Esse novembro nos pegou de jeito!
Entendemos o nascer e morrer, mas a conformidade é lenta e dolorosa.
Olhando para trás, a multidão incalculável de pessoas e seres passaram por nossas vidas, facetas, índoles, humildades, sintomas do viver, lições que só nós podemos relembrar nas saudades.
Revivemos mais fatos do que imagens. Por quê? Assim entendo que imagens esmaecem, mas as lições nos acompanham como guias na existência.
Sempre ganhamos com isso.
Nada existe sem causa e o efeito é a solução do problema.
Aliás, não é problema, é degrau de ascenção, passos rápidos na lentidão do tempo, flores que jamais murcharão.
Muitos de meus parentes se foram e as proles em novo estampado, colorido mais libertário, graciosidade na beleza, formas, comportamentos prosseguem, e espero bastante que aprendam e tenham os mesmos ideais.
Não que já éramos, estamos "tartarugando" na reta final.
O destino normal me pregou uma peça no dia 11, levando minha poodle Paloma.
Hoje, levou minha sogra com 93 anos.
Convivência onde aprendi respeito, acatava sua análise dos tempos e a própria sensação do viver.
Apegada desde a tenra infância, devotava-se no contacto espiritual nas rezas diárias, nas idas às missas, ouvia sua Rádio Catedral e a Rede Vida, enfim, ela não perdia a esperança e não suportava a morte.
Sabia que era inevitável, mas lutou muito.
Muitas vezes operada, remédios, consultas médicas, exames, fonoaudiologia, fisioterapia, profissionais médicos e cuidadoras.
Era uma mulher como tantas outras.
Batalhadora, cumpridora dos deveres, zêlo pela casa e em cada coisa que ela contivesse, ela se fazia presente.
Foi a primeira mãe de minhas filhas,
a mãe de minha esposa e
minha segunda mãe.
De sua boca jamais ouviu-se a lamúria, o escapar grito de dor, arremeter contra os Céus... nada.
Ela confiava na sua Fé e sua Igreja.
Seus livros santos agora não mais terão as mesmas mãos.
Suas imagens santas e crucifixos não terão aquele olhar.
Seus terços não mais serão rezados.
Fez-se silêncio nesta casa.
Não fui vê-la na última vez. Temi me abalar.
Vou, vamos, sentir muita a mão-mestra da casa, seus desvêlos, dedicação e humildade.
Falam de sogras e as desconhecem.
E na sublimação da fé, tinha em seu nome, também MARIA.
O que dizer da lacuna, sua presença e autoridade?
E assim, ficamos sós, o apartamento parece enorme e outro vácuo se instala.
Acredito na perenidade e a saberemos sempre presente.
Sua coragem continua em nós!
Entendemos o nascer e morrer, mas a conformidade é lenta e dolorosa.
Olhando para trás, a multidão incalculável de pessoas e seres passaram por nossas vidas, facetas, índoles, humildades, sintomas do viver, lições que só nós podemos relembrar nas saudades.
Revivemos mais fatos do que imagens. Por quê? Assim entendo que imagens esmaecem, mas as lições nos acompanham como guias na existência.
Sempre ganhamos com isso.
Nada existe sem causa e o efeito é a solução do problema.
Aliás, não é problema, é degrau de ascenção, passos rápidos na lentidão do tempo, flores que jamais murcharão.
Muitos de meus parentes se foram e as proles em novo estampado, colorido mais libertário, graciosidade na beleza, formas, comportamentos prosseguem, e espero bastante que aprendam e tenham os mesmos ideais.
Não que já éramos, estamos "tartarugando" na reta final.
O destino normal me pregou uma peça no dia 11, levando minha poodle Paloma.
Hoje, levou minha sogra com 93 anos.
Convivência onde aprendi respeito, acatava sua análise dos tempos e a própria sensação do viver.
Apegada desde a tenra infância, devotava-se no contacto espiritual nas rezas diárias, nas idas às missas, ouvia sua Rádio Catedral e a Rede Vida, enfim, ela não perdia a esperança e não suportava a morte.
Sabia que era inevitável, mas lutou muito.
Muitas vezes operada, remédios, consultas médicas, exames, fonoaudiologia, fisioterapia, profissionais médicos e cuidadoras.
Era uma mulher como tantas outras.
Batalhadora, cumpridora dos deveres, zêlo pela casa e em cada coisa que ela contivesse, ela se fazia presente.
Foi a primeira mãe de minhas filhas,
a mãe de minha esposa e
minha segunda mãe.
De sua boca jamais ouviu-se a lamúria, o escapar grito de dor, arremeter contra os Céus... nada.
Ela confiava na sua Fé e sua Igreja.
Seus livros santos agora não mais terão as mesmas mãos.
Suas imagens santas e crucifixos não terão aquele olhar.
Seus terços não mais serão rezados.
Fez-se silêncio nesta casa.
Não fui vê-la na última vez. Temi me abalar.
Vou, vamos, sentir muita a mão-mestra da casa, seus desvêlos, dedicação e humildade.
Falam de sogras e as desconhecem.
E na sublimação da fé, tinha em seu nome, também MARIA.
O que dizer da lacuna, sua presença e autoridade?
E assim, ficamos sós, o apartamento parece enorme e outro vácuo se instala.
Acredito na perenidade e a saberemos sempre presente.
Sua coragem continua em nós!
Obrigado Minha SOGRA!
Obrigado mesmo!
Que Deus a tenha!
MARIA PEREIRA DA SILVA
17/08/1912 a 27/11/2005
SÓ SAUDADES!
Um comentário:
Bem bonito Tio!!!
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