16 de jun de 2016

Cotidianos não param...

• Delator envolve Temer e mais 24 políticos em esquema de propina. Segundo ex-chefe da Transpetro, interino negociou R$ 1,5 milhão a Chalita. Presidente interino afirma que relato de Sérgio Machado é inverídico; Se tivesse cometido delito, não teria condições de presidir o Brasil, diz Temer. 
• Votação final sobre Cunha deve ocorrer só em julho. Demora pode favorecer deputado afastado, pois Congresso estará esvaziado. 
• Câmara aprova redução de IR para remessas ao exterior. Com a medida, taxa passa de 25% para 6%, até o limite de R$ 20 mil ao mês. 
• Pedido de prisões põe PMDB contra Dilma de vez. Pedido de prisão de Renan-Jucá-Sarney sacramenta impeachment. 
• Não escapa ninguém: Em delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse ao Ministério Público Federal que, além de abastecer as contas do PMDB, a propina que foi desviada da estatal também serviu para financiar campanhas de políticos de outros partidos. Machado relata propina a políticos do PT, PCdoB e PSB. Jandira, Luiz Sérgio, Heráclito e Vaccarezza: R$1,5 milhão. 
• Barbosa, Berzoini, Giles e mais 10 garantem quarentena remunerada. De quarentena, este trio vai continuar ganhando sem trabalhar. 
• Operação Zelotes: CPI do Carf deve convocar ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. 
• Governo propõe teto de ao menos nove anos para gastos. Projeto muda as atuais regras para as despesas com educação e saúde. 
• Número de policiais assassinados no Rio já chega a 43 em 2016. 
• Comitê Olímpico pede verba a Temer para cerimônias. Organização quer R$ 250 milhões para abertura e encerramento da Rio-16. 
• Principal nadadora do país é flagrada em teste antidoping. Etiene Medeiros, que não quis comentar, pode ficar de fora dos Jogos do Rio. 
• Campanha de Trump faz um ano e mira inimigo comum. Para especialista, agressividade pode somar pontos na disputa com Hillary. 

A justiça, inalcançável como fim.
Tem sido assim através dos tempos: Cícero condena, Catilina é condenado. Rodrigo Janot pede a prisão, Teori Zavaski absolve Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney. Do lado de fora, patrícios e plebeus não entendem porque Eduardo Cunha recebeu cinco dias para provar sua inocência, depois de considerado culpado por seus julgadores.
A Justiça oscila entre os fundamentos do crime. A sociedade se divide diante deles tanto quanto os encarregados de julgá-los. Em cada cabeça uma sentença. Inocentes e culpados nivelam-se de acordo com a opinião dos que interpretam suas ações.
Haveria alternativa para substituir a dicotomia? Para aplicar os mesmos princípios em todos os julgamentos?
Enquanto não for encontrada uma solução equânime e uniforme, mas impossível e inviável porque todos os crimes diferem entre si em ações e motivações, haverá que conviver entre Cícero e Catilina, apesar das múltiplas razões de Rodrigo Janot e Teori Zavaski.
Em suma, emerge uma evidência: a Justiça é inalcançável como fim. Mas haverá alternativa?
Divisão impossível
Enquanto o governo Michel Temer continuar respirando sua interinidade, nada de concreto será produzido, apesar da boa vontade de alguns e da ilusão de outros. Dos conciliábulos do palácio do Planalto tem surgido propostas as mais inverossímeis, como a de que para marcar sua presença na História, a atual administração deveria promover ampla redivisão territorial. Parecem proibidos de desenvolver-se Estados de tamanho descomunal, assim como pequenas unidades inviabilizadas pela ínfima dimensão. Seria uma questão a ponderar, mas jamais agora, seja pelas imensas despesas a exigir, seja pela reação despertada em suas populações. No futuro, quem sabe... (Carlos Chagas) 

Novo degrau.
Decerto alguns políticos são honestos -e seria injusto com eles afirmar que não sobra ninguém ileso depois da delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. A sensação, no entanto, é precisamente essa.
Não que os mais de 20 nomes implicados por Machado componham um número sem precedentes para a Operação Lava Jato. Vale lembrar que o Ministério Público Federal obteve autorização para investigar mais de 50 autoridades nas últimas instâncias judiciais.
Com sua colaboração, contudo, o ex-presidente da Transpetro não só traz à cena personagens que pretendiam se distanciar do petrolão como também acrescenta novos detalhes a um esquema do qual se beneficiaram diversos partidos (são mencionados membros de PMDB, PT, PP, DEM, PSDB, PSB e PC do B).
Legitimado pelo fato de ter permanecido durante 11 anos no cargo ao qual chegou em 2003 por indicação do PMDB, Machado não decepcionou quem esperava muito de seus depoimentos.
No trecho mais explosivo, afirmou que o presidente interino, Michel Temer (PMDB), acordou o repasse de R$ 1,5 milhão à campanha de Gabriel Chalita (ex-PMDB) à Prefeitura de São Paulo, em 2012.
Segundo Machado, estava claro, pelo contexto da conversa, que o pedido envolvia a busca de recursos ilícitos de empresas que mantinham contratos com a Transpetro. O dinheiro, depois, seria registrado na forma de doação oficial.
Do ponto de vista dessas companhias, o sistema era perfeito. As contribuições eleitorais asseguravam negócios com o poder público, e tais negócios, devidamente corrompidos, garantiam verbas para distribuir às campanhas.
Transações desse gênero teriam rendido, na gestão de Machado, cerca de R$ 100 milhões a políticos do PMDB, entre os quais o ex-presidente José Sarney (AP), o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e o senador Romero Jucá (RR).
Para espanto geral, o delator disse que a Petrobras, que tem a Transpetro como subsidiária, era a madame mais honesta dos cabarés do Brasil. Suas regras internas, explica Machado, inibiam as práticas menos ortodoxas que vicejam em inúmeros organismos estatais.
Como sempre num acordo de delação premiada, as revelações dependem de comprovação -e todos os citados refutam as acusações.
Ainda assim, a narrativa de Sérgio Machado indica o quanto o governo de Michel Temer pode se enfraquecer diante da Lava Jato. Nem mesmo políticos agora aliados e há tempos afastados da máquina federal, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), passaram incólumes.
É cada vez mais difícil imaginar quem escapará quando as empreiteiras Odebrecht e OAS resolverem de fato contar tudo o que sabem. (Uol) 

O manual da idiotice neoesquerdista.
Na magistral obra de Plinio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Alvaro Vargas Llosa, O Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano, explica Mario Vargas Llosa no prefácio: A idiotice que impregna esse Manual não é a congênita, mas de outra índole. Postiça, deliberada e eleita, se adota conscientemente por preguiça intelectual, modorra ética e oportunismo civil. Ela é ideológica e política, mas acima de tudo, frívola, pois revela a abdicação da faculdade de pensar por conta própria, de cotejar as palavras com os fatos que elas pretendem descrever, de questionar a retórica que faz às vezes de pensamento. Ela é a beataria da moda reinante, o deixar-se levar sempre pela correnteza, a religião do estereótipo e do lugar comum.
No Brasil temos o PT como grande partido de esquerda e partidos nanicos que gravitam ao seu redor, São dotados da mesma idiotice a que se referiu Mario Vargas Llosa, sendo bom esclarecer que temos três grupos de idiotas neoesquerdistas: o que compõe a massa de manobra, os oportunistas e as espertas lideranças políticas:
Os que se tornam massa de manobra são os que recebem uma lavagem cerebral que geralmente começa na juventude, quando se é doutrinado na escola ou na universidade por professores marxistas pertencentes ao PT. Sem maturidade para cotejar os fatos à luz da realidade os cérebros juvenis absorvem algumas noções marxistas recheadas com palavras de ordem. Aprendem que ser de esquerda é ser bom, defensor dos pobres, um sujeito de caráter. Na direita, ao contrário, está a elite maldosa, seguidora de um tal de neoliberalismo, opressora dos fracos e oprimidos. Idealistas, em busca de bandeiras que justifiquem seu existir às vezes sem graça, os jovens abraçam com ardor ideias que os transformarão em fanáticos. Tudo será justificado em nome da fé.
Nas universidades ou alunos e professores seguem essa trilha ideológica ou simulam que seguem. Isso porque, não ser petista significa não conseguir nada, nem bolsas nem acesso a pós-graduações nem mesmo, no caso dos alunos, notas para passar se a prova não contiver teor marxista.
Os jovens doutrinados quando formados seguirão idiotizados. Serão artistas, profissionais liberais, clérigos, sindicalistas, militantes do PT ou de pequenos partidos de esquerda, ou seja, lá o que for. Nenhum terá noção do que foi o comunismo com seus horrores e opressões.
Para reforçar essa deformação intelectual recentemente o MEC quis tirar do ensino a História europeia. Apenas se aprenderia sobre América Latina e África, sem dúvida, com base em louvações e inverdades como, por exemplo, crer que democracia perfeita só existe em Cuba e na Venezuela.
Os idiotas neoesquerdistas desconhecem o que foram os totalitarismos comunistas e nazista, irmãos xifópagos que infelicitaram a vida de milhões de pessoas. Ruins, dizem soberbamente, são os Estados Unidos, o grande Satã Branco onde vão frequentemente passear, comprar, estudar, tratar da saúde, sendo que muitos vão para morar.
Se nem todos passaram por universidades, a massa de manobra foi sendo generalizada na sociedade através de uma visão distorcida de mundo na qual se repete que para ser decente a pessoa tem que ser de esquerda. Note-se que nenhum dos nossos partidos políticos, esses trampolins para alcançar o poder, se rotulam de direita. São de esquerda, centro-esquerda, centro e, no máximo de centro direita. Direita virou palavrão. Conservador e neoliberal, que não têm a mesma significação conceitual, são insultos.
Foi através desse processo orientado pelo Foro de São Paulo, entidade que congrega as esquerdas latino-americanas, que o PT triunfou para chegar agora à sua profunda decadência cuja causa reside na ganância, na incompetência e na corrupção institucionalizada de suas lideranças cujo chefão é Lula da Silva.
Na verdade, as lideranças de esquerda em todo mundo nunca fugiram deste padrão. No poder enriqueceram, se tornaram corruptos, se aferram ao poder e produziram ditaduras cruéis.
Escapamos por enquanto disto por conta do retumbante fracasso do governo petista, mesmo assim, em que pese o desastre sob o comando de Dilma Rousseff que levou o País aos abismos da recessão, da inflação, da inadimplência, do desemprego, dos Pibinhos, muitos idiotas neoesquerdistas ou espertos oportunistas bem pagos dos movimentos sociais, sindicais ou estudantis vão às ruas gritar: volta querida, fora Temer. Prova que o PT quase acabou, mas o petismo segue firme.
Dia destes em Brasília, uma manifestação cuja maioria devia ser petista tornou-se o símbolo máximo da idiotice neoesquerdista. Perto do Palácio da Alvorada um bando tirou a parte de baixo das roupas e exibiu seus traseiros gordos para depois gritar: Fora Temer. Mostraram assim que é com essa parte do corpo que raciocinam e não com o cérebro. Isso por si só explica muita coisa sobre o neoesquerdismo. Imagine-se o que acontecerá se Rousseff voltar. Com perdão da expressão, viveremos sob a ditadura de uma bundocracia. (Maria Lucia Victor Barbosa, socióloga)

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