21 de jun de 2017

Pernas pra que te quero...

 photo malasprontas_zpsnsccgvp6.jpg • Brasil pode registrar no mês de junho a primeira deflação em 11 anos. Analistas ouvidos pelo BC veem queda de 0,07% para o IPCA; último registro negativo foi em 2006. 
• O inverno no Hemisfério Sul começa nesta quarta-feira (21) à 1h24. A estação, que segue até o dia 22 de setembro às 17h02, é marcada por um período menos chuvoso nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e na maior parte do Norte do país. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), neste ano as chances de ocorrência do fenômeno El Niño diminuíram no último mês. Mesmo que haja confirmação do fenômeno, ele será de baixa intensidade. 
• Chuva forte alaga ruas de diversos bairros do Rio e cidade segue em alerta. 
• Câmara aprova uso de armas não-letais pela Guarda Municipal. Uso de armas de fogo pelos agentes continua proibido. Não é necessária a sanção do prefeito Marcelo Crivella para medida entrar em vigor. 
• Preparativos para o carnaval de 2018 estão paralisados na Cidade do Samba. Monarco manda recado para Crivella: Quem não gosta de samba, bom sujeito não é
• Temer chega a Moscou, um dia após PF apontar indício de corrupção cometida por ele. Buscando passar mensagem de normalidade, presidente manteve viagem para Rússia e Noruega. 
• Reforma política: Eunício e Maia negociam aprovação do voto distrital misto. 
• Foram devolvidos ao governo do Rio, R$ 109 milhões que a União havia bloqueado das contas do Estado em 6 de junho. 
• Romero Jucá vai pedir urgência para reforma Trabalhista na CCJ. Renan agiu por derrota do governo em votação da reforma trabalhista. 
• STF adia julgamento de pedido de prisão de Aécio Neves. Foi decidido a prisão domiciliar da irmã de Aécio, Andrea Neves, e o primo do tucano Frederico Pacheco, flagrado recebendo dinheiro em ação controlada feita pela Polícia Federal.  Para tucanos, renúncia seria gesto de grandeza. 
• O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) discute nesta quarta-feira, 21, a validade da delação dos executivos do Grupo J&F. 
• Em meio a crise, vestibular da Uerj tem menor número de inscritos da história. 35,6 mil se inscreveram para o exame deste ano. Número é menos da metade dos que se candidataram a uma vaga no ano passado: 80 mil. 
• Funaro diz à PF que Temer sabia de propinas na Petrobras. Doleiro também acusa presidente de ter ordenado a distribuição de dinheiro desviado da Caixa Econômica Federal para uso em campanhas do PMDB e indicou doações de R$ 20 mi com dinheiro do FI-FGTS. 
• Joesley diz à PF que Temer pressionou BNDES para favorecer JBS 
• Justiça rejeita queixa-crime de Temer contra Joesley Batista por calúnia. 
Expandiu-se demais a investigação, além dos limites, diz Gilmar. Ministro do STF fez duras críticas a juízes e promotores e defendeu que se faça política nos partidos, não na promotoria e tribunais
• No relatório parcial do inquérito contra o presidente Michel Temer (PMDB) e o ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures, aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir das delações premiadas da JBS, a Polícia Federal desvenda a identidade de Edgar, uma das pessoas indicadas por Rocha Loures ao diretor de relações institucionais da empresa, Ricardo Saud, como possíveis operadores dos pagamentos da empresa. No documento, a PF afirma que as evidências colhidas na investigação apontam com vigor a prática de corrupção passiva pelo presidente e o deputado da mala. Segundo o relatório da PF, trata-se de Edgar Rafael Safdié, definido no documento como empresário atuante no setor imobiliário, financeiro e de participações”. Filho do banqueiro Edmundo Safdié, falecido no ano passado, Edgar foi executivo do Banco Cidade, fundado por seu pai e vendido ao Bradesco em 2002, passou quatro anos na vice-presidência do Banque Safdié, vendido ao banco israelense Leumi em 2011, e é sócio da Latour Capital do Brasil, aberta em 2006. 
• Tony Ramos rompeu o contrato de R$ 5 mi que tinha com a Friboi. 
• Léo Pinheiro reafirma à Justiça que tríplex era do ex-presidente Lula. A defesa afirma que as provas apresentadas por Pinheiro, como agendas de encontros e registros telefônicos, demonstram um perfeito encadeamento lógico e fático; A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira que os direitos financeiros e econômicos do tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo, pertenciam a um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal, a quem foi cedido em 2009 pela construtora da OAS, apontada pelos advogados como a verdadeira dona do imóvel. Com isso, diz a defesa, a empreiteira não teria o poder de dar ou prometer o tríplex a Lula sem o aval da Caixa; Advogado de Lula alegam que tríplex era da Caixa, mas o banco nega. Caixa nega ser dona do apartamento no Guarujá, como diz Lula. 
• Enquanto os olhares estão voltados para Aécio, Michel Temer se encontra com autoridades e empresários russos e encerra o dia em um Concurso Internacional de Balé do tradicional Teatro Bolshoi, em Moscou. A expectativa é se o presidente comentará o parecer preliminar da PF que viu indícios de corrupção passiva dele e do ex-assessor Rocha Loures no caso da mala de R$ 500 mil. O peemedebista ainda deve continuar sendo investigado por acusações de participar de organização criminosa e de tentar obstruir a Justiça. 
• O governo quer limitar o repasse de recursos de estatais para o Tesouro Nacional. A ideia é proteger o caixa das empresas e enviar problemas no futuro com falta de investimentos. 
• Moro impediu o golpe do trio barra-pesada. A data do encontro clandestino entre Lula, Eduardo Cunha e Joesley Batista é fundamental para se compreender o que eles discutiram. Eles se reuniram em 26 de março de 2016. 
• O elo da ORCRIM. Joesley Batista admitiu que intermediava encontros entre dirigentes do PT e Eduardo Cunha.

• Polícia procura dois foragidos após explosão em estação central de Bruxelas. 
• França confirma condenação de Maluf por lavagem de dinheiro. 
• Pedidos de refúgio de venezuelanos cresceram 307%. 
• Noruega critica política ambiental de Temer. Doador de projetos na Amazônia, país questiona política brasileira no setor. 
• 3 Alemanha confisca 35 toneladas de spinners, o brinquedo da moda. 

STF dirá ao país de que lado está na Lava Jato.
O plenário do Supremo Tribunal Federal marcou para esta quarta-feira o julgamento de um recurso vital para o futuro da Lava Jato e de outras operações anticorrupção em curso no país. Os ministros da Corte decidirão se a delação premiada dos executivos do grupo JBS pode ou não ser revista. Dirão também se Edson Fachin, relator da Lava Jato, agiu corretamente ao homologar um acordo de colaboração judicial que os delatados sustentam não ter vinculação com o petrolão.
No fundo, o Supremo informará ao Brasil de que lado está no combate à roubalheira. Deve-se o sucesso do esforço que amedronta a oligarquia político-empresarial a três fatores: 1) o assalto aos cofres públicos passou a dar cadeia; 2) o pavor de ir em cana potencializou as delações; 3) as colaborações judiciais vitaminaram as investigações. Dependendo das decisões que tomar, o Supremo pode fortalecer o círculo virtuoso ou ressuscitar a roda da impunidade.
Na pior das hipóteses, o plenário do Supremo endossa a tese de que os crimes da JBS não têm nada a ver com a Petrobras e retiram o processo das mãos de Fachin, anulando os atos praticados por ele. Iriam para o beleléu as delações e todas as suas consequências. Michel Temer e Aécio Neves levantariam um brinde e a investigação recuaria à estaca zero.
Numa hipótese intermediária, a conexão com a Lava Jato é reconhecida e Fachin permanece na relatoria. Entretanto, a maioria dos seus colegas consagra o entendimento segundo o qual o plenário do Supremo pode, sim, rever acordos de delação. Sobretudo num caso como o da JBS, em que a Procuradoria-Geral da República concedeu a Joesley Batista e Cia. o prêmio máximo: a imunidade penal.
Se isso acontecer, delações que esperam na fila para acontecer, como a do ex-ministro petista Antonio Palocci e a do ex-presidente da OAS Leo Pinheiro, podem subir no telhado. Novos delatores talvez concluam que os negociadores da Procuradoria, enfraquecidos, não terão mais como assegurar o cumprimento dos termos dos acordos.
Numa terceira hipótese, aparentemente improvável, o Supremo dá uma banana para os investigados e prestigia a relatoria de Fachin. De quebra, avaliza as delações superpremiadas no pressuposto de que a emenda pioraria o soneto. Melhor apanhar os delatores na próxima esquina, quando vierem à luz os resultados da investigação sobre o uso da informação privilegiada da delação para lucrar nos mercados de câmbio e de ações.
Em maio de 2015, quando a Lava Jato tinha pouco mais de um ano, Emílio Odebrecht espetou no noticiário uma nora com o seguinte teor: A corrupção é problema grave e deve ser tratado com respeito à lei e aos princípios do Estado democrático de Direito, mas é fundamental que a energia da nação, particularmente das lideranças, das autoridades e dos meios de comunicação, seja canalizada para o debate do que precisamos fazer para mudar o país. Quem aqui vive quer olhar com otimismo para o futuro -que não podemos esquecer-, sem ficar digerindo o passado e o presente.
Meses depois, a Odebrecht oferecia à força-tarefa da Lava Jato aquela que entraria para a história como delação do fim do mundo. O Apocalipse remexeu o passado e convulsionou o presente. Se transformar a delação da JBS em algo parecido com aquele que Romero Jucá chamava de estancar a sangria, o Supremo consolidará a vocação do Brasil para o papel de mais antigo país do futuro do mundo. (Josias de Souza) 

Jumentice 3: o ministro Fachin não está ajudando Lula; Moro não é mesmo juiz dos casos.
Ministro tirou de Moro três investigações que dizem respeito ao petista e uma sobre a atuação de Cunha. É o certo! Nada têm a ver com o petrolão. O ministro erra é quando não aplica o critério para si mesmo.
A terceira jumentice - leiam a respeito das outras duas - está procurando chifre em cabeça de cavalo. Vamos ver. Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, retirou da 13ª Vara Federal de Curitiba, a de Sérgio Moro, quatro investigações e as redistribuiu: três delas dizem respeito ao ex-presidente Lula, e uma, a Eduardo Cunha. E o que alegaram as respectivas defesas? Que os casos nada têm a ver com a Petrobras - o popular petrolão.
Bem, e não têm mesmo. Nesse caso, Fachin está certíssimo. Supor que atuou desse modo apenas para beneficiar o petista é uma tolice.
No que diz respeito ao petista, são três apurações: se ele favoreceu a Odebrecht em Angola com recursos públicos, se a construtora pagou mesada a um de seus irmãos e se facilitou irregularidades praticadas pela empresa nas construção das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, no rio Madeira. No caso de Cunha, o que se apura é se ele contratou a empresa Kroll para tentar obstruir investigações.
O caso do irmão de Lula foi enviado para a Justiça Federal de São Paulo, e os demais, para a de Brasília.
Não há conspiração nenhuma de Fachin em favor de Lula. Aliás, nesse caso, ele está certo. Seu erro consiste em continuar relator na investigação que apura as acusações que Joesley Batista faz a temer. Também ele nada tem a ver com a Petrobras. Vale dizer: FachIn deveria aplicar a si mesmo o critério que aplica aos outros. (Reinaldo Azevedo) 

Sob os olhos da lógica.
Recentemente, o secretário municipal de Educação de uma importante cidade falou que se sentia como encarregado da segurança escolar, dedicando parte de seu tempo para assegurar o funcionamento de suas escolas, ameaçadas pela violência. No momento em que dizia isso, ele estava para decidir o fechamento de uma de suas melhores creches por causa da ameaça de balas perdidas, tráfico de drogas e assaltos. Sua cidade não é a única. Oitenta e três por cento dos alunos do ensino médio consideram que a segurança é o maior problema de suas escolas.
Um país que não consegue assegurar o funcionamento de suas escolas é um país em decadência: não conseguirá formar a inteligência que o mundo necessita para enfrentar os desafios do século XXI.
A decadência se mostra também dentro da escola, mesmo quando ela consegue funcionar, apesar da violência em seu exterior. Na atual civilização baseada no conhecimento, não será possível um país evoluir se cerca de 13 milhões de pessoas (8% da população adulta) são analfabetas, incapazes de ler até mesmo o lema Ordem e Progresso escrito em sua bandeira; se mais de 26 milhões (18%) de adultos são analfabetos funcionais; se o acesso à educação de qualidade é mantido como um privilégio para aqueles poucos cujas famílias podem pagar uma boa escola. O desprezo aos cérebros da nossa população é um claro indicador de que marchamos para uma decadência civilizatória.
A decadência está também sob os olhos do observador que percebe a falta de sentimento coletivo de nação, transformando o país numa soma de grupos corporativos que disputam entre si, da maneira mais egoísta possível, os recursos e os produtos nacionais.
Ainda mais visível está a degradação pela corrupção, tanto no roubo do dinheiro público por políticos em benefício pessoal quanto no desvio pela corrupção de dinheiro das prioridades para beneficiar apenas pequenas parcelas da população. A irracionalidade política é outra manifestação e causa de decadência: políticos, artistas, estudantes, filósofos e profissionais agem e reagem baseados em posições políticas passionais, sem compromissos com a lógica, como aconteceu em países cuja decadência decorre de disputas sectárias, cujo melhor exemplo hoje é a Síria. Fecham os olhos para a lógica da mesma maneira que fecham os olhos para não ver a decadência que suas ações provocam. E não percebem que a decadência surge com a falta de coesão social no presente e de rumo histórico para o futuro.
Não é preciso muita perspicácia nem análises sociológicas para perceber que estamos em um processo de decadência histórica, que pode nos levar à desagregação social e à condenação ao atraso em relação ao resto do mundo, talvez por décadas, no futuro. (Cristovam Buarque, senador)  
Não existe prazer comparável ao de ficar firme sobre o vantajoso terreno da verdade. (Francis Bacon)

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