Independente de qual seja sua “coloração política” (esquerda,
direita e congêneres), não é difícil para você, identificar uma das mais estranhas e instigantes realidades que existem em nosso País: algumas de nossas
Instituições, simplesmente atuam e vivem à margem da Lei! A lei não é feita para elas, a Lei não as atinge, nem as limita!
Podemos citar, como fazendo parte real desse estranho “nimbo de privilegiados":
-
o sistema financeiro brasileiro
-
o Sistema Sindical brasileiro
-
a CBF
-
os Partidos e os Políticos brasileiros
-
e, conforme as más línguas, o STF...
De todos essas intocáveis Instituições, sem dúvida
alguma, a mais perversa, a que mais atinge diretamente a vida
dos brasileiros, através da prática de uma “escravidão legal e institucional” é o Sistema
Financeiro...
Como no trabalho escravo que tem sido detectado e combatido em algumas “Fazendas” de poderosos brasileiros, onde o trabalhador-escravo fica eternamente acorrentado á dívida de seu bilhete de ônibus usado para chegar nessa moderna senzala, às impagáveis contas do armazém do senhorio, aos
custos eternos da roupa que lhe
é fornecida, do mesmo
modo, o cidadão-escravo brasileiro, fica eternamente (e legalmente!!!!!) acorrentado aos meandros e artifícios utilizados pelo Sistema Financeiro brasileiro, em uma incontrolável “bola
de neve” que sufoca, estrangula e destroi!
Nesse cenário, não existe a possibilidade de redenção, não existe o sonho da
Liberdade...
Conheça no texto abaixo um pouco dessa triste realidade que anda e circula
bem ao nosso lado, à vista de todos, inclusive da Lei, à vista dos Governos de esquerda e dos Governos de direita, sem que se veja qualquer luz no final desse negro e interminável túnel!...
Como dizia o “sábio” sr. Lulla da Silva, referindo-se aos Bancos e Banqueiros: “...Nunca
ganharam tanto dinheiro, como no meu
governo...”! (Márcio Dayrell
Batitucci)
ooo0ooo
Os novos escravos de ganho: a servidão financeira que assola o
país (*)
Por Yorkshire Tea*, para
o Duplo Expresso
Era uma
vez…
Durante o período colonial e no
Brasil Império, a escravidão era um instituto juridicamente legal e
normalizado. A grande massa de escravos encontrava-se no campo, onde era
explorada como força animal principalmente na produção agrícola. Já nos centros
urbanos, os escravos se dividiam entre os que se ocupavam de tarefas domésticas
nas casas dos senhores e aqueles que trabalhavam como vendedores ambulantes, no
pequeno comércio, na pequena indústria e na prestação de serviços. Estes eram
chamados escravos de ganho.[YT1]
Apesar de desfrutarem de
pequeno grau de autonomia e liberdade, esses cativos tinham a obrigação de
prestar contas e repassar a seus proprietários boa parte do que ganhavam com o
trabalho. O acerto se dava diariamente ou uma vez por semana. Como precisavam
se manter – muitos dos escravos de ganho moravam na cidade, nas proximidades de
seus locais de trabalho, onde alugavam quartos –, era-lhes permitido ficar com
o eventual excedente, que, na grande maioria, era usado para o próprio
sustento: pagar aluguel, comprar vestimentas e víveres.
Em 13 de maio de 1888, com a
promulgação da Lei Áurea, a
escravidão foi abolida no Brasil – ao menos no papel. No entanto, mais de 130
anos depois, essa chaga ainda persiste. No campo e na cidade, não faltam casos
de pessoas – geralmente simples, muitas delas imigrantes de países fronteiriços
– ilegalmente exploradas das mais variadas formas. Na maioria das vezes, presas
em cativeiros de onde só saem para trabalhar (no caso rural) ou encarceradas no
próprio local de trabalho (no caso urbano). Até alguns anos atrás, essa forma
de escravidão era combatida de maneira proativa pelo Ministério Público, pelo
antigo Ministério do Trabalho e até mesmo pelo Ministério da Justiça.
Além desse tipo ilegal de
exploração, há atualmente outra forma de escravidão que, tal como no passado, é
juridicamente legal e normalizada. É isso mesmo. Há no Brasil, em pleno século
XXI, um tipo de servidão legalmente permitida. Apesar de não usarmos
explicitamente a palavra escravidão para descrevê-la, essa modalidade de
exploração é, na prática, idêntica ao sistema a que estavam submetidos os
escravos de ganho, com a novidade de agora incluir cativos no campo e na
cidade. Esses escravos modernos se contam às dezenas de milhões. É gente
explorada insidiosamente todos os dias. Com o agravante de não terem ciência da
própria condição de cativos.
A gênese da nova
escravidão de ganho
No Brasil, graças à absoluta
ausência de regulação no setor financeiro, a taxa de juros cobrada pelas
instituições financeiras nas mais variadas modalidades de empréstimo é
totalmente livre, não estando sujeita a nenhum tipo de limitação, indo de
encontro ao que constava originalmente na Constituição Federal de 1988. Nela,
havia a previsão de limitação dos juros anuais que poderiam ser cobrados pelas
instituições bancárias. O §3º do Artigo 192, também conhecido como “Lei da
Usura”, dizia o seguinte:
As taxas de juros reais, nelas incluídas comissões e quaisquer outras remunerações direta ou indiretamente referidas à concessão de crédito, não poderão ser superiores a doze por cento ao ano; a cobrança acima deste limite será conceituada como crime de usura, punido, em todas as suas modalidades, nos termos que a lei determinar.
Esse parágrafo de pouquíssimas
linhas, apesar de ainda depender de regulamentação, representava uma enorme
ameaça aos interesses do sistema financeiro e dos grandes rentistas. Por isso,
acabou sendo excluído da Constituição Federal. O sistema financeiro deve esse
“favor” gigantesco aos “bons” ofícios do senador José Serra (PSDB-SP), que
começou o ataque a essa legislação – que protegia o cidadão contra a exploração
pelo poder financeiro – por meio da PEC 21/1997[YT2] e o concluiu
com a EC 40/2003,[YT3] aprovada pelo Congresso ainda no início do
primeiro governo Lula.[YT4]
Com o sepultamento da “Lei da
Usura”, as instituições financeiras ficaram livres para cobrar o quanto
quisessem de juros de seus clientes que porventura necessitassem de
empréstimos. Assim, puderam transformar milhões de pequenas dívidas num
instrumento de servidão permanente. Tudo perfeitamente legal. Por intermédio da
cobrança de juros extorsivos, essas dívidas se tornaram impagáveis, fazendo com
que seus devedores – dezenas de milhões de pessoas[YT5] – sejam
obrigados a trabalhar eternamente na tentativa de saldar dívidas cuja quitação
é inviável, tendo em vista a prática de se cobrar juros compostos (juros sobre
juros) a alíquotas (taxas) de fazer corar de inveja a agiotagem tradicional.
Na prática, isso representou o
retorno da legalização da escravidão de ganho: tal como os escravos de ganho do
século XIX, que eram obrigados a pagar religiosamente a seus senhores uma
parcela do que ganhavam com o trabalho, os brasileiros endividados da
atualidade são forçados a trabalhar, em primeiro lugar, para o sistema
financeiro – os juros das dívidas contraídas junto a instituições de crédito
são efetivamente recolhidos na fonte, sem choro nem vela. E, tal como aqueles
escravos do passado, com o que sobra após o pagamento desses juros extorsivos,
os cidadãos endividados têm de “se virar” para fazer frente a seus compromissos
(alimentação, moradia, vestimenta, etc.).
Como funciona o
mecanismo do endividamento perene
Diferentemente do que ocorre na
maioria dos países (EUA, Canadá, Japão, União Europeia, Reino Unido, Paraguai,
Chile, Uruguai, México, Argentina, África do Sul, Quênia, China, Tailândia,
Estônia, Índia, Paquistão, etc.), onde há leis que proíbem a cobrança de juros abusivos
(com consequências penais e pecuniárias para as instituições financeiras
delinquentes),[YT6] no Brasil, não há efetivamente legislação que
trate do tema. No entanto, para o Banco Mundial, existiria, sim, um teto para
os juros cobrados no país, onde se aplicaria o que essa instituição
multilateral a serviço do 1% tem a coragem de chamar de – a ironia da expressão
é inescapável – “gentleman’s
agreement”![YT7] Haveria, portanto, um “acordo de
cavalheiros” entre as instituições financeiras e seus clientes. Ora, sabemos
muito bem que esses contratos são leoninos: os bancos deitam e rolam. Não
existe negociação em condições equitativas quando uma das partes é hipossuficiente face a
outra. Em outras palavras, não há acordo entre um leão[YT8] faminto
e um filhote de antílope. Assim, no cheque especial, por exemplo, os bancos
brasileiros cobram taxas de juros que atualmente variam de 10% a 15% ao mês
(213% a 435% ao ano), criando uma armadilha da qual a vítima não consegue
escapar. E, na maioria das vezes, quem cai nessa cilada acaba não tendo
condições de pagar sequer os juros da dívida original, o que resulta no aumento
contínuo do estoque dessa dívida (isto é, o valor do principal, o montante
originalmente emprestado), ampliando astronomicamente, os lucros da banca e
perpetuando a servidão do devedor.
Negócio da China já era.
Bom mesmo é negócio do Brasil!
Para compreender o grau de
exploração a que os brasileiros estão submetidos, é fundamental ter em mente
que os juros mensais cobrados pelas instituições financeiras no Brasil chegam a
ser muitas vezes maiores do que os juros anuais cobrados por instituições
financeiras no exterior. É importante frisar: os juros mensais [cor “vermelho”] cobrados pelas instituições
financeiras no Brasil chegam a ser muitas vezes maiores do que os juros anuais [cor
“azul”] cobrados
por instituições financeiras no exterior. E isso vale,
inclusive, para todas as instituições financeiras com operações de varejo no
Brasil que também tenham operações de varejo no exterior. Sem exceção, todas
adotam essa prática. Se fizermos a comparação nas mesmas bases, isto é,
utilizando juros anuais, o nível de extorsão fica evidente, como mostra a
tabela abaixo.
[http://Fonte: Tabela preparada pelo
autor com base em várias fontes disponíveis no final do artigo.]

Fonte:
Tabela preparada pelo autor com base em várias fontes disponíveis no final do
artigo.
Assim, no Brasil, os juros
cobrados no cheque
especial (overdraft)
chegam a ser 135 vezes
mais elevados do que, por exemplo, na Espanha, onde se encontra
a sede do Banco Santander.[YT9] No Brasil, o mesmo Banco Santander
cobra de juros no rotativo do cartão
de crédito uma taxa 13,4
vezes maior do que em suas operações na Espanha. Mas a
comparação entre as operações de um dos grandes bancos brasileiros em
diferentes mercados não fica muito distante. O ciclópico Itaú só é gigante
porque cobra juros colossais de seus desafortunados correntistas. No cheque
especial, na comparação entre as operações desse banco no Brasil e nos três
parceiros originais do Mercosul, o Itaú cobra dos brasileiros até 10,6 vezes mais do
que cobra de seus correntistas na Argentina, 7,7 vezes mais do que cobra no
Paraguai, e 4,4 vezes
mais do que no Uruguai. No norte da América do Sul, a diferença
é ainda mais gritante, a cobrança no Brasil é 14,7 vezes maior do que na Colômbia.
Não há como justificar
racionalmente tamanho nível de exploração, por mais que os engomadinhos da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos, entidade
que representa os interesses da banca) queiram, por mais que os penas-pagas da
mídia brasileira defendam, por mais que os mercenários da política nacional
finjam não perceber…
Recordar é viver…
A “Lei da Usura” foi aprovada
em 11 de maio de 1988, durante a Constituinte, quase exatamente um século
depois da Lei Áurea. Na época, as taxas de juros cobrados no cheque especial
variavam de 32% a 51% ao ano (2,34% a 3,49% ao mês)![YT10]
Um pouquinho de
matemática financeira (matemática é fundamental)
Como os juros cobrados nas
transações financeiras são compostos (isto é, são juros cobrados sobre juros),
a apresentação de juros mensais (como é muito usual no Brasil) acaba escondendo
do consumidor o verdadeiro assalto a que está submetido em todas as modalidades
de contratação de empréstimo (em outras palavras, tudo o que envolva a
concessão de crédito, inclusive compras a prazo, crediários, parcelamentos,
compra com cartão de crédito, etc.). Então, quando, por exemplo, se paga uma
taxa de juros de 10% ao mês no cheque especial, isso não significa que se está
pagando 120% ao ano (10% x 12 meses) – alíquota que, por si só, já seria
absurdamente abusiva. Na verdade, o buraco é mais embaixo. Bem mais embaixo.
Para se descobrir a verdadeira taxa de juros que será cobrada no prazo de 12
meses, utilizamos a seguinte fórmula:
M = C
(1+i)t
Onde:
M = montante (valor total ao final do período);
C = capital (valor original emprestado);
i = taxa mensal de juros; e
t = número de meses durante o qual será aplicada essa taxa.
Assim, para chegarmos aos 214%
da tabela acima, o seguinte cálculo é feito – utilizando por base um capital
(valor original) de 1 unidade:
M = 1 x (1+0,1)12
M = 1 x (1,1)12
M = 1 x 3,14
M = 3,14
Para sabermos o quanto de juros
foram acrescidos ao valor inicial, usamos a seguinte fórmula:
J = M –
C
Onde:
J = juros;
M = montante; e
C = capital
J = 3,14 – 1
J = 2,14 ou 214%
Ao fim de um ano, portanto, o
valor pago só com juros corresponde a 2,14
(214%) vezes o valor originalmente emprestado!
A nova escravidão de
ganho não discrimina nem tem preconceitos
Uma das inovações dessa
servidão financeira contemporânea, dessa nova escravidão de ganho, é que ela é
extremamente “democrática”. Destrói igualmente indivíduos e famílias; homens e
mulheres; crianças, jovens, adultos e idosos; pretos, brancos, pardos,
vermelhos e amarelos; hetero e homoafetivos, bi, pan e assexuados; magros,
gordos e obesos; pessoas com e sem deficiência; civis e militares; favelados, remediados
e até mesmo bem-colocados; gente a favor e contra a descriminalização do
aborto; analfabetos, universitários e pós-doutores; ateus, agnósticos e
religiosos; gente feia e gente bonita; pessoas sensíveis e rudes; monolíngues e
poliglotas; estudantes, desempregados, trabalhadores e aposentados; gente com e
sem lugar de fala; funcionários públicos e da iniciativa privada; entreguistas
e nacionalistas; fascistas, progressistas, ultraneoliberais e comunistas;
abstêmios, moderados, alcoólatras e viciados. São pessoas de todas as origens e
perfis que se encontram no mesmo barco. Apesar de identidades e posicionamentos
tão díspares, além da submissão à servidão financeira, há um ponto em comum que
deveria congregar essas pessoas: nenhuma
delas faz parte do 1%.
Assim, caro leitor, se você não
consegue sair do cheque especial, se está usando o rotativo do cartão de
crédito, se parcela a fatura total há meses, ou, ainda, se renova empréstimos
pessoais antes de quitar os anteriores (na maioria das vezes, com um valor do
principal mais elevado e a juros maiores do que os do empréstimo original),
parabéns! Você faz parte do clube dos escravos de ganho modernos. É um clube
muito fácil de entrar, mas praticamente impossível de sair. A não ser que haja
uma mudança enorme nas suas circunstâncias pessoais, as chances de você
conseguir se libertar dessa servidão são mínimas.[YT11]
E agora? Há alguma
saída?
A solução definitiva para nos
livrarmos desses grilhões financeiros é o retorno da Lei da Usura. E isso
começa por nos conscientizarmos em relação a essa perversidade legalizada.
Precisamos espalhar aos quatro ventos o quanto somos efetivamente explorados
pelo sistema financeiro na comparação com o resto do mundo, inclusive por
instituições supostamente brasileiras. Uma exploração criminosa e
injustificável. Além disso, precisamos nos lembrar sempre de que existia na
nossa Constituição – até a interferência do dedo podre do senador José Serra (PSDB-SP) –, uma
lei que não só coibia esse tipo de exploração como previa a punição desses
agiotas travestidos de bancos. Se de lá foi tirada, pode muito bem ser
recolocada.
A luta pela volta da Lei da
Usura soma-se à luta pela Democracia, pela volta dos direitos trabalhistas, por
salários dignos para todos, pela distribuição de renda, pela reforma tributária
que aumente os impostos diretos e diminua os indiretos (que penalizam
justamente os mais pobres), pela tributação dos mais ricos (o 1%) e das grandes
fortunas, pela auditoria cidadã da dívida pública, pelo referendo revogatório,
por urnas auditáveis e voto em papel, por Lula livre, pelo tratamento humano de
todos, por saúde e educação de qualidade e 100% públicas, pela reestatização da
Petrobras, por renda básica universal, pelo veto à venda da Embraer, pela
expropriação sem indenização seguida de reestatização da Vale, pelo respeito à
Constituição Cidadã.
Enfim, o objetivo dessa luta é
colocar de volta o dinheiro no bolso do cidadão, para que ele ajude a girar a
roda da economia. Queremos, como costuma dizer Wellington Calasans, “Caviar para todos!” E,
para transformar em realidade esse sonho, um passo fundamental é acabar com a
farra desses sanguessugas, que nos roubam a todos por meio da dívida “pública”,
mas que nos arrancam o couro mesmo por meio do spread bancário. Parafraseando o Professor
Ladislau Dowbor:
O sistema financeiro drena 22% do PIB anual brasileiro. Foi isso o que travou a roda da economia.
Nem no Brasil Colônia se
roubava tanto![YT12] Desses 22%, aproximadamente 7% são extraídos
pela SELIC
(cobrados indiretamente das famílias e empresas por meio da dívida pública), e
cerca de 15%, por meio do spread
bancário e das outras modalidades de juros (cobrados diretamente das famílias e
empresas).
Precisamos, portanto, nos
livrar dessa canga financeira e destravar a roda da economia. E, por meio desse
processo, resgatar desta versão moderna da escravidão de ganho estes nossos
compatriotas e, assim, nos salvarmos a nós mesmos, individual e coletivamente.[YT13]




Série
“Savings”, por Avogado6 (20/nov/2018)
(
* ) Agradecendo a remessa ao amigo Pedro Pinho
* Yorkshire Tea é mais
um dos milhões de escravos de ganho da atualidade.
* * *
YT1 – Além destes, havia ainda os escravos de aluguel, que eram
alugados por seus senhores por um valor fixo a quem se interessasse. A
diferença entre estes e os escravos de ganho é que os últimos tinham a
possibilidade de acumular alguma poupança para que pudessem, dependendo das
circunstâncias, comprar a própria alforria. Aos escravos de aluguel não havia
essa possiblidade.
YT2 – Proposta de Emenda à Constituição nº 21, de 1997 – https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/839
YT3 – Emenda Constitucional nº 40, de 29 de maio de 2003 – http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc40.htm
YT4 – Serra liberou geral a agiotagem dos bancos – https://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/05/serra-liberou-geral-agiotagem-dos.html
YT5 – São mais de 60 milhões de adultos endividados – https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Enquanto-o-pais-afunda-Bradesco-comemora-lucro-de-R$-19-bi/4/43117
YT6 – Usury – https://en.wikipedia.org/wiki/Usury, Usura – https://pt.wikipedia.org/wiki/Usura
(o artigo da Wikipedia em inglês é mais abrangente, mencionando diversas
legislações internacionais sobre a usura, o artigo em português é mais
circunscrito à realidade braseira), Usury Laws – https://www.investopedia.com/terms/u/usury-laws.asp
e Interest Rate Caps around the World, Samuel Maimbo e Claudia Gallegos, World
Bank Group – http://documents.worldbank.org/curated/en/244551522770775674/pdf/WPS8398.pdf.
YT7 – Interest
Rates Caps – An International Perspective – World Bank Group
–
zamfi.org/index.php?option=com_phocadownload&view=category&download=59:world-bank-presentation-2018-winter-school&id=15:zamfi-winter-school-reports-2018&Itemid=184.
YT8 – O verdadeiro leão não é nem nunca foi a Receita Federal.
YT9 – Segundo o relatório anual do Banco Santander para o ano de
2017 (o mais recente disponível), no Brasil, o banco tinha 38,1 milhões de
correntistas, uma carteira de empréstimos da ordem de € 74,3 bilhões (+7,2%) e
um lucro de € 2,5 bilhões (+33,7%), respondendo por 26% do lucro de todo o
grupo. Na Espanha, o Santander tinha 12,7 milhões de correntistas, uma carteira
de empréstimos de € 148,6 bilhões (-1,6%) e um lucro de € 1,2 bilhão (+46,4%),
respondendo por 15% do lucro do grupo – https://www.santanderannualreport.com/2017/sites/default/files/annual-report-2017.pdf
YT10 – “Constituinte tabela juros e restringe ação de banco” –
Título de matéria no Caderno de Economia da Folha de são paulo, em 12 de maio
de 1988.
YT11 – Apesar do meu pessimismo, segundo Ione Amorim, economista
do IDEC e uma das organizadoras, junto com o Prof. Ladislau Dowbor, do
minidocumentário No Caminho do Superendividamento (vide link abaixo), há uma
luz no fim do túnel, até mesmo para as situações mais desesperadoras, como é o
caso emblemático do antropólogo e doutor em Saúde Pública Rubens Adorno,
exibido no minidocumentário.
YT12 – A Coroa Portuguesa ficava com um quinto (20%) de todo o
ouro produzido no Brasil durante o período colonial.
YT13 – No âmbito coletivo, é importante aqui mencionar o
incansável trabalho da Auditoria Cidadã da Dívida, na figura de sua
coordenadora Maria Lúcia Fattorelli, que luta, desde 2001, pela realização da
auditoria da dívida pública brasileira e, mais recentemente, tem se destacado
na denúncia da tentativa de securitização da dívida (que resultaria, entre
outros, no desvio de recursos arrecadados de contribuintes durante seu percurso
pela rede bancária; na transferência do fluxo da arrecadação e na perda de
controle sobre esta; na geração ilegal de dívida pública e no enorme prejuízo
aos cofres públicos) – https://auditoriacidada.org.br/.
Agradecimentos
Gostaria de agradecer ao Prof. Ladislau Dowbor, da PUC-SP, à
economista Ione Amorim, do Intituto
Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC e ao economista Eduardo Moreira,
pelas excelentes dicas e sugestões, além do sempre alerta Carlos Krebs, pela
revisão e o precioso resgate da matéria sobre a votação original da “Lei da
Usura”, durante a Constituinte (1987-1988).
Referências Bibliográficas e Audiovisuais
Ser Escravo no Brasil, de Kátia de Queirós Mattoso, Editora
Brasiliense – https://www.estantevirtual.com.br/livros/katia-de-queiros-mattoso/ser-escravo-no-brasil/3450271839?q=ser+escravo+no+brasil
A Vida dos Escravos no Rio de Janeiro, Mary C. Karasch, Editora
Cia das Letras. – (livro esgotado) – http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v8n2/a09v08n2.pdf
(resenha)
A Era do Capital Improdutivo, Ladislau Dowbor, Outras Palavras
& Autonomia Literária. – Pode ser adquirido nas livrarias http://autonomialiteraria.com.br/loja/teoria-politica/a-era-do-capital-improdutivo-a-nova-arquitetura-do-poder-dominacao-financeira-sequestro-da-democracia-e-destruicao-do-planeta/
ou baixado gratuitamente – http://dowbor.org/blog/wp-content/uploads/2018/11/Dowbor-_-A-ERA-DO-CAPITAL-IMPRODUTIVO.pdf
A violência econômica: o poder dos juros e das corporações
financeiras, Ladislau Dowbor, ComCiência, SBPC, Labjor-Unicamp – http://dowbor.org/2017/10/dowbor-a-violencia-economica-o-poder-dos-juros-e-das-corporacoes-financeiras-comciencia-sbpc-labjor-unicamp-artigo-dossier-no-192-9-de-outubro-de-2017-4p.html/
A Classe Média no Espelho, Jessé Souza, Estação Brasil. – https://www.estantevirtual.com.br/livros/jesse-souza/a-classe-media-no-espelho/2960095709?q=a+classe+m%E9dia+no+espelho
No Caminho do Superendividamento (Coletivo Bodoque de Cinema) – https://www.youtube.com/watch?v=e-YFvzub5RQ
Dedo na Ferida (Sílvio Tendler) – https://www.youtube.com/watch?v=lhErYR90dCI
Calculadora de juros compostos – http://fazaconta.com/taxa-mensal-vs-anual.htm
Juros compostos – https://www.todamateria.com.br/juros-compostos/
Fontes da Tabela “Taxas de Juros”
EUA – https://www.valuepenguin.com/average-credit-card-interest-rates
e https://www.federalreserve.gov/releases/g19/hist/cc_hist_tc_levels.html;
União Europeia – https://www.euro-area-statistics.org/bank-interest-rates-loans?cr=eur&lg=en,
https://sdw.ecb.europa.eu/quickview.do;jsessionid=2B740D3CE2AE12A4C3918AE849E55A5C?SERIES_KEY=124.MIR.M.U2.B.A2B.F.R.A.2250.EUR.N,
https://sdw.ecb.europa.eu/quickview.do;jsessionid=2B740D3CE2AE12A4C3918AE849E55A5C?SERIES_KEY=124.MIR.M.U2.B.A2Z3.A.R.A.2250.EUR.N,
e https://sdw.ecb.europa.eu/quickview.do;jsessionid=2B740D3CE2AE12A4C3918AE849E55A5C?SERIES_KEY=124.MIR.M.U2.B.A2Z1.A.R.A.2250.EUR.N;
, https://sdw.ecb.europa.eu/quickview.do?SERIES_KEY=124.MIR.M.DE.B.A2Z3.A.R.A.2250.EUR.N
e https://sdw.ecb.europa.eu/quickview.do?SERIES_KEY=124.MIR.M.DE.B.A2Z1.A.R.A.2250.EUR.N;
Holanda – https://sdw.ecb.europa.eu/quickview.do?SERIES_KEY=124.MIR.M.NL.B.A2Z1.A.R.A.2250.EUR.N,
https://sdw.ecb.europa.eu/quickview.do?SERIES_KEY=124.MIR.M.NL.B.A2Z3.A.R.A.2250.EUR.N
e https://sdw.ecb.europa.eu/quickview.do?SERIES_KEY=124.MIR.M.NL.B.A25.J.R.A.2250.EUR.O
;
Espanha – https://sdw.ecb.europa.eu/quickview.do?SERIES_KEY=124.MIR.M.ES.B.A2Z1.A.R.A.2250.EUR.N,
https://sdw.ecb.europa.eu/quickview.do?SERIES_KEY=124.MIR.M.ES.B.A2Z3.A.R.A.2250.EUR.N
e https://sdw.ecb.europa.eu/quickview.do?SERIES_KEY=124.MIR.M.ES.B.A2B.F.R.A.2250.EUR.N;
Santander (Espanha) – https://www.bancosantander.es/es/particulares/prestamos/prestamo-123
; e
Itaú (Chile) – https://tinyurl.com/yb6vqmkd, Itaú (Paraguai) – https://www.itau.com.py/Content/archivos/tasas_vigentes_diciembre_2013.pdf,
Itaú (Argentina) – https://www.itau.com.ar/Documents/Para%20vos/comisiones-web_2017.pdf
e (cartão de crédito) https://www.rankia.com.ar/blog/mejores-productos-bancarios/4092875-mejores-tarjetas-credito-para-2019,
Itaú (Uruguai) – https://www.itau.com.uy/inst/aci/docs/tarifario.pdf e Itaú
(Colômbia) – https://www.itau.co/tasasytarifas.
"O
momento atual precisa de felicidade. E você, como filho do doador de felicidade, tem a tarefa de doar. Continue
a dar felicidade a todos que entram em contato com você. mantenha-se tão
completo de forma que ninguém possa sair de mãos vazias. cheque se você está doando
como um mestre doador ou apenas está feliz consigo mesmo. quanto mais você doa,
mais rico você se torna ao receber as bênçãos de todos. essas bênçãos
facilitarão seus esforços." (Brahma Kumaris)
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