|
|
|
|
Zanatta adverte que não adiante chorar pela vitória dos candidatos da “direita” até com votação massiva.
“Os únicos que deveríamos nos queixar somos nós mesmos: aqueles que não amamos
nem a uns e nem a outros, que não acreditamos em Deus nem em soberania popular
por cima de tudo”.
E o professor resume a extensa ladainha de defeitos e invectivas que
jornalistas, comentaristas, sociólogos, filósofos, etc., etc., de esquerda
escrevem na grande mídia para execrar os povos latino-americanos que não estão
votando pelos representantes do circo midiático-intelectual-eclesial
socialista.
Zanatta pelo menos olha de frente para algumas realidades básicas, e
chapadamente. Por exemplo: “Liberté, egalité, fraternité: qual desses nobres
princípios o regime chavista não pisoteou, humilhou, prostituiu?
“Miséria, violência, morte, tortura, êxodo, corrupção, narcotráfico: o que
mais precisam para tirar a venda dos olhos?
Não entendem que ficando nessa carroça levam à breca as boas intenções e até os
melhores ideais?
Não adianta bradar "povo!" ou
"Revolución!" quando o povo não os acompanha.
“Recuperem o juízo, tomem um antídoto contra o feitiço;
saiam da ressaca da bebedeira ideológica; acabem com o zumbi que tomou posse de
seus corpos e mentes.
Zanatta deplora a mania dos intelectuais de esquerda de
evocar fatos do passado como dogmas infalíveis: que a Guerra Civil Espanhola,
ou a guerra do Vietnã, da tomada do palácio presidencial chileno na revolução
anticomunista.
O simples nome dos EUA os excita irracionalmente como a
vítimas de uma obsessão psiquiátrica, ou como a um touro diante do pano
vermelho, prossegue.
Zanatta pede a seus correligionários que não percam a luz da
razão, que não se joguem sobre os povos como o touro que quer cornear o pano.
Lhes pede que percebam antes da cornada fatal que se trata
de povos inteiros compostos de pais, mães e filhos.
Mas não, constata o professor.
Para a confraria dona das colunas dos jornais – a sua – :
“não importa o melhor para os venezuelanos, não se sensibilizam por seu
destino; os pobres e os perseguidos não o são se não professam a fé das
esquerdas: os seus direitos só são humanos quando se trata de pessoas da mesma
equipe”.
Tripudiam esses jornalistas e intelectuais toda “ingerência”
dos EUA ainda que imaginária, mas também repudiam as eleições segundo a lei,
recusam permitir a ajuda humanitária.
Se serve ao ditador de esquerda, esquecem os direitos
humanos, e não se incomodam acalcando a democracia sem cessar.
A solução que propõem é o capricho que lhes vem à mente na
hora de justificar o injustificável.
Sociólogos, jornalistas e teólogos argumentam com o povo
faminto.
Mas, os verdadeiramente famintos estão contra os ditadores
de esquerda.
Tiradas pomposas contra Benito Mussolini ou Francisco
Franco, ou Augusto Pinochet, ou contra o golpe de há mais de meio século, é
retórica vazia, são rituais antiquados e gastos, que mais testemunham má fé
quanto mais são misturado com “hipócrita paternalismo pelos pobres”, essa
“carne de canhão com qual as esquerdas fabricam seus impérios”.
A esquerda populista latino-americana, que o autor apoia e
reverencia, está reduzida a uma mistura de “arrogância, fanfarronadas e
teatralidade. A antecâmara da inépcia”.
Assim, acrescenta, será enterrada por uma sonora gargalhada.
Fidel Castro, lembra ele, citava um antigo jurista espanhol
“jesuíta, por supuesto” que defendia que quando a insurreição é justa chama-se
“revolución” e a injusta chama-se “golpe de Estado”.
Quem define qual é justa e qual injusta. Bem, é o deus
trionfatore, quer dizer o ditador que a fez.
A “revolución” dizia Fidel é feita pelo “povo”. E como
chamar senão de povo ao río humano que sai as ruas em todos os cantos da
Venezuela? Mas para os “especialistas” essas multidões não são povo.
Não se reúne essas massas apenas com Trump, Bolsonaro ou
Macri.
Zanatta: a esquerda está se suicidando não querendo ver a
realidade que é contrária a seus vehos e surrados chavões.
A “Revolución” e o “pueblo” de Fidel! Na Venezuela a
esquerda ficou órfã dos dois.
Na Venezuela, a “esquerda” latino-americana se está
suicidando. Tocou fundo e ainda está cavoucando mais fundo, conclui o militante
professor.
Zanatta seria mais abrangente e objetivo se não se limitasse
ao caso venezuelano. O fenômeno que o revolta está se dando na América Latina
toda, e até fora dela. No Brasil, por exemplo.
E não só na órbita temporal, política, social, econômica e
cultural.
É também na Igreja Católica, onde o Papa Francisco – grande
amigo e apoiador dos ditadores esquerdistas que incorreram no descrédito
popular –padece uma recusa semelhante vinda dos países “pobres”,
“marginalizados”, etc., etc. latino-americanos.
E com ele, Conferencias Episcopais de vários países,
Campanhas ou iniciativas do gênero da Fraternidade brasileira.
Não percebem que assim agindo descem até o fundo do poço da
consideração popular enquanto teólogos, missionários comuno-tribalistas
cavoucam para aumentar mais a escura profundeza que o prof. Zanatta explicitou.
(Luis Dufaur, escritor, jornalista, conferencista de política internacional)
"Uma criança bem informada e orientada é a melhor
blindagem contra os perigos das drogas, sejam elas legais ou não".
(Vestius_SP)




Nenhum comentário:
Postar um comentário