15 de jun. de 2005

O que pensar hoje?

Para quem tem gosto por civilizações é só procurar os bons livros de pesquisadores e saberá como elas viveram e se destruiram.

Óbviamente procuraram um padrão de vivência, mas no fundo eram açodados pelo incomodo dos poderes e se transvestiam de juizados-algozes. E primavam na ousadia de aumentar domínios, invadindo, matando e roubando. Não se encontrará nenhum povo que tenha realizado algo que não usasse a guerra.

Com o tempo foram diversificando a palavra guerra por política. Eram os filósofos, anciãos, conselheiros, donos de seitas ou religiões e outras tantas figurações que se arvoravam como sustentáculos da tal sociedade equalitária.

E quantos anos e séculos se passaram e continuamos na mesmice. O homem é forjado, encorajado e se dilui no caldo da lama.

Claro que tivemos tipos de pessoas desviadas desses rumos com profetizações e modos de pensar atenuantes, mas foram instrutores apenas. Os discípulos nascem e morrem sem as concretizar.

Vale tudo na sobrevivência, abusar até do invisível, da ficção, do cenário "religioso", espionagens, holocaustos diários, na busca desenfreada de fortificar feudos contra similitudes. É como a rotação do planeta Terra, sempre os 360 graus, as mesmas coisas e pensamentos, roupagens novas (valem até as desgastadas), para confundir na construção.

Acredita-se que o comportamento do humano na convivência é um mito, da qual fogem com assertivas de iluminações, de discursos catalogados, leis e mais leis copiadas ou cooptadas de outras civilizações, como se não mostrassem perdidos no cáos societário, pátria, idealismos, fraternidade e igualdade.

Somos espectadores de cenários artísticos onde os personagens são sempre os mesmos, as mesmas caracterizações, pisicologias, degenerações de caráter.
E haja esgotos, até entupir de vez os oceanos.

Nos levantamos e adormecemos com nojo dos dias e das pessoas mentirosas e covardes.

Estamos pela tecnologia, presos nas comunicações da mídia, em lavagens cerebrais constantes, embrutecendo um pensar que procuramos digno. Talvez a fuga da realidade.

São 2005 anos D.C. ou mais pelos papiros. Em que nós mudamos? Onde estão os nossos valores e nossas covardias? Quiça no sepulcro ou no pulular das demências vivas ante o desarmamento de utopias.

Seres nascem na miséria sem controle; "vivem" em ratoeiras; sobrevivem sei lá como aos tributos; direitos e deveres são contos e fantasias; a palavra esperança ficou sendo nos tempos, que dos Céus virão as realizações delas, os milagres que jamais aconteceram.

Não só artistas se integram nas suas fugas, traçando imagens, sons, cantando e narcotizando públicos, a fim de fazê-los crer num amanhã. Participamos nas passeatas, nos emails, no escrever, no ler, nas faixas pretas, nas brigas de crianças, homens e mulheres pela decência e a dignidade da vida.

Na realidade, somos marionetes.

Como precisamos aprender com a Natureza e com os "ditos irracionais".

De tudo, só uma coisa perdura:

ESCRAVIDÃO!
AA

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