12 de mai de 2017

Quando os “finalmente”...

• Agências da Caixa abrem mais cedo hoje para FGTS. Banco libera 3º lote de contas inativas; pessoas nascidas em junho, julho e agosto têm acesso aos saques. 
• João Santana: Lula sabia do caixa 2 e dava a palavra final do chefe. Ex-marqueteiro do PT afirmou à PGR que Lula tinha conhecimento de todos os detalhes de repasses por fora para a sua empresa. 
• O depoimento de Lula a Moro: cherchez la femme. Petista atribui as decisões do tríplex à falecida esposa e parece sugerir, como nas histórias francesas, que a chave dos mistérios é a mulher. (Veja) 
• Dilma falou em pagamento pelo tradicional caixa 2, diz Santana. 
• Bumlai pode ter combinado depoimento com Lula. Força-tarefa acha que Bumlai implicou Marisa a pedido de Lula. 
• Fachin manda investigação sobre campanhas de Dilma e Lula a Moro. Depoimentos de marqueteiros serão enviados à Justiça Federal em 5 Estados, além de cortes superiores. 
• Operação Bullish. Operação da PF investiga financiamento bilionário do BNDES ao Friboi. Luciano Coutinho (ex-BNDES) e Joesley Batista (Friboi) são alvos.
• Retomada da confiança na economia foi a aposta do primeiro ano de Temer. Para economistas, governo conseguiu vitória ao recuperar a confiança e encaminhar as reformas. Um ano do governo Temer. Ano foi marcado pela determinação de realizar as reformas necessárias para impedir o colapso da economia e incentivar a retomada do crescimento. 
• Se há um complô contra Lula, é dos marqueteiros, amigos e empreiteiros. Na seara jurídica prevalece regra menos subjetiva para o petista: contra fatos, não há argumentos. 
• Janete? Nada disso: o verdadeiro codinome de Dilma Rousseff é Iolanda. Um dos e-mails usados para vazar a João Santana dados sigilosos sobre a Lava Jato era iolanda2606@gmail.com. Ele foi criado na biblioteca do Palácio da Alvorada. Leia o relato de Dona Xepa, reproduzido em O Globo: Mônica Moura combinou com Dilma Rousseff um meio seguro de ser avisada sobre o andamento da Operação Lava Jato, em especial no que se referia a ela e João Santana. Mônica Moura, então, criou ali mesmo, no computador da presidente (notebook), na biblioteca do Palácio da Alvorada, um e-mail do Google (Gmail), com nome e dados fictícios, cuja senha era de conhecimento de Mônica Moura, da presidente Dilma e de seu assessor Giles Azevedo, que acompanhou essa parte da conversa (criação do e-mail)
• A última mensagem escrita por Dilma Rousseff para avisar João Santana e Mônica Moura de sua prisão foi: O seu grande amigo está muito doente. Os médicos consideram que o risco é máximo. O pior é que a esposa, que sempre tratou dele, agora está com câncer e com o mesmo risco. Os médicos acompanham os dois, dia e noite. O Brasil só vai se curar quando Iolanda e o Chefe forem presos. 
• Antonio Palocci voltou a conversar com advogados sobre delação premiada, diz a Folha de S. Paulo. E mais: Ele retomou o diálogo com o escritório de Adriano Bretas, que tinha dispensado há alguns dias. E mais ainda: Palocci está na mesma cela que Renato Duque, que é cliente de Bretas e já está fazendo delação
• Lula teve alguns momentos de contradição ou confusão, disse O Globo. Uma dessas situações ocorreu quando o petista relatou um encontro que teve com o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, em Congonhas. Segundo Lula, a reunião havia sido arranjada por meio do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. O ex-presidente contou ter perguntado a Vaccari se ele poderia levar Duque para uma conversa. Pouco antes, Lula havia dito ao magistrado que desconhecia qualquer relação entre Vaccari e Duque à época: Eu sei que tinha porque, na denúncia, aparece que eles tinham. É repugnante. 
• Fernando Haddad cabulou o ato em defesa de Lula, em Curitiba. Segundo o Estadão, o ex-prefeito tem grande respeito por Lula, mas não quer seu nome na lista de adversários da Lava Jato. Em primeiro lugar, o nome de Fernando Haddad está na lista da própria Lava Jato. Em segundo lugar, ele deve ter combinado isso com Lula, porque ele é o plano B do comandante máximo da ORCRIM.

Lula - Moro, vitória destruidora.
É lamentável, a impressão que transmitem: o país está dividido entre lulistas e não lulistas. Longe disso. Existe uma realidade indiscutível e irrefutável: os que dominam diversas formas de expressão, que podem emitir opinião, por qualquer meio de comunicação, esses sim, são lulistas ou anti-lulistas, não fazem analises e tiram conclusões.
Pelo contrário, começam pela conclusão, e aí partem para a analise e chegam a resultados, já antecipadamente estabelecidos. É o que se vê, se ouve, se lê sobre o interrogatório, muito antes dele ter acabado há 24 horas. Com raras exceções.
Lula estava sendo derrotado por pontos, mas como Moro conhecia o assunto em profundidade encurralou o ex-presidente durante 5 horas, com centenas de perguntas minuciosas, que sabia que ele não poderia nem saberia responder.
Enquanto isso acontecia, uma equipe técnica preparava o vídeo, que seria fartamente distribuído para rádios (as primeiras a publicarem), sites, internets, televisões. Algumas destas, arrogantes e presunçosas, informando de forma textual: Fizemos esforço enorme para obter esse vídeo, temos pouco tempo, terminaremos amanhã (Hoje).
Lula estraçalhado
O vídeo transformou a vitória por pontos num inacreditável nocaute. Ninguém esperava que o juiz tivesse a coragem de tornar público o depoimento, imediatamente. Não foi apenas coragem, mas também clareza.
Moro percebeu logo, que a tática ou estratégia (as duas suicidas) de dizer que não tinha conhecimento de nada, ou jogar toda a responsabilidade e a vontade de ficar com o triplex, exclusivamente para a mulher morta, eram caminhos que o levariam ao despenhadeiro. Que foi o que aconteceu.
Lula vitorioso
Ele e os advogados, depois do lancinante massacre, ainda tiveram a audácia de mistificar e marginalizar os fatos, não conheciam ainda os vídeos. Lula: Comparecerei na justiça, todas as vezes que for convocado, para restabelecer a verdade, como fiz hoje. Os advogados, na coletiva, também sem saber dos vídeos: Foi à grande vitória do ex-presidente, que não deixou nenhuma pergunta sem resposta, destruiu todas as acusações.
Como não sou lulista nem anti- lulista, apenas jornalista, com apenas 80 anos de carreira, estou enojado, envergonhado, revoltado. Vou interromper, mas, lógico, não abandonarei o assunto. São tantas as repercussões. Tenho que interpretá-las, incluindo a ideia de ser presidenciável em 2018, que se dissipou. Posso voltar até ainda hoje.
Sergio Moro ganhava por pontos, mas com conhecimento profundo do que acontecera durante 5 horas naquela sala, deu o golpe final e destruidor em Lula. O que ninguém esperava e transformou sua vitória por pontos num indefensável nocaute: a publicação geral e irrestrita do vídeo do interrogatório. Estava tudo sendo preparado minuciosamente, foi distribuído amplamente, para rádios, (as primeiras a (irem a público), sites, internet, televisões). Algumas destas, arrogantes e presunçosas, anunciaram Fizemos esforço enorme para obter estes vídeos, tivemos pouco tempo. Terminaremos amanhã (Hoje). (Helio Fernandes) 

Em vídeo com Aécio e Alckmin, tucanato pergunta: Por onde a mudança começa?
Foi ao ar na noite desta quinta-feira a propaganda partidária do PSDB - dez preciosos minutos em rede nacional de tevê. Na peça, o tucanato fala dos males da política como um médico que, após diagnosticar as necessidades do paciente, manda reforçar a dose do purgante.
Na abertura, o comercial enxerga a moléstia -A distância entre as pessoas e os políticos nunca foi tão grande-, tropeça no óbvio -A política brasileira precisa mudar- e repete a pergunta de US$ 1 milhão -Por onde essa mudança começa?.
No miolo, a propaganda conclui que a saída passa por uma mudança de atitude. E na parte final do vídeo, o PSDB expõe na sua vitrine eletrônica personagens como Aécio Neves e Geraldo Alckmin, investigados na Lava Jato.
O que o tucanato tem para oferecer? O desafio é melhorar a política e melhorar a sua vida, afirma Aécio. E Alckmin: Trabalhar com esforço e humildade para tirar o país da crise.
Sumiram do discurso dos tucanos as críticas aos rivais petistas. Soaria mal. Seria como tocar trombone sob o telhado de vidro. Não se ouviu na propaganda nenhuma palavra sobre ética. Natural. Ninguém é louco de falar sobre corda à beira do cadafalso.
Antes de expor o seu museu de novidades, o PSDB encaixou no comercial um bate-papo de hipotética espontaneidade entre pessoas selecionadas e jovens políticos tucanos. Excluiu-se João Doria da roda. Previsível. Muitos enxergam o prefeito paulistano não como um tucano, mas uma cobra -ou uma espécie de rabo autossuficiente, que se desgruda do padrinho Alckmin e ganha vida própria.
Você já percebeu que daqui a cinco anos o Brasil vai comemorar 200 anos de Independência?, indaga no comercial Fernando Henrique Cardoso, o grão-mestre do tucanato. Já pensou se nesse dia você não precisasse votar contra alguém, mas a favor de alguém. Votar não com resignação, mas com esperança. Para esse dia chegar, é preciso passar o Brasil a limpo. E aprender com os erros…
Os políticos brasileiros não mudaram muito desde dom Pedro I. Talvez precisem de um pouco mais de tempo. No estágio em que se encontra, o tucanato já aprendeu que é errando que se aprende… A errar.
Não faz muito tempo, um presidente do PSDB federal, Eduardo Azeredo, foi emparedado pela revelação de que, em 1998, quando brigava pela reeleição ao governo de Minas, suas arcas eleitorais foram contaminadas por um empréstimo providenciado por Marcos Valério. Em valores da época, coisa de R$ 11,7 milhões, tomado no Banco Rural. Tudo muito parecido com a operação que deu origem ao mensalão do PT.
Azeredo concluiu seu mandato à frente do partido sem ser importunado. Quando o Supremo Tribunal Federal estava pronto para julgá-lo, renunciou ao mandato de deputado federal e foi tentar a sorte nas instâncias inferiores do Judiciário em Minas Gerais. Multi-investigado, Aécio Neves segue a mesma trilha. Preside o PSDB sem ser importunado. Quem ouve FHC falando em passar o Brasil a limpo se pergunta: não seria o caso de iniciar o processo de higienização pelo comando do ninho? (Josias de Souza)

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