Por favor, não me venham com esse lero-lero de diminuir a maioridade.
A violência começa é no lar mesmo. Como um casal ou um só deles, tendo que sustentar o barraco ou que chamam de casa, com um miserável salário, tendo a sua frente o depósito de alimentos vazio, a criançada nem mesmo com os livros e cadernos escolares, pé no chão no andar e voltar à escola (quando vagas existem), pois condução é ilusório pensar; como olhar os filhos que vêm a tv passando coisa instrutiva, tipo BBB, filmes de violências ensinando meios e artimanhas para se viciar na droga ou tráfico como meta mais rápida, sexo abundante, um leque vazio de programação educacional, programas chulos e a enxurrada de lixos advindos de onde?
As condições do crescimento populacional desordenado e a falta de condições administrativas, de engenharia e arquitetura ante uma mudança radical na fisionomia da cidade do Rio é urbanizar morros, não com "favelas-bairros" (redutos políticos), e sim construir-se cidades-moradias com vilas de casas em tantos quilometros de áreas vazias no Estado, onde o migrante tivesse direito a sua casa, por módicos empréstimos da antiga CEF, sem acréscimos temerosos; a criação nessas áreas de estabelecimentos criteriosos de indústria, comércio e atendimento sócio-hospitalar. Não seria utopia, mas a sensatez de mudar-se de vez o troca-troca do joio e trigo.
Aí dirão os administradores: "E o dinheiro?"
Ora direis ouvir estrelas, não estão fazendo o PAN 2007!
Condições sociológicas são psicológicas e educacionais. O meio torna escravo quem nele habita.
A segurança sempre esteve intimamente ligada ao crime e quando este se organiza em guetos, aí não há quem segure. As autoridades vem de anos se tornando omissa com paliativos, onde até o nome de autoridades surge em denúncias de macomunação com o crime.
Esses são exemplos, tipo mensalão, onde a punibilidade inexiste e crendo nisso, soltam-se balões pros outros se lixarem, arrastarem mais um menor às raias da morte e vamos discutir mais presídios ao invés de educação, trabalho e dignidade de vida.
E vamos continuar assistindo os conflitos nos morros, nas ruas e nas próprias casas, num desconfiômetro popular sobre essa tal de "inteligência da segurança".
No Brasil tudo parece um "samba de uma nota só". Solerte hipocrisia, pois o que aí está é pano pra muita costura nas folias políticas. (Armando Andrade)
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