15 de jul. de 2005

Ô caminho difícil BRASIL!

Lula lamenta crise política em seu governo
"Brasil não merece isso, mas algo muito melhor”.


É muito engraçada a sonoplastia dos uivos da caterva quando açulada. Teatro rocambolesco, com direitos a sorrisos e dedos em riste, pantomima dos silêncios e choros desprezíveis.
É, para quem militou na vida, sem ser doutor em análise, como a rotação e translação dos poderes se alteram no amargo embalo dos cânticos da salvação.
A palavra honra parece falecida, já que a ninguém se pode julgar, pois há sempre um ou mais rabos de fora. Inquéritos, CPI´s, projetos de lei, medidas provisórias, malas, dinheiros saídos do país sem que a Polícia Federal cumpra o seu papel; envios através truques financeiros via bancos, o Banco Central, a Corregedoria da União, o SNI, Abin, enfim, nos parece apaniguados de uma vertente antiga, a forma nada discreta de se roubar do povo em detrimento da ascensão ao poder.
Está a cada dia mais enfadonho ver e ouvir denúncias e apurações. Teme-se até outro golpe, quiçá militar, já que as súcias dos “Três macacos”, não vêem, ouvem ou falam.
Quem já assistiu um interrogatório, mesmo em filmes, sabe como a sutileza das palavras quebra resistências. Pau-de-arara e outras barbáries são para não-qualificados. Mas CPI´s, onde se credita um mínimo de decoro, transparência no palavreado, respeito à Mesa Diretora, bochincheiros quando alguém se fala, mais parece uma feira livre. E se fossem disputar direitos de indagações ainda vá lá, mas querer aparecer e até insultando partidos A ou B, vira a baderna e nos traz repulsa e um asco intragável.
Serão encarnações dos antigos inquisidores? É interrogam a esmo, sem base de dados, vão por suposições (ou supositórios?), tomam o tempo dos que os vêem, extenuados, sem nada conseguir, vão tentar pautar diretrizes nos ensaios de outras óperas burlescas.
E quando o filho de nove anos da vizinha me indagou por quê brigavam tanto, fiquei deveras perturbado, assim como a maioria dos jovens está, em dizer que procuravam verdades.
- Mas que verdades? Para achar caminhos pro Brasil melhor, respondi.
Será mesmo, me interroguei. Que parâmetros esses detentores de votos populares encontram para fazer não só dos órgãos públicos e privados, caixinhas de músicas, onde se dançam nos volteios das eleições.
Corrigir leis que disciplinem as eleições, como e quem o fará? Não sei como situar as bandalheiras crescentes, descaramento, o acoitamento, via bancos, quando não falíveis, deitando nos lucros, rindo às escancaras das filas e filões.
Há tanto a corrigir que só o tempo e a Justiça será acionada. Os verdadeiros valores dos brasileiros dignos são “esquecidos” e apenas a gleba de famintos de ascensão, dos Governos Federais, Estaduais, Câmaras Legislativas e Prefeituras, usam, abusam e escarnecem dos reclamos populares.
São vis, apócrifas, indecentes e covardes tais pessoas, cuja moral abala os de Bem, passem por simples exonerações, sem que apenas uns “bodes respiratórios” sejam apontados como “limpeza na sociedade”. (AA)

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