15 de mai de 2017

Um país e seus fracassos.

 photo reuniaosauna_zpssao66hhn.jpg • Agentes da Força Nacional começam a patrulhar vias do Rio. Efetivo de 300 agentes enviados na semana passada se junta a outros 125 homens que já estavam no estado. Permanência será de 90 dias. 
• Para comemorar um ano de governo, Temer anuncia fim da recessão. Em cerimônia no Palácio do Planalto, presidente destacou que leva adiante agenda de reformas. 
• Desemprego leva ao aumento no número de empreendedores no Brasil. Estudo mostra que 70% das 48 milhões de pessoas nessa condição ganham até R$ 2,8 mil por mês. 
• Ação sobre tríplex. Moro nega pedidos da defesa de Lula e da Procuradoria para ouvir mais testemunhas. Acusação terá até o dia 2 de junho para apresentar alegações finais; defesas poderão apresentar conclusões até 20 de junho. 
• Procuradores agora avaliam abrir inquérito contra Lula por obstrução. Investigadores veem supostos pedidos para destruir provas e intimidação de autoridades como elementos. 
• Delator: Dilma pediu para Mantega assumir caixa 2. João Santana revelou que ex-presidente e o ex-tesoureiro do PT Vaccari não tinham relação amistosa
Essa é mais uma pros cordéis! Dilma não confia em ninguém e acha todo mundo burro, diz Mônica Moura. Segundo a delatora, ex-presidente só confiava em João Santana. 
• O que pensa Francenildo? Lava Jato não exigiu troca de advogado, diz defesa de Palocci. Antigo defensor do ex-ministro era contra o acordo de delação premiada que o petista agora busca fechar; Delatar é saída para reduzir pena, afirma Jaques Wagner. Petista diz não ter se surpreendido com decisão de Palocci em colaborar. 
• Ligação com a Odebrecht. Conta do PT recebeu R$ 324 mi, dizem delações. Empreiteira teria abastecido um tipo de conta entre 2009 e 2013. 
• E o povo também! É do interesse do BNDES saber se ele foi usado, diz presidente do banco. Maria Silvia não entendeu o porquê das conduções coercitivas feitas pela Polícia Federal; Proposta que retira sigilo de operações do BNDES ganha força no Senado. Operação da Polícia Federal que apura irregularidades em empréstimos do banco leva autor de proposta sobre o fim do sigilo crer em aprovação. 
Perdi minha reputação, minha vida virou um inferno. Guido Mantega diz que Marcelo Odebrecht criou ficção por acordo de delação. 
• Conta do PT com Odebrecht recebeu R$ 324 mi em 5 anos. Segundo delatores, repasses começaram em 2009 com MP e crédito em Angola. 
• Sombra sobre Dilma. Delatora afirma que petista, no Planalto, a alertava sobre os avanços da Lava Jato; implicações do depoimento são de extrema gravidade. 
• Reforma trabalhista acaba com homologação na rescisão, tema de 30% dos processos na Justiça. Defensores da ideia argumentam que o tema não é motivo de discórdia e, por isso, pode ser facilitado. 
• Operação da PF faz conexão entre Palocci, BNDES e JBS. Joesley Batista estaria em contato com advogado que tratou da delação de Marcelo Odebrecht. 
• Delações podem levar Dilma até mesmo à prisão. Vazar a Lava Jato é crime, assim como obstrução da Justiça. 
• Negócios de Mares Guia podem ser alvo de CPI. Dono de avião usado por Lula tem negócio milionário sob suspeita. 
• Barusco terá de devolver R$ 90 milhões recebidos de propinas e bônus. 
• Começa disputa para sucessão de Janot no Ministério Público. Recondução de Janot é descartada por apoiadores e opositores do chefe do Ministério Público. 
• Já há conversas adiantadas para que a eventual candidatura presidencial do prefeito de São Paulo, João Doria, seja bancada por uma chapa formada por PSDB, PMDB, PSD e DEM. O sonho de consumo de aliados próximos do prefeito é atrair o apoio do PSB para a vaga de vice. O nome do partido considerado ideal para o posto é o de Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. 
• Lula foi oficialmente alertado sobre petrolão em 2009. Se, em algum momento, um dos 204 milhões de brasileiros chegasse ao presidente da República e dissesse tem um esquema de propina na Petrobras, seria mandada embora a diretoria inteira da Petrobras. Foi o que respondeu Lula ao procurador Roberson Pozzobon no interrogatório da última quarta-feira (10). Mas houve avisos, inclusive oficiais, como informa O Globo neste domingo (14). Em 2009, quatro obras da petroleira foram incluídas pelo Congresso numa lista de 24 projetos que deveriam ficar fora do Orçamento de 2010, sem verba, por terem sido flagradas com indícios de graves irregularidades em auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU). Em todos os casos, a suspeita era a mesma: preço muito acima do inicialmente orçado. Mas, no lugar de aceitar a decisão da Comissão Mista de Orçamento e determinar investigação na estatal, Lula vetou a inclusão das obras da Petrobras na lista e liberou os recursos. O ex-presidente alegou que a paralisação acarretaria em prejuízos e desemprego. A desculpa é sempre a mesma. 

• Queda de James Comey tornará o FBI mais forte, dizem especialistas; James Clapper, ex-chefe de Inteligência dos EUA diz que democracia está sob ataque. 
• Ciberataque atinge 200.000 pessoas em ao menos 150 países. 
• Coreia do Norte faz novo teste de míssil, concluído com sucesso. Míssil alcançou mais de 2 mil km de altitude e voou 30 minutos; Coreia do Sul, Japão e EUA condenam novo teste de míssil da Coreia do Norte; Tensão na Ásia. Putin defende diálogo com a Coreia do Norte, em vez de ameaças. C. do Norte ameaça desastre histórico
• Países querem estender corte na produção de petróleo. 
• ONU convoca reunião de emergência após teste norte-coreano. 
• Macron toma posse: Mundo precisa de uma França forte. Na posse, Macron reforça laços com União Europeia. Novo presidente da França fala em relançar bloco e superar divisões políticas. 
• Partido de Merkel vence no principal Estado da Alemanha. A 4 meses das eleições, CDU triunfa em mais relevante teste eleitoral alemão. 

Trama-se adiar decisão sobre o foro privilegiado.
Articula-se no eixo Congresso-Planalto-STF o adiamento da decisão sobre foro privilegiado. Urdido em segredo, o plano foi esboçado em três estágios.
Eis o primeiro lance: nos próximos dias, o Senado se esforçará para aprovar em segundo turno a emenda constitucional que extingue o foro especial para autoridades e parlamentares.
O segundo lance ocorreria em 31 de maio. Nesse dia, escorando-se no fato de que o Congresso já se ocupa do tema, uma das 11 togas que integram o plenário da Corte pediria vista do processo que pode resultar na restrição da abrangência do foro privilegiado. Com isso, a deliberação seria adiada por tempo indeterminado.
Relator do caso, o ministro Luís Roberto Roberto Barroso defende que o Supremo passe a julgar congressistas e ministros apenas por crimes cometidos durante e em razão do exercício do cargo. Prevalecendo essa posição, desceriam para a primeira instância, por exemplo, o grosso dos processos relacionados à Lava Jato.
O último lance da trama se desenrolaria na Câmara. Ali, a emenda constitucional que o Senado planeja aprovar seria cozinhada em banho-maria. Assim, todos se mexeriam para que nada saísse do lugar.
O sucesso da trama depende do segredo. Todos negam a existência do plano. Ou quase todos. O blog expõe o que vem sendo trançado nos porões de Brasília graças a um observador que desaprova a movimentação.
Incomodada, essa testemunha Ilumina a cena na expectativa de constranger o ministro do Supremo que já sinalizou, entre quatro paredes, a disposição para prestar aos investigados o favor de pedir vista do processo que pode transformá-los em matéria-prima para sentenças de juízes como Sergio Moro. (Josias de Souza) 

O incerto e hesitante Palocci.
Preso, começaram logo a falar que faria delação. Tinha todo um passado para isso. Prefeito de uma grande cidade, Ribeirão Preto. Ministro da Fazenda. Ministro Chefe da Casa Civil deve tudo a Lula. E escorraçado sempre por excesso de irregularidades, protegido e salvo todas às vezes pelo incansável Lula.
Prefeito de uma grande cidade, Ribeirão Preto. Surpreendente Ministro da Fazenda de Lula. Inesperado Chefe da Casa Civil de Dilma a pedido de Lula. Escorraçado de tudo por excesso de irregularidades, sempre protegido e defendido pelo próprio Lula.
Preso e conhecida a falta de caráter de Palocci e sabendo que faria delação, todos indicaram: Entregará o ex-presidente. Da prisão, o próprio ex-ministro gritou: Lula, não. Lula, não. E pediu uma entrevista reservada com o juiz Sergio Moro.
Foi atendido, conversaram, publicaram: Se o senhor me ouvir, terá trabalho para 1ano. Surgiu então uma versão: desmontaria o sistema financeiro, denunciando banqueiros, corretoras, grandes investidores de Bolsa.
Em suma: atingiria o que chamam de mercado, ou seja, a profissionalização de ganhos diários de grandes fortunas, sem risco e com extrema facilidade. Escrevi então pela primeira vez sobre o assunto: se fizer isso, merece ser solto e inocentado.
Começou então a batalha com o advogado. Defendido por Batochio, que não trabalha com cliente delator. A disputa entre eles levou 15 dias, a tempo de Palocci entrar com HC no Supremo, que ainda não foi julgado. Antes do fim de semana, Batochio foi embora, Palocci contratou outro, o caso se transformou em suspense, superado apenas pelo casal Santana. (Helio Fernandes) 

Os intelectuais não aprendem com a experiência histórica?.
A atividade intelectual é um tanto solitária. Por isso, muitos parecem gente estranha, com hábitos pouco comuns. Muita leitura e silêncio podem deixar você um tanto distante do mundo. Lugares mais quietos e recolhidos são bons para a atividade intelectual. Pensar horas a fio também é uma constante nesse ramo.
Como tudo, tem seu lado mais e seu lado menos. Um lado menos dos intelectuais já é conhecido desde o século 18, com o advento do Iluminismo: intelectuais facilmente viajam na maionese e falam de mundos que não existem. O homem não é o ser racional que pensavam os iluministas, nem revoluções em nome do povo se saem muito bem. Normalmente, há que matar muita gente para se chegar ao povo que muitos intelectuais têm na cabeça.
A pergunta que me faço é: os intelectuais não aprendem com a experiência histórica, essa mesma que tanto falam por aí? Por que, muitos insistem no mesmo erro? Qual erro?
Antes de tudo, que fique claro que não creio que o capitalismo seja o paraíso na Terra nem que sua majestade, o mercado, resolva tudo. Mas, sim, creio que o Estado, quando grande e gastador, destrói a economia e a vida as pessoas, fingindo que as ajuda.
Acredito também que posições liberais (em economia, política e moral) costumam ser melhores, no meu entendimento, para formar pessoas mais maduras na lida com a realidade do que posições mais dadas ao controle da vida das pessoas, em nome do bem delas.
O resto é contingência e experiência de lida com esta contingência.
Dito isso, voltemos ao erro acima. O erro é o seguinte: muitos intelectuais parecem beirar a idiotia no que se refere à capacidade de dizer frases que pareçam fazer sentido, mas que, se analisadas no contexto da realidade, se revelam estúpidas.
Imagine alguém que diz o seguinte: o modo de divisão do trabalho deve mudar no mundo. Uma frase dessas, que parece responder aos problemas mundiais relativos à vida das pessoas e seu trabalho, peca de várias formas. Quer ver?
Quem faria essa mudança? Você? Eu? Ele? Um ser iluminado? Uma comissão? Como seria escolhida essa comissão? Qual método? Quantas pessoas? Quantas reuniões ela deveria ter pra decidir? Quem decidiria quantas reuniões? Como seria feita essa reunião? Teria hierarquia dentro da comissão? Como seria essa hierarquia? Quem decidiria como seria? Qual seria essa mudança?
Uma vez decidido por um tipo de mudança (sem entrar no mérito de qual mudança seria nem quem disse que ela seria melhor), como seria posta em prática? Se alguém discordasse dela, como se resolveriam as discordâncias? Como se identificaria esse modo de divisão de trabalho exatamente?
Basta um livro dizendo que é assim que se dá esse modo de divisão de trabalho ou muitos livros? Quantos exatamente? Alguma instituição seria utilizada como credenciada para dizer isso? Quem credenciaria a credencial dessa instituição credenciada pra dizer qual é o modo de divisão de trabalho a ser mudado? Todas as formas de trabalho existentes? Ou haveria algum tipo de ajuste a formas especificas de trabalho?
Como se decidiria o quão especifica é uma forma de trabalho? Como resolver o fato de que muitas funções acabam com o tempo e outras são criadas por conta, por exemplo, de mudanças tecnológicas? Como se ajustaria essa mudança ao fator tempo? Por quanto tempo essa mudança valeria?
Cansei de fazer essa lista de perguntas que parece escapar à mente brilhante de alguns intelectuais. Soltam pérolas que, na verdade, seriam identificadas como falas de um idiota caso o agente da fala no caso não fosse visto como um cara inteligente ou um dos caras mais importantes no pensamento contemporâneo.
Outro exemplo? O povo deveria decidir diretamente tudo na democracia. Brilhante! O povo já provou que escolhe qualquer coisa a qualquer momento. Agora, na Turquia, acabou de dar poder a um islamita autoritário que quer ser sultão.
O povo escolhe de acordo com a melhor propaganda ou a melhor retórica que atenda aos seus pequenos interesses cotidianos. Seriam os intelectuais idiotas? (Luiz Felipe Pondé) 

Me perguntaram se sou direita ou esquerda. Nada, nem de centro. Sou de longe a ver, sem me desencantar, as raças feitas à semelhança, cacildis, nem de longe me merece respeito e sim um gotejar sistemático de nojo e distância. Se escrever é preciso, vezes me furto e copio, é mais fácil e não me meto em encrencas. Aqui e acolá, a sanha das escravidões sociais e morais continuam leves, livres e soltas. Esperemos Sua Vinda! (AAndrade)

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