11 de fev de 2016

O povo, passarela pra política sambar...

• São Paulo tem disparada de casos confirmados de dengue. Ano já registra 30 novos doentes por dia na cidade, alta de 40% ante 2015. 
• Governo federal deve cortar até R$ 30 bilhões em gastos. Projeto prevê ainda a criação de uma margem de flutuação para o superávit. 
Judiciário intervém porque a política não resolve, diz associação dos magistrados. Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros condena ofensiva de aliados de Cunha contra o ministro Luis Roberto Barroso, cobra novo paradigma ético do Congresso e diz que Parlamento foge de suas responsabilidades. 
• Ex-ministro fez lobby para destravar obras da Petrobras, diz delator. Dono da UTC, Ricardo Pessoa relata ação de Manoel Dias a filho de presidente do TCU, acusado de atuar para defender os interesses da empreiteira no tribunal.
• Ministro ou advogado? Cardozo: Lula é vítima da Lava Jato e Dilma, da vingança de Cunha. Há um desencadear que se deu pela óbvia vingança do presidente da Câmara, que queria impor certas coisas ao Executivo e não teve o resultado que desejava, diz o ministro. 
• Advogados e juristas assinam desagravo à defesa de Lula. Profissionais saíram em defesa dos advogados do ex-presidente Lula, Nilo Batista e Roberto Teixeira. Documento reúne 142 assinaturas. 
• Juiz Moro considera válida prova suíça contra Odebrecht. Segundo decisão, papéis foram obtidos em trâmite irregular, mas não ilícito. Moro nega exclusão de documentos que comprometem Odebrecht. Advogados de Márcio Faria pediram a retirada de documentos bancários referentes à uma conta na Suíça de uma offshore controlada pela empreiteira. Divisão de inquérito sobre sítio foi divulgado por equívoco. Despacho de Sérgio Moro foi publicado inadvertidamente no site do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. 
• Condenado no mensalão tucano, Azeredo tem recurso negado. A defesa do ex-senador argumentou que magistrada teria omitido declarações de testemunhas que poderiam inocentá-lo foi omissa em relação ao processo movido pelo MP contra o lobista Nilton Monteiro. 
• Pesos-pesados da indústria não veem luz no fim do túnel. Representantes de um terço do PIB brasileiro preveem 2016 difícil. 
• Queda do dólar pode pressionar corte da taxa de juros. Governo considera que recuo da moeda deve trazer alívio para inflação. 
• Ministros se reúnem para discutir rumos da vacina contra o zika. Titulares da Casa Civil, da Ciência e Tecnlogia e da Saúde discutiram parceria entre institutos de pesquisa brasileiros e norte-americanos para desenvolver medicamento contra vírus.

• Após derrota, Hillary recalibra sua campanha. Ex-secretária de Estado aposta em minorias para se manter favorita. 
Venezuela já implodiu, e única solução é um pacto. Para historiadora, país precisará de conciliação para superar encruzilhada. 

Perversidade obscena.
Há dois objetivos doentios para a volta da CPMF. Além do óbvio desejo de se apropriar do que não é deles, os parasitas querem exercitar a masturbação fiscal excitando-se, com perversidade obscena, ao vasculharem a vida dos outros, desprezando os princípios que protegem a privacidade.
Somente em sociedades tribais ou submetidas a tiranias coletivistas, as pessoas não possuem o direito de viver privadamente.
Viver com privacidade não significa que devemos erigir muros ou cercas para nos sentirmos seguros de que ninguém irá nos ofender violando os limites da nossa propriedade, para abusar da sua liberdade em detrimento da nossa.
Viver com privacidade significa que ninguém, principalmente o governo, pode tratar quem quer que seja como sua propriedade, como um escravo a serviço da sociedade.
Viver com privacidade significa que ninguém, principalmente o governo, pode tratar a quem quer que seja, como um hospedeiro a serviço de parasitas que, pelo poder de coerção que detém, pilham e decidem com quem dividir o butim.
Nunca foi suficiente, a não ser como um paliativo para gerar uma falsa sensação de segurança, fazermos a nossa secessão da sociedade construindo muros e cercas, como podemos ver em qualquer cidade do Brasil.
Muros e cercas podem afastar os bandidos mirins, os intrusos ocasionais, jamais afastam do nosso encalce os verdadeiros bandidos mão-grande, até porque, como profissionais da parasitagem, taxam na fonte o que produzimos para consumir e taxam de novo o que consumimos para viver.
Esta semana, não foi por coincidência que Dilma Rousseff foi ao Congresso vociferar em favor da CPMF, enquanto a Receita Federal, inconstitucionalmente, instruía normativamente os bancos para enviarem, como dedo-duros oficiais, informações sobre os gastos das pessoas.
O sistema foi estabelecido para sermos pilhados, não apenas no sentido de sermos roubados da nossa liberdade e propriedade. Mas, também, para sermos pilhados na nossa privacidade, aquela que para estes, especialistas na vida dos outros, nenhum muro ou cerca é capaz de proteger. (Roberto Rachewsky) 

Intel bate recorde com sinfonia de 100 drones a voar.
. O que é melhor que um drone a voar? Segundo a Intel e o Guinness Book of Records, são 100 drones em voo simultâneo, numa atuação que valeu à Intel um recorde mundial.
. Esta demonstração - chamada Drone 100 - colocou 100 pequenos drones em voo simultâneo a fazer uma coreografia luminosa, enquanto no solo uma orquestra ia tocando a Quinta Sinfonia de Beethoven. O resultado poderá ser descrito como um espetáculo de fogo de artifício onde o fogo nunca caia do céu... pelo menos, enquanto houvesse bateria nos drones.
. A Intel desenvolveu software específico para coordenar o voo de tal quantidade drones, e também para garantir a sua sincronização luminosa ao ritmo da música tocada ao vivo.
... O resultado foi excelente, e poderá muito bem servir de inspiração para o futuro dos espetáculos luminosos. Ao menos aqui não estamos a estourar fogo de artifício, o que permitiria fazer espetáculos mais silenciosos, duradouros, e... recicláveis.
A inveja, a crise e as trevas.
Eu matei Mozart!, grita o invejoso Antonio Salieri criado por Milos Forman em Amadeus. Nada poderia ser mais distante da realidade. Salieri foi um músico extremamente bem-sucedido, suas obras foram aclamadas em vida e ele chegou a dar aulas para Beethoven, Schubert e Lizst, enquanto Mozart lutava para sobreviver. Mesmo assim, a ficção acabou colando em Salieri a pecha de um dos mais odiosos e ressentidos personagens da história, que terminou seus dias solitário e taciturno num manicômio.
Outro ícone da inveja é Iago, criado por William Shakespeare em Otelo. Iago convence o mouro da infidelidade da esposa Desdêmona por ter sido preterido numa promoção. O invejoso fabrica em sua mente perturbada uma injustiça irreal cometida por seu superior como forma de explicar a própria derrota. O final é trágico para todos.
O maior de todos os invejosos, sem dúvida, é Satanás. Como descrito em Paraíso Perdido, de John Milton, Lúcifer é um líder protorrevolucionário que fomenta uma rebelião fracassada contra Deus. Sua maior arma é a astúcia, a persuasão, a mentira dissimulada e o carisma. Sua meta é corromper o espírito dos anjos por causa de sua própria sede de poder: melhor reinar no Inferno do que servir no Céu.
A inveja que envenena a alma do indivíduo é capaz de destruir um país. Alain Peyrefitte explica: a sociedade de desconfiança é uma sociedade temerosa, ganha-perde: uma sociedade na qual a vida em comum é um jogo cujo resultado é nulo, ou até negativo; propícia à luta de classes, ao mal-viver nacional e internacional, à inveja social, ao fechamento, à agressividade da vigilância mútua. A sociedade de confiança é uma sociedade em expansão, ganha-ganha; sociedade de solidariedade, de projeto comum, de abertura, de intercâmbio, de comunicação.
Em outubro último, num momento sintomático da miséria ideológica nacional, professores que faziam uma manifestação em São Paulo apedrejaram um carro de luxo, raríssimo no Brasil, pertencente a um desconhecido. O veículo apenas passava pelo local rebocado por um guincho. O que leva gente que vai formar as novas gerações de brasileiros a acreditar que o vandalismo bestial e invejoso fará algum bem a ele ou ao país? Como conseguiram corromper de tal forma suas almas?
O Brasil é uma sociedade de desconfiança, de ganha-perde. Muitos brasileiros já entenderam o papel deletério exercido pelo Estado hipertrofiado e tentacular em suas vidas, que obriga o país a trabalhar cinco meses por ano para sustentar sua máquina corrupta, inepta e perdulária. Pelo quinto ano seguido, o país ocupa o último lugar no ranking sobre retorno dos impostos.
Professores que apedrejam carros nas ruas são a face visível de uma doença social e moral muito mais grave e profunda. Eles agem como esbirros de uma engrenagem que há décadas envenena e racha o país, destruindo a capacidade de associação e colaboração dos brasileiros a partir das instituições sociais tradicionais como família, trabalho, escola, associações de bairro, igrejas e instituições filantrópicas, deixando apenas o Estado no lugar.
Uma sociedade em que o cidadão perde a confiança nela própria será sempre disfuncional. A confiança, com responsabilidade e liberdade, sem a intermediação autoritária, ineficaz e corrupta do poder estatal, é o pilar de relações sociais frutíferas e moralmente saudáveis.
Enquanto o Brasil não acabar com a onipresença sufocante do Estado e voltar a fomentar a liberdade, o empreendedorismo e a associação voluntária e mutuamente benéfica entre os cidadãos, estará sempre refém de governantes e burocratas que buscam arbitrar cada aspecto de suas vidas para pilhar seus recursos e consolidar o próprio reino de trevas, um objetivo em estágio já bastante avançado. (Alexandre Borges, publicitário, é diretor do Instituto Liberal)

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