Exmo. Sr. Dr. Márcio Thomaz Bastos, Ministro da Justiça,
Espero não estar incomodando ninguém. Hoje é o 191o. dia da Operação Holocausto. Lá se vai um tempão de impunidade e perseguição, desde que o Delegado Titular da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Histórico - DELEMAPH, Dr. Antonio Carlos Rayol, o delegado Lorenzo Pompílio da Hora e dois agentes federais passaram a ser perseguidos pela cúpola da PF após terem prendido o marqueteiro Duda Mendonça e o legislador infrator Vereador Jorge Hauat Babu numa cruel e brega rinha de galos.
Mais de cem pessoas foram envolvidas. Na rinha foram apreendidos cheques e diversos documentos relacionados às apostas. Uma pistola Glock 9 mm foi abandonada no momento da debandada geral. Painéis eletrônicos indicavam a pesagem dos combatentes, indicando claramente ser o local destinado a reunião para a prática habitual de crime ambiental. As apostas eram feitas com cartões magnéticos. De 2 a 3 milhões de reais circulavam, ou circulam, (!?) por torneio de três dias, dinheiro sem mãe, nem pai, nem destino certo.
Porém, como afirmou o Desembargador do TJRJ que decidiu por desempate - por enquanto - a questão do Habeas Corpus impetrado para o trancamento da ação penal referente a formação de quadrilha e apologia do crime, não se configura a formação de quadrilha, pois os crimes cometidos teriam sido de pequeno potencial ofensivo. Isto é o decidido por enquanto.
O Ministério Público recorreu da decisão e a questão ainda está longe de solução final. Enquanto isto, houve uma primeira Audiência Pública, requerida pela Deputada Federal PSDB-SP Zulaiê Cobra na Comissão de Segurança Pública e Crime Organizado, para se verificar a ocorrência de perseguição aos quatro policiais federais que ousaram mexer com um amigo do presidente Lula. O Deputado Carlos Sampaio, do PSDB-SP já requereu novas oitivas.
O marqueteiro-mor, cercado por um batalhão de advogados, acha que levará a melhor, enquanto os delegados e os dois policiais vão sofrer "procedimento administrativo", que poderá custar-lhes até a carreira. Serão acusados de abuso de autoridade, insubordinação e investigação tendenciosa. Ora pois! Vamos ver! Se depender dos protetores de animais, Duda Mendonça não terá paz tão cedo.
Dia 29 de maio, domingo, pusemos nosso caminhãozinho na Av. Paulista, a convite do Movimento Gay. Fiz questão de prestar uma singela homenagem ao publicitário que tenta conciliar brigas de galos, vaquejadas e vinho Romanée Conti. O título de minha fantasia foi Galogayte. Contei com a simpatia dos participantes.
Aliás, por falar em animais a maré não está para peixes para os publicitários ligados ao Governo Federal. Um já mostrou ser um "mala", o outro, Marcos Valério, parece ser um incansável carregador de valises. Políticos degladiam-se em CPIs e Comissões de Ética. Até o próximo escândalo, só se falará nisto.
Duda Mendonça anda meio desaparecido. Será dele a última peça publicitária do Governo Federal que nos inferniza e nos faz pensar no mensalão a todo o momento pela TV? Nela, o presidente Lula discursa perigosas mesmices: "A verdade sempre prevalece, mais cedo ou mais tarde..." Por R$ 150 milhões de faturamento eu faria coisa melhor... Há uma declaração notável, do gênero: "A Polícia Federal está investigando os atos de corrupção..." Frase hilariante, se criada pelo marqueteiro Duda.
Como a população pode esperar que a Polícia Federal realize as diligências necessárias, se ao atingirem alguém ligado à Nomenklatura, os policiais sofrem um perigoso "ato administrativo" e são esmagados como insetos inconvenientes?
Segunda-feira, 27/6, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma entrevista com outro Delegado, que se declarou perseguido pelo Governo Federal por ter chegado muito próximo dos muito poderosos, investigando contas CC5. Trata-se do Delegado da polícia Federal José Francisco de Castilho, ora em Joinville, Santa Catarina. Diz um trecho da reportagem: "O delegado Castilho, como ficou conhecido nacionalmente o homem que descobriu o megaesquema de remessas ilegais de dinheiro pelas contas CC5, dando origem à CPI do Banestado, foi jogado no ostracismo pela cúpula da PF, reduzindo-o ao que o jargão chama de "Delegado de corredor". O delegado fez comentários duros sobre V. Exa.: "O ministro Márcio Thomaz Bastos, com todo o respeito que tenho pela sua conduta profissional, foi um exímio advogado criminalista da elite corrupta deste país. Fez riqueza, licitamente, defendendo essa turma. Tem vínculos de amizade, de parceria de trabalho. Ele não poderia jamais estar no comando da pasta da Justiça, que tem como um dos principais braços a Polícia Federal, linha de frente da investigação do crime financeiro....."
Por fim, o Deputado Gustavo Fruet, PSDB-PR, disse hoje na bagunçada reunião da Comissão de Ética no Congresso Nacional: "A PF deve estar a serviço do Estado, não do Governo." Bem falado.
Mais de cem pessoas foram envolvidas. Na rinha foram apreendidos cheques e diversos documentos relacionados às apostas. Uma pistola Glock 9 mm foi abandonada no momento da debandada geral. Painéis eletrônicos indicavam a pesagem dos combatentes, indicando claramente ser o local destinado a reunião para a prática habitual de crime ambiental. As apostas eram feitas com cartões magnéticos. De 2 a 3 milhões de reais circulavam, ou circulam, (!?) por torneio de três dias, dinheiro sem mãe, nem pai, nem destino certo.
Porém, como afirmou o Desembargador do TJRJ que decidiu por desempate - por enquanto - a questão do Habeas Corpus impetrado para o trancamento da ação penal referente a formação de quadrilha e apologia do crime, não se configura a formação de quadrilha, pois os crimes cometidos teriam sido de pequeno potencial ofensivo. Isto é o decidido por enquanto.
O Ministério Público recorreu da decisão e a questão ainda está longe de solução final. Enquanto isto, houve uma primeira Audiência Pública, requerida pela Deputada Federal PSDB-SP Zulaiê Cobra na Comissão de Segurança Pública e Crime Organizado, para se verificar a ocorrência de perseguição aos quatro policiais federais que ousaram mexer com um amigo do presidente Lula. O Deputado Carlos Sampaio, do PSDB-SP já requereu novas oitivas.
O marqueteiro-mor, cercado por um batalhão de advogados, acha que levará a melhor, enquanto os delegados e os dois policiais vão sofrer "procedimento administrativo", que poderá custar-lhes até a carreira. Serão acusados de abuso de autoridade, insubordinação e investigação tendenciosa. Ora pois! Vamos ver! Se depender dos protetores de animais, Duda Mendonça não terá paz tão cedo.
Dia 29 de maio, domingo, pusemos nosso caminhãozinho na Av. Paulista, a convite do Movimento Gay. Fiz questão de prestar uma singela homenagem ao publicitário que tenta conciliar brigas de galos, vaquejadas e vinho Romanée Conti. O título de minha fantasia foi Galogayte. Contei com a simpatia dos participantes.
Aliás, por falar em animais a maré não está para peixes para os publicitários ligados ao Governo Federal. Um já mostrou ser um "mala", o outro, Marcos Valério, parece ser um incansável carregador de valises. Políticos degladiam-se em CPIs e Comissões de Ética. Até o próximo escândalo, só se falará nisto.
Duda Mendonça anda meio desaparecido. Será dele a última peça publicitária do Governo Federal que nos inferniza e nos faz pensar no mensalão a todo o momento pela TV? Nela, o presidente Lula discursa perigosas mesmices: "A verdade sempre prevalece, mais cedo ou mais tarde..." Por R$ 150 milhões de faturamento eu faria coisa melhor... Há uma declaração notável, do gênero: "A Polícia Federal está investigando os atos de corrupção..." Frase hilariante, se criada pelo marqueteiro Duda.
Como a população pode esperar que a Polícia Federal realize as diligências necessárias, se ao atingirem alguém ligado à Nomenklatura, os policiais sofrem um perigoso "ato administrativo" e são esmagados como insetos inconvenientes?
Segunda-feira, 27/6, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma entrevista com outro Delegado, que se declarou perseguido pelo Governo Federal por ter chegado muito próximo dos muito poderosos, investigando contas CC5. Trata-se do Delegado da polícia Federal José Francisco de Castilho, ora em Joinville, Santa Catarina. Diz um trecho da reportagem: "O delegado Castilho, como ficou conhecido nacionalmente o homem que descobriu o megaesquema de remessas ilegais de dinheiro pelas contas CC5, dando origem à CPI do Banestado, foi jogado no ostracismo pela cúpula da PF, reduzindo-o ao que o jargão chama de "Delegado de corredor". O delegado fez comentários duros sobre V. Exa.: "O ministro Márcio Thomaz Bastos, com todo o respeito que tenho pela sua conduta profissional, foi um exímio advogado criminalista da elite corrupta deste país. Fez riqueza, licitamente, defendendo essa turma. Tem vínculos de amizade, de parceria de trabalho. Ele não poderia jamais estar no comando da pasta da Justiça, que tem como um dos principais braços a Polícia Federal, linha de frente da investigação do crime financeiro....."
Por fim, o Deputado Gustavo Fruet, PSDB-PR, disse hoje na bagunçada reunião da Comissão de Ética no Congresso Nacional: "A PF deve estar a serviço do Estado, não do Governo." Bem falado.
Ana Maria Pinheiro
Militante ambientalista
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