26 de jun de 2017

No meio do caminho tinha uma pedra...

 photo pinguela_zpsclm54qh4.jpg • Crise política põe fim a ciclo de ganhos em investimentos. Bolsa cai após 5 trimestres em alta; renda fixa tem pior período em 2 anos. 
• Segunda chamada das bolsas do ProUni 2017 já está disponível para consulta. 
• Brasil pode registrar 1ª deflação em 11 anos. Estimativas são de queda de 0,07% no IPCA neste mês, por conta de uma convergência de fatores. 
• Estatais de energia podem atrair R$ 30 bi. Nova onda de privatização de ativos de empresas mobiliza investidores nacionais e estrangeiros. 
• Lava Jato: Antonio Palocci é condenado a 12 anos de prisão Sentença também inclui João Santana, Mônica Moura e Marcelo Odebrecht. 
• FHC pede a Temer gesto de grandeza e nova eleição. 
• Orcrim's deixam rombo de R$ 123 bi. Metade nos fundos de pensão e 4x maior que Lava Jato. Organizações criminosas deixam rombo de R$ 123 bi Desvios. Dados da PF revelam prejuízo causado em 4 anos por grupos investigados em 2.056 operações; quase metade do valor está ligado a fraudes nos fundos de pensão. Em quatro anos, a Polícia Federal deflagrou 2.056 operações contra organizações criminosas que provocaram prejuízos estimados em R$ 123 bilhões ao País. 
• Temer reúne ministros para traçar estratégia antes de denúncia. Encontro na noite de domingo também teve o presidente da Câmara e o advogado do presidente. 
• Amigo de Temer tem R$ 295 mi com estatais. Coronel ligado ao presidente é investigado pela Operação Patmos. 
• Odebrecht faz MP abrir 39 inquéritos civis em SP. Apurações na área cível envolvem estatais, políticos e agentes públicos citados em delações da Odebrecht. Delações de executivos da Odebrecht à operação Lava Jato levaram o Ministério Público de São Paulo a instaurar 29 inquéritos e desarquivar outros dez para apurar supostas fraudes envolvendo responsáveis pelo Metrô, agentes públicos e políticos paulistas. A maioria das investigações é relacionada ao pagamento de propinas e caixa dois durante campanhas eleitorais de 1994 a 2012. Verbas de obras públicas podem ter sido desviadas para o pagamento de funcionários e políticos. 
• Líderes da base aliada não garantem veto à denúncia de Janot na Câmara. Presidente reuniu ministros, parlamentares e seu advogado para traçar estratégia contra ofensiva da PGR. Líderes da base aliada de Michel Temer na Câmara alertam não ser possível assegurar a rejeição da denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar até esta terça-feira contra o presidente. Mesmo com uma coalizão estimada em cerca de 400 deputados, parlamentares ponderam que o teor da acusação formal e os seus desdobramentos podem influenciar o posicionamento dos congressistas, aumentando o risco de Temer sofrer um revés. 
• O Planalto aposta em uma estratégia jurídica associada à política para derrubar a denúncia. Temer passou o final de semana tratando do tema. No sábado, viajou a São Paulo para se encontrar com seu advogado Antonio Mariz. Já no domingo, ele se reuniu no Palácio da Alvorada com ministros, líderes e aliados no Congresso. O peemedebista é investigado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa. 
• E enquanto a ala política do governo tenta viabilizar um pacote de bondades para aplacar a crise, a área econômica convive com incertezas sobre arrecadação de mais de R$ 90 bilhões em receitas extraordinárias previstas para este ano. 
• A queda da arrecadação decorrente da atividade econômica fraca é outro problema. Para economistas, qualquer redução nos valores esperados pode comprometer o Orçamento e ampliar risco de descumprimento da meta de resultado primário, que prevê déficit de R$ 139 bilhões. 
• Janot poderá apresentar uma única denúncia ou fatiá-la de acordo com os crimes apurados. A argumentação do Planalto foca na figura do procurador-geral da República, alegando que Janot age de maneira pessoal ao acusar Temer. Outro argumento é o de que a classe política deve se unir para salvar o presidente porque, caso contrário, toda ela estará ameaçada. 
• As denúncias contra a agência de publicidade Corcovado, envolvida no mesmo esquema de corrupção ligado ao ex-governador fluminense Sérgio Cabral levantaram dúvidas e provocaram guerra interna entre o Sindicato dos Advogados do Rio de Janeiro e a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). O presidente do sindicato, Alvaro Quintão, anunciou na última sexta-feira (23) que entrará com uma ação judicial para pedir formalmente à Ordem acesso a contratos firmados com empresas ligadas aos governos de Cabral - alguns com continuidade na gestão do atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB). (Via RBA) 
• Moro pode superar núcleo político alvo do mensalão. Juiz federal já condenou 10 réus; no caso julgado pelo Supremo foram 14 sentenciados ligados ao PT e outras três siglas. 
• Investigado, Kassab submerge e PSD ensaia rebeldia. Ministro mantém apoio a Temer, mas reformas trabalhista e da Previdência não são consenso dentro do partido. 
• 8 milhões ainda podem sacar a conta inativa do FGTS. Vence no dia 31 de julho o prazo para o trabalhador que tem saldo em contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sacar seus recursos. Segundo a Caixa Econômica Federal, até 21 de junho, cerca de R$ 37 bilhões foram entregues a 22,1 milhões de beneficiários. O montante representa quase 85% do total. 
• A polícia identificou o motorista de um EcoSport que atropelou skatistas na Rua Augusta, em São Paulo, e deixou ao menos três feridos. A rua estava bloqueada para evento do Dia Mundial do Skate. 
• Cesar Maia cria bloco independente de Crivella.
•  Nova pesquisa que pode livrar da insulina quem tem diabete. Cientistas do mundo todo trabalham para aposentar a insulina e as medições de glicemia com picadas, o que daria mais bem-estar a 18 milhões de brasileiros que têm a doença. 
• Policiais Militares do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) apreenderam, neste domingo (25), em Goiás, um avião carregado com 500 quilos de cocaína. A aeronave, que entrou no espaço aéreo brasileiro sem autorização, chegou a ser acompanhada por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), antes de fazer um pouso forçado em uma fazenda no município de Jussara. Foi no início da tarde que militares do Graer receberam um pedido de apoio da Polícia Federal e da FAB, que perderam de vista, em Goiás, um avião que entrou no Brasil, sem se identificar, vindo do Mato Grosso. Menos de uma hora após decolar de Goiânia, e seguindo orientações repassadas pela FAB, a equipe do helicóptero do Graer visualizou um avião aparentemente abandonado em uma fazenda perto da cidade de Jussara. Assim que os policiais desceram do helicóptero, encontraram, dentro do avião, vários tijolos de cocaína pura, totalizando meia tonelada. O piloto não foi localizado, mas a suspeita é de que ele estaria sozinho na aeronave. Geralmente nesse tipo de transporte o piloto viaja sozinho, justamente para poder trazer uma quantidade maior de drogas dentro da aeronave, e nesse caso acredito que não foi diferente, já que o avião tinha tijolos de cocaína até mesmo no banco do co piloto, relatou o assessor de comunicação social da PM, tenente coronel Ricardo Mendes. A droga está sendo trazida para a sede da Polícia Federal, que tentará identificar, pelo prefixo do avião, quem é seu proprietário, para então, descobrir quem seria o responsável pelo tráfico. A droga apreendida, segundo a PM, está avaliada em R$ 10 milhões. 

• Uma tempestade tropical ganhou força nas últimas horas e se aproxima da costa sudoeste do México. Especialistas alertam para o perigo no mar ao menos até amanhã. 
• Farc apostam em mulheres e jovens como candidatos. Após abandonarem as armas e deixarem de ser guerrilha, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) usarão o próximo congresso do grupo para definir linhas de seu partido e traçar estratégias para convencer a população de que entrou no sistema político. 
• Britânicos enfrentam aperto econômico. Nos 12 meses transcorridos desde o chocante plebiscito do Brexit, quando a Grã-Bretanha escolheu abandonar a UE, a libra britânica teve desvalorização de 13% ante o euro, aumentando o custo das tão aguardadas férias na Europa. 
• Nicolás Maduro disse que prendeu cinco opositores, na sexta-feira, para frustrar um golpe alimentado pelos Estados Unidos. O que seria da esquerda sem os eternos culpados americanos? 
• Paquistão tem 148 mortos após explosão de caminhão com petróleo. 
• Barco com 150 pessoas naufraga na Colômbia; há nove mortos. 
• Trump ataca Obama por deixar Rússia influenciar eleições. Presidente diz que antecessor foi avisado da ação russa, mas não agiu. 
• Repressão policial impede parada do orgulho gay turca. Polícia disparou balas de borracha; governo alegou questões de segurança. 

O Antagonista: 
1. O eleitorado rejeita Lula. Lula continua sendo o candidato mais rejeitado do Brasil: 46% dos brasileiros jamais votariam nele, um ponto a mais do que em 2 de maio. A repulsa do eleitorado se estendeu também a todos os outros candidatos: na pesquisa anterior, Geraldo Alckmin era rejeitado por 28%, agora pulou para 34%; Bolsonaro foi de 23% para 30%; Marina Silva foi de 21% para 25%; João Doria foi de 16% a 20%. 
2. Pela primeira vez, o Datafolha pesquisou Jair Bolsonaro no segundo turno. Seu desempenho é exatamente igual ao de Geraldo Alckmin. Nem ele, nem Alckmin, nem Doria conseguem capturar os 46% dos eleitores que se recusam terminantemente a votar em Lula. 
3.  3.       Michel Temer é um criminoso. A PGR não tem a menor dúvida sobre isso. Em parecer protocolado na semana passada, Rodrigo Janot pediu a manutenção da prisão de Rodrigo Rocha Loures. O documento, conforme o relato de O Globo, diz de forma hialina - ou cristalina - que Michel Temer e seu assessor atuaram juntos para receber propina da JBS: Não se sustenta a versão dada por Michel Temer em seus pronunciamentos públicos segundo a qual indicou Rodrigo Loures para se livrar de Joesley, uma vez que as provas demonstram que na verdade a conversa no Palácio do Jaburu foi apenas o ponto de partida para as solicitações e recebimentos de vantagens indevidas que viriam em sequência. E mais: Através de Rocha Loures, Temer operacionaliza o recebimento de vantagens indevidas em troca de favores com a coisa pública.
4. De acordo com Lauro Jardim, advogados acham inevitável que haja um recall da delação da Odebrecht. Nesse recall, entraria tudo aquilo que não foi registrado no sistema Drousyus: Pagamentos ilegais a juízes, sonegação de impostos, propinas para diretores de agências públicas.
5. Marina Silva sondou Cármen Lúcia para ser a vice da sua chapa em 2018, segundo o Radar. Inclua-se fora dessa, Carminha. 

Joalherias aristocráticas e a sonegação corrupção.
Serginho cabralzinho filhinho e sua mulher advogada cúmplice, mas se dizendo ingênua e desinformada, prestaram grande serviço à Receita e órgãos arrecadadores de impostos. Só que estes não souberam aproveitar.
O ex-governador comprou joias no valor de 11 milhões. Pagou em espécie, o chamado dinheiro vivo. (Como se transporta uma importância como essa? O jornalista Chico Otavio em reportagens notáveis, mostrou que cabralzinho movimentava somas tão fantásticas, que não podia depositar em Bancos, que tinha uma espécie de Banco particular, transportável).
Ficando exclusivamente nas joias: todas as compras com dinheiro na mão. Principalmente na H.Stern, das mais famosas no mundo. Todas sem notas. A Receita podia ter aproveitado para verificar o alto faturamento, e constatar o óbvio: se vendiam para cabralzinho, um cliente circunstancial, sem nota, por que não fariam o mesmo com clientes habituais? 
Fizeram acordo de delação pobríssimo, para sonegadores riquíssimos.
Crivela não passou no teste da dignidade.
Depois da chuva terrível e fora de época, o prefeito elogiou a cidade. Não podemos fazer o mesmo com ele, qualquer que seja o ângulo da análise. Principalmente em matéria de credibilidade, responsabilidade, humanidade.
Seu carro blindado, em excesso de velocidade, atropelou e amassou um carro. (Existe até foto). Não parou, não socorreu, não se incomodou, não cumpriu nem mesmo a lei. O que é habitual nele, tem várias multas (não pagas) por excesso de velocidade.
Podia pedir desculpas, não apenas individualmente ao motorista atingido. Mas a toda a cidade, seus moradores, expostos ao perigo e à desumanidade do comportamento do próprio prefeito.
Política e Politicalha.
O Ministro Edson Fachin, muito elogiado por este repórter, afirmou no Supremo: Não podemos demonizar a política. Concordo inteiramente. Mas é imprescindível desenlamear” a política para não transforma-la em politicalha.
Da prisão por 181 anos, para a luxuosa mansão domiciliar.
Nem precisa publicar o nome desse medico que estuprou e violentou 37 mulheres. (Sem contar as outras 26, constatadas, mas que não quiseram processá-lo, constrangimento, é sempre isso). Foi preso, condenado, um juiz descuidado, libertou-o.
Fugiu para o Paraguai, ficou 3 anos (lá acusado de assédio) foi preso pela Policia Federal. Agora, depois de ter cumprido 1 por cento da pena, outro juiz descuidado libertou-o novamente. Justificativa: estado de saúde perigoso, muito doente.
Ele não está doente, ele É doente. Um monstro. E o juiz não tem poderes para tirar um criminoso da penitenciaria e mandar para casa. Tem que passar pelo regime semi-aberto. É isso que o Ministério Público vai provar no recurso-protesto.
Fernando Henrique Cardoso: contradição, arrogância e presunção.
O ex-presidente faz uma força muito grande para ficar no centro dos acontecimentos. Desde que se agravou a crise do governo Temer, ele já tomou 3 ou 4 posições aparentemente contra o Presidente Temer, mas na verdade usando e abusando do exibicionismo. Sua primeira afirmação quando a situação se agravou, foi propor publicamente, Que usando de grandeza, Temer renunciasse. É evidente que a situação do ainda presidente não se agravara tanto, e ele respondeu com veemência: Não renunciarei de jeito algum.
Anteontem, num hotel luxuoso de São Paulo, fez uma conferência para menos de 100 pessoas. Mas assim mesmo, desperdiçou quase 4 horas, com os maiores absurdos. Começou comparando a crise de agora com o suicídio de Getúlio Vargas em 1954.
Qualquer que seja a posição ou a forma de analisar os dois personagens, fica evidente que Getúlio Vargas é um personagem da história que antes do golpe de 30 já tinha sido ministro da fazenda do Presidente Washington Luiz, e já foram feitas sobre ele, várias biografias e outras surgirão. Temer no máximo será citado num pé de página e sem dúvida alguma, negativamente.
Nessa conferência com a presença unicamente da elite empresarial que tanto foi beneficiada por seu governo, Fernando Henrique mudou 2 vezes de posição. 
1 - Criticou duramente a decisão do TSE de não cassar o Presidente Temer, esquecido que o personagem principal dessa degradação do TSE, foi o ministro Gilmar Mendes, nomeado por ele para esse tribunal.
2 - Ele, que havia sugerido a Michel Temer que renunciasse por grandeza, agora usa a mesma palavra para tentar convencer o ainda presidente a antecipar as eleições em oito ou nove meses. Contradição completa! Basta olhar o calendário e verificar que se o ainda presidente, aceitar a proposta, ele deixará ou deixaria o governo em abril de 2018 exatamente o mês da desincompatibilização se ele quiser disputar algum cargo. Repetindo a palavra contradição total para uma crise que ele chamou de gravíssima e inédita na nossa história.
Oposição a Vargas e oposição a Temer.
Ele tocou ligeiramente no assunto, ao comparar os dois presidentes. Mas é preciso ressaltar qualquer que seja a análise, que a oposição a Vargas era liderada por 3 personagens que podem ser contestados, mas não ignorados. Seus nomes: Brigadeiro Eduardo Gomes, duas vezes candidato a presidente da república, o jornalista Carlos Lacerda, que pela sua capacidade de comunicação e destruição, eu sempre chamei de Tribuno da Imprensa. O terceiro, mestre incontestável de golpes e conspirações, o tenente coronel Golbery, sempre perdedor, que só conseguiu ser vencedor quando já estava na reserva como general.
A oposição de agora, quase toda ou praticamente toda, envolvida na Lava Jato, tem com o presidente Temer um relacionamento escabroso, criminoso e logicamente perigoso. (logicamente não estou incluindo nessa oposição, o corrupto corruptor Joesley Batista que já foram grandes amigos e se encontravam nos porões do Palácio e que agora, brigam na justiça).
Nessa conferência pra alguns representantes da mais alta elite empresarial, FHC gastou um tempo enorme para analisar o futuro do ex-presidente Lula em 2018. Mas não deixou de lembrar que caso a eleição seja antecipada, sem nenhuma dúvida, ele será candidato mesmo se já estiver condenado uma vez.
 concluiu mostrando todo o exibicionismo e a arrogância que jamais o abandona, fez um comentário longo, que vou transcrever textualmente: Lula não é invencível. Vocês tem que pensar na forma de derrotá-lo nas urnas. A classe média, ele já perdeu, vocês tem que se convencer que podem ganhar dele. Eu já o derrotei duas vezes, e no primeiro turno.
Observação final do repórter, estarrecido com as duas afirmações. 1 - Ele dá ou sugere aos empresários o poder de vencer qualquer candidato. 2 - Apesar dos 86 anos já completados, implícito e explícito, o ex-presidente coloca seu nome de uma forma indefinível, mas rigorosamente visível.
Michel Batista, Temer Joesley.
Há 15 dias venho pedindo a prisão de Temer e Joesley. Consequência da delação do corrupto corruptor, e das múltiplas e indefensáveis acusações, atingindo o ainda presidente. Primeiro provisório, depois indireto, e agora salvo momentânea, mas criminosamente pelo TSE, manobrado e mobilizado pelo ministro sem toga, Gilmar Mendes.
(Só para esclarecer e não deixar que esqueçam.) O TSE tem 7 membros. 3 com votos conhecidos pelo passado e a independência. O relator Herman Benjamin, os Ministros do Supremo, Rosa Weber e Luiz Fux. 4 desconhecidos, antecipadamente conjugados com Gilmar, para formar maioria. Um desses, Admar Machado, agora está no noticiário, terá que depor na polícia. Motivo: agrediu a mulher, que desesperada e intimidada, recorreu à policia).
Agora, devo um agradecimento à Datafolha. Ontem, publicou um trabalho, com a seguinte manchete: 81 por cento dos entrevistados, querem a prisão de Joesley Batista.
Nada sobre a prisão de Temer, é que não perguntaram. Mas 24 horas antes, o mesmo Instituto de Pesquisa, revelou: 7% dos ouvidos apoiam Temer. É recorde negativo incontestável. Consequência da reconhecida incompetência, e das múltiplas acusações de corrupção. Entre elas, corrupção passiva (por que não também ativa?), formação de quadrilha criminosa, lavagem de dinheiro, e o gravíssimo, obstrução da justiça.
Mas a partir de hoje ou amanhã, estará respondendo no Supremo, por todos esses crimes. A comunidade silenciosa, mas presente e preocupada, ainda acredita no Supremo, mesmo que seja por 6 a 5. Acredita desacreditando, o que é alguma coisa, nesse quadro nacional, Lamentável, melancólico, inaceitável. (Helio Fernandes) 

Temer pede à Câmara que suspenda os pudores.
O traço mais vivo da gestão semimorta de Michel Temer é a tendência para o ineditismo. A partir desta semana, o brasileiro passa a conviver com uma anomalia jamais vista na sua vasta história de anormalidades: um presidente da República formalmente denunciado por corrupção. Em qualquer outro lugar do mundo, o fato produziria consequências gravíssimas. No Brasil, o governo esclarece que o anômalo é a nova normalidade. E segue em frente.
A caminho do caos, Temer atingiu o ápice da eficiência: ele mesmo violou as leis, ele mesmo forneceu a matéria-prima para sua delação, ele mesmo articula o sepultamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República na Câmara. Para livrar-se da abertura de uma ação penal no Supremo Tribunal Federal, o presidente precisa ter do seu lado pelo menos 172 deputados. O Planalto estima que a milícia parlamentar de Temer ainda reúne algo como 240 cabeças.
O procurador-geral da República Rodrigo Janot revela-se convicto de que o presidente cometeu o crime de corrupção. Sua denúncia, como manda a Constituição, será remetida pelo Supremo Tribunal Federal à Câmara. Se o Brasil fosse um país lógico, os deputados representariam os interesses dos seus eleitores. E forneceriam os 342 votos necessários para autorizar a Suprema Corte a decidir se Temer deve ou não ser acomodado no banco dos réus.
Entretanto, uma das primeiras vítimas dos novíssimos tempos é semântica. O lógico virou apenas um outro nome para o ilógico. Quando chamam de normal uma conjuntura que condiciona a abertura de uma ação penal por corrupção ao aval de uma Câmara apinhada de corruptos, o brasileiro sabe que está numa crise de significado ou numa roda de cínicos.
Servindo-se das evidências que Temer lhe forneceu ao receber no escurinho do Jaburu o delator Joesley Batista, o procurador-geral gruda o presidente à figura de Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala. Janot realça uma passagem da gravação que converteu Temer em escândalo. Nela, Joesley, o notório bandido, pede ao presidente um interlocutor para tratar dos interesses de sua empresa no governo. E Temer indica Rocha Loures -filmado depois recebendo propina de R$ 500 mil.
Pilhado, Temer alegou ter indicado Rocha Loures apenas para se livrar de Joesley. Disse também que o assessor da mala, é um homem de boa índole, de muito boa índole. De vez em quando, as evidências gritam tão alto que é impossível não reagir. Mas Temer aproveita que um pedaço da Câmara também apodreceu para lançar mão de um velho lema mosqueteiro: Um por todos, todos por hummm… O presidente pede aos deputados que deixem tudo pra lá em nome da cumplicidade carinhosa que sempre assegurou a autodefesa do sistema.
O Datafolha informou no final de semana que o eleitorado está de saco cheio. A popularidade de Temer encontra-se rente ao chão: 7%. Dois em cada três brasileiros gostariam de ver o presidente pelas costas. Mas um pedaço da Câmara se dispõe a mergulhar numa fase de cochilo deliberado. Recompensados pelo Planalto com cargos e verbas, os deputados fornecerão a Temer o que ele deseja: uma suspensão tácita dos pudores morais.
Presidente da República denunciado por corrupção é uma aberração. Mas todos os integrantes da milícia parlamentar do governo combinaram não notar. Pelo menos por enquanto. (Josias de Souza) 
O maior bem que podemos fazer aos outros não é oferecer-lhes a nossa riqueza, mas levá-los a descobrir a deles. (Louis Lavelle)

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