1 de abr de 2016

Rebeldia e desgosto de quem vê e escreve...

 photo religiaodamalta_zpsonbofnmr.jpg • A gente se pergunta como tantos avermelhados tomaram as ruas do país, numa quinta-feira de trabalho. Tá, vá lá, mas como chegaram e o custeio de transportes e alimentação, quem pagou? CUT e assemelhados são os tais que se introduziram nas redes do país, e pasmem dão ordens nos lugares como na Petrobras. Seja como for, o que nos interessa é a solução do impeachment e o resultado, certamente, cairá num confronto social que obrigará as Forças Armadas a intervirem. Não se queixem! Não que se queira, mas o que rola nas veias dos pseudos donos do poder atual são a ganância, o domínio dos fatos, seres supremos, sanguessugas que vivem do dinheiro dos trabalhadores honestos, dessa estranha distribuição de casas, doações internacionais, etc, e a quantidade de dinheiros desviados e não repostos nas origens. Fundos de pensão de órgãos à mingua recorrem já a seus funcionários ativos, aposentados e pensionistas a descontos para num continuísmo refazerem empresas e vidas. Aproveito para olhar o único que poderia evitar celeremente essa balbúrdia que é o Supremo Tribunal. Onde homens e uma sentença é um filme, aqui, na prática se reúnem pouco e onze deblateram e os milhões de processos serão julgados para quando? Há de se possuir um senso mais prático de se fazer justiça. A História mostra que nas calendas eram cinco ou menos nas decisões. Na evolução, pioramos. Tanto por fazer e só novelinhas. Assim não dá. As prisões abarrotadas mostram os resultados das equações judiciais. Mãos à obra já! (AAndrade) 
• Atos anti-impeachment são realizados em todo o país. Segundo órgãos de segurança pública, 160 mil foram às ruas contestar a deposição de Dilma. Já organizadores dizem que atos reuniram 825 mil. Cunha, Aécio, Temer, Moro e até a Rede Globo foram alvo de protestos; Chico Buarque discursa contra o impeachment no Rio de Janeiro: Estou aqui para agradecer a vocês que me animam a acreditar que não, de novo não. Não vai ter golpe, discursou o artista no Largo da Carioca, região central do Rio de Janeiro; Intelectuais e artistas levam a Dilma ato contra impeachment. Ato Pela Legalidade e em Defesa da Democracia lota auditório da sede da Presidência. Atriz Letícia Sabatella e ativista americano Danny Glover fizeram discursos em defesa de Dilma. 
• Para Dilma, impeachment ameaça convívio democrático. Presidente da República pediu diálogo para unir país dividido pela polarização política. Dilma enfatizou que apenas com decisão do impeachment a intolerância na sociedade vai acabar. 
• No ítem acima siquer mencionou que afundou um país e está a deixar na pobreza todas as classes. Será que a ONU virá em socorro com os plano petistas? (AA)
• Líder do governo na Câmara é hostilizado no aeroporto de Fortaleza. Deputado petista José Guimarães foi cercado e xingado por um grupo de apoiadores do impeachment da presidente Dilma. Em nota, parlamentar chama os manifestantes de neofascistas. (era aquele dos dólares na cueca?) 
• Ministros mantêm processo de Lula no STF. Maioria dos ministros acompanha o voto do relator da Lava Jato no Supremo e decide que caso envolvendo grampos do ex-presidente ficarão sob análise da corte. Processo sai das mãos de Sérgio Moro. 
• Dilma exonera diretores indicados por Temer e pelo PMDB. As exonerações de Walter Gomes de Souza, diretor-geral do Dnocs, e de Rogério Abdalla, diretor da Conab, foram publicadas na edição desta quinta-feira (31) do Diário Oficial da União. Presidente quer distribuir cargos de peemedebistas entre outros aliados. 
• Temer: Jamais haveria de influenciar outro Poder. Acusado de conspiração por governistas, Temer afirma que jamais interferiu em investigações judiciais e enfatizou que, apesar de muito procurado, não trata da sucessão presidencial. 
• Em choque com o PMDB, Kátia Abreu é convidada a se filiar ao PR. Ministra da Agricultura resiste a deixar o governo mesmo diante da ameaça de expulsão feita pelo partido aos peemedebistas que não entregarem o cargo até o dia 12. Convite foi feito por deputadas do PR, cujo apoio é cobiçado pelo Planalto para barrar o impeachment. 
• Nelson Barbosa: Não há base para impeachment. Em depoimento à comissão do impeachment, ministro da Fazenda diz que presidente Dilma não cometeu crime de responsabilidade com pedaladas fiscais e abertura de créditos suplementares. 
• Repasse a marqueteiro eleva suspeita sobre reeleição. Segundo a Folha, João Santana recebeu recursos em dinheiro vivo da Odebrecht e fez pagamentos em espécie a fornecedores da campanha à reeleição de Dilma, elevando suspeita de caixa dois. Ex-tesoureiro da petista nega. 
• PGR denuncia sete políticos do PP por corrupção. Esta é a primeira denúncia da Lava Jato que cita um número tão grande de parlamentares. São cinco deputados e dois ex-deputados. No momento, com a saída do PMDB, o PP tende a ganhar força junto ao Palácio do Planalto. 
• CGU libera cadastro com empresas punidas na Lei Anticorrupção. Incluídas no cadastro não poderão participar de licitações ou contratos com a administração pública em todos os poderes e esferas de governo. 
• CPI do Carf convoca ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Mantega foi ministro tanto de Lula, quanto de Dilma. Também foram convocados o empresário Alexandre Paes dos Santos e o ex-secretário da Receita Federal e ex-presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Otacílio Dantas Cartaxo. 
• Ministro explicará ao Senado telegramas de alerta sobre golpe. Mauro Vieira, das Relações Exteriores, terá de explicar a comissão o envio de telegramas a todas as representações brasileiras no exterior recomendando a difusão de mensagens alertando para um possível golpe político no Brasil. 
• Governo corta R$ 13,9 bi da Educação e do PAC. O Ministério da Educação e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram as duas áreas mais afetadas pelo corte de R$ 21,2 bilhões anunciado pelo governo. Em terceiro lugar está a Defesa e em quarto a Saúde. 
• Engenheiro da Petrobrás acusa: Dilma sabia tudo de Pasadena. Saiba
Políticos e militares estão devendo homenagens.
Completaram-se esta semana cinquenta anos de fundação do PMDB, no começo sem o P, condenado a ser oposição até o desaparecimento do regime militar. Quando de seu aparecimento, o partido quase não apareceu: a lei celerada - o AI-2, baixada pelo marechal Castello Branco - exigia determinado número de senadores, para que pudesse funcionar. Como a maioria deles optou por ingressar na legenda dos militares, faltaram dois. Envergonhados pela sombra do partido único, os donos do poder manobraram para que dois senadores inscritos na ARENA mudassem de lado, saindo da situação e inscrevendo-se na oposição. Consumou-se a farsa. Tratou-se de escolher o presidente do novo partido, por causa disso mesmo o general e senador Oscar Passos, do Acre, herói da Força Expedicionária Brasileira.
Com as eleições de 1966, o bravo velhinho perdeu nova eleição para o Senado, assumindo o vice-presidente, deputado Ulysses Guimarães, que dali em diante reinou absoluto, apesar de perseguições, eleições indiretas, senadores biônicos, cassações, prisões e outros horrores que duraram até o retorno à democracia.
A passagem dos cinquenta anos vem sendo marcada por todo o tipo de comemorações, com o PMDB, faz muito, tendo-se tornado o maior partido nacional. Só foi marcado por uma ausência: esqueceram o senador Oscar Passos. De volta das batalhas na Itália, acabou entrando na política. Foi para o PTB e a oposição, até que perdeu sua primeira eleição, no MDB, décadas depois.
Naqueles idos, vivendo de aposentadorias, passou dificuldades. Ulysses Guimarães preocupou-se com o futuro do antecessor e procurou o único governador do ainda MDB, Chagas Freitas, da Guanabara, capaz de nomeá-lo para algum cargo. O diabo é que tratava-se de um traidor. De oposicionista, Chagas Freitas não tinha nada, pelo contrário. Até o mais feroz dos ministros do Exército, o general Orlando Geisel, compareceu à sua posse. Assim, como governador, nem ligou para o pedido do presidente de seu partido. Alegou como serviço prestado aos militares haver deixado o primeiro chefe da oposição terminar a vida em dificuldades.
Esses cinquenta anos de lutas do PMDB bem que mereceriam, se não homenagens, ao menos lembranças dos companheiros de Oscar Passos. Aliás, tanto dos políticos quanto dos militares. (Carlos Chagas) 

O caixa não tem ideologia.
Olho nos estados e municípios - Ainda que neste momento é preciso ficar muito focado na questão que envolve o impeachment da presidente Dilma-Pedalada-Rousseff, até porque sem esta providência a situação do país ficará ainda mais complicada, também não podemos tirar o olho das dificuldades financeiras que muitos Estados e Municípios estão enfrentando.
Trágica - É importante deixar bem claro o seguinte: se a situação já vinha sendo considerada como extremamente difícil bem antes do encerramento de 2015, neste ano esta dificuldade mudou de patamar. Passou a ser considerada trágica, a caminho da catastrófica.
Obrigação do governo - Por formação, tradição e por costume, a maioria da população sempre esteve convencida de que o Caixa do Tesouro (Nacional, Estadual ou Municipal) é um recipiente inesgotável de recursos. Assim educado, o povo brasileiro tinha a absoluta certeza de que ao ser eleito o governante haveria de honrar as dívidas do Estado.
Fontes de financiamento - Se, por alguma razão, a arrecadação viesse a se mostrar insuficiente para atender os compromissos assumidos pelo governo (ou governos anteriores), tudo se resolveria da seguinte forma:
1 - aumento da carga tributária, quer por aumento de alíquotas, quer por novos tributos; 
2 - busca de novas fontes de financiamento, incluindo aí empréstimo junto as entidades financeiras do país e do exterior.
Lógica-histórica - Ora, antes de tudo é preciso esclarecer que esta lógica histórica só funcionou porque a arrecadação de impostos, somada a outras fontes de financiamento governamental até então disponíveis, sempre foram capazes para a satisfação das despesas públicas, notadamente a Folha dos Servidores. 
Esgotamento das fontes - Pois, na medida em que as fontes de financiamento foram se esgotando, e a arrecadação de impostos, a despeito do aumento abusivo da carga tributária, começou a minguar, a situação financeira de inúmeros Estados e Municípios, que já se mostrava difícil, passou ser simplesmente Trágica.
Pergunta enervante - Como a situação, repito, entrou para a categoria trágica, com viés de catastrófica, o que mais o povo quer saber, neste momento em que não há recursos para sequer honrar a maior despesa pública obrigatória, qual seja a Folha de Servidores.
Qual a saída para este grave problema? - Gostem ou não, aceitem ou não, o fato é que com a situação piorando, além de um choque de eficiência no setor público (que é fundamental, ainda que insuficiente no médio e longo prazo), a saída está na revisão dos direitos adquiridos, ou privilégios adquiridos. Se nada for feito, o caixa do tesouro-acabará impondo esta decisão. Ah, um detalhe importante: o caixa-não tem ideologia. (GSPires) 

REDE, PDT, PSOL e o reagrupamento da esquerda.
Vemos nos últimos dias o início do fim da dinastia lulo-dilmista no Governo Federal. O governo perde cada dia mais credibilidade interna e externa por suas imensas falhas na condução política e econômica, pela corrupção que liga membros do alto escalão da gestão a casos de desvio de verbas públicas, pedaladas fiscais, estelionatos eleitorais, dentre outros. O governo agoniza, principalmente após a saída do PMDB da base aliada. Mas, não é porque o PT está caindo que não devemos nos preocupar com a esquerda brasileira, pois a mesma tem vivido tempos de um revisionismo autofágico de seu projeto político, dada as evidentes falhas da péssima gestão federal. Afirmo isto por observar membros históricos do moribundo Partido dos Trabalhadores migrando para outros partidos. Neste artigo destacarei três principais refúgios dos supostos ex-petistas.
O primeiro dessa lista é a Rede Sustentabilidade. Liderado pela fundadora do PT, Marina Silva. Defensores históricos da esquerda, como o deputado federal Alessandro Molon (RJ), que foi membro do PT desde 1999, o senador Randolfe Rodrigues, ex-petista (1998 a 2005) proveniente do PSOL e a ex-senadora por Alagoas, Heloísa Helena. Tanto o partido, quanto a sua principal líder tem tido uma postura bastante oportunista em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Defendem que a saída de Dilma tenha que se dar pelo julgamento e cassação no TSE, a via mais dolorosa para o país, na luta para se livrar da atual gestão, por ser uma chance para Marina Silva colocar-se como presidenciável pela terceira vez, após a candidatura pelo PV em 2010 e pelo PSB em 2014. Enquanto isto, em razão do desenrolar do processo de Impeachment, o REDE vai aproveitando-se da migração de membros históricos do PT que buscam por sua sobrevivência política.
O segundo caso é o PSOL, Partido Socialismo e Liberdade (sic). Fundado por uma dissidência do PT em 2004, o partido tem como membros famosos os ex-petistas Luciana Genro, Roberto Robaina, Luiza Erundina (ex-prefeita de São Paulo), Babá, Marcelo Freixo, Ivan Valente, Chico Alencar e o falecido Plínio de Oliveira Sampaio. Seduzidos com o discurso de oposição à esquerda, vemos muitos membros do PT se percebendo livres para migrar do PT para o PSOL, o que tem tornado o projeto do Socialismo e Liberdade (sic) cada vez mais identificado com uma linha auxiliar do PT. Fato que se tornou ainda mais evidente a partir, principalmente, da postura do PSOL no segundo turno das eleições presidenciais de 2014, quando o partido declarou neutralidade, que no vocabulário psolista significava repudiar o voto no candidato Aécio Neves (PSDB) e a sugestão para a militância de votar em branco, anular ou votar na candidata Dilma Rousseff (PT). Um caso inédito de neutralidade não-neutra, com o adicional de deputados do PSOL, como Chico Alencar, Jean Wyllys e Marcelo Freixo, terem feito campanha ativa para a candidata do PT no segundo turno.
O terceiro partido é também o mais perigoso: Partido Democrático Trabalhista (PDT). O partido fundado por Leonel Brizola, diferente dos outros que ensaiam uma oposição para inglês ver, se mantém fiel a base do governo Dilma mesmo com a administração petista vindo a desmoronar, muito pelo trabalho de Carlos Lupi, presidente nacional do partido e aliado de Dilma. Muitos membros do PT ou que apoiam o partido estão migrando para a sigla trabalhista, como o ex-ministro Ciro Gomes, o atual prefeito de Osasco Jorge Lapas e o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, assim a sigla brizolista já ensaia uma chapa presidencial em 2018 sendo encabeçada por Ciro Gomes e com o apoio do PT. Com isso, poderemos ver muitos petistas caminhando para o partido de Brizola e Darcy Ribeiro. Então, pode se dizer que o PDT pode ser o partido mais perigoso nesse rearranjo da esquerda brasileira, pois o discurso de Ciro Gomes seduz boa parte da esquerda e parte dos oposicionistas.
Deve-se prestar atenção nessa nova esquerda brasileira. Não é porque estamos vendo o Partido dos Trabalhadores agonizando em seus últimos dias no poder que devemos achar que a esquerda está vencida politicamente. Muito pelo contrário, perceberam que o barco está afundando e preparam o seu reagrupamento, como fizeram no pós-Guerra Fria e em breve voltarão a tentar assumir o poder político e para fazer as mesmas coisas que o PT fazia, seja em pequenas doses ou em doses muito maiores. Então, a frase que inicia esse artigo deve simbolizar a nossa vigilância em relação a esse revisionismo e evitar que voltem a dar as suas caras no jogo político para causarem mais tragédias no nosso país. Para não sofrermos de novo com políticas de cunho demagógico e populista. (Jefferson Viana, estudante de História da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, coordenador local da rede Estudantes Pela Liberdade, presidente da juventude do Partido Social Cristão na cidade de Niterói-RJ e membro-fundador do Movimento Universidade Livre) 
O preço da liberdade é a eterna vigilância. (Thomas Jefferson) 

Desesperados por alimentos, ignorados pelos defensores dos pobres.
Até o pão falta na outrora opulenta Caracas.
A descida aos infernos da miséria cubana parece inevitável na Venezuela. O governo socialista vem atribuindo a culpa a inimigos fantasmagóricos em discursos histéricos e irreais: o império, a guerra econômica promovida por não se sabe bem quem, os emigrantes; a falta de alimentos como se fosse um ente que age por si mesmo; a ausência de medicamentos provocada por todos esses fantasmas.
Mas a aguda carência de quase tudo é uma experiência cotidiana dolorosa, humilhante e muito real. O vírus Zika passou a ser mais um pretexto pelos abusos do regime. Mas os mosquitos se multiplicam assustadoramente e a população não encontra repelentes para evitar o contágio nem antivirais e/ou analgésicos para cortar a febre de qualquer doente, segundo La Nación
Em Acarigua, estado Portuguesa, uma avalanche de desesperados derrubou os obstáculos que lhe impediam ingressar num supermercado atingido pelo racionamento.
A desordem e a violência foram filmadas: um drama em que os envolvidos arriscavam tudo para conseguir um pouco de comida e algum produto básico indispensável para sobreviver no dia-a-dia.
A ocorrência é simbólica do que está vivendo a Venezuela na vida real. Na mídia praticamente toda confiscada pelo governo, o realejo dos fantasmas culpados da falta de tudo toca sem parar. 
A todo o momento o presidente Maduro ou algum de seus acólitos tripudia contra o império e manifesta solidariedade aos amigos do mundo, como o camarada Lula. Mas isso não interessa ao povo que padece fome e doença.
Frios, lácteos e sucos: a escolha é entre zero e nada.
O parlamento dominado pela oposição declarou a crise humanitária no país pela derrocada do sistema de saúde: hospitais e postos de saúde estão despojados do básico, sem equipamentos, remédios e caindo aos pedaços, como em Havana.
Maduro reincide uma e outra vez contra os empresários privados a quem atribui todos os males maquiavelicamente. 
Eles agiriam conluiados com o império, confabulando uma delirante inflação induzida, a estocagem dos produtos e o contrabando que, esse sim vai mar alto, enriquecendo os sequazes do chavismo. 
O mausoléu de Hugo Chávez acolhe alguns turistas para um tour guiado. Mais de 100 pessoas fazem fila num supermercado estatal para comprar alimentos pela tabela oficial de preços.
A fila começa a ser formar às três da madrugada. Às vezes a gente consegue comprar alguma coisa, às vezes não, diz uma pessoa na fila, segundo reportagem de O Estado de S. Paulo
A cena é de Science-fiction, mas atrozmente veraz. A Venezuela boia literalmente sobre as maiores reservas mundiais de petróleo, mas a produção vem decaindo a cada dia em razão da ineficiência socialista.
Maduro: confiscos, ameaças e violências contra os proprietários.
É a revolução bolivariana rumo ao socialismo do século XXI, ou algo muito parecido com a velha URSS. O governo admitiu que a economia de 2015 contraiu-se em 7,1% e a inflação atingiu 141,5%. Ninguém acredita, pois foi algo muito pior.
Segundo o Fundo Monetário Internacional, porta-voz do império segundo a megalomania socialista oficial, a inflação atingirá 720% este ano e a economia encolherá mais 8%.
O Banco Central venezuelano emite moeda quando tem papel, mas mesmo aumentando o valor de face, as notas significam pouco o nada.
As reservas internacionais em dólar beiram apenas US$ 1,5 bilhão. Os salários reais encolheram 35% em 2015, segundo o consultor Asdrúbal Oliveros. A gasolina aumentou por volta de 6.000%, mas seu preço era até então tão ridículo. 
Da penúria só se salvam as autoridades privilegiadas e os parasitas que vivem em seu redor. Segundo um grupo de universidades, 76% dos venezuelanos vivem em situação de pobreza.
A criminalidade está fora de controle, ou está bem ancorada na administração pública. O presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, ameaça destituir o presidente constitucionalmente. 
Mas Maduro escravizou o Judiciário que anula as decisões incômodas do Legislativo. Não há governo, prevalece a força das intimidações, e Maduro controla milícias armadas e talvez boa parte do Exército.
El Mundo de Madri destaca a total improvisação, mas um símbolo tem um efeito que diz tudo: as padarias de Caracas, muitas delas de propriedade de imigrantes portugueses, exibem o cartaz assustador feito à mão: NO HAY PAN. Padarias desoladoramente vazias. Não há pão: prateleiras vazias, padeiros que já embarcaram a família e recolhem os últimos bens. O mais básico alimento, esse também falta. Não há trigo, menos ainda farinha. Cinco moinhos do país pararam por falta de matéria prima. Essa era importada após os efeitos inevitáveis da reforma agrária dos anos 70 em diante. Até nas fábricas de bolachas as máquinas não funcionam.
Maduro ataca a corrupção que ele só vê na oposição. Hoje demos início com novos brios, com novas forças a operação Ataque ao gorgulho [inseto que devora o arroz] e já há mais de 55 culpáveis detidos, obviamente produtores e comerciantes. 
Ali estão eles por trás das grades para ser processados, eles que escarneceram da confiança pública, eles não há desculpa, enfatizou Maduro com tons que evocam Fidel Castro ou Mão Tsé Tung antes das chacinas de burgueses
Gorgulho aqui, gorgulho lá, onde quer que estejam é preciso cair encima deles insistiu o presidente. O Serviço de Inteligência Bolivariano é o encarregado da operação que não tem data para terminar.
E os defensores internacionais dos pobres, onde estão eles? Nos palácios - ou hotéis - episcopais, nas paróquias, nos púlpitos, nas assembleias da ONU e dependências, eles não sabem de nada. Mas tripudiam sobre os ricos e seu egoísmo... 
Quem são eles? (Luis Dufaur) 
De brasileiros, um sinto muitas saudades, apesar do pé-na-bunda levado, que deu um impulso maior dentre os sabujos, e daí pra cá apenas isso aí, uma mistura do subnitrato do pó de m.... (AA)

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