5 de ago de 2016

Caçando Pokémons...

 photo o reizinho_zpsy5za3sbp.jpg • Em carta ao país, Dilma irá defender realização de plebiscito. Presidente afastada deve ser alvo da Lava Jato após julgamento no Senado. Bastidor: membros do PT já não pedem mais votos para salvar mandato de Dilma. 
• Por 14 votos a 5, comissão no Senado aprova relatório a favor de impeachment de Dilma. Processo agora segue para análise no plenário da Casa; ele deve ser aprovado por maioria simples para então ser remetido ao STF e julgado novamente. 
• Impeachment vai a plenário em 9 de agosto. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, após reunião com Renan e líderes partidários, definiu que sessão no Senado durará de 15 a 20 horas. Grupos pró e contra chegaram a um acordo e seis testemunhas falarão pela acusação e outras seis pela defesa; Lewandowski define rito de votação do impeachment. Presidente do STF determina apenas seis testemunhas para acusação e defesa em julgamento. 
• Ministro cobra respeito no STF a prisão em 2ª instância. Fachin derruba liminar de Lewandowski e cobra estabilidade do tribunal; que contrariava entendimento da maioria dos ministros sobre o início do cumprimento da pena após decisão de tribunal em 2ª instância. 
• Fazenda adota postura mais dura com Estados. Segundo ministério, regra que proíbe a concessão de novos reajustes e contratação de funcionários estaduais pelo prazo de dois anos é inegociável; equipe econômica tenta conter estragos após concessões.
• Saques da poupança somam R$ 1,1 bi em julho, menor retirada do ano. Resultado continua negativo no acumulado do ano, com uma fuga de investimentos de R$ 43,7 bilhões. 
• Rodrigo Maia acerta com governo ajuste fiscal simplificado para estados. Presidente da Câmara cede às pressões do Judiciário e dos tribunais de conta estaduais para tentar aprovar projeto que regulamenta a renegociação das dívidas, em troca de corte nas despesas com pessoal. Meirelles também recua para ver proposição aprovada. 
• Moro reitera crítica ao projeto que pune abuso de autoridade. Proposta sugerida por Renan Calheiros (PMDB-AL) está entre as prioridades de votação no Senado e lista 29 situações em que policiais, membros do Ministério Público e magistrados podem ser punidos. 
• Brasil dá início à maior Olimpíada mergulhado no pior da recessão. Rio-2016 começa com esporte brasileiro embalado por sonho de virar potência. 
• Dinheiro público manterá equipamentos após Jogos. Parque Olímpico custará ao menos R$ 59 mi por ano aos cofres públicos.
• Efetivo maior tenta amenizar falhas no plano de segurança. Crise política e problemas na gestão de recursos levaram programa a ser revisto. 
• Itamaraty dispensa licitação e gasta R$ 2,7 mi em festas. Valor inclui ceia para chefes de Estado e alimentação para equipe de apoio. Festa à base de gambiarra falará sobre paz e ecologia. Diretores afirmam que orçamento é inferior aos de cerimônias anteriores. 
• Crise corrói patrimônio dos donos do grupo Odebrecht. Balanço de empresa que controla conglomerado mostra perda de R$ 1,1 bi; Odebrecht quer explicar detalhes sobre pagamento de propinas e caixa 2. Odebrecht prestou depoimento ontem, mas delação não está fechada. De acordo com a Folha, a Odebrecht precisou tirar no ano passado 1,1 bilhão de reais das suas reservas, para tocar o barco. É o equivalente a 8% da fortuna pessoal dos controladores do grupo, estimada em 13 bilhões pela revista Forbes. É pouco. 

• FBI prende 46 integrantes da máfia italiana Cosa Nostra nos Estados Unidos. Detidos que atuavam em Nova York, Springfield, Massachusetts e Flórida são acusados de diversos crimes em território americano, como o tráfico ilegal de armas e conspiração para cometer assaltos seguidos de extorsão. 
• Egito afirma ter matado líder de grupo afiliado ao Estado Islâmico no país. Wilayat Sayna foi grupo responsável por assumir autoria de ataque que derrubou aeronave russa com 224 a pessoas a bordo no final de 2014. 
• Atiradores matam 13 pessoas em mercado em Estado do nordeste da Índia. 
• França debate como regular sua comunidade islâmica. Governo fechou 20 mesquitas desde dezembro sob suspeita de radicalização. 
• Mercosul ficará ao menos mais duas semanas sem chefia. Em reunião, sócios-fundadores não chegam a consenso sobre Venezuela. 
• A filha mais nova de Barack Obama, Sasha, trabalha no caixa de um restaurante de Martha's Vineyard no início das férias. 
• EUA se opõe à extradição de clérigo turco Gulen. 
• Ataque deixa um morto e cinco feridos em Londres. 

Proximidade da guilhotina afasta o PT de Dilma.
Nada mais comum do que confundir convivência com amizade. Sobretudo no caso de Dilma Rousseff, cujo convívio com o PT decorria mais de uma imposição de Lula do que de afinidades genuínas. A proximidade da guilhotina trouxe à tona a verdade. O PT toma distância de Dilma porque sempre foi para ela um grupo de amigos todo feito de inimigos.
Rui Falcão, presidente do PT, informou que a legenda não apoiará, por inviável, a proposta de realização de um plebiscito sobre a antecipação das eleições presidenciais. Peça de resistência da carta que Dilma prometeu divulgar aos brasileiros, o plebiscito entra na retórica de Falcão no rol dos artifícios para tentar enganar quem não vai ser enganado.
Reunida num instante em que Dilma é encaminhada para o patíbulo, a cúpula do petismo se absteve de sair em defesa de madame. Já era previsível que a comissão de impeachment do Senado aprovasse relatório pró-deposição, disse Falcão para justificar o silêncio da Executiva do PT.
No momento, o PT tem uma prioridade mais urgente do que Dilma. Organiza o lançamento de uma publicação em defesa de Lula, que tem Sérgio Moro a perscrutar-lhe os calcanhares de vidro. Sem Dilma, o PT sobrevive. Sem Lula, a legenda perde a alma.
Dilma é, hoje, um fardo para o PT. E vice versa. Por sorte, a votação do impeachment no Senado é aberta. Se o voto fosse secreto, muitos petistas talvez votassem a favor da lâmina. Para a maioria dos seus companheiros, Dilma soou oportunista quando disse num par de entrevistas que o PT precisa fazer uma autocrítica por ter adotado práticas da política tradicional. (Josias de Souza) 

Quer gostem ou não do Lula... 
O PT vive seus piores dias, menos por haver tornado públicas suas diferenças com Dilma Rousseff, mais porque foi para o espaço a proposta de antecipação das eleições presidenciais este ano. O partido perdeu a chance de retornar imediatamente ao poder, o que aconteceria se a candidatura do Lula emplacasse agora. Porque apesar do desgaste óbvio do ex-presidente, que até em réu se transformou, não adianta discutir com a notícia: candidato em eleições nacionais, o primeiro companheiro leva chance. Tanto faz se com eleições antecipadas ou em 2018.
Não é necessário ser partidário da candidatura do ex-torneiro-mecânico para reconhecer a evidência de sua pole-position. As elites fervem de raiva diante dessa previsão. Até porque o Lula cometeu uma série de desatinos, antes e em especial depois que deixou o palácio do Planalto. O primeiro foi ter escolhido Dilma Rousseff como sucessora. O segundo, de haver concordado com a reeleição de Madame, quando o lugar era dele. Junte-se a ampla relação de erros o tal apartamento triplex, o sítio de Atibaia e as incestuosas relações do ex-presidente com empreiteiros e governos africanos. Tudo isso é reconhecido e tira votos do Lula, mas, mesmo assim, sua posição na corrida sucessória é privilegiada. Não junto às elites, quer dizer, a classe média alta, o empresariado, a grande mídia, os banqueiros e sucedâneos. Eles tem motivos para abominar o fundador do PT, como também possuem interesses escusos para elogiar o atual modelo econômico e social de Michel Temer e de quem vier a ser lançado na disputa sucessória em nome dos privilégios do capital, contra as necessidades do trabalho. Na realidade, sustentam a volta ao regime de Fernando Henrique e tantos outros antes dele. Não querem o Lula por medo de que, com todos os seus defeitos, ele represente os excluídos e os trabalhadores, que são maioria.
Em suma, aceitando ou abominando esse diagnóstico, a realidade é essa, dela se beneficiando até o combalido PT. Tanto que o nome do Lula já começa a percorrer os meandros e desvãos das preliminares do eterno embate entre a minoria privilegiada e a maioria de novo excluída, mas que decide eleições. É isso aí, quer gostem ou não do Lula... (Carlos Chagas) 

A burrice dos detalhes acidentais.
Homem, mulher, negro, branco, hetero, homo, etc: como a burrice acidental esconde e destrói a verdadeira essência do ser humano!...
Repassando as reflexões abaixo, pela propriedade e acerto de suas afirmações... (Márcio Dayrell Batitucci) 
Gênero e/ou cor/etnia... e situação nacional.
Nem tudo postulado por alguém é assinável por outrem...
Claro e óbvio!
Como são os ditos de Reinaldo Azevedo
Mas pode - às vezes até deve... - ser pensável por mim e você.
Refletir sobre algo não contamina... nem filosófica nem ideologicamente...
Será o caso da matéria a seguir encaminhada, ipsis literis.
Ciranda a envia como subsídio para reflexão sobre o que/como se passa neste nosso Brasil.
Ser homem; ser mulher; ser negro; ser branco; ser gay; ser hetero; outros seres; e a competência... por Reinaldo Azevedo.
Complementando: Mao Tsé Tsung, então governante chinês, disse uma vez que a ele pouco interessava a cor do gato; interessava, isto sim, que ele comesse ratos...
Ser homem não é categoria de pensamento. Ser mulher não é categoria de pensamento. Ser branco não é categoria de pensamento. Ser negro não é categoria de pensamento. Ser gay não é categoria de pensamento. Ser heterossexual não é categoria de pensamento.
Notem que, por enquanto, falo em tese apenas. Nenhuma dessas condições garante competência a quem quer que seja. 
Uma política estúpida implementada por um negro será tão estúpida quanto uma política estúpida implementada por um branco.
O dinheiro público desperdiçado por um homem infelicita os pobres do mesmo modo que o dinheiro desperdiçado por uma mulher. A estupidez não tem cor. 
A estupidez não tem sexo. A estupidez não tem preferência sexual.
As ditaduras mais sangrentas da Terra hoje são comandadas por negros. Que infelicitam a vida de outros negros. A cúpula nazista estava lotada de homossexuais. Ernst Röhm, um gay assumido, comandou a SA, a tropa de assalto nazista. Acabou sendo eliminado pelos próprios parceiros de ideologia, tão inconvenientes, brutais e contraproducentes eram seus métodos.
Mas agora quero pensar a questão na realidade aplicada. 
Dilma é branca e mulher. E conduziu o país à falência, à maior crise de sua história. Seu ministério refletia, em tese, a suposta diversidade do Brasil. E olhem a areia em que estamos.
Todo pensamento tem consequências e implicações. 
Os que pretendem dizer que o ministério Temer é ruim porque nele não há mulheres e negros teriam de admitir, então, que o Brasil só foi à breca porque governado por uma mulher, com o auxílio de negros e de outras mulheres.
Um raciocínio como esse seria aceitável? Não! Um raciocínio como esse seria apenas um lixo moral, como lixo moral é a gritaria promovida agora por feministas, racialistas e intelectuais. São uns farsantes: antes de cada um exibir essa condição, todos eles são, na verdade, petistas de carteirinha.
O melhor chefe de estado e de governo hoje do mundo é uma mulher: chama-se Angela Merkel, chanceler da Alemanha. Ela não pensa como homem. Ela não pensa como mulher. Ela pensa como governante da Alemanha, a maior economia da Europa e uma das maiores do mundo.
Eu não estou interessado em saber o que as pessoas têm entre as pernas quando em pauta estão assuntos de estado. Ou qual é a cor de sua pele. Eu estou interessando em saber o que elas têm dentro da cachola.
Com os miolos que tem, Merkel faz o governo que faz.
Com os miolos que tem, Dilma fez o governo que fez. (Reinaldo Azevedo) 

A Síria é um matadouro!
Um folheto da ONG internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), sobre o dramático momento atual na Síria, está sendo distribuído a nível nacional.
Segundo a MSF, após cinco anos de conflito na Síria, mais da metade da população perdeu a vida, teve que fugir ou precisa de urgente ajuda humanitária.
São 13,5 milhões de pessoas que necessitam de assistência humanitária, 6,5 milhões de deslocados internos, 4,5 milhões alocados em áreas sitiadas, 4,2 milhões de refugiados que inundaram países vizinhos, 58% dos hospitais total ou parcialmente fechados e mais de 250 mil mortos no conflito. Nesta guerra foram mortos 700 membros das equipes médicas e 177 hospitais destruídos.
Uma cruel radiografia do atual momento pode ser obtida nas palavras da presidente internacional do MSF, Dra. Joanne Liu: Entre 1,6 e 1,9 milhão de sírios estão sitiados, sem poder escapar de ataques aéreos aleatórios e devastadores. Eles precisam desesperadamente de suprimentos médicos, alimentos e outros itens essenciais. Hoje a Síria é um matadouro. Somos testemunhas de um fracasso global coletivo.
O que o dito mundo civilizado fez, até agora, em prol de um cessar fogo na Síria, foi muito pouco ou teve efeito prático nulo na região.
As cenas de refugiados em desespero morrendo nas águas do Mar Mediterrâneo são comoventes e nos envergonham como seres humanos.
Em nossos dias, atentados em locais públicos contra civis inocentes, são a arma preferida dos que querem aterrorizar o mundo com práticas bárbaras.
O único país não árabe que faz fronteira com a Síria é Israel e, apesar da tensão na região, cabe registrar o trabalho humanitário que vem sendo prestado pelo exército de Israel, na área fronteiriça, onde foi montado um hospital de campanha para atendimento de emergências a sírios gravemente feridos.
Desde 2013, cerca de 2.000 vítimas do país árabe foram atendidas em hospitais do Estado judeu. Muitas delas, em estado grave, foram transferidas para o hospital da Galiléia Ocidental, em Naharia, uma cidade situada ao lado da fronteira com o Líbano. Segundo o porta-voz do exército de Israel, apenas 20% dos feridos eram homens em idade militar.
As organizações internacionais vem dedicando muita atenção a outros temas, como problemas climáticos, produção de alimentos, acordos comercias, controle de armas nucleares e etc.
Para os sírios, vítimas diárias de um inominável matadouro, parece restar pouco esforço humanitário e muita munição assassina.
A postura destruidora na Síria tem o mesmo DNA dos terroristas palestinos, infiltrados da Cisjordânia, que esta semana metralharam civis israelenses na maior metrópole do país, Tel Aviv, uma cidade considerada a mais libertária do Oriente Médio, matando quatro pessoas e ferindo gravemente mais de uma dezena, enquanto celebravam a vida num dos restaurantes do local.
O terror não deve sair vitorioso pela indiferença mundial ao sacrifício humano nos matadouros de civis inocentes! (Osias Wurman, cônsul honorário de Israel no RJ) Aqueles que nos magoaram fizeram apenas o que sabiam fazer, em função das condições de suas vidas. Se não perdoarmos, permitiremos que essas mágoas antigas continuem a nos dominar. (Wayne W. Dyer)

Nenhum comentário: