19 de jul de 2016

Gestão ou gestação, parto difícil...

 photo utilidades_zpsdndllvph.jpg • Bolsa sobe pela 9ª sessão seguida e atinge o maior patamar em 14 meses. Ibovespa fechou acima dos 56 mil pontos e renovou a máxima do ano; dólar caiu e fechou a R$ 3,24. 
• Aeroportos têm filas em 1º dia de nova fiscalização. Com aperto nas medidas de segurança, passageiros enfrentam atrasos em Congonhas e Santos Dumont. Anac lamenta filas e pede colaboração dos passageiros
• Empreiteira pagou R$ 2,5 milhões a Erenice Guerra, aponta laudo da PF. Erenice foi ministra da Casa Civil de abril a setembro de 2010, quando deixou o cargo em meio a denúncias de que fazia lobby para empresas no ministério.
• Metade dos brasileiros é contra a Olimpíada do Rio, diz Datafolha. 
• Eleições 2016: PMDB recua e já flerta com o PT visando eleições municipais. PMDB recua e libera alianças com PT na eleição municipal. 
• STF nega pedido de Lula para anular gravações; Teori vai analisar áudios. Até a análise do ministro, Moro terá de separar e manter sob sigilo as interceptações com políticos com foro. 
• Caixa vai passar a financiar imóveis de até R$ 3 mi. Após quatro altas seguidas nos juros dos financiamentos, banco também estuda a adoção de taxas menores. 
• Ex-ministro que perseguia não-petistas, Antonio Patriota é premiado. Desastre como chanceler, Patriota ganha belo cargo em Roma. 
• STF suspende quebra de sigilo de ONGs determinada por CPI da Funai. Lewandowski suspende quebra de sigilo de ONG's investigadas. 
• Não repassar consignado é mais grave do que pedaladas, diz promotor. Investigação vê forte indícios de que AP, RJ e TO tenham retido recursos para contornar crise. 
• Ações da Petrobrás têm alta de mais de 4% com mudança de estratégia. Guinada fez analistas do banco UBS compararem estatal petroleira à fênix que ressurge das cinzas
• Governo estuda vender fatia da Eletrobrás em Belo Monte. O governo está estudando vender a participação da Eletrobrás na usina. hidrelétrica de Belo Monte como parte do Plano B para assegurar o cumprimento da meta fiscal. 
• Maia mantém ato de Maranhão e anula CPI da UNE. Novo presidente da Câmara diz que não há fato determinado para investigação e nega acordo com PCdoB. 
• Corte de gastos provoca divergências no governo. Equipe econômica e núcleo político vivem queda de braço e divergem tanto sobre o tamanho do corte no Orçamento quanto sobre quais áreas serão atingidas; articuladores de Temer defendem corte seletivo. 
• Estado Islâmico planejou ataques no Brasil, afirma agência francesa. Brasileiro estaria por trás do planejamento dos ataques que deveriam ocorrer durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro. A facção terrorista Estado Islâmico, também conhecida por Daesh ou ISIS, responsável pelos recentes atentados no aeroporto de Istambul e de Paris no ano passado, havia planejado novos ataques contra delegação da França durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, informou um novo relatório oficial da agência de inteligência do governo francês nesta quarta-feira (13). Suspeito de ação terrorista é encaminhado para a Polícia Federal. A informação foi anunciada pelo chefe da Direção de Inteligência Militar (DRM), general Christophe Gomart, durante uma audição, em maio, na comissão parlamentar de luta contra o terrorismo, responsável por investigar os atentados de 2015 na França. Na ocasião, os ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmico e deixaram 130 pessoas mortas. O episódio é considerado um dos mais sangrentos da história recente do país. Há indícios de que um brasileiro poderia estar por trás dos ataques, assegurou Gomart em declaração aos parlamentares. Não se sabe se o brasileiro estaria sendo treinado remotamente ou em bases locais do Estado Islâmico no oriente médio. De acordo com a agência ANSA, é provável que ele estivesse fora do Brasil e já tenha sido detido. 
• Vizinhos do crime: O Antagonista já denunciou aqui a reforma milionária no apartamento ocupado por Fábio Luís Lula da Silva, no condomínio Hemisphere, na Av. Juriti, em Moema (SP); O apartamento de luxo está em nome de Jonas Suassuna; O Antagonista descobriu agora que o filho de Lula tem como vizinho de prédio o publicitário petista Giovane Favieri, dono da VBC (NDEC); Bumlai envolveu Favieri e seu sócio Armando Peralta no empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões do Banco Schahin. A dupla já foi citada em escândalos de corrupção anteriores, como nos dos governos Zeca do PT (MS) e do Dr. Hélio, em Campinas; Na Lava Jato, os investigadores também descobriram repasses de uma produtora de Favieri e Peralta para a agência de João Santana. 
• Marcelo Odebrecht topou continuar na cadeia. Seu advogado retirou o pedido de liberdade impetrado duas semanas atrás. Segundo a Folha de S.Paulo, a Lava Jato deu duas alternativas a Marcelo Odebrecht: ou retirava o pedido de liberdade, ou estavam encerradas as tratativas para o acordo de delação premiada. O empreiteiro optou pela delação. A reportagem acrescenta que tanto expoentes da situação como da oposição serão citados, como Lula e José Serra. Os primeiros relatos sobre a delação de Marcelo Odebrecht sinalizavam que ele pouparia Lula. Mas tudo mudou de lá para cá. 
• Olimpíadas da latrina: O biólogo Mário Moscatelli circulou pelas lagoas que margeiam o Parque Olímpico na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e chegou à conclusão de que, pelo menos uma delas, a Lagoa de Jacarepaguá, está morta. Isso tudo virou uma grande latrina. Em locais lindos, em que poderia haver ecoturismo, produção pesqueira, prática de esportes aquáticos e até a frequência de banhistas, o que se vê hoje é um grande valão pútrido, disse ao portal Terra. Vivemos no Rio um estado de terrorismo ambiental. Isso é o legado dos Jogos! Moscatelli sentiu náuseas ao percorrer o local. A política brasileira é nauseabunda. 
• Ministério público do trabalho investiga condições de saúde e segurança em frigoríficos da JBS no sul. Operações levaram à interdição parcial de unidade da empresa no RS e instauração de inquérito em SC. 
• Caixa vai elevar teto de financiamento de imóvel para R$ 3 mi. Banco também aumentará cota máxima de valor financiado para comprar imóveis novos e usados. 
• Greve de auditores provoca estragos na zona franca de Manaus. Cerca de 700 contêineres de componentes importados aguardam liberação no porto. 
• CNI/Ibope: Medo do desemprego bate recorde e é maior desde 1999. Temor de ficar sem trabalho devido à recessão saltou 4,2% em 1 ano. 

• Governo russo manipulou testes de doping em praticamente todos os esportes, diz investigação. Países pedem exclusão total da Rússia da Olimpíada; russos já foram impedidos de competir no atletismo. 
• Brasileiros declaram apoio ao ei antes da Rio-2016. Informação foi divulgada por agência italiana; grupo jurou lealdade ao califado em rede social. 
• Pena de morte avança no parlamento da Turquia. União Europeia e EUA mandam alerta a Erdogan e dizem que 'estado de direito' no país deve ser respeitado. 

Reformas de mentirinha.
Funcionando no Congresso, são 27 partidos. Autorizados a existir, mesmo a título precário, somam 35. Não há quem possa citá-los todos, uns e outros. Mesmo assim, certeza não há de que a cláusula de barreira venha a ser aprovada. Já sofreu duas derrotas, uma no Legislativo, outra no Supremo Tribunal Federal. A redução do número de partidos é unanimidade no país inteiro, mas na hora de aprovar projeto nesse sentido, a maioria pula fora, por solidariedade a quantos seriam punidos pela supressão de suas legendas.
Quando vier, se vier, a reforma política será pífia.
Muito menos para a reforma previdenciária e a reforma trabalhista. A reforma fiscal, só se for para aumentar impostos.
Em suma, não vai mudar nada, em termos de alterações de vulto nas regras do jogo político-partidário. O país seguirá com virtudes e defeitos em sua legislação.
A razão é simples: não são essas as preocupações do cidadão comum, infenso a enxugar gelo. Para acoplar a ação administrativa com os anseios nacionais seria preciso escalonar prioridades: combater o desemprego através da criação de frentes públicas de trabalho, por exemplo.
Do que necessitamos é de iniciativas capazes de minorar os efeitos da crise que nos assola. Jamais de perfumarias.
A natureza das coisas
A primeira sondagem da Datafolha a respeito da próxima sucessão presidencial, divulgada esta semana, revela o Lula na frente, no turno inicial. O companheiro bate, em sucessivos arranjos, Aécio Neves, Marina Silva, José Serra e Geraldo Alckmin, além de outros menos falados. Quando os dois primeiros vão para o segundo turno, o jogo dá empatado.
O que significam esses números? Que por enquanto prevalece a natureza das coisas, em momento algum revelando preferências, mas a simples constatação impossível de ser negada. (Carlos Chagas) 

O suicídio da América.
A realidade está mais louca do que a ficção. Assim sendo, a ficção tem de ser muito mais louca do que a realidade. A destruição ambiental, a sordidez mercantil, a estupidez no poder, o fanatismo do terror, em suma, toda a tempestade de bosta que nos ronda está muito além de qualquer crítica. O mal é tão profundo que denunciá-lo ficou inútil.
Essa anomalia da vida atual aumenta a tradicional paranoia ocidental, principalmente nos Estados Unidos. E aí surge um estranho fenômeno que tento entender: a vontade de salvar o país e um desejo simultâneo de destruí-lo. A América parece querer suicidar-se. Por exemplo, a possibilidade do Trump ser presidente já é um filme de horror. Se esse rato for eleito, aí sim, o mundo pode acabar.
Também na cultura americana, são impressionantes os filmes de ação e catástrofe que destroem o país ou o mundo, produzidos por Hollywood. É estranho; imaginem o cinema francês destruindo Paris sem parar, invadido por alienígenas (aliás, como os terroristas), ou o cinema brasileiro arrebentando o Pão de Açúcar e o Corcovado! Eles acham isso normal. E lucrativo. Vejam os filmes dos últimos anos: Independence Day 1, Godzilla, Armagedon, Terremoto - A Falha de San Andreas, 2012, Impacto Profundo e tantos outros.
Por que esse amor e ódio? Creio que vêm de uma insatisfação da vida americana atual, uma grande angústia nacional. A América não sabe mais o que dizer sobre si mesma. Os Estados Unidos eram a cultura da certeza. O paraíso americano era a perfeição do funcionamento. Com o 11 de Setembro, junto com as torres, caíram também a arrogância e o orgulho da eficiência. Será que esta é a causa desse ataque doentio contra si mesmos?
Pensando nessas coisas deprimentes, fui ver o novo Independence Day. Não gostei e concordei com críticos que dizem que o filme é tolo. Um deles diz: assistir a alienígenas explodindo de forma espetacular não é desculpa para passar duas horas no ar condicionado.
Tenho visto muitos filmes de ação. Já sou entendido nas missões impossíveis, nas porradas, nas cidades destruídas, nas armas assassinas. Nunca o cinema foi tão útil para esquecermos o mundo atual e nunca os filmes foram tão brutais para, pelo avesso, exorcizar o medo da morte.
Na sala de cinema, sinto-me dentro de uma máquina de sensações programadas. Não há mais tempo para um filme ser visto, refletido, com choro, risos, vida. No escuro, mergulho em suspense, em prazeres sádicos, em assassinatos explosivos, em vinganças sem fim, narrados como uma ventania, como uma tempestade de planos (cenas) curtos, nunca mais longos do que 4 segundos, tudo tocado por orquestras sinfônicas plagiando Ravel para cenas românticas ou Stravinski para violências e guerras.
O conflito é permanente, de modo a impedir o espectador de ver seus conflitos internos. Não podemos desgrudar os olhos da tela. O desejo dos produtores é justamente apagar o drama humano dentro de nossas cabeças.
Os filmes comerciais antigos apelavam para a comoção das plateias, estórias onde o bem era recompensado, onde o amor movia personagens, onde chorávamos ou riamos desde o Gordo e o Magro até Hitchcock. Logo depois da Guerra Fria, os filmes mostravam uma América em frenética lua de mel consigo mesma. Obras primas como Cantando na Chuva foram feitas apenas por razões comerciais. Os musicais da Metro eram a felicidade democrática.
Hoje, passamos por emoções que nos exaurem como se fôssemos personagens dentro daqueles mundos em 3D, de pedras e balas que voam e nos fazem em pedaços espalhados pela sala, junto com os copos de Coca Cola e sacos de pipocas. Somos pipocas nesses filmes. É uma nova dramaturgia de Hollywood: a estética do videogame, onde a personagem principal não é mais o outro, mas nós mesmos, com o joystick na mão e nenhuma ideia na cabeça.
Os roteiros são feitos em computador, de modo a encher cada buraco, para que nada se infiltre na atenção absoluta. E, mais importantes que as personagens, são as coisas em volta. Sim, as coisas. Personagem é só um pretexto para mostrar o décor. E o décor é um grande showroom dos produtos americanos: maravilhosos aviões, supercomputadores, a genialidade técnica lutando por algum bem inexplicável, porque a ideia de futuro esmaeceu. Assim, não importam mais nem o enredo, nem o roteiro; só o gozo da cena.
Antigamente, sofríamos durante a trama, esperando que os heróis fossem felizes no final. Hoje, sabemos que tudo vai acabar bem, mas nos fascinam mais os infernos que eles terão de atravessar, para chegar a um desfecho fatalmente bom. A catarse chegará, mas antes temos amputações, bazucas estourando peitos, bombas, rios de sangue. Na vida americana, como nos filmes, perdeu-se a ideia de sentido. O happy end é coisa dos anos quarenta.
No entanto, acho novidades nisso tudo. Num mundo sem rumo, na América dividida, a tecnologia está criando uma nova estética. Acabou a linearidade narrativa e, com a visão de mundo desencantada, em meio à avalanche brutal de informações, está surgindo uma nova forma de profundidade superficial.
Uma espantosa nova linguagem não linear, polissêmica, surgiu e cresce como um transformer, nas telas do mundo. Parece até uma vanguarda tecnológica emergindo entre os efeitos especiais cada vez mais audaciosos. Talvez, daqui para a frente, só essa língua dará conta de nossa solidão, de nossa fome de ilusão.
Agora, mesmo falando essas coisas, confesso que adoro os filmes da Marvel. Já vi alguns blockbusters de extraordinária imaginação wagneriana. Avatar, por exemplo, Batman, ou a obra prima Thor, já fazem parte de uma nova escola estética. Não falo de nova arte ou uma nova cultura, pois isso já denotaria a ideia de finalidade, de meta a ser atingida. Falo de um caos maravilhoso que nos submirja para sempre num presente inexplicável. (Arnaldo Jabor) 

O complexo de bebês dos brasileiros.
Eu me pergunto por que brasileiros adoram chorar, fenômeno francamente observável entre atletas.
Em 2008, em Pequim, eu estava na entrevista coletiva de César Cielo, que havia acabado de conquistar a medalha de ouro olímpica nos 50 metros livres. Ladeado por dois nadadores franceses, prata e bronze, o sujeito desatou a chorar para a surpresa dos rivais e dos jornalistas estrangeiros. Por que ele está chorando se acabou de ganhar o ouro?, me indagaram.
Eu poderia ter dito que as lágrimas eram por causa do esforço de uma vida, das dificuldades que Cielo teve de enfrentar para chegar à vitória suprema, mas respondi que ele chorava porque era brasileiro -- e brasileiros choram copiosamente na alegria e na tristeza. Apesar de estranha, era a resposta mais honesta a ser dada naquele momento.
É claro que estrangeiros vertem lágrimas quando ganham ou perdem, mas a frequência do choro entre nós é bem mais alta do que o admissível ou suportável. Ontem, por exemplo, a seleção de vôlei masculina foi derrotada pela Sérvia na disputa pelo título da Liga Mundial -- e teve marmanjo em quadra chorando para chuchu, apesar de o time ser vencedor em inúmeros campeonatos e torneios.
De tanto me perguntar sobre o assunto, criei a teoria de que os brasileiros choram muito porque sofrem do que chamaria de complexo de bebês. Na falta de linguagem, bebês desatam a chorar por ser a única maneira de chamar a atenção para algum desconforto. Em nossa afasia nacional, temos um enorme déficit de linguagem para tudo, inclusive para explicar e expressar objetivamente perdas e conquistas.
O complexo de bebês comporta igualmente um permanente estado de desamparo. Quando perdemos, queremos voltar para o colo da mamãe distante ou imaginária. Pior: quando ganhamos, também. É como se nos fosse vedado andar com as nossas próprias pernas, ser independentes. Afinal de contas, quem cresce não tem mais o colo materno para aninhar-se. O choro demonstra, dessa forma, a necessidade de continuarmos infantis.
Brasileiros adoram chorar e gostam de ver outros brasileiros debulhando-se em lágrimas. A televisão é prova disso: quando há gente chorando em noticiários ou programas de auditório, a audiência dispara. Eu cheguei a pensar que se tratava de sadomasoquismo, mas hoje acho que gostamos de ver refletido no outro a incapacidade de julgarmos racionalmente e a vontade de chafurdarmos no retardamento psicológico.
Eu duvido de que amealharemos dez medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, mas tenho certeza de que vamos chorar bastante. (Mario Sabino) 

Pesquisas reveladoras.
Pesquisas eleitorais - As recentes pesquisas de intenção de votos, divulgadas neste final de semana, trazem informações extremamente interessantes. Mais: no meu entender, olhando o Brasil e Porto Alegre, especificamente, a fotografia eleitoral do momento revela algumas surpresas.
Pesquisa Datafolha - Brasil - Começando pelo Datafolha, que divulgou uma nova pesquisa eleitoral para eleição presidencial, causa surpresa o crescimento das intenções de voto no ex-presidente Lula, que simplesmente lidera o primeiro turno da disputa, com apreciáveis 22%. 
22% de fanáticos - Ainda que a pesquisa mostre que Lula não ganharia no segundo turno, o que mais causa estranheza e/ou preocupação é que depois de todas (e não foram poucas) as falcatruas mostradas e provadas até agora, quanto ao envolvimento de Lula em centenas de casos de corrupção, sem falar na má administração do país, é difícil entender como pode haver 22% dos eleitores satisfeitos com a tanta destruição. 
Deus - Ah, antes que algum leitor mais desatento diga que a preferência por Lula é fruto do Bolsa Família é bom que leia com atenção o que produz tamanha intenção de voto no petista. Nos relatórios aparece, claramente, o poder de persuasão dos sindicatos e corporações, que juram de pés e mãos juntos que Lula é Deus. 
#VEMPRARUA 31/7 - Eis o oportuno texto escrito pelo pensador Paulo Moura, com o título: Não ao acordão dos corruptos! #VEMPRARUA 31/7.
O juiz Sérgio Moro destaca-se como um magistrado diferenciado entre seus pares. Tirando-se os corruptos e corruptores da conta Moro é unanimidade entre os brasileiros. Você sabe o que o diferencia dos demais juízes e por que ele adquiriu esse destaque?
Porque ele estudou a fundo a operação Mãos Limpas na Itália, que, nos anos 1990, nasceu da investigação das relações promíscuas entre o Banco Ambrosiano (Vaticano), a Máfia e a loja Maçônica P2 e terminou devastando o sistema político italiano ao levar à extinção os partidos Democrata Cristão, Socialista e Comunista, imersos na corrupção. Além disso, Moro estudou as estratégias de defesa dos advogados que anularam, por erros técnicos de condução das investigações operações como a Satiagraha e Castelo de Areia, por exemplo.
Por esta razão, mais de 90% dos procedimentos de Moro foram avalizados pelas instâncias superiores do judiciário ao serem questionados pelos caros advogados dos corruptos e corruptores em busca de brechas para livrá-los da cadeia por artimanhas jurídicas amparadas em eventuais falhas processuais.
Muito embora a operação Mãos Limpas seja vista mundialmente como um case de sucesso, o fato é que boa parte de seu efeito saneador foi neutralizado, posteriormente, pelos políticos italianos.. De que forma isso foi feito?
Basicamente, por uma estratégia que envolveu ações de comunicação visando convencer a opinião pública de que houve exagero por parte Justiça, somadas a ações legislativas visando flexibilizar as leis de combate à corrupção para construir condições para a impunidade dos criminosos.
Tudo indica que a mesma estratégia está em curso no Brasil, contando, para o sucesso dessa empreitada, com a desmobilização da população e a perda de foco dos movimentos cívicos que levaram milhões de brasileiros às ruas em 2014, 2015 e 2016 para derrubar o governo corrupto do PT através do dispositivo constitucional do impeachment.
Essa mobilização de milhões de pessoas por mais de dois anos seguidos, num processo complexo de idas e vindas, incertezas e sofrimento, parece ter cansado o povo brasileiro. Depois da aprovação da abertura do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados ocorreu uma visível desmobilização, estimulada pela subsequente confirmação da tramitação do processo no Senado por maioria de dois terços. Em seguida, operadores políticos do presidente Temer têm divulgado, frequentemente, que o governo já contabiliza, pelo menos, 60 votos favoráveis à aprovação da impugnação do mandato de Dilma Rousseff, dando entender que a remoção de Dilma está garantida.
Incapazes de antever o curso dos acontecimentos, as neófitas lideranças dos diversos grupos que, em todo o Brasil, convocavam o povo às ruas nos dois anos anteriores com foco unificado no impeachment de Dilma, passaram a bater cabeça em torno do que fazer. Bandeiras difusas, causas menores, divergências e brigas passaram a acontecer no seio desses movimentos, no ambiente interno dos grupos virtuais através dos quais foram debatidas e organizadas as ações de rua em prol do impeachment nos anos anteriores.
Aproveitando-se da confusão e desmobilização dos movimentos cívicos a aliança dos corruptos firmou um acordão, se reorganizou e traçou sua linha de ação adotando a mesma estratégia que, na Itália, foi utilizada para neutralizar os efeitos da operação Mãos Limpas: desmobilizar protestos, mudar a percepção da opinião pública, e, em seguida, mudar a legislação visando facilitar o trabalho dos advogados de defesa dos bandidos.
Ao observador atento, talvez tenha passado desapercebido o conjunto de ações em curso visando atingir esse objetivo. Vejamos então, uma breve lista:
a) Tentativa de reversão da decisão do STF, que, acatando sugestão do juiz Sérgio Moro, aprovou a prisão imediata de condenados em segunda instância;
b) Decisão do recém-eleito presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), de impedir a prorrogação das investigações da CPI do Carf a pretexto de pacificar a Casa;
c) Tentativa de sepultar as CPIs da UNE e da CUT que devem investigar o destino de milhões de reais doados pelos governos petistas a esses aparelhos do PT e do PCdoB;
d) Tentativa de modificar a legislação sobre a colaboração premiada de modo a impedir a aceitação da delação de indivíduos presos;
e) Tentativa de modificar a legislação sobre condução coercitiva de modo a restringir seu uso pelas autoridades policiais;
f) Tentativa de constranger juízes procuradores e policiais mediante aprovação de uma legislação que pode caracterizar como abuso de autoridade procedimentos adotados pelas operações Lava Jato; Zelotes e Acrônico, por exemplo;
g) Substituição de delegados da Polícia Federal que integram a operação Lava Jato, transferindo delegados experientes e com domínio das investigações por outros;
h) Investigação e intimidação judicial de líderes dos movimentos cívicos pelo crime de simples exercício da liberdade de expressão;
i) Aprovação de legislação que autoriza juízes a receber remuneração secreta por palestras patrocinadas por empresas ou instituições, em evidente tentativa de institucionalizar a prática da compra de impunidade pela corrupção legalizada de juízes.
Não subestimemos a criatividade dos nossos corruptos e corruptores. É possível que essa lista seja mais extensa.
Listadas assim, em seu conjunto, essas iniciativas evidenciam uma clara estratégia em curso, somente possível de se concretizar pela existência de três condições básicas:
1) A operação Lava Jato está terminando e o juiz Moro não pode julgar políticos com mandato. O julgamento dos corruptos com mandato demorará a ocorrer, pois acontecerá no STF, onde acumulam-se processos que a própria suprema corte admite não ter estrutura para agilizar (sem falar no surgimento de referências a juízes corruptos no STJ e STF, por delatores premiados);
2) A Desmobilização da sociedade brasileira e perda de foco dos movimentos cívicos que convocaram o povo às ruas em 2014, 2015 e 2016;
3) A existência de uma -acordão dos corruptos-, que envolve e cúpula de todo o sistema político (governo e oposição), advogados e setores do judiciário.
Essa é a questão central da política brasileira hoje, do ponto de vista do cidadão pagador de impostos.
Se o acordão dos corruptos atingir seus objetivos, tudo o que foi feito nos últimos anos pelo povo brasileiro nas ruas será jogado no lixo e não terá valido nada! O juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato já disseram inúmeras vezes que, sem apoio da opinião pública, nada teria acontecido.
O que é necessário para os corruptos e corruptores saírem-se vencedores?
Simples: basta que você fique quieto e não saia às ruas para protestar.
Em 31/07 tem manifestação. Mexa-se! (GSPires) 
A capacidade pouco vale sem a oportunidade. (Napoleão Bonaparte)

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