5 de jan de 2016

Complementos...

• Estudantes saíram da escola estadual Fernão Dias Paes, símbolo dos protestos contra a reforma do ensino do governo Geraldo Alckmin (PSDB), após 55 dias de ocupação. 
• O sinal do dólar: Grande desvalorização do real é consequência da difícil situação das contas públicas do país. Mercado tenso impõe ao Planalto cautela em estímulo. Para governo, turbulência nas Bolsas mostra que não se pode afrouxar ajuste. 
• Três em cada quatro metrópoles têm queda de receita com imposto. Crise derruba investimento de 38 dos 50 municípios mais populosos do país.
• Crítica de ministro acentua mal-estar entre PT e Planalto. Em entrevista à Folha, Jaques Wagner disse que sigla se lambuzou no poder. 
• Cortes na PF vão impactar Lava Jato, dizem delgados. Lei aprovada pelo Congresso prevê R$ 133 mi a menos para a polícia em 2016. 
• Importação cai, e superavit do Brasil é maior desde 2011. Crise e dólar caro fizeram país deixar de comprar US$ 57,7 bi no exterior. 
• Pedaladas digitais: Governo celebra a massificação da banda larga nas escolas, mas esquece da velocidade da internet. 
• Analistas fazem projeções para o mercado com e sem Dilma. Cenário que mais os anima é com Temer na Presidência e ajuste fiscal realizado. 
• A conta não fecha: Pesquisa da CUT mostra resistência popular a qualquer forma de ajuste econômico realista. 
• Processos de cassação de governadores não avançam. Tramitação das ações tem sido protelada por manobras judiciais. 
• Base de ministro do Turismo tem maior verba para festas. Natal (RN), governada por primo de Henrique Eduardo, recebeu R$ 750 mil.
 • Número de incêndios florestais cresce 27% no país. Queimadas chegaram a 235.629 em 2014, próximo ao recorde de 249.291. 
• Escalada para o inferno - O primeiro Boletim Focus do ano mostra a nova escalada para o inferno sem fim: 1 - a expectativa para a inflação em 2016 medida pelo IPCA subiu de 6,86% na semana passada para 6,87% hoje; 2 - a previsão do PIB para 2016 mostra recuo de 2,95%, contra 2,81% na expectativa da semana passada. 
• Cidade do ES tem 1.037 desalojados após pedra deslizar. Prefeitura isolou raio de 80 metros no local; acidente deixou 15 feridos. 
Como pegar e não pagar!
• Bolsa empresário - Depois de despejar R$ 362 bilhões até 2014 em empréstimos subsidiados do BNDES para a compra de máquinas e equipamentos, o governo encerrou o PSI (Programa de Sustentação de Investimentos) no final do ano passado com uma conta para pagar de pelo menos R$ 214 bilhões.
. A maior parte desse valor (R$ 184,0 bilhões) entrará na contabilidade da União como dívida pública.
. O restante (R$ 30 bilhões) terá de ser coberto pelo Tesouro até 2041 para compensar a diferença entre os juros pagos pelo BNDES à União na captação dos recursos (mais elevados) e as taxas cobradas dos tomadores dos empréstimos (abaixo da inflação).
. Conhecido ironicamente como Bolsa Empresário, o PSI não ofereceu à economia um estímulo à altura dos desembolsos realizados desde 2009, quando o programa foi criado para ajudar a tirar o país da crise global.
. Os benefícios foram pontuais em alguns setores e maiores para grandes empresas, que normalmente têm acesso a outras fontes de financiamento.
. Por meio da Lei de Acesso à Informação, a Folha obteve as planilhas de quase 1 milhão de empréstimos do PSI, que liberou R$ 362,3 bilhões, entre 2009 e 2014, cobrando juros abaixo da inflação. Os dados de 2015 ainda não foram fechados.
. A análise deste material revelou que 1% dos 315 mil beneficiados concentrou 56% dos empréstimos, cerca de R$ 203 bilhões. Desse grupo só fizeram parte grandes empresas e até empresários. (Folha de São Paulo)

• Protesto na noite de sábado (2) em Teerã próximo à embaixada da Arábia Saudita por causa da execução de clérigo xiita; governo de Riad anunciou rompimento das relações com o Irã. Irã e Arábia Saudita esperavam desculpa para romper. EUA serão decisivos para determinar o quão arriscado o jogo se tornará. Aliados seguem a Arábia Saudita e se afastam do Irã. Bahrein, Sudão e Emirados Árabes anunciam afastamento diplomático. 
• Obama criará medidas para elevar controle sobre armas. Novas regras estarão em ordens executivas para driblar o Congresso dos EUA. 
• Nasa ganha aumento de verba para suas missões . Orçamento irá de US$ 18 bi para US$ 19,3 bi, aumento de 7,2%. 
• Tensão precede posse opositora em Caracas. Nova Assembleia, controlada por antichavistas, teme violência de governistas. Posse da oposição nesta terça acirra conflitos na Venezuela. Na véspera da cerimônia, chavistas bloqueiam entrada de líder na Assembleia. 
• Desaceleração na China faz dólar disparar e superar R$ 4. Notícia também motivou desvalorização de matérias-primas e ações pelo mundo. 

Atraso em refinaria e alta da demanda causam falta de gasolina no Nordeste.
. Depois de tantos anos, mas, agora, como mais um reflexo da degradação de nosso País, promovida pelo PT-sindical, a Petrobras parece que começa a não cumprir sua principal Missão: Atuar de forma segura e rentável, com responsabilidade social e ambiental, nos mercados nacional e internacional, fornecendo produtos e serviços adequados às necessidades dos clientes e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e dos países onde atua.
. Nos tele-jormais de hoje, vi vários postos, em várias cidades do Brasil, onde não existia combustível disponível para os clientes...
. E, não venham com essa de que ...o principal motivo para a falta de combustíveis foi um aumento inesperado da demanda...
. Como bem frisam os textos abaixo, é uma questão de ...cadeia para esses calhordas, que torraram 20 bilhões de dólares, na Renest... e ninguém ainda sabe para que...
. No passado, antes dessa turma PTista-sindical, mesmo na grande crise do petróleo, ou em períodos de longas greves, a Petrobras deixou de cumprir sua Missão!...
. Agora... (Márcio Dayrell Batitucci)
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. É por isso que têm que ir, todos, para a cadeia. Não se pode esbanjar impunemente dessa forma o patrimônio público e privado (mesmo privado, o patrimônio de uma S/A de capital aberto tem significado social. Quando a S/A é de economia mista, esse aspecto é ainda mais evidente).
. A Rnest tem problemas evidentes de inserção na logística de abastecimento do país. Quando se esperava que ela apenas suprimisse a importação de diesel, ela acabou tirando, por tabela, mercado de diesel da REFAP, o que significa que parte do que ela produz está vindo no sentido sul. Em contrapartida, vai gasolina, que ela não produz. Se produzisse, esse vaivém seria eliminado ou pelo menos reduzido, aumentando ainda a segurança do abastecimento do nordeste, que atualmente, mesmo com a refinaria, continua vulnerável. Com o que torraram e roubaram de grana certamente a Rnest poderia ter unidades de conversão.
. Ainda levará um bom tempo para que se tenha a exata dimensão dos estragos que esses lesas-pátrias nos fizeram, e muito mais tempo ainda para nos recuperarmos deles.
. Não foram só a Petrobras e as Fundações as vítimas desses calhordas.
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. E a notícia, em parte, não procede, uma vez que a Rnest não possui unidades de produção de gasolina. Sua estrutura é voltada ao processamento de petróleos ultra pesados, mais especificamente o de Carabobo (ou cara de bobo?).
. Vê-se a total irresponsabilidade de devaneios do tal de Lula, que nem sabe diferenciar petróleo de óleo combustível.
. A refinaria, que terá, ao seu final, dois trens de processamento, não dispõe de unidades de destilação à vácuo e nem de FCC e são voltadas à maximização de óleo diesel e coque.
. Jamais poderiam ser contadas para atender a demanda de gasolina, que continuará a ser importada.
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. Depois de torrarem 20 bilhões de dólares na Rnest, o abastecimento de gasolina do nordeste depende da RPBC... E ou não é o caso de meter toda essa turma na cadeia, a começar por Lula, Dilma e Gabrielli? 
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. Um atraso na partida de uma unidade da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, e o aumento da demanda por combustíveis acima do esperado causaram a falta de gasolina no Nordeste do país, afirmou nesta quarta-feira uma fonte da Petrobras com conhecimento direto do assunto.
. A unidade, sobre a qual a fonte preferiu não entrar em detalhes, estava passando por uma manutenção periódica e teve seu retorno à operação atrasada em cinco dias.
. Deixou-se de produzir por esse atraso cerca de 15 mil a 20 mil metros cúbicos de gasolina em Cubatão. Parte da gasolina processada em São Paulo atende ao mercado do Nordeste, explicou a fonte à Reuters, na condição de anonimato.
. Inaugurada em 1955, a RPBC foi a primeira refinaria a ser construída pela Petrobras e tem capacidade instalada para processar 178 mil barris de petróleo por dia.
. A fonte frisou, no entanto, que o principal motivo para a falta de combustíveis foi um aumento inesperado da demanda e que a expectativa é que a situação se normalize até o fim da semana.
. Procurada, a Petrobras informou que houve atrasos na entregas de gasolina em alguns locais de Pernambuco e Paraíba, em virtude de demora na atracação de navios de cabotagem. Mas não entrou em detalhes sobre quais seriam os motivos.
. A empresa disse que um navio atracou na terça-feira na Paraíba, para entregas de gasolina no Estado, enquanto outro com o mesmo objetivo atracou nesta quarta-feira em Pernambuco.
. O diretor do Sindipetro Litoral Paulista (Sindipetro-LP), filiado à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Marcelo Juvenal, afirmou à Reuters que a RPBC tem sofrido problemas operacionais decorrentes da greve dos petroleiros em novembro.
. Isso porque a companhia, segundo Juneval, teria realizado manutenções com equipes terceirizadas sem que funcionários da unidade estivessem presentes para acompanhar. Agora, segundo o sindicalista, vários equipamentos apresentam problemas.
. Nós havíamos pedido para negociar a parada de unidades da refinaria com precaução, mas ignoraram. Algumas paradas foram feitas em cima da hora… A Petrobras tinha que ter aguardado o fim da greve para fazer as manutenções, afirmou Juvenal.
. A greve dos sindicatos filiados à FNP teve início no fim de outubro, avançando em grande parte de novembro, com forte adesão dos petroleiros da refinaria de Cubatão. 
. O sindicalista destacou que, durante a greve, a refinaria passou a operar com apenas 40 por cento de sua capacidade. (Rodrigo Viga Gaier e Marta Nogueira) Fonte

As instituições estão funcionando!
A frase vem sendo pronunciada por muita boca bem falante e mal pensante: Está tudo sob controle, a democracia consolidada e as instituições funcionando. Sim, sim, claro. E eu quero saber onde caiu a minha chupeta que está na hora de nanar.
Não somos crianças. Falem sério! Está tudo sob controle de quem? Como ousam chamar democracia o ambiente onde agem essas pessoas que se acumpliciaram para dirigir a República? A única ideia correta na citação acima é a que se refere às instituições. Elas estão funcionando, mesmo. O Brasil que temos, vemos e padecemos é produto legítimo e acabado do seu funcionamento. Acionadas, produzem isso aí. Sem tirar nem por.
Eis o motivo pelo qual os figurões do governo frequentemente sacam de sua sacola de argumentos a afirmação de que as coisas sempre foram assim. De fato, embora não no grau superlativo alcançado nos últimos 13 anos, o modelo institucional republicano tornou crônicos os mesmos males. Em palestras, refiro-me a isso mediante uma analogia. Instituições, digo, são como sementes. Uma vez plantadas, germinam, ou seja, funcionam e produzem conforme determinado pela natureza da semente. É o nosso caso. À medida que a urbanização nos tornou sociedade de massa e o Estado empalmou o poder (vejam só!) de definir os valores, a verdade e o bem, decaiu o padrão cultural e moral médio, inclusive, claro, dos membros dos poderes de Estado. Eu assisti isso. Mas a sedução do modelo aos piores vícios, a destreza com que gera crises e a inaptidão para resolvê-las é exatamente a mesma ao longo do período republicano.
A ordem juspolítica engasgada pretende, agora, obrigar-nos a arrastar por mais três anos esse peso governamental insepulto como se fosse honorabilíssimo dever cívico. Graças a ele, o ministro Toffoli proclama que o STF, cada vez mais, se afirma como Poder Moderador. Credo, ministro! O topo do Poder Judiciário, sem voto e sem legitimidade, pretende usurpar vaga no topo do Poder Político? Bem, foi isso que se viu na deliberação sobre do rito do impeachment.
Precisamos, sim, de um Poder Moderador, que não se legitima com mero querer de um grupo bem suspeito de pessoas, mas com a separação consolidada na quase totalidade das democracias estáveis: o chefe de Estado (Poder Moderador) é uma pessoa e o chefe de governo é outra (que cai por mera perda de confiança). O impeachment, lembrava Brossard, nasceu na Inglaterra medieval e sumiu, substituído pelo voto de desconfiança dado pelo parlamento. Mas nós gostamos, mesmo, é de pagar caro por esse sistema travado e encrenqueiro que aí está. (Percival Puggina)

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