20 de out de 2015

A rotina dos fatos afronta o povo...

• Deixar a CPMF voltar é colocar no ralo o dinheiro nas mãos desse desgoverno. (AA) 
• Cilindros de gás de pizzaria estavam vazando, diz secretário. Para Pedro Paulo, há fortes indícios de que origem de explosão que feriu oito pessoas esteja no estabelecimento. Imóveis usavam botijões em área de gás encanado. Estocagem irregular de gás pode ter causado explosão no Rio, diz polícia. Enquanto aguarda o laudo da perícia e do Corpo de Bombeiros, até o momento a polícia ouviu 13 pessoas e Defesa Civil interdita 54 imóveis. 
• Greve dos bancos faz INSS adiar prova de vida. Paralisação não tem previsão de término. 
• Governo planeja recorrer novamente ao STF para deter impeachment. 
• Novo pedido de impeachment que será apresentado nesta terça-feira 20 pela oposição, ancorado nas chamadas pedaladas fiscais que teriam continuado a ocorrer em 2015, já chega marcado pelo descrédito; primeiro, porque as contas de 2015 nem foram julgadas; segundo, porque o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é acusado pela procuradoria-geral da República de ter escondido um patrimônio de R$ 61 milhões nos últimos anos em suas contas internacionais - e por isso mesmo ele decidiu recorrer ao Supremo Tribunal Federal para restabelecer o rito anterior do impeachment, que tira do golpe a sua assinatura; se isso não bastasse, a Justiça Federal pediu para investigar Augusto Nardes, o relator das pedaladas no TCU; é por essas e outras que Paulinho da Força (também investigado no STF) admitiu não ser fácil derrubar a presidente Dilma Rousseff. 
• Presídios superlotados são controlados por presos em P. ONG Human Rights Watch revela que detentos têm chaves de celas e vendem drogas. 
• Paralisia da Petrobras pode anular crescimento do Brasil. Nos últimos 10, 12 anos, a Petrobras foi o centro de um setor de produção de petróleo e de estrutura de refino que representa entre 10 e 15% do PIB brasileiro. Além disso, representa 30 a 40% do investimento brasileiro. Consequentemente, quando se tem uma situação de paralisia da Petrobras, é uma situação de impacto de 1 a 2% do PIB brasileiro. Como nosso crescimento está nessa faixa, significa crescer ou não crescer, disse o ex-presidente da Petrobrás Sergio Gabriell, no programa Contraponto. 
• Receita Federal vai cobrar dos delatores da Lava Jato o Imposto de Renda sobre os valores devolvidos; Pedro Barusco, por exemplo, que topou devolver quase US$ 100 milhões, terá, em tese, de pagar ao Leão mais uns 50% desse valor - somando IR e multa. 
• Defesa questiona terceira prisão de Odebrecht. Nabor Bulhões vai ingressar com pedido de habeas corpus para o seu cliente no Supremo; segundo ele, a nova determinação de prisão é manifestadamente ilegal: Nós estávamos entrando no STF com pedido de extensão (da liberdade que foi concedida a Alencar), afirmou; Agora, vou ao STF para corrigir isso, completou; ele se refere à decisão do ministro Teori Zavascki que beneficiou Alexandrino Alencar, executivo da companhia. 
• Déficit primário em 2015 poderá chegar a R$ 50 bi. Governo deverá anunciar que fechará o Orçamento 2015 com um déficit entre 0,5% e 0,85% do Produto Interno Bruto (PIB), algo próximo dos R$ 50 bilhões; no início do ano, estimativas apontavam para uma meta de superávit da ordem de 1,13% do PIB, cerca de R$ 66,3 bilhões; em julho, este índice foi revisado para 0,15% do PIB (R$ 8,8 bilhões); caso o pior cenário seja concretizado, um déficit primário de 0,85% seria o maior desde que a série histórica começou a ser acompanhada pelo Banco Central, em 2001. 
• Lava Jato decifra anotações de Odebrecht. No celular do executivo, apreendido na deflagração da Operação Erga Omnes, em 19 de junho, investigadores descobriram mensagens cifradas com supostas estratégias de Marcelo contra a operação; ao decretar nova prisão preventiva do executivo, o juiz federal Sérgio Moro citou as anotações: O risco à investigação e à instrução pelo emprego de métodos ilícitos, como destruição de provas e interferência na investigação, é, diante dessas mensagens, evidente
• O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu, em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal, que o ex-ministro José Dirceu perca o direito a prisão domiciliar, referente a sua condenação na Ação Penal 470, e passe a cumprir pena em regime fechado; para Janot, a Justiça do Paraná, responsável pela Lava Jato, indicou que Dirceu cometeu crimes de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pelo menos, até 23 de dezembro de 2014; o procurador diz que há prova contundente e abundante da prática criminosa, já que a denúncia foi aceita pela 13ª Vara Federal de Curitiba, e Dirceu virou réu na ação penal. 
O Fernando Baiano fez uma delação a la carte [sob encomenda] para suprimir eventuais incongruências de outros delatores, diz o defensor de Antonio Palocci, o advogado José Roberto Batochio, que estuda questionar a homologação da delação pelo Supremo; Baiano disse que a doação de R$ 2 milhões à campanha de Dilma em 2010 serviu para selar o apoio do PT, por meio de Palocci, ao então diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. 
• A delação premiada de Fernando Baiano, até agora, é a que mais nomes envolveu que , supostamente, teriam levado dinheiro da Petrobras: José Carlos Bumlai, Fabio Luis Lula da Silva, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Delcídio Amaral, Jader Barbalho, Silas Rondeau, só para começo de conversa. Tem mais, no entanto. 
• Rio publica lei que autoriza consumo de cerveja em estádios. Um atraso.
• Relatório da ONU condena cortes de orçamento da educação no Brasil. Fapesp corta R$ 13 milhões em bolsas. 
• PT vê em Cunha salvação do mandato de Dilma. De inimigo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, virou no PT a tábua de salvação da presidente Dilma. Com o cartaz mais sujo que pau de galinheiro, sob acusação de manter contas secretas na Suíça abastecidas com dinheiro sujo, Cunha virou alvo fácil dos petistas, na mídia e nas redes sociais. A estratégia é atacar o político para desviar o foco do impeachment e do envolvimento de Lula no petrolão. 
• SP: Acusados de fraudar ICMS negociaram mais de R$ 62 mi. 

• Partido Liberal vence eleições no Canadá. Justin Trudeau, filho do antigo primeiro-ministro Pierre Trudeau (1968 a 1979), vai liderar o governo, depois de o seu partido ter conseguido a maioria absoluta na nova Câmara dos Comuns, com 338 assentos parlamentares; Canadenses de todo o país, enviaram uma mensagem nessa segunda-feira: é o momento da mudança, meus amigos, da verdadeira mudança, afirmou Trudeau, no discurso da vitória, em Montreal, onde mora e foi eleito. 
• ONU exige fim da violência entre Israel e palestinos. 
• Cerca de 35 mil sírios fugiram de suas casas ao sul de Alepo, diz agência da ONU. 
• Israel prende um dos principais líderes do Hamas na Cisjordânia. 
 • Pelo menos 45 mortos em bombardeios russos na cidade síria de Latakia. 

Dilma virá do frio pegando fogo. 
. Mesmo no frio da Suécia e da Finlândia, a presidente Dilma pegou fogo. Teve certeza de que por trás da sugestão de Rui Falcão para demitir Joaquim Levy está o Lula. O alvo de sua resposta agressiva, de que não vai demitir, foi o ex-presidente da República, não o presidente do PT, simples acessório.
. Madame ficou uma fera e deu o troco: o governo pensa diferente do partido. Não haverá que falar em rompimento, mas as relações entre o antecessor e a sucessora esfriaram mais do que as estepes geladas da Escandinávia. Ao desembarcar em Brasília, porém, ela parecerá a irmã do Tocha Humana.
. Por certo que Joaquim Levy sai chamuscado do episódio, mas fica no ministério,pelo menos até o dia em que sua paciência estourar. Perde também a tal agenda positiva de que tanto fala o Lula.
. Para cada lado que Dilma se volte, surgem problemas. O mais agudo de todos chama-se Eduardo Cunha, capaz de surpreender dando seguimento ao pedido de impeachment da presidente, a ser reapresentado hoje pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior. Acirrará os ânimos a simples formação de uma comissão especial de deputados para examinar a proposta. Como o prazo para essa manifestação é de 90 dias, imagina-se a questão estendida para o próximo ano, a menos que o presidente da Câmara entre em desespero. Mesmo forçado a renunciar, decidiu ficar onde está e enfrentar o Conselho de Ética, onde imagina dispor de maioria. A bancada de seus seguidores é forte, não a ponto da decretação do afastamento da chefe do governo, mas bastante para incomodar o palácio do Planalto. Por isso ainda persistem tentativas de um acordo entre Dilma e Cunha, visando a preservação de seus mandatos. Aguarda-se a chegada da presidente que virá do frio pegando fogo.
Dois números
. Amanhã o Banco Central dirá se reduz, aumenta ou mantém os juros no patamar de 14.25%. Qualquer das três opções será prejudicial à política econômica.
. Quinta-feira o IBGE divulga os números das demissões havidas em todo o país desde o começo do ano. Há quem fale em um milhão de trabalhadores com carteira assinada, apenas nesse período. (Carlos Chagas)

Sorria! Sua presidente gasta mais que a Rainha da Inglaterra. O dobro. 
. Achas que ela gasta demais? Também acho, mas isso não é problema... 
. A CPMF existe para ser ressuscitada e resolver essas ninharias.
. Dilma custa ao Brasil o dobro de Elizabeth II ao Reino Unido.
. Gastos públicos brasileiros são crescentes e estão sem controle.
. Reverência. A presidente Dilma espera pela chanceler alemã na rampa do Palácio do Planalto: só com os palácios em Brasília e as viagens da presidente, custo é de R$ 390 milhões por ano.
. A presidente vai reduzir seu salário, do vice-presidente e dos 31 ministros a partir de novembro. Dilma Rousseff ganha R$ 26,7 mil mensais e deve perder 10%, pouco mais de três salários mínimos.
. O corte salarial no topo do poder, porém, é meramente simbólico num governo onde os gastos são crescentes.
. O caso da Presidência da República é exemplar. Na última década, se tornou um agrupamento burocrático de dezenas de organismos, fundos e secretarias extraordinárias. Gastou R$ 9,3 bilhões no ano passado -210% mais que em 2005, já descontada a inflação do período.
. É um volume de dinheiro quase três vezes maior, por exemplo, que o gasto anual do Estado do Rio na manutenção da rede pública de saúde, com 60 hospitais (1.050 leitos de UTI).
. Ano passado, as despesas do núcleo administrativo diretamente vinculado a Dilma somaram R$ 747,6 milhões, recorde no primeiro mandato. 
. Pouco mais da metade disso (R$ 390,3 milhões) foi usado para pagar assessoria e serviços prestados à presidente nos palácios onde trabalha e reside e durante as viagens, segundo dados da Secretaria de Administração da Presidência disponíveis no Portal da Transparência, do governo federal.
. Dilma já custa para os brasileiros praticamente o dobro do que a rainha Elizabeth II e a família real para os súditos britânicos. A monarquia consumiu, em 2014, o equivalente a R$ 196,3 milhões, segundo relatório anual da Casa Real, tendo-se como referência a cotação da moeda (libra) no fim de agosto.
. Numa comparação republicana, o custeio do gabinete de Dilma equivale a 60% do escritório de Barack Obama. O presidente dos Estados Unidos gastou R$ 648 milhões com serviços na Casa Branca e na residência oficial, segundo relatório sobre a execução orçamentária no último ano.
. Em Washington, como em Brasília, parte das despesas presidenciais acaba dissimulada no orçamento. A diferença fica por conta da credibilidade sobre as contas dos dois governos e a eficácia do controle público.
. Nos EUA, Congresso e organizações sociais mantêm ativa fiscalização. No Brasil, sobra desconfiança, e o controle é rarefeito. Aqui, além da pouca transparência, o excesso de truques e maquiagens fez crescer em progressão geométrica o descrédito nas contas governamentais, diz Gil Castelo Branco, da ONG Contas Abertas.
. Em Brasília, a rotina de Dilma fica circunscrita a um raio de 15 quilômetros: trabalha no Palácio do Planalto, mora no Alvorada e passa fins de semana na Granja do Torto, uma casa de campo.
. Logo cedo, a presidente passeia nos jardins do Alvorada, à margem do Lago Paranoá, entre araucárias e sibipurunas plantadas por Yoichi Aikawa, jardineiro do imperador japonês Hirohito, que doou o projeto paisagístico há mais de meio século. Caminha sobre um tapete vegetal três vezes maior que o Maracanã, com sutil variação de tons de verde derivada das gramas Esmeralda (Zoysia japonica), Batatais (Paspalum notatum) e São Carlos (Axonupus compressus). A irrigação e a jardinagem consomem R$ 4 milhões anuais.
. Os prédios da Presidência abrigam multidões de servidores públicos, assessores contratados e a mão de obra alugada de secretárias, telefonistas, vigilantes, faxineiros e garçons, entre outros. Os serviços de manutenção somam R$ 220 milhões por ano.
. Vigilância e limpeza custam R$ 5,7 milhões anuais. Nas portarias, há um batalhão de vigias. Representam uma fração (R$ 1,5 milhão) de uma das maiores despesas do setor público: R$ 3 bilhões ao ano em policiamento privado, com elevada concentração em quatro grupos (Confederal, TBI, Albatroz e Santa Helena Vigilância). Ano passado, esse tipo de gasto superou os investimentos realizados por um conjunto de 33 órgãos, incluídos os ministérios do Esporte, das Comunicações e da Cultura.
. Há despesas mais prosaicas, como R$ 9,7 mil para quatro camareiras que lavam as roupas do vice-presidente Michel Temer, sob compromisso de sigilo de informações. E R$ 7,8 mil para tratamento semanal da piscina do Palácio do Jaburu, onde Temer mora.
. Recorrentes mudanças administrativas, produto da instabilidade nas relações da presidente com aliados, levaram à contratação permanente (por R$ 1milhão por ano) de empresa especializada na montagem e desmontagem de paredes divisórias no Planalto.
. Cada despesa nova leva uma justificativa pomposa. Exemplo: os R$ 39 mil pagos para encerar o piso de mármore do Planalto têm o objetivo de manter a nobreza dos ambientes por onde circulam autoridades, diz o contrato.
. O esmero burocrático se reflete na mesa do poder, com espaço para opções individuais, como a escolha do chefe de cozinha. Nem sempre dá certo. No governo Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, um sargento da Marinha foi enviado a Paris com a missão de aprender a cozinhar. Voltou, agradeceu e partiu para a aventura de um negócio próprio.
. Nas 28 copas, a prestação de serviços custa R$ 7,4 milhões. Por elas circulam 88 garçons, sempre em camisa branca, calça, paletó de dois botões e cinco bolsos, gravata-borboleta e sapatos pretos. Há 58 copeiras em calças sem pregas, blusa de mangas três-quartos, em microcrepon (do tipo anarruga), sob avental xadrez preto e branco, com viés nas laterais. Os uniformes são exigência contratual.
. A intensidade do movimento entre copa e cozinha varia conforme a predileção do governante por festas e homenagens. O governo Dilma foi de comemorações no primeiro mandato: gastou-se R$ 302,7 milhões, 40% mais que Lula em oito anos. Em 2014, foram R$ 77,3 milhões, média de R$ 213 mil por cada dia do calendário da reeleição./ . Luxo e fartura ambientam as cozinhas dos palácios. Paga-se R$ 9 mil por banho restaurador dos utensílios em prata 925 (esterlina, com 92,5% de pureza). Os gastos com alimentação no Planalto somam R$ 16 milhões anuais.
. Desse total, uma fatia de R$ 1,3 milhão fica reservada para prover a despensa, os cardápios sob encomenda e a adega da presidente, com capacidade para 2.000 garrafas. Quase tudo é mantido em segredo. Aos curiosos, a presidência acena com um decreto (nº 7.724) assinado pela própria Dilma, em 2012, onde se lê: As informações que puderem colocar em risco a segurança do presidente da República, vice-presidente e seus cônjuges e filhos ficarão sob sigilo até o término do mandato em exercício ou do último mandato, em caso de reeleição.
. Como nem os donos de segredos de Estado conseguem guardá-los, sabe-se que um dos mais caros cardápios é mantido à margem da contabilidade rotineira de copa e cozinha palaciana: custa R$ 2 milhões anuais o serviço de comida a bordo do avião presidencial.
. Já foi mais. Em 2006, Lula chegou a gastar R$ 3,7 milhões - mais que a conta dos cinco mil telefones da presidência naquele ano. Ele instituiu um padrão em voos, preservado por Dilma, com variedade de carnes (coelho assado, costeleta de cordeiro, rã, pato, picanha e peixe). O café da manhã a bordo custa R$ 58,60; a bandeja de frutas, R$ 102; cada canapé de caviar sai a R$ 7; camarão ou salmão defumado, a R$ 4,60.
. Em viagens ao exterior, Dilma prefere hotéis às residências oficiais nas embaixadas brasileiras. Em junho, passou três dias numa suíte do St. Regis, em Nova York, decorada por joalheiros da Tiffany. Depois, passou um dia em São Francisco, Califórnia, no hotel Fairmont, cuja suíte principal tem um mapa estelar em folhas de ouro contra um céu de safira. O custo médio das diárias nos EUA foi de R$ 36 mil.
. Para servi-la e à comitiva foram contratados 19 limusines, 15 motoristas, dois ônibus e um caminhão para transportar bagagens. Custou R$ 360 mil (o pagamento atrasou dois meses).
. Em Atenas, na Grécia, em 2011, a presidente gastou R$ 244 mil numa escala técnica de 24 horas - mais de R$ 10 mil por hora. (José Casado)

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