15 de jun de 2017

Reflexão em pátria conturbada.

 photo Corpus Christi 2017_zpsrsnmpabb.jpg • Quem é a tropa de choque de Temer para barrar denúncia de Janot. Para conseguir os 172 votos necessários para barrar a aceitação da acusação da PGR, presidente promete liberação de verbas, troca de comando na PF e benesses para governadores.
• Investigação de voos de Temer em aeronaves privadas depende do Supremo. 
• O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) negou em depoimento às 47 perguntas da PF de ter recebido propinas da JBS em troca de silêncio nas investigações da Lava Jato. Ele falou no inquérito que investiga o presidente Michel Temer. 
• BNDES quer acelerar liberação de recursos para os Estados renegociarem dívidas de R$ 50 bilhões. Banco de fomento ainda está definindo quais os programas serão incluídos na repactuação dos débitos. 
• Petrobrás vai reduzir os preços da gasolina e do diesel nas refinarias. Impacto para consumidor é estimado em R$ 0,03 por litro de gasolina, e R$ 0,11 por litro de diesel. 
• Janot usa post de Aécio para reforçar pedido de prisão; Janot avalia que demissão de Serraglio foi trapalhada de Temer, 
• STF suspende bloqueio de contas do Rio para pagar salários. 
• STF rejeita pedido para anular acordo de delação da JBS. 
• Amigo foi cobrado por reforma feita para filha de Michel Temer. E-mail apreendido mostra pedido de R$ 44,4 mil para amigo do presidente. 
• Arrecadação cai em maio e amplia dúvidas sobre retomada. Receita cai influenciada por tributos que refletem lucros e produção de empresas. 
• Apoiar Temer por 2018 é delírio, diz Tasso Jereissati. À frente do PSDB, ele segue defendendo que partido deixe o governo. 
Normal, diz ministro do Trabalho chamado de golpista na ONU. Ronaldo Nogueira foi alvo de manifestações durante assembleia na sede da instituição, na Suíça. 
• Números positivos de abril na economia ainda não transmitem segurança quanto ao fim da recessão. 
Se pinguela quebrar, vamos a nado, diz FHC. Ex-presidente põe em dúvida permanência do PSDB no governo. 
• Obras da Odebrecht custaram R$ 6 bi a mais. Levantamento foi realizado por jornalistas da América Latina e da África. 
• Justiça livra presidente do Bradesco de ação criminal. Trabuco deixa de ser réu em processo aberto contra executivos do banco; Ações do Bradesco sobem após Justiça inocentar Trabuco. Presidente do Bradesco era acusado ter relação com o grupo acusado de corrupção no Carf. 
• TSE trocará Herman Benjamin por Og Fernandes. Este, assumirá, em outubro, uma das vagas do STJ no TSE. 
• Após encontro com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, mudou de tom e afirmou que a decisão de afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) está sendo cumprida pelo Congresso. 
• O ministro Edson Fachin, do STF, negou o pedido de liminar feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspender a ação penal sobre o triplex no Guarujá que tramita na 13ª Vara Federal de Curitiba, do juiz Sérgio Moro. 
• O ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles vai protocolar um novo pedido de impeachment no Senado contra o ministro Gilmar Mendes, do STF. Ele alega crime de responsabilidade por sua conduta em diferentes ocasiões. 
• O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, foi inocentado pelo TRF no âmbito da Operação Zelotes, que apura corrupção junto ao Carf. A decisão foi tomada pela 4ª turma, que concedeu habeas corpus para trancar a ação. 
• E o MP faz o que? ONG de direitos humanos aponta abuso em obras da Copa. Humans Rights Watch fala em exploração de trabalhadores nas arenas. 
• Odebrecht fecha acordo de leniência com autoridades do Equador. Empreiteira teria repassado US$ 35,5 milhões a funcionários do governo do país. 

Mandato de Temer está salvo, avalia o Planalto.
Depois que o Tribunal Superior Eleitoral enterrou o processo contra a chapa Dilma-Temer e o PSDB congelou a ideia de desembarcar do governo, reina no Palácio do Planalto a tranquilidade. A calma do presidente e dos ministros palacianos contrasta com a ebulição do noticiário. Temer e seu staff avaliam que o mandato presidencial já não corre riscos. Um auxiliar do presidente declarou ao blog: Pode anotar para me cobrar depois: não há a menor hipótese de o Rodrigo Janot [procurador-geral da República] conseguir na Câmara os 342 votos de que precisa para abrir uma ação penal contra o presidente da República no Supremo Tribunal Federal.
Para enterrar a denúncia de Janot na Câmara, os articuladores do Planalto recorrem a uma tática ofídica. Assim como o soro que anula os efeitos da picada de cobra é extraído do veneno da própria serpente, também o antídoto utilizado para livrar Temer da Lava Jato é fornecido pela operação anticorrupção. Há na Câmara cerca de 150 deputados que respondem a inquéritos ou ações penais no Supremo. Destes, 58 foram pilhados na Lava Jato. O governo apela para o instinto de sobrevivência de sua turma.
O repórter testemunhou a conversa telefônica de um ministro de Temer com um congressista do Partido Progressista, campeão no ranking da Lava Jato, com 21 deputados encalacrados. Se a Procuradoria e o Supremo querem derrubar o presidente da República, imagine o que não farão com os parlamentares!, disse o ministro ao interlocutor. Com esse tipo de abordagem o Planalto transforma a batalha pessoal de Temer numa guerra entre investigados e investigadores. E estimula os deputados a escolherem sua turma.
O esforço de Temer é menor que o de Janot. Para evitar que a denúncia do procurador-geral obtenha 342 votos, como exige a Constituição, o governo só precisa seduzir 172 dos 513 deputados. E eles nem precisam aparecer no plenário. Subtraídos os votos contrários, as abstenções e as ausências, se a acusação do procurador-geral arrastar 341 votos, estará derrotada. Sem novas delações e com as ruas vazias, disse o articulador do presidente, essa encrenca é página virada.
Nos próximos dias, fingindo não notar que o doleiro Lúcio Funaro, um dos operadores de Eduardo Cunha, negocia sua delação, o governo tentará devolver às manchetes a pauta de reformas. A proposta trabalhista, que mexe na CLT, está avançada no Senado. Mas a emenda constitucional que altera as regras da aposentadoria subiu no telhado e o governo não dispõe de votos para retirá-la de lá. Temer amarga um paradoxo: embora fragilizado, ainda reúne forças para evitar que Janot cave 342 votos na Câmara. Mas não tem musculatura para levar ao painel eletrônico os 308 votos necessários à aprovação da emenda da Previdência. (Josias de Souza)

Agressão a Miriam Leitão é uma afronta ao país.
São graves as ameaças sofridas por Miriam Leitão por um bando de desocupados do Partido dos Trabalhadores. O fato aconteceu quando a jornalista se deslocava de Brasília para o Rio de Janeiro a bordo de um avião. Dezenas de petistas, lunáticos, seguidores da seita lulista, achincalharam a comentarista da Globonews e colunista do Globo e, por pouco, não a agrediram fisicamente. O constrangimento durou todo o tempo de viagem, cerca de duas horas, segundo revelou a própria Miriam na sua coluna no jornal carioca.
A reação dos facínoras do PT aos jornalistas que escrevem com independência sobre o escândalo de corrupção desses meliantes é motivada pelos discursos de Lula que conclama seus parceiros sindicais a tocar fogo no país. Os baderneiros, que ocupavam o mesmo voo da jornalista, também xingaram a TV Globo, onde ela trabalha, acusando a empresa de criticar seu líder, um político, segundo ele próprio, acima de qualquer suspeita. A manifestação desses analfabetos políticos é um sinal claro de que outras hostilidades vão ocorrer no país se o juiz Sérgio Moro condenar o chefe da organização criminosa.
Com as mordomias cortadas e alguns de seus líderes na cadeia, os petistas estão sentindo na pele o desemprego gerado por seu partido quando governou o país. Hoje mais de 14 milhões de trabalhadores vivem na marginalidade, fruto da administração desastrosa de Lula e Dilma à frente do comando da economia. Desgarrados das boquinhas dos cargos comissionados, muitos deles agora apontam seus mísseis para os jornalistas, culpando-os por dizerem a verdade sobre o maior assalto aos cofres públicos praticado pelo PT.
Miriam Leitão é uma jornalista íntegra, decente, que já passou por outros constrangimentos durante a ditadura militar quando foi presa e torturada. Brilhante como comentarista econômica, utiliza seu espaço para fazer análises abalizadas e imparciais sobre os problemas econômicos e sociais que atingem o Brasil. Não tem culpa de revelar aos brasileiros o quadro caótico da nação e o desserviço dos petistas quando ocuparam as estatais para se locupletarem do dinheiro público. Como ela, muitos outros profissionais desengajados de partidos políticos também escrevem com isenção sobre os fatos desabonadores do PT. Nem por isso, portanto, devem ser crucificados ou agredidos por esses dirigentes partidários e lunáticos ensandecidos.
Esses ataques a quem pensa diferente deles são feitos por militantes desqualificados, indecentes, truculentos e idiotizados. Merece todo repúdio dos brasileiros que veem nesse tipo de comportamento tresloucado de alguns trogloditas do PT uma maneira de coagir e silenciar a imprensa, práticas tão usadas por ditadores sanguinários, espúrios e nefastos que feriram a democracia em tempos recentes.
As autoridades brasileiras precisam estar atentas para impedir que casos como esses da Miriam não se propalem. Aliás, a Justiça deve punir com rigor esses provocadores para evitar que hostilidade desse tipo se espalhe pelo Brasil afora e vire uma baderna generalizada, pois se depender de Luiz Inácio as arruaças vão continuar como forma de intimidar a Justiça e os jornalistas que não estão a soldo da organização criminosa e nem rezam em sua cartilha ideológica.
Lula deve ser responsabilizado por qualquer ato hostil cometido por seus militantes. É dele a proposta para que seu exército vermelho, formado por delinquentes financiados pelos sindicatos e centrais, toque fogo no país. Já foi flagrado inclusive falando com o senador Lindbergh para ir pro pau contra o Temer, o vice que ele mesmo criou, ou para o tudo ou nada, o que mostra o caráter autoritário de um déspota desequilibrado e anacrônico que não se contenta com o fim do poder. (Jorge Oliveira) 
A bondade infinita tem braços tão grandes que envolvem qualquer coisa que se volte para ela. (Dante Alighieri)

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