25 de mar de 2017

São muitos os estragos, ó carne fraca.

 photo 11vzlulaperde_zpszke56bfc.jpgPT tinha pressa de garantir tempo de TV à chapa Dilma-Temer, diz delator. Ex-diretor da Odebrecht fala em R$ 4 milhões via caixa 2 ao tesoureiro do PDT para garantir apoio da sigla; Dificil relator do TSE não dar parecer pela cassação da chapa Dilma-Temer. Se um empreiteiro inventa uma candidatura, ele só pode estar querendo tirar vantagem do mandato. 
• O povo não aceita a decisão discriminatória. STJ libera mulher de Cabral a cumprir pena em casa. Acusada de corrupção, lavagem e organização criminosa, Adriana Ancelmo está presa em Bangu; A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu, na noite desta sexta-feira, uma liminar autorizando a prisão domiciliar de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral. A decisão, de caráter provisório, restabelece o que havia sido decidido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, até que o julgamento do habeas corpus, pedido pela defesa nesta quinta-feira, seja concluído. Presa desde dezembro do ano passado, Adriana é ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro. 
• Basta aplicar a lei. Revelações da Lava Jato não exigem repensar toda a legislação, como querem alguns políticos e alguns procuradores; só requer aplicação exemplar da lei. 
• Lula ataca outra vez Dallagnol: O que aquele moleque conhece de política?
• Por mais verba, centrais podem apoiar Temer em reformas. Sindicatos oferecem reduzir oposição em troca de regulamentação de taxa. 
• Padilha passou endereço para entrega de dinheiro, diz ex-executivo da Odebrecht. José de Carvalho Filho afirma ao TSE que ministro da Casa Civil indicou locais, incluindo escritório de José Yunes, para pagamento de R$ 4 milhões ao PMDB. 
• Marcelo Odebrecht diz que inventou campanha de Dilma em 2014. Empreiteiro afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a presidente cassada sabia do pagamento de despesas de campanha com recursos de caixa 2; ela nega. 
• Primeiro queremos a transparência sra. Presidente. BNDES acha prematuro manifestar-se sobre Operação Carne Fraca. 
• Empresa ligada a Eunício deve à União R$ 8,5 mi. Dívidas previdenciárias estão em nome da Confederal, alvo de recente fase da Lava Jato. 
Questão central é credibilidade, diz enviado da EU. Comissário da União Europeia visita o Brasil na semana que vem em meio à crise após Operação Carne Fraca. 
• Cervejaria tinha conta junto com Odebrecht, diz delator. Era uma burla eleitoral, afirmou ex-executivo sobre participação da Itaipava; 
• Delator diz que Duda Mendonça pediu imóvel à Odebrecht. Marqueteiro levou bufunfa para atuar na campanha de Skaf, diz Mascarenhas. 
• É autoridade? Lula questiona ajuda da PF em filme sobre Lava Jato. Advogados contestam acesso que produção teve a bastidores da operação. 
• Brasil se abstém de condenar Irã na ONU. Quando senador, chanceler Aloysio Nunes criticou mesma posição. 
• Indicados pelos EUA iniciam fiscalização da Odebrecht. Laços entre executivos e acusados de corrupção preocupam advogados.
• Governo quer recall de carne de 3 frigoríficos investigados. Unidades, todas do Paraná, têm 5 dias para cumprir determinação.
• Chamariz? Lucro líquido da Cedae em 2016 foi 52,37% maior do que o de 2015. 

Matança até quando?
Impossível mudar os costumes, que vem da pré-história, acoplados à necessidade sempre justificada pela sobrevivência do ser humano. Tem sido assim e assim continuará, espera-se que não até o fim do mundo.
No entanto… No entanto, não haverá um único cidadão que deixe de horrorizar-se quando vê despedaçadas e dependuradas carcaças e partes de animais, expostas ao consumo geral, mesmo sabendo que pouco depois irão para a mesa na forma de bifes suculentos ou de costelas apetitosas. Menos ainda se livrará do horror quem assiste a degola desses milhões de seres ditos inferiores, mas quem sabe plenos de consciência quando deles se aproxima o golpe final? Basta atentar para como se comportam na fila do abate: os berros são lamentos impossíveis de ser esquecidos.
Choca a imagem das peças de boi nos ganchos dos frigoríficos, sangrando e logo esfaqueadas à espera de novos capítulos da ronda dessa matança permanente. São vidas abatidas em nome da vida dos que irão degluti-los.
Poderia ser diferente? Por enquanto, nem pensar. Raramente fazemos questão de assistir esse festival macabro, exceção dos encarregados dele. A ninguém será dado imaginar a humanidade sem comer carne de animais. Ainda bem que só de animais, pois em tempos imemoriais comia-se também o ser humano. É claro que o sacrifício serve para minorar as agruras dos homens famintos, a começar pelas crianças, mas nem por isso deixa de se constituir em indiscriminada matança.
A crise que assola nossa produção de carne, pelo jeito a maior do planeta, desperta a atenção de quantos são agredidos pelas imagens dos últimos dias. Haveria alternativa, além de desligar a televisão? Ou de cobrir as vitrinas dos açougues? Por enquanto, não. Mas um dia, quem sabe, a Humanidade encontrará sucedâneos para dispensar essa degola, ainda hoje capaz de chocar o ser humano.
Além de tudo, acresce que se ganha muito dinheiro com tal atividade. E até dinheiro podre, da corrupção. Que tal condenar os culpados ao trabalho social da prestação de serviços nos frigoríficos? (Carlos Chagas) 

A revolta e a volta dos bandoleiros.
A um ano e meio das eleições nacionais de 2018, o cenário é desalentador. Está em curso a rebelião dos escroques da República. Em fileira cerrada, ombro a ombro, bandoleiros da oposição e do governo avançam contra as leis penais e eleitorais, qual gatos a livrar e lamber o próprio pelo. As listas de Janot estão recheadas de nomes fortes para disputar vagas no entrevero político do ano que vem. E só um intenso trabalho de resistência às mudanças legislativas, de conscientização e informação poderá prevenir os grandes riscos de que, por escabrosos meios, se reproduzam os mandatos da Orcrim. Ao mesmo tempo, é paradoxal: se entrevistado, o mesmo eleitorado que tenderá a reeleger os quadrilheiros manifestará seu descontentamento com a representação política do país.
A cada pleito, parecem brotar do ventre da terra, para se emaranharem nos altares do poder, personagens cada vez mais interesseiros, mais medíocres, menos honestos, menos comprometidos com o bem comum. Há quem conclua, dessa observação, que a política seja exatamente a lavoura onde se cultivam tais produtos e da qual nada melhor se haverá de colher.
Convido o leitor para uma sincera análise dessa realidade. Quantos eleitores trocam seus votos por dinheiro, rancho, jogos de camiseta, brindes, favores concedidos, ou promessas feitas às respectivas instituições e associações? Quantos votam por preferências clubísticas e esportivas? Quantos se deixam sensibilizar por atitudes assistenciais como distribuição de cadeiras de rodas, óculos, remédios e caixões de defunto? Quantos são conduzidos pela publicidade ou pela presença na telinha e nos microfones? Quantos votam contra algo ou alguém, transformando a eleição num ato de ódio ou protesto? Quantos votam catando do chão um santinho qualquer ou em alguém que lhe seja indicado na boca da urna? Quantos votam porque o candidato é defensor vigoroso de sua corporação? Quantos votam porque o candidato é vizinho, amigo da família, manda cartões de Natal, conseguiu ou diz que vai conseguir emprego ou bolsa qualquer? Ora, eleitores displicentes, interesseiros e venais elegem, simetricamente, políticos omissos, mercenários e corruptos.
Pelo viés oposto, pondere comigo: quantos eleitores têm como exigências a serem simultaneamente cobradas a formação moral e intelectual do candidato, a imagem que construiu com sua história pessoal, seus valores, sua dedicação ao bem comum, sua capacidade de influenciar e liderar outros, suas ideias e propostas para o município, o estado e o país?
Pois é, pois é. Faltam-nos estadistas porque nos sobram votantes com péssimos critérios. No produto dos escrutínios eleitorais, a quantidade de bons políticos eleitos será, sempre e sempre, diretamente proporcional ao número de bons eleitores. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor) 
Depois da tormenta, sempre vem a bonança.

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