23 de nov de 2015

Quem faz as lições governando o país...

• Estados aprovam pacote de impostos contra crise. Projeções dos governos apontam que os contribuintes pagarão ao menos R$ 8,58 bilhões a mais em 2016 por novos tributos em itens como cosméticos, carros de luxo, bebidas alcoólicas e herança para driblar a crise; em Sergipe, os aumentos incidiram até sobre artigos de sex shop e pranchas de surfe. 
• No litoral do Espírito Santo boias de contenção não impedem que lama atinja vegetação na foz do Rio Doce. Samarco instalou nove quilômetros de barreiras de contenção para proteger área de transição entre o rio e o oceano. A onda de rejeitos atingiu a vegetação e os locais onde vivem os caranguejos da espécie Guaiamu. Fauna marinha está ameaçada. Peixes estão morrendo após chegada da lama ao litoral capixaba. Falta de água após lama atrai oportunistas. Moradores de Colatina (ES) reclamam de quem se aproveita da crise para lucrar. Após desastre ambiental, pesca no rio Doce deve levar 10 anos para normalizar. 
• Prefeitos de MG pedem aumento de impostos para mineração. Defendem Novo Código de Mineração Brasileiro, em tramitação no Congresso Nacional: Também é fundamental contemplar com novos recursos as demais cidades dos Estados que têm esse tipo de exploração, pois elas também são afetadas direta ou indiretamente, como esse triste episódio. 
• Cunha já prepara recurso para tentar barrar própria cassação. Com crise agravada, peemedebistas tentam isolar Cunha. Dirigentes afirmam que acusações são um fator de constrangimento. 
• Descalabro: Ao menos cinco servidores pagos pela Câmara atuam na ONG do deputado federal e apresentador de TV Celso Russomanno (PRB), líder em pesquisa para a Prefeitura de São Paulo, com 34% das intenções de voto. 
• Muçulmanos que vivem no Rio sofrem ataques após os atentados. 
• Decisão do TCU sobre pedaladas pode ficar para 2016. Após rejeição das contas de 2014 por unanimidade, o governo entrou com recurso no órgão; o relator desse processo, ministro Vital do Rêgo, está desde terça-feira em viagem oficial à Austrália, e volta somente para as duas últimas sessões do ano, previstas para os dias 2 e 9 de dezembro; além disso, o TCU deve julgar 17 autoridades por atraso em repasses a bancos em 2014; seguindo o calendário, o caso só deve se encerrar no próximo ano. 
• Não está fácil pra ninguém. Papai Noel tem dificuldade de achar trabalho. 
• Taxa de desemprego no país já ameaça superar os dois dígitos; índice é maior entre os mais jovens. 
• Dilma atrasa pagamentos de obras rodoviárias. Dados apontam que Executivo está adiando desembolsos autorizados. 
• Petrobras quer baixar repasse ao governo. Estatal saiu derrotada em uma disputa com a Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre as participações especiais relativas ao lucro obtido na produção de petróleo nas áreas de Lula e Cernambi, no pré-sal da Bacia de Santos, e teve de pagar cerca de R$ 650 milhões no terceiro trimestre; a companhia defende a separação dos dois campos porque quanto maior a área, maior o valor a ser pago. 
• Com dívida de R$ 90 mi, PT sofre garrote financeiro. Dívidas de 2014 do Partido dos Trabalhadores somam mais de R$ 90 milhões e a legenda não tem conseguido arrecadar mais recursos desde que o ex-tesoureiro, João Vaccari Neto, foi preso na Operação Lava Jato; dirigentes do partido, comandado por Rui Falcão, já temem até o bloqueio do fundo partidário em ações de cobrança de dívidas; além disso, o PT pode vir a ser atingido por uma iniciativa do Ministério Público que pode responsabilizar a legenda por parte dos desvios na Petrobras; candidatos em 2016 terão que responder por suas próprias campanhas. 
• Governo eleva custo da energia em usinas que vão a leilão. Objetivo é arrecadar R$ 17 bilhões e reduzir o déficit nas contas públicas.
• Bloqueio de bens pelo TCU pode atingir Dilma: Os bens dos integrantes do conselho de administração da Petrobras, na época da compra da refinaria americana de Pasadena, poderão ter os bens bloqueados, como já aconteceu aos membros da diretoria executiva da Petrobras, caso os ministros do Tribunal de Contas da União decidam responsabilizá-los pelo negócio considerado lesivo. Entre os conselheiros, está Dilma Rousseff, que o presidia na ocasião; Tudo combinado: O envolvimento dos colegiados foi combinado: o conselho referendou a operação de Pasadena já no dia seguinte ao fechamento do negócio; Batom na cueca: Essa pressa do conselho de administração de referendar a compra de Pasadena representa uma espécie de batom na cueca de Dilma. (Diário do Poder) 
• Sem receber, médicos da Unimed Paulistana temem assumir dívida. Lei prevê que cooperados podem ter de arcar com o prejuízo bilionário se bens da organização forem insuficientes.
• Audiência sem acordo: Villa vs Lula. Aqui
• O tamanho da rapinagem.  Aqui
• Surto de Zika Vírus e bebês nascendo com cabeças menores, reativam Força Tarefa Emergencial. Outra coisa que foi abafada pelo desgoverno e pela velha imprensa e que agora volta ser tratada, o surto de Zika Vírus que veio do Haiti e que se espalha assustadoramente, junto com a Dengue. Os trabalhos do grupo, que é o mesmo que atuou durante a pandemia da Gripe A, devem começar nesta semana. Além do Ministério da Saúde, a Defesa e as Forças Armadas estão entre as pastas que farão parte da ação conjunta emergencial.
• Prefeito de Nova Friburgo é condenado pela Justiça Federal.
• Decisões autocráticas de Hollande se repetem desde a noite dos atentados. Hollande e Cameron visitam sala de espetáculos do Bataclan. Premiê britânico defende atacar o Estado Islâmico e fala em ofensiva na Síria após visita. 
• Scioli admitiu derrota e Macri é o novo presidente da Argentina em 2º turno na eleição pela primeira vez e põe fim a 12 anos de kirchnerismo. Vitória de Macri é um baque para a esquerda latina: Ele não é peronista nem da ala radical. Enquanto simpatizantes de Mauricio Macri comemoravam a vitória na eleição presidencial deste domingo ao som de música brasileira, o novo presidente argentino garantia que sua primeira visita de Estado será feita à presidente Dilma Rousseff, no Brasil; Para o governo brasileiro será muito mais fácil trabalhar com a gente do que com a Cristina, declarou a Guido Nejamkis, editor do 247 em espanhol, um dos principais formuladores da política externa de Macri; novo presidente pretende estabelecer políticas em sintonia com os ministros pragmáticos do governo Dilma, que seriam Joaquim Levy, Armando Monteiro e Kátia Abreu; no entanto, deve haver mudanças em relação à Venezuela; Macri pedirá que o país de Nicolás Maduro seja expulso do Mercosul, caso não liberte os presos políticos. 
• Sobe para 104 número de mortos em deslizamento de terra em mina de jade. Em Mianmar, a tragédia aconteceu na região de Hpakant. 
• Obama pede que líderes mundiais compareçam a conferência em Paris. 
• Outro grupo radical do Mali reivindica autoria do ataque a hotel. 
• Paquistão: fábrica é incendiada após profanação ao Alcorão. Bélgica mantém alerta máximo ao terrorismo.
• Austrália: Grupo anti-Islã entra em confronto com militantes contra racismo e terrorismo.

A escrivaninha vazia de Negrão de Lima.
Deputado Federal, Ministro da Justiça, das Relações Exteriores, Prefeito do Distrito Federal, Embaixador em Portugal, por último Governador da Guanabara, Negrão de Lima trouxe de Minas Gerais múltiplas lições de competência política. Uma delas, de jamais ir para casa, à noite, sem despachar o último papel levado ao seu gabinete ou adotar a derradeira decisão inadiável. Deixava limpa a sua escrivaninha e explicava não ter certeza de que voltaria na manhã seguinte para continuar a trabalhar. Em especial quando depois de eleito governador, candidato das oposições ao regime militar e sob a má vontade dos então detentores do poder. Tentaram impedir sua posse e viu-se processado como comunista em Inquéritos Policiais Militares, livrando-se deles por sua óbvia resistência a todo tipo de radicalismos. Era visto como adversário, até como inimigo pelos generais-presidentes, mas conseguiu conviver com todos e cumpriu os cinco anos de seu mandato. Morreu pobre.
Lembra-se a memória de um dos grandes políticos que o Brasil já teve por conta da escrivaninha vazia de todas as noites. Se não voltasse, nada ficaria devendo às suas obrigações.
Transplantando aqueles idos para hoje, a conclusão é de que fazem falta as lições de Negrão de Lima. Porque a prática dos governantes de agora é de não fazer hoje o que pode ser deixado para amanhã. Quantas decisões a presidente Dilma vem protelando, especialmente depois de reeleita? Da reforma do ministério que levou quase um ano para acontecer de forma pífia, até convencer-se de que vivíamos uma crise dos diabos, Madame hesitou e ainda hesita. Precisaria virar o jogo, adotando um programa de sacrifícios e de retomada do crescimento, mas não se decide. Deveria, mas não ousa, enquadrar as elites através do imposto sobre grandes fortunas e a taxação de heranças. Passa ao largo da necessidade de estabelecer amplo projeto de combate ao desemprego por meio de obras públicas. Deixa de elaborar mudanças essenciais no pacto federativo, como se Estados e Municípios não lhe dissessem respeito. Volta as costas para aumentar investimentos em educação e saúde públicas. Tergiversa frente à importância de reduzir juros e duplicar o salário mínimo. 
Essas e quantas outras iniciativas a presidente leva para casa, todas as noites, sequer sem trazer soluções no dia seguinte? Ao retornar, encontra a mesa de trabalho sempre mais atulhada de obrigações adiadas. Deveria, ao menos, encomendar uma biografia de Negrão de Lima... (Carlos Chagas) 

Situação Brasil. 
Neste ano de 2015, quando a maioria dos brasileiros finalmente entendeu que a situação econômica do país é bem pra lá de crítica, até dia 30 de outubro, nossa dívida pública consumiu 939 bilhões de reais, ou para entender melhor o caos em que nos encontramos, cerca de 49,0% de todo o gasto do governo federal.
Esta montanha de recursos deve-se ao volume da dívida nacional, a qual finalizou setembro último com 3,8 trilhões de reais (dívida interna) e 561 bilhões de dólares (dívida externa). Se computarmos o valor do dólar a quatro reais concluímos que a dívida pública total já é superior a seis trilhões de reais, acima portanto, de nosso PIB.
No ano passado nosso PIB nominal (sem considerar inflação), foi de 5,521 trilhões de reais e estamos vivenciando uma séria recessão técnica que fará nosso PIB 2015 recuar no mínimo 3,2% e, dentre as grandes potências do mundo, nosso Brasil varonil é o único país que enfrenta recessão. Uma vergonhosa incompetência administrativa.
A meta de superávit primário (pagamento dos juros da dívida, para que ela pelo menos não cresça), virará déficit de 120 bilhões porque precisamos acertar as pedaladas para não quebrar nem o BNDES, nem o BB e nem a CEF.
O desemprego não para de crescer e atormenta a vida de milhões de brasileiros. Segundo o IBGE estima-se agora em 7,9% e, nos últimos doze meses, mais de 1,3 milhões de trabalhadores perderam seus empregos. Só no último outubro foram mais de 170 mil desempregados. Isso apenas na iniciativa privada porque as empresas públicas não demitiram ninguém. Pode isso? No Brasil não só pode como é lei, e a isso denomino indisciplina com dinheiro público. E, para nosso desassossego, ocorre em todas as esferas de poder.
Os preços do petróleo e seus derivados caem fortemente no mundo mas no Brasil os combustíveis não param de subir, como se estas coisas fossem dissociadas. Loucura não é? E a greve dos caminhoneiros foi paralisada na base da truculência, porrada e multas pesadas. Muito diferente das ações governamentais quando o protagonista da greve ou manifestação é o MST ou tantos outros baderneiros inveterados.
E o país, meus prezados, ainda não chegou ao fundo do poço. Por isso eu questiono: O impeachment de Dilma é golpe? Não, não é! O impeachment desta senhora é inevitável, imprescindível e absolutamente urgente!
Confio no país e na sua capacidade de recuperação, mas, precisamos ter comando competente nas rédeas desta abençoada nação. Oro para que esta transição ocorra de maneira pacífica e ordenada e clamo para que Lula pare de falar asneiras. Vista o pijama e saia de cena! (João Antonio Pagliosa, engenheiro agrônomo)

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