Sou de um tempo em que existiam pais, educação e respeito.
Lembro quando jovem, e bote jovem nisso, a juventude se permitia, quando da tolerância, bater um papo mais avançado numa esquina à noite, mas em todas as vezes ouvia-se a voz para nos calarmos que chamariam a polícia. Não que a polícia fosse diferente naquele tempo, mas o princípio da autoridade era mais imposto por regras e não havia transparência.
O que o homem sempre fez continuará a ser feito, agora muito mais pela ausência do respeito e educação.
Festas a quantas havia, mas a cessação do barulho das vitrolas ou similares tinham um tempo e hora de encerrar.
Hoje, pode-se fazê-lo sem que ninguém impeça e nem mesmo a tal da autoridade convocada parece se incomodar.
O negócio é o seguinte: um vizinho novato de outro prédio, meteu-se na tal da guitarra elétrica. Cacildis, há mais de 3 anos o pilantra quase que diariamente se mete a treinar acompanhamento ou solo.
Acho que depois de uns tempos a tchurma pediu pra tirar o elétrico.Baixou um pouco, mas como incomoda.
Lembra o tal do suplício chinês ou japonês (tudo tem olho assim!). A senadora Heloisa Helena ia dizer que o cara só fica na velha cantilena.
E é mesmo!
Sabe, você precisava ouvir quando ele canta com aquela voz esganiçada, gemendo como quem está sendo "atacado" e tenta se acompanhar!
É doloroso!
Intimamente, percebo que o "maestro", vai dar num tempo qualquer, um concerto (ou conserto?) pra uma multidão de uma só pessoa.
Coitado, ele não dá pra coisa.
Com tanta gata, estudo e divertimento o bixo fica aí arranhando paletas e dedinhos.
Pronto, tô mais aliviado!
Pronto, tô mais aliviado!
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