchetes! Diminuiu em tantos
porcentos o número de acidentes nas estradas. Se parar para prestar atenção
mesmo, com caneta e papel ou calculadora, vai perceber que teve decréscimo de
umas migalhinhas. Tipo eram 12, e esse ano 10. Condições do tempo, das
estradas, dos veículos e dos etceteras? Eram as mesmas?
Não costumo assistir a jogos de
futebol, mas quando assisto dá uma irritação danada ouvir os locutores falando,
falando – e lá atrás na imagem você vê que está acontecendo uma jogada bem
importante que fica sufocada – e derramando números sobre dribles, jogos do
século passado, enfrentamentos da história recente. Isso tudo piorou muito na
era dos computadores, que fazem cálculos e cálculos, como se todos fôssemos e
pensássemos como tabelas de Excel.
Engraçado. Embora tenha tido boas
notas na época nas aulas de Estatística, nunca gostei muito dessa matéria. Na
faculdade, no Diretório Acadêmico, acabei como “representante dos alunos no
Departamento de Métodos Quantitativos”. O que valeu foi uma enorme dor de
cabeça e mais uma inscrição na ficha do Dops dos terríveis tempos da ditadura.
Como os caras não sabiam do que se tratava, esse fato está lá na minha ficha de
“subversiva”. Mal sabiam ou sabem eles que fui parar aí porque eu era a única
boa aluna que conseguia tratar melhorzinho com o professor dessa matéria na
faculdade, e que era um horror. Vai explicar! Bem que tentei, mas creio até
hoje que acharam que eu era guerrilheira e estrategista de alguma célula
especializada em manufatura de bombas, ou alguma outra coisa desse jaez.
Hoje mesmo tive a sensação de ter
ouvido que diminuiu em num sei quantos porcentos o número de notificações de
violência contra as mulheres. Só se for porque elas morreram antes de
denunciar. Todo dia, toda hora, das formas mais grotescas e cruéis as mulheres
estão morrendo, assassinadas por ciúmes, por causa da loucura humana e do
destempero das relações.
Essa semana, repara – aliás, já
estamos ouvindo essa ladainha há quase um mês – tem a tal da Black Friday, onde
se quer aparentar uma maravilha, mágica, onde
todos os produtos ficarão mais baratos do dia para a noite, os
comerciantes resolveram dar uma força e se desapegar de seus lucros, uma coisa
impressionante – para onde olhar vai ver números gigantescos de descontos, com
o percentual do lado. Pega o óculos, a lente, o binóculo, a lupa. Perto dele,
ali bem pequenininho, vai ter também uma palavrinha: “Até”. Esse “até” é a
grande questão. Faz o teste. Procura o que é exatamente que vai ter desconto de
“até” 80%, 90% na lista ofertada.
Propaganda já foi a alma do
negócio. Vem sendo usada – de braços dados com o marketing, que é mais complexo
– de forma indiscriminada e enganosa, sem que providências sejam tomadas contra
isso. E para não acharem que estou
tentando me desviar da política, vou citar duas coisinhas dessa semana, que
serviram apenas para cilada.
Uma, a do deputadozinho que me
recuso terminantemente a dar o nome, que resolveu prestar homenagem para o
ditador Augusto Pinochet na Assembleia de São Paulo. Queria apenas ficar
conhecido, esse indigesto. Para ir contra, fomos obrigados a falar dele, saber
se sua vil existência.
Mais conhecido, talvez, entre
esse grupo de – dizem, mas vamos esperar as próximas pesquisas – cerca de 30%
(!!!) que parece que ainda apoiam a loucura que se estabeleceu no governo de
nosso país. Esse do “38”, o número do partido que pretendem criar com suas
balas e dedinhos em forma de arminha, borrando o verde e amarelo de nossa Nação
com seus pensamentos de baixíssimo calibre. (Marli Gonçaves, Jornalista)
Roubaram-nos a Federação.
Ideia forte na propaganda
republicana, a Federação caiu bem no gosto das províncias brasileiras,
interessadas na autonomia em relação à metrópole. Talvez não tenham lido Alexis
Tocqueville. Talvez não se hajam inteirado da admiração que lhe causou perceber
que o federalismo era perfeitamente entendido pelos cidadãos norte-americanos,
habilitados a distinguir as áreas de competência da União e das unidades
federadas.
No Brasil sempre estivemos longe disso.
Proclamada a República dos Estados Unidos do Brasil, em etapas sucessivas fomos
entregando autonomia, anéis e dedos à esfera federal. Nossas províncias se
haviam convertido em estados, é verdade, mas aos poucos, à medida que os
recursos, ou o poder, se iam concentrando na União, os estados, e depois os
municípios, começaram a encontrar maior segurança na condição de dependência.
A falta de autonomia, em muitos
casos, chega às raias do absurdo. Descobrimos, recentemente, que em 3064
municípios brasileiros, a administração pública é a atividade econômica
dominante; 1254 deles não arrecadam sequer 10% de sua despesa em fontes
próprias e podem ser fundidos ou reincorporados ao município-mãe. Foram criados
por conveniência política e ambições eleitorais, tendo a repartição dos cargos
como objetivo preponderante.
Há poucos dias ocorreram as
provas do ENEM. Você pode imaginar o que seja um exame nacional de ensino
médio, com alunos de todo o Brasil prestando provas no mesmo dia e na mesma
hora, sobre o mesmo conteúdo? Desculpem-me os fãs do sistema, mas isso é um
apavorante instrumento totalitário com o poder de determinar objetos de estudo,
leituras e interpretações a serem seguidos por todas as escolas do país! Fico
me perguntando se em Cuba e na Venezuela existe algo assim.
Na mesma esteira, dispomos de um
Sistema Único de Saúde, sacralizado por uns e rejeitado por outros, em cuja
esteira nasceu o Sistema Único de Assistência Social. Para aproveitar ao máximo
o papel unificador dos “sistemas únicos”, criou-se a Base Nacional Comum
Curricular, um calhamaço de 600 páginas que deve ser seguido página por página
em todo o território nacional.
Está impressionado? Faça uma
experiência: procure no Google por “Programa Nacional”. Você vai se surpreender
com a variedade do cardápio proporcionado pela União aos entes federados e
determinando a constante romaria de prefeitos e governadores a Brasília em
busca de uma fatia desses recursos. Na maior parte dos casos, esses valores
correspondem à principal parcela de seus investimentos possíveis. Não é incomum
que sejam buscados independentemente das prioridades locais, pelo simples fato
de estarem disponíveis.
Aos poucos, a Federação nos foi
roubada. A política nacional, também aos poucos, vai influenciando as eleições
nas unidades federadas – estados e municípios – sinalizando a conveniência de
se alinharem, as administrações locais, às políticas do poder central. Querem
algo mais provinciano? (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)
Se o mal é contagioso, o bem também é, deixemos-nos contagiar pelo bem! (Papa Francisco)



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