10 de fev. de 2019

Gilmar entre nós mortais! ...

Há um clamor brasileiro de indignação, envolvendo  certas decisões de alguns Ministros do STF  que, de um modo geral,  vão  em direção  à não-punição e à  libertação de  indivíduos  indiciados e/ou condenados pela Justiça.  Em  10  de  abril  próximo,  pela enésima vez,  estará  em  julgamento  a  questão  da  prisão em 2ª. instância,  providência  essa  que, sem  qualquer  dúvida,  inibe  e  limita  a  farra  da  impunidade  que  grassa  em nosso  País!  Vamos  torcer  para  que   os  srs.  Ministros  do STF,  novamente,  confirmem  o  entendimento de que não há ilegalidade  nessa  prisão  em  segunda instância!....

                                Entre  os  srs. Ministros  que  mais  são  visados  pela indignação dos  brasileiros,  destaca-se o sr.  Gilmar  Mendes,  talvez o que mais  tenha  libertado  criminosos  neste País,  através de suas  estranhas decisões...

                                Agora,  o  “libertador  geral  da  República”,  foi  apanhado  em  uma  questão  nada  ortodoxa,  juntamente  com  sua  consorte,  envolvendo  $$$$$$$$$$  pouco explicáveis.

                                 Em que pese  a  dúvida  sobre  a  legalidade e a propriedade  dessa  bisbilhotice dos  Fiscais da Receita Federal,  o  episódio  traz  um sentimento  de  certo  regojiso   aos brasileiros!  Como  observa o autor do texto abaixo :   como  é  bom  e  saudável  que  os  poderosos  “...experimentem o tratamento e as consequências a que os não privilegiados estão expostos!...”

                                         Não sei  o  que  passa  pela  cabeça  do sr. Gilmar Mendes,  nesse  momento  em  que  há  uma  hipótese  de  ele  ser  jogado  na  mesma vala  de  tantos  criminosos que  ele  mandou  para  casa!...

                                 Conclua-se  com o  provérbio  português :  “...Não há nada como um dia depois do outro!...” (Márcio Dayrell Batitucci)
         
                                
Gilmar  entre  nós...
Não seria injusto que ele experimentasse o tratamento dos não privilegiados...
Gilmar Mendes é propenso a sentir-se perseguido, ao que sugerem muitas atitudes suas no Supremo e fora dele. A mais recente, essa de que a Receita Federal investiga o casal Mendes à semelhança da Gestapo nazista, é a primeira a ter ao menos uma utilidade. Está na exposição, pelo ministro, da sua crença de haver nestes tempos brasileiros “uma estratégia deliberada de ataque reputacional a alvos predeterminados”.
Minha Folha
Descontado o ataque de Gilmar Mendes, com aquele “reputacional”, ao estilo vernacular, sua frase coincide com duas suspeitas comuns aqui fora. Uma, a de haver, mesmo, a “estratégia de ataque” a alvos escolhidos. em apresentar, necessariamente, justificativa real para essa espécie de extermínio moral, político,  existencial, ou todos a um só tempo.
1.     O ministro do STF Gilmar Mendes durante entrevista em seu gabinete à Folha
Não a Receita Federal acusada pelo ministro: mas Sergio Moro e os procuradores dalagnóis de Curitiba cometeram, com o amparo superior, arbitrariedades e ilegalidades mais do que suficientes para indicar a “estratégia de ataque a alvos predeterminados”. Numerosos trabalhos de juristas e advogados as provam.
O outro sentimento comum aqui fora, e coincidente com a frase do ministro, é de que Gilmar Mendes vem dando importante contribuição, às vezes decisiva, ao ataque exterminante a “alvos predeterminados”. Não importa se consciente desse papel, ou não, para o desenrolar da estratégia que aponta. Com votos e pedidos de vista, Gilmar Mendes impediu ou dificultou a presunção de inocência e outros direitos.
Se verdadeiras as ilegalidades da Receita no exame financeiro do casal Mendes, seria grave, ainda que não faltem precedentes remotos e nem tanto. Mas não seria de todo injusto que o ministro do Supremo experimentasse, afinal, o tratamento e as consequências a que os não privilegiados estão expostos — e milhões recebem, por diferentes formas.

Com autoridade

Por falar em Sergio Moro, é sucinta a sua resposta aos críticos de punição mais dura para o caixa dois eleitoral (o dinheiro recebido e não declarado em campanha): “Caixa dois é trapaça”.
É. Como a divulgação, com fins políticos, de grampos telefônicos ilegais. E a divulgação de “depoimento” antigo de Antonio Palocci, a sete dias da eleição presidencial e com o objetivo de interferência eleitoral. Entre tantos exemplos possíveis dessas trapaças.

Bang bang

A facilidade com que foi endossado por senadores um pedido de CPI sobre os tribunais superiores -ou, na verdade, sobre seus ministros- está entre dois significados. Pode ser que reflita a indisposição, geral e não sem motivo, com o alto Judiciário. Neste caso, os bolsonaristas estariam retrucando a liberalidade de decisões judiciais sobre costumes.
Mas pode ser o início de uma chantagem política, atemorizando os ministros que vão decidir a validade constitucional de projetos problemáticos do governo.
Nas duas hipóteses está presente a fragilidade moral do Supremo. E, de quebra, o sinal de complicações institucionais logo à frente. Por confronto ou por capitulação. (Janio de Freitas, Jornalista e membro do Conselho Editorial da Folha)


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