15 de mar de 2016

Esperanças no país e queda internacional...

 photo ocrescimento_zpsnhnaigwc.jpgTrem da alegria na Câmara avança e pode beneficiar 3 mil servidores. Proposta de reenquadramento de status sem concurso público representará impacto orçamentário, a médio prazo, de R$ 250 milhões para o erário, segundo estudo de especialistas da Câmara. Texto pode ser posto em votação nos próximos dias. 
• Lula deve aceitar convite de Dilma para ser ministro. Ex-presidente pode se tornar articulador do governo e ganhar foro privilegiado. Para assumir pasta, Lula exige garantia de que política econômica mudará. 
• Engenheiros viram réus em ação por mortes no Itaquerão. Queda de guindaste na construção do estádio matou 2 funcionários em 2013. 
• Juíza de SP envia denúncia contra Lula para Moro. Ex-presidente da República e as outras 15 pessoas denunciadas pelo Ministério Público de São Paulo ficarão sob a responsabilidade da Justiça Federal de Curitiba. Motivo: crimes investigados são de alçada federal. 
• Advogados de Lula vão recorrer contra decisão de juíza paulista. Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira decidiu encaminhar todo o processo da investigação sobre o triplex em Guarujá para a vara federal comandada por Sérgio Moro. 
• Lula pede atestado por dizer a verdade. Veja a íntegra do depoimento do ex-presidente à PF na 24ª etapa da Lava Jato. Petista prometeu ser candidato em 2018 e disse que a polícia terá que lhe pedir desculpas ao final das investigações. 
Lula prefere ficar com sua história construída na rua, diz Jaques Wagner. Ministro-chefe da Casa Civil diz que petista tem capacidade de agregar muito forte, mas não considera hipótese de assumir ministério. Depois de balanço sobre as manifestações, ele insistiu que não existe base jurídica para o impeachment. 
• País caminha para a pior recessão da história enquanto preço das ações sobe e real se valoriza. 
• PMDB e PSDB tratam do pós-Dilma, diz Aécio. Para tucano, políticos são necessários para resolver insatisfação popular. 
• Não se esperava outra cartada - Datafolha: perfil dos manifestantes na Paulista permanece elitizado. Levantamento mostra que apesar do significativo aumento do público nos protestos pró-impeachment, o perfil dos manifestantes não sofreu alterações e continua concentrado nas classes com maior renda.
• Governo regulamenta repatriação para arrecadar R$ 21 bi. Medida não vale para recursos obtidos de forma ilegal; auditores criticam. 
• Fatia da OAS na Invepar não atrai interessados. Após fracasso de leilão, ativo pode acabar nas mãos de fundos de pensão. 
• Senadores e deputados ficam fora da Lei de Repatriação. Todos os detentores de cargos, empregos ou funções públicas de direção ou eletivas não poderão aderir aos benefícios da Lei que regulariza recursos não declarados no exterior. O mesmo ocorre com os respectivos cônjuges e os parentes consanguíneos ou afins. 
• Delator citou cinco ex-governadores, diz revista. Agnelo Queiroz, José Roberto Arruda, Sérgio Cabral, Eduardo Braga e o senador Omar Aziz teriam sido citados pelo ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo. 
• Delcídio diz que Mercadante propôs ajuda financeira para evitar delação premiada. 
• Empresas recusaram acordo para encerrar a Lava Jato em 2014, diz jornal. Proposta partiu do ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que na época advogava para a Camargo Correa e Odebrecht. Acordo envolvia o pagamento de R$ 1 bilhão, mas as empresas não aceitaram. 
• STF publica ata que suspende nomeação de ministro da Justiça. A partir da publicação do documento, Wellington César Lima e Silva tem 20 dias para deixar o cargo. 
• Subprocurador da República será o novo ministro da Justiça. Eugênio Aragão entra no lugar de Wellington César Lima e Silva, que decidiu continuar no Ministério Público. Ele já foi cotado para ser um dos ministros do STF. 
• PGR e MP suíço consideram criar grupo conjunto de investigação. Procuradoria conduz três investigações envolvendo dados de pessoas que foram investigadas no país europeu: Operação Lava Jato, caso Swissleaks e escândalo de corrupção na Fifa. 
• Vladimir Putin anuncia retirada militar da Síria. Presidente russo diz que vai tirar 'parte principal' de suas forças do país. 

Vai deixar o quê? 
Não precisamos de videntes, quiromantes nem bolas de cristal. Saber o que vai acontecer é seguir a natureza das coisas. Amanhã, quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal dará início à elaboração do novo ritual capaz de regulamentar os mecanismos de perda de mandato de deputados e senadores quando acusados de praticar ações ilícitas no exercício de suas atribuições.
A mais alta corte nacional de justiça deverá determinar que, para ser julgado e perder seu mandato, o deputado ou senador precisará ter contra ele, em votação nominal, dois terços de seus pares. Sendo deputado, o processo irá ao Senado, para autorizar ou não o julgamento. Em caso positivo, caberá aos senadores abrir o processo relativo, em sessões presididas pelo presidente do Supremo. Mas se o presidente da República não tiver vindo do Congresso?
O alçapão estará aberto e, mesmo demorando alguns dias, estará fulminado, caso os deputados autorizem seu fuzilamento. Se for senador, mais fácil ainda, pois a autorização inicial equivalerá ao resultado final da decisão. Não sendo parlamentar, a queda será maior.
O problema é saber o que acontecerá à presidente Dilma Rousseff. Noves fora o ritual e as etapas para acusação, defesa e oitiva de testemunhas, depois que for caracterizada como ré, Madame será afastada do exercício da presidência da República, até o final do julgamento. Assumirá interinamente o vice Michel Temer.
Suponhamos essa hipótese. O que fará Dilma? Enquanto afastada de forma provisória, provavelmente não fará nada, exceção de reunir-se diariamente com seus advogados para cuidar da defesa.
Depois, na hipótese da condenação, se não o fez antes, estará cuidando do próprio futuro. Primeiro, decidir onde vai morar: Porto Alegre, Brasília ou mesmo Rio ou São Paulo? A que atividades se dedicará? Economista, dirigente de empresa, aposentada ou pronta para começar a redigir suas memórias? Editores não lhe faltarão, muito menos convites para consultorias ou bissextas palestras pelo planeta. Viagens ao exterior não parecem certezas, afinal, uma de suas características no poder não terá sido a de amealhar dinheiro fácil, como certos antecessores. Dar aulas sempre será possível, mas difícil, dado seu temperamento.
Mais conflituosos serão seus primeiros dias fora do poder. Ao sair, precisará despedir-se de seus ministros e auxiliares, situação constrangedora para todos. Reconhecer erros não parecerá fácil, quem sabe uma dose de humildade abrilhantará derradeira passagem pelo governo? Dirigir-se ao sucessor equivalerá a deglutir pílulas amargas, mas necessárias, porém que mensagem dedicará ao antecessor? Certamente reverenciais, até amenas, mas em momento algum significando submissão à responsabilidade pela débâcle. Se ela teve culpa, e grande, ele teve pior, como artífice de toda a trapalhada. A partir do impeachent, mais se afastarão suas relações, sobrando a triste conclusão de nenhum dos dois haver deixado herdeiros. Ao povo, Dilma dedicará alguma mensagem? Getúlio Vargas deixou o mais importante documento de nossa História. Fernando Collor, nenhum... (Carlos Chagas)

Vergonha, Falta de Vergonha e Moralidade.
 photo vergonha..._zpswatbodu5.jpg O sentimento de vergonha, devido a sua estreita ligação com a ética e a moralidade, é um tema que sempre foi estudado e debatido por pensadores e filósofos, desde os mais remotos tempos!
O Prof. Yves de La Taille, doutor em psicologia da Universidade de S. Paulo, é autor de um interessante e esclarecedor artigo sobre esse tema. Segundo ele, existem cinco pontos básicos que permeiam o sentimento de vergonha, a saber:
- o lugar do juízo alheio e do auto-juízo na experiência da vergonha; 
- o eixo temporal da vergonha (vergonha prospectiva e retrospectiva);
- as avaliações positivas e negativas deste sentimento; 
- a relação da vergonha com o Eu; 
- a relação entre vergonha e moralidade através do conceito de honra, (ou auto- respeito), como condição necessária ao agir moral.
Nos últimos anos, vários autores deram uma atenção especial ao estudo e análise desse tema, observando que o mesmo já fora tratado por Aristóteles, Descartes, Pascal, Rousseau, Kant e outros, atribuindo-lhe um lugar de destaque entre as paixões humanas. O filósofo Sartre afirmou que a vergonha é sentimento inevitável de estar no mundo e o biólogo Darwin, diagnosticou que o enrubescer é a mais especial e a mais humana de todas as emoções. Piaget dizia que o elemento quase material de medo, que intervém no respeito unilateral, desaparece progressivamente para dar lugar a este medo todo moral que é o de decair perante os olhos da pessoa respeitada, isto é, sentir vergonha
A capacidade de sentir vergonha é essencial ao agir moral. Quem sente vergonha por eventuais atos imorais que cometeu, está dizendo ou reconhecendo que agiu mal e está atribuindo um valor moral negativo a esses seus atos. A vergonha estaria, então, estreitamente vinculada ao redimir-se, ao eu, ao auto-respeito, ao sentimento de honra que perpassa toda a humanidade, desde os seus primórdios!
A introdução acima é para podermos situar a vergonha, ou a falta de vergonha, no atual momento da vida brasileira.
A falta de vergonha - aquela marca registrada do Sr. Paulo Maluf, no passado, parece ter se apossado do cenário atual brasileiro, atingindo quase todos os seus escalões e segmentos, passando por políticos, autoridades, Poderes constituídos, Empresas e seus Gestores! É impressionante ver o pouco valor que esses atores dão à vergonha na cara, ao seu eu, ao seu auto-respeito à destruição de sua auto-imagem perante as pessoas, a começar por seus familiares, perpassando por todo o espectro de suas relações pessoais e profissionais...
O mais lamentável de tudo isso é quando a falta de vergonha se transforma em escárnio e em deboche institucional! Isso que a sra. DIImáh está fazendo diante de toda a Nação brasileira, ao insistir em colocar o facínora e agora ladrão, Sr. Lulla, como seu Ministro, para protegê-lo das mãos da Justiça! Não há adjetivos que possam retratar o estado de decadência moral de nosso País, atingido pela falta de vergonha desse Governo e de seu PT-sindical apóstata, principalmente depois do sentimento de vergonha na cara expressado pela população brasileira, em todo o País, no último dia 13!
Por incrível que pareça, de minha parte, estou torcendo para que esse criminoso seja empossado como Ministro: o tombo será bem maior e a humilhação será definitiva, quando o STF colocar esse facínora atrás das grades!
O Brasil não pode se igualar por baixo, a esses desclassificados sem vergonha na cara!... (Márcio Dayrell Batitucci) 

Fábula curtinha e atualíssima...
Era uma vez um rei que queria pescar.
Chamou o seu meteorologista e pediu-lhe a previsão do tempo para as próximas horas.
Este assegurou que não iria chover.
A noiva do monarca vivia perto de onde ele iria, vestiu a sua roupa mais elegante para o acompanhar.
No caminho, ele encontrou um camponês montando seu burro, quando viu o rei e disse: - Majestade, é melhor o senhor regressar ao palácio porque vai chover muito.
O rei ficou pensativo e respondeu: - Eu tenho um meteorologista, muito bem pago, que me disse o contrário. ou seguir em frente.
E assim fez. Choveu torrencialmente.
O rei ficou encharcado e a noiva riu-se dele ao vê-lo naquele estado.
Furioso, o rei voltou para o palácio e despediu o meteorologista.
Em seguida, convocou o camponês e ofereceu-lhe emprego.
O camponês disse: - Senhor, eu não entendo nada disso. Mas, se as orelhas do meu burro ficam caídas, significa que vai chover.
Então, o rei contratou o burro.
E assim começou o costume de contratar burros para trabalhar junto ao Poder...
Desde então, eis a razão de burros ocuparem as posições mais bem pagas em qualquer governo. (AD) 
Quantos mais "não sei" acontecerão país a dentro? A tomada do poder no pais esvaiu moral, vergonha e o patrimônio nacional. Um propósito sabemos: imbecializar parte do povo. Ao restante que amarga, o que resta? (AA)

Nenhum comentário: