16 de abr de 2017

A fome corrupta dos políticos e ....

 photo merde_zpsiftqgqn3.jpg • Juristas e ex-presidentes articulam Constituinte. Não é questão de oportunidade, mas de necessidade, diz Miro Teixeira. 
• Odebrecht, nosso dinheiro a rodo em bolsos corruptos. 
• No jantar com Odebrecht, Fachin autoriza que PGR solicite dados de entrada no Palácio do Jaburu. 
• Polícia e MPF investigam pagamentos de caixa 2 e propina em espécie, após delações da Odebrecht; PF também quer acesso a ministério e ao Senado. 
• La verità! Odebrecht condicionou propina a recebimento de verba oficial. Propina saía das pendências pagas por Dilma à Odebrecht. 
• A relembrar! Esquema da Odebrecht com Itaipava comprou dossiê dos Aloprados do PT. PF apreendeu dinheiro que compraria Dossiê falso contra Serra. 
• Temer: acusações foram constrangedoras e encontros com empresas eram rotineiros. 
• Contratos fictícios, extratos e notas endossam teor de delações. Documentos de ex-executivos da Odebrecht serão usados para provar crimes. 
• Folha adiantou revelações de ex-executivos da Odebrecht. Em junho de 2016, reportagem já informava sobre propinas a Palocci e Mantega. 
• A pudica! Marido de Vanessa Grazziotin recomendou que doação eleitoral fosse via caixa dois. Hum... 
• Tesoureiro de Lula era ávido por dinheiro, afirma delator à Lava Jato. Filippi, tesoureiro de Lula, pressionava a Odebrecht por grana. 
• BNDES: Odebrecht afirma que Lula agiu para ampliar crédito de US$ 1 bilhão em Angola. 
• Cuidado com outro piripaco! O ex-presidente da Construtora Odebrecht Benedicto Júnior afirmou que o ex-governador Anthony Garotinho (PR) e sua mulher, a ex-prefeita de Campos Rosinha Garotinho, receberam R$ 12 milhões em caixa 2 em quatro campanhas eleitorais. Os recursos teriam sido pagos em 2014, quando Garotinho tentou voltar ao governo do estado, em 2008 e 2012, quando Rosinha foi eleita e reeleita prefeita, e em 2010, quando Garotinho se elegeu deputado federal. 
• Os oito ministros citados por delatores da Operação Lava Jato serão investigados por terem recebido pelo menos R$ 48,8 milhões de forma ilegal. 
• A Lava Jato também pegará o Judiciário, diz ex-ministra. Segundo Eliana Calmon, juízes e magistrados ainda estão sendo preservados. 
• Grupo de políticos espera escapar de punição. Não há jurisprudência específica para condenar 31 acusados na Lava Jato. 

• Arsenal 4 vezes mais potente que EUA. Rússia relembra que tem pai de todas as bombas
• A italiana Emma Morano, a pessoa mais velha do mundo e a única ainda viva a ter nascido no século 19, morreu neste sábado (15/04), aos 117 anos, em sua casa na cidade de Verbania, às margens do lago Maggiore, no norte de Itália. 
• Turquia decide hoje limite para poderes de Erdogan. País vota pacote de 18 emendas à Constituição, como o fim do cargo de premiê. 
• Jerusalém redobra segurança antes de Superpáscoa. Páscoa cristã coincide com judaica e ortodoxos celebram junto em 2017. Bomba matou ao menos 90 pessoas, diz Afeganistão. De acordo com o porta-voz da província de Nangarhar, no Afeganistão, bomba lançada pelos Estados Unidos na quinta-feira. 
• Coreia do Norte mostra possível novo míssil em desfile. Em momento de grande tensão internacional, a Coreia do Norte celebrou o 105º aniversário do fundador do país, Kim Il-Sung, neste sábado (15), e mostrou forte armamento. Em desfile pelo centro de Pyongyang, caminhões exibiram um tipo de míssil que ainda não havia sido mostrado ao público. 
• Falha tentativa da Coreia do Norte de lançar um míssil, neste sábado. Falha tentativa do ditador da Coreia do Norte lançar um míssil. 
• Trump ameaça e Coréia do Norte avisa que haverá 'resposta sem piedade'. 
• Na Síria, atentado com carro-bomba mata mais de 100 pessoas em Aleppo. Ataque aconteceu na Síria, perto de um comboio com 75 ônibus que levava refugiados da guerra em direção à Aleppo, deixando mais de 50 feridos. 

A Páscoa e a Esperança Cristã.
O escritor Bernard Bro transcreve em uma de suas obras o anúncio feito publicar na imprensa por um senhor que declarava haver perdido sua joia mais preciosa. Conclamava todos a saírem às calçadas para procurar por ela durante alguns minutos e pedia a quem a encontrasse que a restituísse, porque só para ele mesmo podia ter valor e utilidade. A joia perdida era a sua esperança, sem a qual não estava conseguindo viver. Trata-se de um apelo dramático, que bem reflete a situação de quem vive sem esperança, que é uma triste forma de se deixar morrer.
A maior parte das pessoas não chega a compreender o fenômeno da esperança e da desesperança em suas vidas. Na verdade, lida-se com ele mais ou menos como se se adquirisse um bilhete de loteria, condicionando, ao prêmio, algum conjunto de expectativas pessoais. Não é essa a esperança que dá sentido à vida nem é essa a esperança que se constitui em virtude cristã.
Só pode dar sentido à vida terrena algo que se situe fora dela e que se projete para além dela. Caso contrário, somos grãos de areia no deserto, despojados de qualquer significado pessoal. Se para o grão de areia tal situação não tem importância, para a vida humana com um mínimo de racionalidade ela se converte numa aflição insuportável. Não é outro o depoimento dos filósofos existencialistas e materialistas. E não era outra coisa que bradava o senhor do anúncio transcrito por Bernard Bro.
A esperança do cristão lhe vem da Ressurreição. É São Paulo quem diz que se Cristo não ressuscitou, vã seria nossa fé. De fato, se Cristo não ressuscitou, nossa fé estaria depositada em alguém vencido pela morte; ressuscitado, Cristo é a esperança de nossa própria ressurreição incorruptível - ainda com as palavras de São Paulo.
O Evangelho de Lucas relata o anúncio do anjo aos pastores: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor. Não seria descabido um anúncio semelhante na sexta-feira da Paixão: Morreu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor. No mistério da Redenção, que se completa na Páscoa da Ressurreição, cumpre-se o projeto de Deus para nossa salvação. Seria uma insanidade renunciarmos à Esperança que está envolvida nesse ambicioso projeto divino por algum de nossa própria ambição, levado ao extremo de extraviar nele a única Esperança que efetivamente pode dar sentido à nossa vida.
Feliz Páscoa, leitores! (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor) 

Sumiram os candidatos.
Fosse realizada ampla pesquisa nacional para saber quem decepcionou mais o cidadão comum, em meio às delações reveladas na semana que passou, qual seria o vencedor? Existem os tradicionais, tipo Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, e José Dirceu, condenados cumprindo pena de cadeia, mas o que dizer das vestais até pouco tidas como acima de qualquer suspeita, como Aécio Neves, Geraldo Alckmin, José Serra, Fernando Henrique e outros? Sem esquecer o Lula.
A coincidência é de que nas preliminares dessa consulta, a maior parte é integrada por ex-futuros candidatos presidenciais. Gente que vinha mantendo acesa a chama da esperança e agora, da noite para o dia, sumiram. Deixaram de ser hipóteses futuras. Dificilmente se recomporão.
A dúvida, agora, parece ser a busca de novos pretendentes ao palácio do Planalto. Alguns açodados supõem espaço para João Dória Júnior. Outros imaginam a presidente do Supremo Tribunal Federal, Carmem Lúcia. Por que não o juiz Sérgio Moro? E o ex-ministro Joaquim Barbosa.
O primeiro requisito para integrar essa nova bateria é não fazer parte da lista da Odebrecht ou de outras empreiteiras. De preferência, também, não pertencer a nenhum dos chamados grandes partidos. Experiência administrativa, talvez. Reputação ilibada, certamente.
O problema é o vazio. E o risco de algum aventureiro surpreender. De qualquer forma, não adianta procurar no ministério. (Carlos Chagas) 

Odebrecht anuncia o epitáfio do mito: bon vivant.
As ruas já haviam descanonizado Lula em 2015, quando um gigantesco boneco do morubixaba do PT, vestido de presidiário, passou a ornamentar os protestos contra a corrupção. Os delatores da Odebrecht providenciaram o enterro do mito ao confirmar que Lula deixou mesmo o socialismo para cair na vida. E o dono da empreiteira, Emílio Odebrecht, pronunciou algo muito parecido com um epitáfio: Bon vivant.
Um dos principais provedores dos confortos de Lula, Emílio evocou no seu depoimento à força-tarefa da Lava Jato uma frase que diz ter ouvido do general Golbery do Couto e Silva, criador do SNI e chefe do gabinete militar nos governos Ernesto Geisel e João Figueiredo: Emílio, o Lula não tem nada de esquerda. Ele é um bon vivant.
Em 1968, já lá se vão 49 anos, Lula foi atraído para a militância trabalhista pelo irmão mais velho: José Ferreira de Melo, o Frei Chico. Nessa época, Lula tinha 25 anos. Com a velocidade de um raio, virou diretor de sindicato. Frei Chico era militante do Partido Comunista. Imaginou-se que Lula se enrolaria na mesma bandeira. Engano.
Em entrevista registrada no ótimo livro Lula, o Filho do Brasil, da jornalista Denise Paraná, o pajé do PT afirmaria muitos anos depois: A minha ligação com o Frei Chico é uma ligação biológica. Ou seja, um negócio evidentemente de irmão para irmão. Não tinha nenhuma afinidade política com Frei Chico.
Com Emílio Odebrecht, Lula desenvolveu um relacionamento fisiológico-patrimonial, do tipo uma mão suja outra. Coisa tão profunda que acabou virando matéria-prima para a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Suprema ironia: além de forrar a conta bancária de Lula com os milhões das pseudo-palestras e de providenciar confortos como a reforma do sítio de Atibaia, a Odebrecht bancava até uma mesada de R$ 5 mil mensais para o ex-comunista Frei Chico.
Depois que Lula declarou que, se a Odebrecht resolveu dar R$ 5 mil de mesada para Frei Chico, o problema é da Odebrecht, ficou todo mundo desobrigado de fazer sentido no Brasil. O próprio Lula abusou do vale-tudo semântico ao desafiar qualquer empresário a dizer que ele pediu cinco centavos ou dez centavos em benefício próprio. A conta roda na casa dos milhões, não dos centavos.
Na época em que o Brasil ainda era um país lógico, lealdade e ética não eram sinônimos de submissão e conivência. Nesse tempo, políticos sérios eram leais aos interesses da sociedade, não às conveniências negociais da Odebrecht.
No livro A Ditadura Acabada, quinto volume da extraordinária obra do repórter Elio Gaspari, há um relato sobre a passagem de Lula pela cadeia. Deu-se em 1980, nas pegadas de uma greve que eletrificou o ambiente no ABC paulista. Gaspari obteve a transcrição do interrogatório de Lula.
Verificou-se que o oficial que o inquiriu tinha uma enorme curiosidade. Queria porque queria saber se o preso, na época um líder sindical de mostruário, reunira-se secretamente com Golbery. Lula respondeu que jamais estivera com o general. Supondo-se que disse a verdade, o bruxo da ditadura, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, soou premonitório no comentário feito ao dono da Odebrecht: 'Emílio, o Lula não tem nada de esquerda, é um bon vivant.
Nos 13 anos que o PT passou no poder, Lula fez consigo mesmo o que seus inimigos tentavam há quatro décadas, sem sucesso: desmoralizou-se. Ofereceu em holocausto, em altares como o da Odebrecht, o maior patrimônio que um político pode almejar: a presunção de superioridade moral. Foi para o beleléu aquela aura de diferença heroica que o distinguia. O mito morreu. Reluz sobre a lápide, com o patrocínio da Odebrecht, o epitáfio constrangedor: Aqui jaz um bon vivant. (Josias de Souza) 

Senhor Bispo.
“Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem” (Agostinho, bispo e doutor da Igreja)
Podem anotar que estas mal traçadas linhas não visam criticar ou muito menos combater partidos, filosofias de vida, igrejas ou seitas religiosas. Trata-se apenas de uma censura a uma autoridade pública que está cometendo um abuso.
Levou-me a isto uma nota de jornal que li, informando que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, foi à África do Sul (a notícia não diz o que foi fazer) e lá foi a um culto na Igreja Universal, anunciado como Bispo.
Como sabemos, bispo (do grego antigo επίσκοπος ou episcopos; e do latim episcopus) quer dizer literalmente supervisor, de epi, fim/extremidade + skopos, vista, ou seja, aquele que vê por cima, pelo alto, que supervisiona).
No tempo anterior ao cristianismo, ser um bispo era assumir qualquer atividade administrativa nos âmbitos civil, financeiro, militar e judiciário.
A Igreja Universal, onde Crivella é bispo, foi fundada por Edir Macedo e tem uma organização semelhante às denominações tradicionais e como o sacerdócio evangélico admite mulheres, há o feminino bispa. A hierarquia tem também presbíteros e diáconos, os pastores equivalentes aos padres.
Bem, se Crivella viajou para a África do Sul como prefeito, suas visitas e reuniões deveriam ser realizadas a serviço da municipalidade carioca, para ter suas passagens e estadias pagas com o dinheiro público; se foi como bispo, que a sua igreja pague.
Faço esta cobrança por que lhe dei meu voto quando foi eleito. Confesso que foi por falta de opção; no primeiro turno, nenhum dos candidatos me atraiu pelo partido, postura ou presumível opção ideológica. O Índio da Costa - por ser frequentador do Twitter - recebeu meu voto.
No segundo turno, A vs. B, fui induzido a escolher entre Crivella e Freixo. Não precisei matutar para excluir Freixo, como candidato do Partido Socialista do Leblon. Os autodenominados revolucionários deste partido foram muito bem classificados como socialistas caviar.
O próprio partido, dito de esquerda tem uma atuação que deixa a desejar por acobertar os vândalos Black-Blocs, atuar quase sempre como um puxadinho do PT e, cujos quadros estão fora da lista de Janot, são ótimos de discurso, mas, pelas entidades que dirigem são péssimos administradores.
Assim votei no Crivella, por não ter preconceitos de qualquer ordem, principalmente religiosos. Fui um eleitor entre os 1.700.030.000 votos contra 1.314950.000 que recebeu o seu adversário.
Foi por isto que critiquei Crivella, de pronto, quando insistiu em nomear um filho para a administração municipal, num gesto claro de nepotismo; que foi reforçado depois, dando um cargo para um sócio da filha. E critico-o, enquanto cidadão que paga impostos no município do Rio de Janeiro, sempre que julgar necessário.
Falei outro dia levantando a informação de que a guarda municipal e a própria urbana reduzem seus efetivos nos fins de semana e feriados, e que está sendo implantada no Jardim da Glória uma cracolândia e não me venham reclamar depois por que não será por falta de aviso. A Feira do Lixo que estava se insinuando na Rua do Catete foi reprimida pela Guarda Municipal, embora a sua presença não seja diária.
Enfim, imitando o grande Câmara Cascudo sinto-me um bairrista incurável. Ele escreveu: Não sou nem federal nem estadual. Sou municipal. É o meu caso. Como não tenho um vereador confiável, cobro do Prefeito, e deixo o bispo para seus fiéis. (Miranda Sá) 
Do blog: Marcelo Crivella pregou e cantou em zulu em três estádios da África do Sul, nesta Páscoa. Cantoria em zulu Marcelo Crivella e pregação em três estádios da África do Sul, neste feriado de Páscoa, nas cidades de Joanesburgo, Durban e Cidade do Cabo. O prefeito, que trabalhou por dez anos como missionário em países africanos, vai soltar a voz em... zulu, um dialeto de lá.

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