26 de jul de 2016

Imposível acreditar...

 photo arremeso_zpsoflbbcqs.jpg • Tocha Olímpica chegará ao Rio nesta quarta-feira. 
• VLT do Rio começa a ter cobrança de passagens; tarifa é de R$ 3,80. Pagamento tem de ser com bilhete eletrônico validado pelo passageiro. A partir de 2 agosto, quem não pagar a passagem poderá ser multado. 
• Vila Olímpica tem 600 novos trabalhadores em força-tarefa. Ação ocorre após equipe australiana se negar a ocupar prédio na Vila dos Atletas por considerá-lo inabitável. Metade dos prédios da Vila Olímpica não está pronta. Comitê diz que acabamento e limpeza serão concluídos até quinta-feira (28). 
• Vacina contra a dengue é liberada para venda no país por até R$ 138. Não há previsão de distribuição nacional pelo SUS. 
• PEC do Teto dos Gastos pode ser aprovada neste ano, prevê base aliada. Prioridade do governo, proposta só poderá entrar em vigor em 2018 se não for votada até dezembro. 
• Ministros admitem possibilidade de aumento de impostos. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, admitiram que se o Congresso não aprovar a PEC dos gastos pode haver aumento de impostos. 
• Governo cede ao lobby e empresas aéreas continuarão a explorar a clientela. Veto de Temer mantém empresas estrangeiras longe do mercado. Temer cumpre acordo com o Senado e veta 100% de capital externo em aéreas. Companhias só poderão ter até 20% de participação estrangeira, como é hoje; decisão será publicada no DO. 
• Delator Flávio Machado, em 2008, cita pressão de Berzoini por propina ao PT. Segundo ex-executivo da Andrade, petista cobrou 1% de contratos da empresa com o governo em 2008. 
• Elton Negrão de Azevedo Júnior, outro ex-executivo da empreiteira Andrade Gutierrez que prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro, nesta segunda-feira (25), afirmou que todo o mercado da construção civil sabia das propinas pagas para o fechamento de negócios junto à Petrobras. Ele é acusado dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e chegou a ser preso na 14ª fase da Operação Lava Jato, mas foi solto em fevereiro deste ano, após fechar um acordo de delação premiada. 
• Sete nadadores russos são excluídos da Olimpíada. Por histórico de doping, atletas foram vetados pela Federação Internacional de Natação (Final) da disputa. 
• Antecipação do 13º de aposentados é formalizada. Benefício será efetuado em duas parcelas e a 1ª corresponderá a até 50% do valor do mês de agosto. 
• Julgamento de ação contra a chapa Dilma-Temer deve ficar para 2017, diz Gilmar Mendes. Segundo o presidente do TSE, pode ser que haja nova avaliação depois do acolhimento de provas. Se resultado não sair até dezembro deste ano, não haverá possibilidade de eleição direta para Presidência; Gilmar Mendes diz que fim de financiamento privado foi um salto no escuro; Para presidente do TSE, eleição municipal será experimento institucional e é preciso reforma. 
• Número de empresas inadimplentes cresce 12,34% em junho. Apesar da desaceleração nos últimos meses, crescimento dos calotes continua expressivo. 
• Primeira parcela do 13º de aposentados e pensionistas custará R$ 18,2 bilhões. Mais de 29 milhões receberão o abono; depósitos começam dia 25 de agosto e vão até 8 de setembro. 
• Governo pode controlar gás natural no lugar da Petrobras. Ideia é criar operador e garantir fornecimento após estatal vender gasodutos. 
• TSE: eleitorado brasileiro aumenta 4% em relação a 2012. Eleições municipais deste ano terão 144 milhões de eleitores. Eleitorado com direito a voto facultativo, de pessoas entre 16 e 18 anos, foi reduzido em cerca de 700 mil votantes.
• Temer veta ampliação para até 100% de capital estrangeiro nas aéreas. Regra atual, que permite fatia de até 20%, continua; governo quer retomar as discussões. 
• Dilma diz que não vai à abertura dos Jogos. Petista afirma que não quer aparecer em posição secundária na cerimônia. 
• Sequestradores exigem R$120 milhões de resgate pela sogra brasileira de Ecclestone em SP. Aparecida é sogra de Ecclestone, o bilionário da Fórmula 1. 
• Procon: juros do cheque especial vão a 13,46% ao mês em julho. 
• Governo de Minas sabia de obra em barragem que ruiu em Mariana. 
• Casos de estupro crescem no Estado de São Paulo e na capital paulista. Registros passaram de 4.532 no primeiro semestre de 2015 para 4.736 em 2016, resultando em alta de 4,5%, segundo Secretaria de Segurança Pública. 
• Acionista da Oi vai à Justiça contra decisão do conselho de administração. Nelson Tanure quer convocar assembleia para alterar composição do colegiado da empresa. 

• Hillary precisa ser eleita, diz Sanders em convenção. Bernie Sanders é vaiado por seus apoiadores ao pedir votos para Hillary Clinton. Negros e latinos esperam repetir com Hillary coalizão que elegeu Obama. Meio-irmão de Obama votará em Trump. Michelle Obama diz que é natural uma mulher ser presidente dos EUA. Democratas vendem Hillary como 3º mandato de Obama. Candidata precisará convencer eleitor de que pode promover mudanças. 
• Epidemia de zika vírus na Colômbia chega ao fim, dizem autoridades. 
• Polônia prende iraquiano por posse de explosivos. Homem foi detido na véspera da Jornada Mundial da Juventude e pode ser condenado a até 8 anos de prisão.
• Homem com faca invade clínica, mata 19 e fere outras 45 pessoas. 
• Ao menos um refém morto em tomada de reféns em igreja da França. 
• Irã desmente presença de três membros da Al-Qaeda em seu território. 
• Justiça da Turquia ordena a detenção de 42 jornalistas. Acusação é a de que eles são suspeitos de participar da tentativa de golpe. 
• Ataque do al-Shabab na capital da Somália deixa 13 mortos. Carro explodiu e tiroteio aconteceu perto do aeroporto Aden Adde. 

Apagou a luz e foi dormir.
Só faltava ele. Agora não falta mais. A referência é para Henrique Meirelles, que acaba de ameaçar o país com novo aumento de impostos. Disse que se o Congresso não aprovar a proposta de criação de um teto para os gastos públicos, logo teremos aumento de impostos e de juros por longo período. O resultado será a interrupção do crescimento.
Com todo o governo empenhado na gastança pré-impeachment, o ministro da Fazenda era voz isolada a seguir a ortodoxia de não gastar mais do que arrecadar. Acaba de aderir à prática de lavar as mãos e ameaçar com o aumento de impostos e juros caso os gastos públicos não se interrompam antes de chegar ao limite do desequilíbrio.
O problema é que essa distorção vem sendo comandada pelo presidente da República. Para garantir a aprovação definitiva do afastamento de Dilma, Michel Temer vem liberando todo o tipo de aumentos salariais e de despesas abusivas. Parece até que já bateram de frente, o ministro e o presidente.
Assim, Meirelles optou pela saída mais fácil: saltar de banda e empurrar as consequências da interrupção do crescimento para o próprio governo. Esqueceu as promessas de que impediria a elevação de impostos. Fechou o círculo, apagou a luz foi dormir.
É fácil imaginar sobre quem recairão os ônus da interrupção do crescimento e do equilíbrio nas contas públicas: os mesmos de sempre. Os assalariados e os menos favorecidos, vítimas dos mecanismos capazes de transferir para outros as despesas decorrentes da improbidade de seus planos e programas.
O ministro condenou-se ao acrescentar ter feito a opção errada, não tendo controlado a evolução da dívida pública. A etapa seguinte será culpar Michel Temer. (Carlos Chagas) 

Considerações Sobre o Escola Sem Partido.
Vamos ao básico, o que é o Escola Sem Partido? O Escola Sem Partido (ESP) é uma organização civil que tem 2 propostas: 1) combater a doutrinação ideológica nas escolas; e 2) oferece um projeto de lei (que se resume a colocação de um cartaz em sala de aula) para combater a doutrinação ideológica ocorrida dentro da sala de aula.
Existem várias críticas ao ponto 2 acima, mas ninguém minimamente honesto critica o ponto 1. O fato é que existe um problema sério: muitos professores doutrinam (em vez de ensinar) os alunos. Existem exemplos vários de professores que defendem dentro de sala de aula que o partido político A é melhor do que o B, que o candidato A é melhor que o B. Isso é simplesmente inaceitável. Não é função do professor fazer defesa de partidos políticos dentro de sala de aula. Também existem exemplos vários de livros que fazem apologia a regimes ditatoriais como Cuba, ou ainda enaltecem movimentos claramente ilegais como o MST. Também existem exemplos de apostilas que pretendem ensinar crianças a se masturbar. Evidente é que tais abusos devem ser denunciados e combatidos. Um professor de português deve ensinar português, não deve gastar tempo de aula enaltecendo candidatos de sua preferência política. Lembre-se, estamos falando de crianças!!! Não cabe a um professor fazer propaganda política para crianças de 10 anos de idade!
Quanto ao ponto 2 a questão é mais complicada. Certamente pode-se discordar da eficácia de um cartaz dentro de sala de aula alertando para os deveres do professor. Mas é fundamental compreender que o ESP não cria nada de novo no ordenamento jurídico (se o conjunto de leis A engloba o conjunto B, então não há como B ser restritivo). Todas as medidas sugeridas pelo projeto de lei do ESP já estão amparadas na Constituição Federal. Isto é, o argumento de que estariam sendo criadas mais leis está incorreto. Pode-se questionar a inadequação de se criar uma lei que já está contida em outra, mas não que criou-se um ambiente mais restritivo do ponto de vista legal. E, lembre-se, tudo que o ESP propõe é um cartaz em sala de aula com os deveres do professor (você realmente considera isso algo que iniba o desenvolvimento do aluno?).
Você pode ainda argumentar que o melhor seria o debate amplo de ideias entre alunos e professores. Bom aqui existe uma diferença entre o mundo real e a imaginação de alguns. Você realmente acredita que um aluno de 8 anos de idade consiga debater com um professor de 40 anos? Você realmente acredita que o aluno não sofre pressão para se adequar ao ponto de vista do professor? Eu tenho doutorado em economia, mesmo no doutorado os alunos têm medo de confrontar os professores. Você acredita mesmo que um aluno que mal sabe ler teria a presença de espírito, o conhecimento, e a coragem que pessoas mais bem formadas não têm?
Você pode argumentar ainda que o melhor é acabar com o Ministério da Educação e promover uma educação descentralizada sem a presença do Estado. Meus amigos liberais gostam dessa ideia, mas você conhece alguma proposta real nesse sentido? Existe alguma chance dessa proposta liberal vir a ser posta em prática nos próximos 10 anos? Enquanto isso a doutrinação estará andando a passos largos nas escolas, formando um conjunto de eleitores cativos que defenderão a continuidade da doutrinação (basicamente porque foram doutrinados para isso), num regime democrático isso representa cada vez mais votos para os adeptos da doutrinação escolar.
Desnecessário dizer que o ESP não se aplica a faculdades ou universidades. E desnecessário dizer que esse projeto mira a educação pública. Escolas privadas confessionais por exemplo não estão abrangidas. E sim, é possível que o ponto 2 seja capturado pelos inimigos da sociedade aberta e intensifique ainda mais a doutrinação no futuro. Isso é a característica de qualquer proposta: ela sempre poderá ser pervertida. Para evitar isso só existe um remédio: a vigilância contínua. Não adianta achar que outros (ou o Estado) irão fazer a tarefa que cabe a você.
Por fim, você pode argumentar que o melhor mesmo é que os pais fiquem atentos a doutrinação escolar. Que sejam os pais dos alunos que devem ir às escolas cobrar respeito pela educação de seus filhos. Sim, concordo com você! Acho que no final do dia essa tarefa é dos pais, e o Escola Sem Partido, ao divulgar a gravidade do problema, contribui para isso. Você pode discordar do ponto 2 do ESP, mas o ponto principal do Escola Sem Partido é o ponto 1. A base do ESP é combater a doutrinação escolar das crianças, para tanto oferece um instrumento, mas se você tem outra sugestão então ajude nessa batalha.
Pare de dizer que é contra o ESP, pois geralmente você é contra o ponto 2 (projeto de lei), mas apoia o ponto 1 (que é o cerne do ESP). Diga: eu apoio o ESP, mas discordo do projeto de lei que ele propõe para resolver o problema. Em resumo, eu combato a doutrinação ideológica que ocorre nas escolas (seja por meio do professor, seja por meio do livro didático). (Adolfo Sachsida, Doutor em Economia (UnB) e Pós-Doutor (University of Alabama) orientado pelo Prof. Walter Enders. Lecionou economia na University of Texas - Pan American e foi consultor short-term do Banco Mundial para Angola. Atualmente é pesquisador do IPEA.)
Somente os sábios enxergam o óbvio. (Nelson Rodrigues)

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