20 de jul de 2016

Tudo é olímpico no país...

 photo pokeacutemon_zps3leum1ek.jpg • Pesquisa CNI/Ibope: retorno da CPMF é rejeitado por 77,8% do país. 
• Governo Temer lança programa Criança Feliz'ao custo de R$ 2 bilhões ao ano. 
• BC define hoje a taxa de juros; será primeira decisão sob Goldfjan. Novo presidente substituiu Tombini. 
• MPF pede a Moro condenação de Bumlai na Lava Jato. Primeiro-amigo de Lula é acusado de corrupção e lavagem. 
• Governo revê segurança após atentado na França. Ministro do Gabinete de Segurança Institucional promete tomar novas providências após ataque em Nice. 
• A imprudência de Celso de Mello. Lauro Jardim registra que a decisão do decano do STF contra a prisão de condenados em segunda instância já está fazendo estragos pelo país. O habeas corpus que pede a libertação de o ex-governador de Roraima Neudo Campos cita, como jurisprudência, a decisão de Mello que contrariou o plenário STF. 
• Lei pode impedir novos bloqueios do WhatsApp. O WhatsApp foi bloqueado em todo o Brasil na tarde desta terça-feira, mas uma decisão do STF já determinou a volta do aplicativo. A suspensão no país, que aconteceu três vezes, motivou a redação de um projeto de lei. Nele, o senador José Medeiros (PSD-MT) pretende impedir que aplicativos possam ser bloqueados por meio de ordens judiciais; Lei pode impedir novos bloqueios do WhatsApp. O WhatsApp foi bloqueado em todo o Brasil na tarde desta terça-feira, mas uma decisão do STF já determinou a volta do aplicativo. A suspensão no país, que aconteceu três vezes, motivou a redação de um projeto de lei. Nele, o senador José Medeiros (PSD-MT) pretende impedir que aplicativos possam ser bloqueados por meio de ordens judiciais; Governo quer regular acesso a dados do whatsapp. Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, vai enviar projeto ao Congresso; presidente da Câmara planeja acelerar texto que veta bloqueio. 
• Bens bloqueados: Secretária de Renan Filho é acusada de quase 500 crimes em Alagoas. Foi prefeita de Piranhas (AL).
• Maia levará decisão sobre CPI da UNE para o plenário da Câmara. Cassação de Cunha pode ser votada na segunda semana de agosto, diz Maia. Presidente da Câmara vai discutir definição da data com líderes partidários. Quórum baixo pode comprometer votação em plenário. Deputado tenta convencer colegas a votarem três vezes por semana em agosto.
• A Rede não poderá apresentar candidatos nas eleições de outubro. A Justiça Eleitoral do Rio decidiu aplicar resolução do TSE que obriga os partidos a ter CNPJ. Parece surreal, mas a Rede não tem. Cabe recurso. 
• Caso Carli Filho: sete anos de mistério e impunidade. Acusado de ter matado dois jovens no trânsito, ex-deputado estadual manobra na Justiça para escapar da punição em um caso marcado por denúncias de sumiço de provas, perseguição e até ameaça de morte no Paraná. Aqui
• Descoberta de arquivos de banco da propina abre caminho para delação da Odebrecht. Em depoimento à Justiça Federal, responsável por programa que registrava pagamento de propina afirma que dados estão em servidor reserva na Suíça. Investigadores acreditavam que informações haviam sido apagadas. 
• Uso do FGTS para empréstimos consignados só deve sair em setembro. Nova linha deveria estar em vigor desde março, mas ainda depende de um sistema de operação da Caixa. 
• Temer quer parcerias com setor privado nos Correios. No modelo estudado, a estatal venderia parte do controle de subsidiárias. 
• TCU vê risco financeiro em 74% das distribuidoras de luz. 
• Endividadas, empresas não cumprem programas de investimento, diz tribunal. 
• SUS oferecerá remédio que pode prevenir a infecção pelo HIV. 
• Com entrada de investidor estrangeiro, rali na bolsa mira os 60 mil pontos. Economia passa pela maior recessão da história, mas otimismo no exterior embala o mercado. 
• Caixa Econômica Federal eleva teto de financiamento de imóveis para enfrentar a crise. A partir do dia 25, instituição passa a financiar imóveis de até R$ 3 milhões. O percentual financiável também vai sofrer alterações e passará de 70 para 80% no caso de unidades novas, e de 60 para 70% no caso dos usados. 
• Prejuízo do Petros com investimentos em empresas chega a R$ 6,7 bilhões. Conselho fiscal da fundação dos funcionários da Petrobrás questiona forma de contabilidade feita com investimento em Eldorado Celulose e rombo poderá aumentar em R$ 1,1 bilhão; no total, o déficit do Petros foi de R$ 23 bilhões. 
• Ausência da Rússia no Rio traria grandes impactos. Modalidades como ginástica rítmica, ginástica artística, nado sincronizado e atletismo seriam os mais afetados com possível suspensão. 
• Ex-ministro Paulo Bernardo diz à PF que não recebeu propina. Ex-ministro sugere que advogado se valeu de seu nome e pode ter ficado com dinheiro. 
• Processo do mensalão mineiro é interrompido. Decisão do TJ-MG foi a pedido da defesa do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, réu na ação.

• Presidente francês diz que 15 feridos em Nice estão entre a vida e a morte
• Com racha, partido ratifica Trump como candidato. Donald Jr. representou delegação de NY, cujo apoio garantiu votos necessários; Republicanos confirmam Trump como candidato. Encontro consagra o nome do bilionário de Nova York, que disputará a presidência com Hillary em novembro; Os autores do discurso de Melania Trump copiaram palavra por palavra o discurso de Michelle Obama... 
• Turquia pede extradição de líder religioso. Erdogan fala com Obama sobre expulsão de Fethullah Gülen. Religioso defende-se: Erdogan foi envenenado pelo poder. Gülen seria articulador do golpe de sexta. 
• Rússia acusa agência dos EUA de tentar tirar país de Jogos. Sergei Lavrov critica órgão norte-americano antidoping de fazer conspiração. 
• Até 50% dos alimentos vai para o lixo, diz ONU. Projetos levam comida feia para mesa de pessoas de baixa renda. 

Ida e volta no caos.
Instalados em seus estados, mais do que viajando pelo exterior, deputados e senadores viverão, com as exceções de sempre, um recesso singular. Quando agosto chegar, certamente voltarão a Brasília Na bagagem, a evidência da orfandade. No caso, a consciência de que nenhum laço liga-os ao eleitorado. De nada valeu aquilo que realizaram no primeiro semestre, e com um pouco de sinceridade, também nos anos anteriores. Poucas vezes se tem visto tamanha dissociação entre mandantes e mandatários.
Próximo de 13 milhões de desempregados, com um custo de vida em ascensão meteórica, os encargos fiscais aumentando na proporção geométrica, o país lhes terá voltado as costas. Suas Excelências, se não sentirem desprezo, pelo menos receberão indiferença. Às vésperas das eleições municipais de outubro, não perceberão da parte de suas bases o menor sinal de interesse pelos resultados. Muito menos apelos pelo cumprimento do dever parlamentar, de promover soluções para as agruras a envolver a sociedade inteira. Sentir-se-ão como zeros à esquerda de uma comemoração para a qual não foram convidados. Mesmo a limitada confiança recebida no tempo da eleição se terá dissolvido na descrença. Será grande a descrença de que poderão, em 2018, repetir as performances de dois anos atrás.
Jamais alcançou essas dimensões o vácuo entre o Congresso e o povo. Nivelados pelo denominador comum do mútuo abandono, os congressistas terão tempo para meditar sobre o tempo perdido, assim como seus eleitores a respeito da inutilidade de insistir no modelo ultrapassado a nós deixado pela pasmaceira anterior.
A conclusão dessas incompletas e frágeis considerações só pode ser uma. Nem os 301 deputados e os 81 senadores de volta ao Planalto Central conseguirão encontrar ânimo para prometer alterar o quadro de depressão existente entre nós. (Carlos Chagas) 

A Verdade sobre o Escola Sem Partido.
Resolvi escrever esse texto devido às inúmeras mentiras que tenho visto circular na internet sobre o Projeto Escola Sem Partido. É o desespero dos doutrinadores. Alguns, apenas distorcem as palavras do projeto e divulgam. Outros, nem o leram e passam as mentiras adiante. Típico de internet.
Estudei em colégio particular e público, universidade particular e pública também, e durante minha vida acadêmica, os professores só me mostraram um lado da moeda. Aquele clássico: o capitalismo é malvado, o socialismo é bonzinho, a necessidade da luta de classes, e o sócio-construtivismo. E por isso, durante grande parte da minha vida, eu odiava os Estados Unidos sem saber o porquê, também achava que o capitalismo era a raiz de todos os males e, quando entrei na universidade, comecei a achar que a religião, inclusive a minha, era o ópio do povo.
Como aluna de pedagogia, fui muito criticada quando defendi o ensino tradicional, pois todos os professores só concordavam e aceitavam a abordagem construtivista. Sabendo dessa lavagem cerebral que acontece dentro das salas de aula é que o projeto Escola sem Partido afirma que deve haver o reconhecimento da vulnerabilidade do educando como parte mais fraca na relação de aprendizado. Afinal, o aluno ainda está formando seu caráter, e o professor não pode se aproveitar da audiência cativa dos alunos para promover seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias.
Sei que a maioria dos brasileiros, apesar de gostar de discutir sobre política, não tem o hábito de ler leis, a maioria nunca nem tocou na constituição, e existem alunos de Direito que não sabem em que ano ela foi escrita. Mas, diante da minha indignação, venho aqui para mostrar a verdade sobre o Projeto.
Eu, como participante da faculdade de educação da UERJ, já presenciei dos meus colegas argumentos como: o projeto ameaça nossa profissão, é a lei da mordaça, não tem como lecionar sem apresentar ideologias. Mas o que é ideologia, afinal? Ideologia é a reunião das certezas pessoais de um indivíduo, de um grupo de pessoas e de suas percepções culturais, sociais, políticas, etc. Então, de acordo com o projeto, eu, como professora cristã, não poderei ensinar a um aluno espírita que minha religião é melhor que a dele, por exemplo. E isso é errado? Claro que não! Meu dever não é de evangelizar em sala de aula, não é de converter o aluno a um lado ou outro. Esse é um papel da família.
Outro argumento que ouvi foi: O projeto é contra o senso crítico e debates de assuntos polêmicos. O Projeto defende a neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado, neutralidade política não significa que o projeto é contra o senso crítico; pelo contrário, ele quer que seja apresentado e discutido os dois lados da moeda: ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa - isto é, com a mesma profundidade e seriedade - as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito da matéria. O professor pode ser de esquerda ou de direita, mas não pode impor o que ele pensa como verdade absoluta, nem prejudicar o aluno caso ele não concorde com sua posição política: “o professor não favorecerá, não prejudicará e não constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.”
Afinal, o que tem de tão assustador no projeto para ter tanta mobilização contra ele?
A resposta está no livro Maquiavel Pedagogo de Pascal Bernardin. O autor reúne documentos e pesquisas que mostram que a doutrinação que acontece na educação atual é decorrente de uma revolução pedagógica proposital com a finalidade de mudar os valores das pessoas e implantar uma nova sociedade.
No livro, é apresentado o documento publicado pela UNESCO com o nome A Modificação das Atitudes. Nele estão listados os seguintes objetivos: realizar uma transformação profunda na sociedade, modificar as atitudes na educação para conseguir uma reconversão ou uma reeducação dos valores, manipular a cultura, entre outros, ou seja, é uma reforma cultural. E para conseguir chegar nesses objetivos, os métodos que a UNESCO descreve ser necessário usar são:
- Buscar auxilio político, midiáticos dos formadores de opiniões, ou seja, usar blogueiros, artistas, políticos;
- Ampliar o poder e influência de ação de grupos, pois grupos separados são vistos como algo bom para a revolução cultural enquanto que a família é vista com efeito negativo sobre a criança;
- Programas de ações desenvolvidas para os pais, para conseguir que eles façam parte da revolução e não atrapalhem o trabalho da escola;
- Formação ativa e direcionada para os professores, para que os professores aprendam a doutrinar.
A UNESCO afirma que para que essas mudanças sejam implantadas na sociedade é preciso bloquear outros canais de transmissão de valores, como a família, ou seja, segundo eles, deve-se tirar o poder de educar dos pais e transferir para o Estado. E perceba que é exatamente contra isso que o Escola Sem Partido está lutando quando afirma: O professor respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.
A revolução busca submeter o indivíduo ao Estado tanto em seu comportamento quanto em seu psiquismo e ser, ou seja, aumentando a permanência da criança na escola, a influência do professor e o poder do Estado sobre a escola, o Estado conseguirá controlar os valores das pessoas e seus comportamentos. É o admirável mundo novo de Aldous Huxley.
O Escola Sem Partido, como o nome mesmo diz, é apartidário e por isso causa tanto medo naqueles que tem como objetivo de transmitir somente suas ideias políticas e doutrinadoras aos alunos. Você não precisa ser de direita para concordar com o projeto, precisa apenas ser honesto. (Jenifer Castilho, estudante de Pedagogia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro) 

Renovação no PT ou uma limpeza olímpica?
A mais recente pesquisa da Datafolha, nesta semana, dá ao Lula a vitória no primeiro turno contra qualquer um dos outros possíveis candidatos presidenciais, em 2018. Não adianta brigar com a notícia, mesmo sabendo que no segundo turno o resultado poderá ser diferente, apesar da contradição.
Tratou-se de um refrigério para os companheiros, que se encontravam no fundo do poço. A dois anos da eleição, não há certeza de nada, mas, pelo menos o ex-presidente está no páreo.
O importante na tomada de opinião está nos demais concorrentes. Nem Aécio nem Alckmin e José Serra se destacam. A distância entre cada um deles e o primeiro companheiro é significativa, apesar de o segundo turno embolar o meio campo. Daqui até a decisão tudo poderá acontecer, mas a vantagem fica com o Lula, que há algum tempo vem dado sinais de pretender concorrer. Não pode ser tido como marginalizado, tanto faz a inclinação de quem se debruça sobre esses resultados.
Registra-se invulgar movimentação entre os adversários do PT para alijar de vez o ex-presidente, e motivos até existem para isso. Afinal, foi o responsável pela débacle econômica do país, tendo escolhido Dilma Rousseff para sucedê-lo e permitido que Madame se elegesse uma segunda vez. Mesmo assim, lidera a pesquisa inicial, evidência impossível de ser negada.
Claro que alterações de vulto fazem-se necessárias para o futuro imediato. Começam por ampla renovação no PT. Desmoralizado e exangue, o partido dificilmente aguentará o tranco de uma sucessão com seus atuais quadros. Tem gente sobrando, em termos de desgaste. Será preciso uma limpeza olímpica, fundamental mas incômoda para o Lula. Além da disposição de afastar a sombra da corrupção que vem de trás. (Carlos Chagas)

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