19 de mai de 2016

Me dá um dinheiro aí...

 photo fatorprevidenciario_zpsmoffeyjp.jpg • TCU abre duas novas frentes de investigação contra governo Dilma. 
• Temer faz apelo aos líderes no Senado: Sem meta fiscal, quem vai pedalar sou eu
• Lula atuou para obstruir Lava Jato e silenciar Cerveró, diz PGR. Delação de Delcídio chega a Moro. 
• Eleições municipais: Presidente do TSE diz que falta verba para eleições de outubro. 
• Ministros de Temer respondem a acusações na Justiça. Entre os citados estão Jucá, Kassab e Picciani; ministros negam acusações.
• À CVM americana, Petrobras admite chance de novas falhas em controles internos. Dois anos após o estouro da operação Lava-Jato, a Petrobras ainda vê deficiências nos seus controles internos - mecanismos que, na prática, garantem que o balanço reflete de fato o que acontece dentro da empresa. Dadas as fraquezas materiais encontradas, nossa diretoria concluir que os controles internos sobre as demonstrações financeiras não eram efetivos em 31 de dezembro de 2015, disse a empresa no formulário 20-F, que é arquivado na SEC, a Comissão de Valores Mobiliários americana. Além dos erros já encontrados em 2014 - quando a companhia contabilizou uma perda de 3% em todos os contratos firmados entre 2002 e 2012, num total de 50 bilhões de reais, por conta de corrupção -, a Petrobras admite que, no ano passado, identificou que despesas que pode ter que incorrer com processos legais ou passivos atuariais estavam subavaliadas. A empresa diz que está reforçando os controles, mas admite que, por enquanto, não pode garantir que não haja novas surpresas no futuro. 
• Irresponsabilidade fiscal: No apagar das luzes, Dilma aumentou gastos e rombo vai a R$160 bilhões. 
• Ministro decide fazer auditoria no Minha Casa Minha Vida. Desde 2009, 61 mil casas prometidas, só 7.548 foram entregues. 
• Pedro Parente será convidado formalmente nesta 5ª para presidir Petrobras, diz Padilha. 
• Ministro Gilmar Mendes diz que não há impedimento para Jucá ser ministro. 
• Direito à saúde marca Dia Nacional da Defensoria Pública.
• Sentenças da Lava Jato ultrapassam mil anos de prisão. 
• Reforma do INSS deve incluir todos, afirma Meirelles. Para ministro, sem mudança para ativos, serão necessários outros cortes. 
• Centrais Força e UGT estudam fusão para superar CUT. Objetivo é ganhar poder de pressão e se contrapor politicamente à rival. 
• Desemprego entre jovens de até 24 anos chega a 24,1%, diz IBGE. 
• Rio: Violência aumenta e Beltrame reclama: Tem gente na PM que faz corpo mole
• Depoimento de Cunha tem plenário esvaziado. Mesmo afastado, Cunha mantém aliados e influência em Brasília. Mesmo afastado, Cunha mantém Cunha nega ter recebido cerca de US$ 4 milhões do empresário Ricardo Pernambuco. Cunha nega conta e manobras: Presidente afastado da Câmara diz não ser titular de contas no exterior e rejeitar tese de manobras e artimanhas para alongar processo contra ele no Conselho de Ética. Eu era só dependente do cartão de crédito da minha mulher, diz Cunha e pede impugnação do relator de seu processo na Câmara. 
• Duas visões: a pílula do câncer deve ser liberada no Brasil? Promessa de vida mais longa ou irresponsabilidade médica? A fosfoetanolamina sintética, a chamada pílula do câncer, está no meio de um debate que ganha mais um capítulo hoje. Nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal julga uma ação da Associação Médica Brasileira (AMB) que questiona a lei que libera o porte, o uso, a distribuição e a fabricação da substância, supostamente eficaz no combate contra tumores. Sancionada pela presidente afastada Dilma Rousseff a poucos dias da votação do impeachment no Senado, o texto permite que pacientes diagnosticados com a doença usem a fosfoetanolamina por livre escolha. A sanção foi criticada pela comunidade científica por liberar um composto que não tem registro na Anvisa nem eficácia comprovada. 
• Delator implica chefe de gabinete de ex-presidente da Petrobras em propina. O lobista Julio Gerin Camargo afirmou à força-tarefa da Operação Lava Jato que Armando Tripodi, ex-chefe de gabinete de José Sérgio Gabrielli na presidência da Petrobras, tratou diretamente do pagamento da agência de Muranno Brasil Marketing, feito em 2010, com dinheiro de propina desviado da estatal pelo PT, PMDB e PP. O valor seria uma operação de pagamento ao empresário Ricardo Villani, dono da Muranno, que cobrava dinheiro devido por serviços prestados sem contrato na Petrobras. O empresário afirmou à Polícia Federal que tinha R$ 7 milhões a receber da estatal por eventos realizados em corridas de Fórmula Indy, nos Estados Unidos, de divulgação da marca da estatal. As suspeitas são que o dono da Muranno teria chantageado diretores da Petrobras para que pagassem a dívida. Caso contrário, ele revelaria publicamente o esquema de fraudes na estatal. Villani nega. 
• Serra diz que novos acordos bilaterais são prioritários. Em primeiro discurso como chanceler, tucano critica penúria do Itamaraty. 
• Temer quer expor herança maldita do governo Dilma. Ideia de presidente interino é criar vacina pública contra cobranças e críticas. 

 • Voo que ia de Paris ao Cairo desaparece com 66 a bordo. Aeronave sumiu do radar enquanto sobrevoava leste do mar Mediterrâneo. Egito vê terrorismo como hipótese mais provável na queda do avião da EgyptAir. Corpos e destroços são encontrados durante buscas pelo avião da Egyptair. 
• FMI: Grécia precisa de longo período de carência para sua dívida. 
• França confirma queda de Airbus e não descarta atentado terrorista. 
• China nega ter interceptado de forma perigosa avião dos EUA. 
• OMS: expectativa de vida sobe 5 anos desde 2000. 
• Emergência venezuelana. Em meio ao caos na economia e pressionado pela oposição, Maduro busca radicalizar modelo chavista. 
• Opositores enfrentam policiais na Venezuela. Manifestantes exigem que órgão eleitoral acelere processo de referendo. 
• Nigéria resgata primeira das raptadas por radicais. Jovem é encontrada em floresta com bebê, mais de 2 anos após sequestro. 

Uma história velha.
A historinha é velha, mas oportuna. Nos finalmente da II Guerra Mundial, o comandante-em-chefe das forças inglesas, general Bernard Montgomery, foi a Londres. Todo-poderoso vencedor do nazismo, respondeu aos jornalistas curiosos de saber a razão de seu sucesso: é porque eu não bebo, não jogo, não fumo e não prevarico! Monty despertou a reação de Winston Churchill, que também convocou os jornalistas, sem saber estar em poucos dias deposto das funções de primeiro-ministro. Ele também convocou os jornalistas. Escrevam aí: eu bebo, jogo, fumo, prevarico e sou o chefe dele... Quebrou a cara...
O episódio lembra, tantos anos depois, a substituição de Dilma Rousseff por Michel Temer. Madame se jactava da conquista do segundo mandato, mas, de repente, perdeu o poder. De nada valeram seus méritos de vitoriosa… (Carlos Chagas) 

Dilma deixou rombo de R$ 200 bilhões.
O ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) informou que a herança do governo Dilma Rousseff inclui um rombo orçamentário de cerca de R$ 200 bilhões. É um número absolutamente assustador, disse Geddel em entrevista ao blog, na noite desta quarta-feira (18). A gestão petista estimara para 2016 um déficit de R$ 96 bilhões. Não corresponde à realidade, disse o ministro. (veja acima os principais trechos da entrevista. 
O governo atual terá muitas dificuldades e terá que pedir muitos sacrifícios para controlar e levar o país numa situação melhor até 2018, acrescentou Geddel. Os apoiadores do governo no Congresso limpam a pauta de votações à espera do projeto de revisão da meta fiscal que o Planalto enviará na próxima semana. O prazo para votar a proposta expira no domingo (29).
Segundo Geddel, o governo realiza um inventário do legado de Dilma. Afora o déficit vitaminado, ele mencionou algumas irregularidades já detectadas. Disse, por exemplo, que o PT explorava politicamente a distribuição de chaves do programa Minha Casa, Minha Vida, sob a responsabilidade do Ministério das Cidades. Mencionou também a existência de funcionários fantasmas na Secretaria de Governo, que era comandada pelo petista Ricardo Berzoini antes da sua chegada.
O PT estava aqui, na Secretaria, utilizando-se de cerca de mil cargos para aparelhar a sua militância política. Esses militantes não trabalhavam?, indagou o repórter. E Geddel: Não trabalhavam. Estamos trabalhando na identificação desses processos. O auxiliar de Temer não chama a herança de Dilma de maldita porque não seria original. Prefere dizer que é uma herança de graves consequências para o país.
Após a conclusão do levantamento, Michel Temer pretende revelar os dados num pronunciamento em rede nacional ou em entrevistas. Geddel afirma que o trabalho é dificultado pela ausência de informações nos arquivos oficiais. Todos estão absolutamente abismados com as notícias que estão recebendo desse inventário, que está sendo feito apesar de todas as dificuldades, de não terem deixado dados, de não terem feito transição, de não terem deixado nada registrado em computadores. Uma coisa que eu chamaria de impatriótica.
Perguntou-se ao ministro se houve o sumiço deliberado de dados. Eu tenho que ter cautela para lhe dizer isso, mas as notícias que nós estamos tendo nesse primeiro momento são muito ruins, respondeu Geddel. Referindo-se à sua pasta, ele afirmou: Não ficou registro absolutamente de nada -do pagamento de emendas [de parlamentares], da transferência de recursos… Tanto que nós estamos pedindo aos ministros que suspendam pagamentos e empenhos feitos nos últimos dias, para que possamos revisitá-los.
Geddel acrescentou: Há uma série inacreditável de atos e nomeações, de coisas absolutamente desprovidas de senso de responsabilidade que foram praticadas nas últimas duas semanas. Estamos examinando aquilo que não se transformou num ato jurídico perfeito ainda, para eventualmente cancelá-los, para que a máquina governamental volte a andar com um mínimo de transparência, […] não tão aparelhada como vinha sendo.
Instado a comentar a situação precária do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), Geddel disse que não há nada que o governo possa fazer.  Não há vacância de cargo, não há instrumento nem legitimidade para que ele deixe de ser o vice-presidente da Câmara. A vida como ela é. O meu papel é fazer as votações acontecerem. E nós vamos fazer da forma que seja possível, não, talvez, da forma ideal.
Sobre o movimento liderado por DEM, PPS e PSB para substituir Maranhão, Geddel adota um tom pragmático: Sou um homem experimentado. Existe um discurso, é natural. E existe uma prática. A prática não permite que eu tome uma atitude que não seja construir através do diálogo uma saída para que o governo possa ter seus projetos tramitando na Câmara com rapidez e que a sociedade tenha resultados. Eu não tenho direito, como homem de govenro, de ficar fazendo discurso. Eu tenho que apresentar resultados à sociedade. Essa é a orientação que eu tenho do presidente Temer.
Geddel falou também sobre a escolha do deputado André Moura (PSC-SE) para desempenhar as funções de líder do governo na Câmara. Reconheceu que o governo cogitou outro nome para a função: Rodrigo Maia (DEM-RJ). Mas disse que Temer optou por Moura porque ele atraiu o apoio de um expressivo grupo de partidos. Recordou-se ao ministro que Moura responde a oito processo no STF. É réu em três ações penais nas quais é acusado de desviar verbas públicas. Investiagam-no também na Lava Jato. Até uma acusação de tentativa de homicídio pesa sobre os ombros do novo líder.
Geddel não pareceu incomodado: Ele é um deputado, está no exercício do mandato. Não houve nenhuma suspensão dos seus direitos políticos. E quanto eu digo a vida como ela é, é porque nós precisamos aprovar matérias na Câmara. Matérias que são urgentes e são exigidas pela sociedade basileira. Se você tem dez, 15 líderes que dão sustentação ao governo apoiando um parlamentar para liderá-los, evidentemente que, ainda que haja todos esses senões que você coloca, nós temos que levar em conta aquilo que é o interesse mais imediato do país… (Josias de Souza) 

Concessões demais.
Já não eram promissoras, embora talvez inevitáveis na conjuntura, algumas das escolhas feitas pelo presidente interino Michel Temer (PMDB) para seu ministério.
A presença de personagens envolvidos em maior ou menor grau nas investigações da Operação Lava Jato sinalizou que a busca de imediata sustentação no Congresso superou, por parte de Temer, as preocupações com a regeneração ética do Executivo -tema tão importante na movimentação social em favor do impeachment.
O figurino parece repetir-se, de modo agravado, na indicação do deputado federal André Moura (PSC-SE) para o posto de líder do governo Temer na Câmara.
Fosse apenas a circunstância de ser tido como um dos principais auxiliares de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), talvez se pudesse dizer que, em breve, a influência dessa nefasta figura diminuirá por causa de seus problemas judiciais.
Todavia, não se torna necessário lembrar sua relação com o presidente afastado da Câmara dos Deputados para que o líder do novo governo ostente capacidade própria de contribuir para a desmoralização do ambiente parlamentar.
O deputado sergipano é réu em três ações penais no Supremo Tribunal Federal. Em uma delas, Moura enfrenta a acusação de utilizar para seu próprio conforto bens e serviços públicos da cidade de Pirambu, mesmo depois de encerrado seu mandato de prefeito.
Teriam sido custeados pelo contribuinte o uso de motoristas e as contas de celulares da mãe e da irmã do deputado. Gêneros alimentícios teriam sido entregues na residência de Moura, com despesas pagas pela municipalidade.
As denúncias, aceitas por unanimidade pela segunda turma do STF em 2015, seguem seu curso, tendo a defesa negado irregularidades.
Há ainda outros inquéritos no STF. Num deles, o nome de Moura é citado numa tentativa de assassinato; em outro, é ligado ao esquema de corrupção da Petrobras.
É demais, murmuram alguns partícipes da coalizão que se alçou ao poder federal. Deputados do DEM, do PPS e do PSDB manifestaram preferência por Rodrigo Maia (DEM-RJ) para líder do governo.
Ao lado do PMDB, o chamado centrão (que congrega PP, PR, PTB, PSD, PRB e outros partidos) deu apoio ao parlamentar do PSC.
Michel Temer ficou com a maioria, forçando muito além do aceitável os limites da realpolitik. Quer minimizar arestas com o Legislativo, enquanto não se aprovam medidas urgentes na área econômica.
No campo da ética e da credibilidade, entretanto, o novo governo parece estar fabricando as armadilhas e os escândalos com que irá se defrontar num futuro próximo. (FSPaulo) 

Presidente da Venezuela alerta sobre perigo imperialista.
O presidente da Venezuela Nicolás Maduro realizou uma coletiva de imprensa ao vivo no início da tarde desta terça-feira, dia 17, onde denunciou ataques midiáticos e incursões contra a soberania de países latino-americanos.
Os consulados convocaram a imprensa para que acompanhassem ao vivo a transmissão e enviassem perguntas via consulado para o presidente.
Com tom firme, o presidente Maduro denunciou os constantes ataques midiáticos contra a soberania da Venezuela e demais países latino-americanos por parte da imprensa internacional bem como ataques diretos a governos de origem popular. Rechaçou severamente também a recente situação política brasileira e os ataques imperialistas no oriente médio. Munido de diversos artigos veiculados na imprensa internacional, fez duras críticas à forma como a imprensa internacional imperialista vem aos poucos minando a soberania da Venezuela e de seus vizinhos, e como tramaram junto a governos para desestabilizar a Unasul e as conquistas que a acompanham.
Por fim, uma revelação bombástica foi feita, a de que aviões não tripulados estariam deliberadamente adentrando o espaço aéreo venezuelano para fins de espionagem, em clara violação da soberania venezuelana. Com este ataque direto, o presidente teme por ações hostis contra seu país e seu povo, que seriam obviamente as primeiras vítimas de um ataque externo não provocado.
Mesmo em meio a denúncias graves, o presidente Maduro não perdeu de vista seu apelo pela paz e respeito à soberania dos povos tanto das Américas quanto do oriente médio, de forma clara e respeitosa. (Roger Mcnaught) 
O que certamente nunca houve no Brasil foi um choque liberal. O liberalismo econômico assim como o capitalismo não fracassaram na América Latina. Apenas não deram o ar de sua graça. (Roberto Campos)

Nenhum comentário: